São Paulo – A Mercedes-Benz colocará cerca de 500 trabalhadores da sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em layoff. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC 250 funcionários da área de CKD de caminhões e ônibus serão afastados de novembro a fevereiro e outros 280 da produção de ônibus de novembro a janeiro.
A principal razão, de acordo com a entidade, é a venda da fábrica de Virrey del Pino, na Argentina. A Open Cars assumiu a produção local da Sprinter até 2030 e as operações de caminhões e ônibus estão sendo transferidas para Zárate, onde a Mercedes-Benz constrói um centro logístico. O processo fará com que a produção local precise ser paralisada e, por esta razão, os trabalhadores foram afastados.
Em nota a Mercedes-Benz acrescentou que houve também ajustes no programa de produção: “A medida foi necessária em função da suspensão temporária da exportação de CKD e agregados, motor, eixo, câmbio e cabine, para a Argentina, que está transferindo sua manufatura local para um novo local e também de ajustes do programa de produção de ônibus”.
Na nota a empresa fala em layoff de quinhentos trabalhadores, de diversas áreas, por até cinco meses a partir de novembro.
“Durante o período de layoff os empregados terão seus salários líquidos e benefícios preservados, conforme previsto em acordo coletivo, além da oferta de programas de qualificação profissional”.
São Paulo – De 23 mil a 24 mil unidades comercializadas até dezembro, alta de 5% sobre 2024. Esta é a expectativa de Caio e Marcopolo, duas tradicionais fabricantes do mercado nacional, que participaram do Fórum AutoData Perspectivas Ônibus, na terça-feira, 16. Não significa, entretanto, que as coisas caminham muito bem para a indústria.
Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais de mercado interno e marketing da Marcopolo, analisou o resultado de vendas de 2025 de duas formas:
“Pelo lado positivo será o melhor volume dos últimos dez anos, algo muito positivo. Porém se pegarmos a média de vendas de 2004 a 2014, a década anterior, foi de 25 mil unidades por ano”.
Maurício Cunha, vice-presidente do Grupo Caio, disse que o encolhimento do mercado foi puxado por alguns fatores:
“O cenário atual está complicado pelas altas taxas de juros. Mas o mercado retrocedeu por outros fatores também, como uma demanda por veículos elétricos sem o planejamento adequado, assim como a falta de política pública de renovação de frota e as oscilações do programa Caminho da Escola”.
Para um futuro melhor da indústria de ônibus, com a volta de volumes maiores, Portolan sugeriu algum movimento para baixar as taxas de juros dos financiamentos, que estão afetando todo o mercado, principalmente o segmento de maior volume, que é o urbano.
Cunha acredita que junto é necessário um movimento de renovação de frota por meio da compra de mais veículos Euro 6, que poderiam substituir os mais antigos, resultando em menores emissões, junto com uma redução do custo Brasil.
São Paulo – A indústria de ônibus vive um bom momento em 2025. Mas o cenário é desafiador e deverá piorar a médio prazo, avaliou Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, que participou do Fórum AutoData Perspectivas Ônibus, na terça-feira, 16:
“A taxa Selic em 15% torna os financiamentos de ônibus proibitivos, pois quem compra está pagando 20% a 22% de juros. Quem investe R$ 100 milhões em veículos paga até R$ 22 milhões só de juros”.
Para Saltini a taxa segue sendo o principal alerta para 2026. Segundo ele se não começar a cair a demanda será bastante afetada, algo parecido com o que está acontecendo no segmento caminhões pesados neste ano. A instabilidade global também é outro ponto de atenção para 2026.
Ele entende que a elevação dos juros é uma ferramenta para combater a inflação no Brasil, porém, ele questiona a necessidade de juros tão altos: “Precisa ser uma taxa tão alta assim? Hoje os juros finais para financiamentos variam de 20% a 22%, mas se fosse algo em torno de 14%, como já foi no passado, o cenário seria bem diferente. O mesmo vale para a Selic, uma taxa de 10% é muito diferente da atual de 15%”.
Outro ponto que preocupa o executivo no médio prazo é a reforma tributária, que deverá elevar o preço final dos ônibus vendidos no País. Ele disse que as fabricantes nacionais pagarão mais impostos: atualmente as empresas pagam uma média de 12% de ICMS e 7% de PIS Cofins, totalizando 19%, porém, com a reforma tributária, o IVA deverá ser de 28%.
Mas nem só de pontos preocupantes é feito o cenário para 2026. Do lado positivo está uma nova licitação do programa federal Caminho da Escola, que deverá encomendar até 7 mil veículos, e que ajudará a movimentar a indústria no ano que vem:
“Esperamos que saia a nova licitação do programa Caminho da Escola e, quem sabe, ela supere as 7 mil unidades, pois traz um volume importante para o ano que vem. Isso pode ajudar na manutenção das vendas, empatando com 2025”.
De janeiro a agosto as vendas de ônibus cresceram 14,4%, com 15,7 mil emplacamentos, e a expectativa para o fechamento do ano é de 25,3 mil vendas, expansão de 12,8% sobre 2024. Já a produção cresceu 11,7% até agosto, com 21,2 chassis de ônibus fabricados, com projeção de alta de 14,3% até dezembro, chegando a 31,7 mil unidades fabricadas.
São Paulo – De janeiro a agosto saíram das linhas de produção das encarroçadoras brasileiras 17 mil 864 ônibus, 5,1% acima do mesmo período em 2024. E, para o ano, a projeção é que este movimento se mantenha, totalizando 26 mil 967 unidades, avanço de 5,3% com relação ao ano passado – que tinha ampliado o volume em 19% frente a 2023.
Foi o que apresentou o presidente da Fabus, Ruben Bisi, durante a abertura do Fórum AutoData Perspectivas Ônibus, realizado na terça-feira, 19.
Para o ano que vem, no entanto, o dirigente estima que haja estabilidade no volume de ônibus encarroçados, o que se justifica pelo ambiente de instabilidade econômica e da elevada taxa de juros, de 15% ao ano, que estimulam a postergação da renovação da frota: “Temos uma projeção mais precavida, mas tomara que eu erre e que cresçamos de 10% a 15%”.
Bisi disse que se o desempenho de 2026 for o mesmo de 2025 está de bom tamanho, ao lembrar que os juros nas alturas também não estão contendo a inflação e que no ano que vem haverá eleição.
Havia um maior otimismo por causa das exportações para a Argentina, devido à combinação de recuperação econômica e dólar cotado a R$ 6,30 no início do ano. Agora, no entanto, o meio de campo começou a embolar no país vizinho com as eleições regionais, o aumento da inflação e a nova valorização da moeda estadunidense. Ao passo que, no Brasil, o câmbio desvalorizou para R$ 5,30.
“Há um mês a Argentina era nosso principal mercado para estimular a produção tanto este ano quanto no ano que vem. Hoje já não sabemos como ficará a situação. E com a questão do câmbio o preço também muda bastante.”
Por aqui a expectativa é equilibrada pela nova licitação do Caminho da Escola, de 7 mil 470 unidades, preparada pelo FNDE e aguardada para as próximas semanas. Bisi disse que este ano de 20% a 25% da produção foram estimulados pela demanda do programa do governo federal.
“Vejo como fatores positivos e oportunidades para 2026, além do Caminho da Escola e da manutenção das exportações para a Argentina, o aumento do turismo interno, reforçado pela migração de passageiros do modal aéreo por causa dos preços de bilhetes e dos combustíveis.”
Ele também disse acreditar na possibilidade de o Fundo Clima financiar o transporte público, o que é animador, assim como o aumento da verba para a infraestrutura e para ônibus urbanos com o PAC Mobilidade, e o apoio das prefeituras ao Tarifa Zero: 241 cidades subsidiam as tarifas e 158 zeraram os valores. Citou, ainda, o aumento da venda de produtos movidos a energias alternativas, como elétricos, biometano e híbridos.
“Para que tudo corra bem no ano que vem precisamos que as taxas do PIB e de geração de emprego sigam crescendo, o programa de renovação veicular saia do papel, a Selic comece a cair, o Marco Legal do Transporte Público seja aprovado e as compras governamentais passem a ter um mínimo de conteúdo local, assim como para acessar o Finame, que exige pelo menos 20%.”
São Paulo – A Volkswagen entregou, na noite de segunda-feira, 15, o prêmio Super, Sistema Único de Performance, para quinze concessionárias individuais e quinze grupos econômicos, que apresentaram melhor desempenho com relação a vendas, qualidade de atendimento e gestão.
As concessionárias e grupos foram divididos em categorias A, B e C, de acordo com o volume de vendas de cada operação. Assim, segundo a empresa, revendas de diferentes portes puderam ser valorizadas de forma justa.
Categoria B Breitkopf Discasa Itacuã Thelma Francauto
Categoria C Capivari Correauto Dimasa Coletto Três Rios
Concessionária
Categoria A Luson, de São José dos Pinhais, PR Germânica, de Americana, SP Original Veículos, de Taubaté, SP Belcar Veículos, de Goiânia, GO Faria, de São Paulo
Categoria B Germânica, de Mogi-Mirim, SP Germânica, de Campinas, SP Faria, de Catanduva, SP Comauto, de Montenegro, RS Faria, de São José do Rio Preto, SP
Categoria C Germânica, de São João da Boa Vista, SP Germânica, de Valinhos, SP Germânica, de Paraguaçu Paulista, SP Dimasa, de Araranguá, SC Coletto 3R, de Ourinhos, SP
São Paulo – Com 109 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados até a segunda-feira, 15, o mercado brasileiro registrou avanço de 3,1% sobre a primeira quinzena de agosto, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData.
Existe, segundo fonte do mercado, alta demanda pelos modelos do programa Carro Sustentável. Diversas redes de concessionárias estão promovendo promoções, com generosos descontos e facilitação no pagamento.
A Volkswagen fechou a primeira quinzena encostada na líder Fiat: 19,4 mil contra 20,5 mil licenciamentos. A Chevrolet, com 11,9 mil, é perseguida de perto pela Hyundai, 10,4 mil.
São Paulo – Fim do mistério: o SQ5 e o SQ5 Sportback encerram a lista de treze lançamentos programados pela Audi no mercado brasileiro este ano. O esportivo retorna ao Brasil com mais tecnologia e eficiência, montado sobre a PPC, plataforma premium para veículos a combustão – é o terceiro do portfólio local, seguindo o A5 e o Q5.
As mais de quarenta concessionárias Audi receberão os dois modelos a partir de novembro. Um primeiro lote será vendido por R$ 625 mil o SQ5 e por R$ 640 mil o SQ5 Sportback.
Equipa o modelo motor 3.0 V6 TFSI, de 367cv. O conjunto conta, ainda, com a transmissão S Tronic de sete velocidades e tração integral quattro com tecnologia ultra.
Em 2025 a Audi lançou o A3 Sportback, o A3 Sedan, o RS 3 Sedan, o Q5, o Q5 Sportback, o SQ5, o SQ5 Sportback, o SQ6 Sportback e-tron, o Q6 Sportback e-tron, o RS 6 Avant GT, o RS Q8 Performance, e os A5 e A6 e-tron. De janeiro a agosto as vendas somaram 3,1 mil unidades.
São Paulo – A Marcopolo anunciou que voltará a comercializar ônibus no mercado europeu, o qual deixou em 2009, quando fechou sua fábrica em Coimbra, Portugal. Desta vez será por meio de importação, com as carrocerias partindo do Brasil para serem montadas sobre chassis fabricados na Europa.
Segundo o CEO André Armaganijan mudanças no setor criaram cenário favorável para a empresa, que operou na Europa de 1990 a 2009. Este retorno se dará com o Paradiso G8 1200: o modelo será apresentado em Bruxelas, Bélgica, na feira Busworld Europa, de 4 a 9 de outubro.
Com 13m50 de comprimento o modelo exposto na feira acomoda 55 passageiros.
São Paulo – É oficial: a Volkswagen será ausência no retorno do Salão do Automóvel, programado para novembro no Distrito Anhembi após seis anos. O presidente e CEO Ciro Possobom confirmou que a marca decidiu não participar, nem com estande nem com outro tipo de ação.
A desistência oficial é acompanhada de outras importantes empresas, como General Motors, Ford e Nissan, também fora do Salão. As premium Audi, BMW e Mercedes-Benz também são ausências.
Pedido pessoal do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o retorno do Salão se dará sem pelo menos um terço do mercado, levando em conta o volume de vendas. A Volkswagen é vice-líder e a Chevrolet a terceira do ranking. A Nissan também está no Top 10.
Confirmadas estão BYD, Caoa, Caoa Chery, Citroën, Denza, Fiat, GAC, Geely, GWM, Honda, Hyundai, Jeep, Kia, Leapmotor, Lecar, Lexus, MG Motors, Mitsubishi, Omoda Jaecoo, Peugeot, Ram, Renault e Toyota. Suzuki Motos e Vespa representam o setor de duas rodas.
A abertura do evento está programada para 21 de novembro, com expectativa da presença de Lula. A venda de ingressos já foi aberta e, segundo a Anfavea, foram vendidos 25 mil em apenas dois dias. A expectativa da RX, organizadora do evento, é receber 700 mil pessoas.
São Paulo – A Fiat Strada chegou à marca de 2,5 milhões de unidades produzidas na fábrica de Betim, MG, desde 1998, quando foi lançada a sua primeira geração. A maior parte deste volume foi comercializada ao mercado interno, e também houve exportações no período. A picape é exportada para Argentina, Paraguai e Uruguai.
A fábrica de Betim tem capacidade para produzir 650 mil veículos/ano e, além da Strada, produz Argo, Mobi, Pulse, Fastback, Fiorino e Peugeot Partner Rapid.
De janeiro a agosto a Fiat Strada foi o veículo mais vendido do Brasil, 87,4 mil unidades, de acordo com dados da Fenabrave.