Sascha Sauer é o novo presidente e CEO da Audi do Brasil

São Paulo – Quase oito meses após a saída de Daniel Rojas, que retornou ao Chile para fazer a gestão de todas as marcas do Grupo Volkswagen no mercado local, a Audi do Brasil anunciou seu novo CEO e presidente: Sascha Sauer foi indicado como o sucessor de Rojas. No Grupo Audi desde 1997, nos últimos cinco anos na África do Sul, Sauer acumula 28 anos de trabalho na indústria automotiva. Nascido em Fulda, Alemanha, trabalhou no seu país natal, no Reino Unido, na China, em Hong Kong e na África do Sul.

Desde janeiro a operação local estava interinamente gerenciada por Philippe Siffert, diretor executivo e financeiro.

“Gostaria de agradecer a Philippe Siffert e a todos os funcionários pela liderança e gestão da Audi do Brasil durante o período de transição”, disse Sauer, em nota. “Tenho o prazer de encontrar uma equipe competente, capaz de avançar em direção aos objetivos da marca nos próximos anos com uma nova fase de produtos, serviços e plataformas de experiência, com destaque para nossa entrada na Fórmula 1.”

Conheça os finalistas de Exportador

HB20 brilha na Argentina

Produzido em Piracicaba (SP) desde setembro de 2012, o Hyundai HB20 tornou-se rapidamente um dos veículos mais vendidos do Brasil. No final de 2024, enfim cruzou a fronteira com a Argentina, impulsionado pela abertura econômica do país. Prontamente, atraiu a atenção dos consumidores, repetindo o sucesso identificado em outros destinos de exportação, como Uruguai, Paraguai, Colômbia e México.

A versão hatch, com motor 1.6 aspirado de 123 cv e câmbio manual ou automático, foi a primeira a ser exportada. Em março deste ano, o HB20S (sedã) passou a ser enviado nas versões Comfort, com câmbio manual, e Platinum Safety, topo de linha, com transmissão automática de seis marchas.

Exportar os modelos HB20, HB20S e o SUV Creta para a Argentina representa um desafio logístico, já que a Hyundai não conta com unidades fabris no país vizinho. Mas é justamente a chegada ao mercado argentino que reforça a estratégia da marca de internacionalização da produção nacional, com apoio de fornecedores locais e confirmando o Brasil como sua base exportadora na América do Sul.

Como prova da rápida aceitação junto aos consumidores locais, o HB20 foi um dos vencedores do prêmio “Carro Mais Seguro”, que considerou preço e segurança para eleger os modelos de destaque. O HB20, em seu primeiro ano à venda, estreou na premiação como o melhor na categoria “Carros”, que inclui todas as opções de hatch e sedã disponíveis no país.

O êxito da exportação do HB20 para a Argentina evidencia a capacidade da indústria automotiva brasileira de se adaptar com agilidade a diferentes mercados, gerando vendas e reconhecimento internacional. Mais que um sucesso comercial, representa a valorização da indústria nacional e a imagem do Brasil como referência automotiva na América Latina. O destaque do modelo no país vizinho é resultado do trabalho conjunto de profissionais da Hyundai e de seus fornecedores, evidenciando a excelência da produção brasileira e impulsionando sua expansão regional.

Com o aumento da demanda internacional, em um mercado estratégico como o argentino, abre-se espaço para a ampliação de contratos, diversificação de produtos e maior estabilidade na produção. Essa internacionalização fortalece toda a cadeia de suprimentos nacional, promovendo inovação, competitividade e geração de valor para todos os parceiros envolvidos.

Stellantis bate recorde de exportações

A Stellantis reforçou sua estratégia industrial na América do Sul com avanços significativos em todas as frentes. As exportações da empresa registraram forte crescimento no primeiro semestre de 2025. Entre janeiro e junho, foram embarcados 87.732 veículos, um aumento de 93% em relação às 45.414 unidades exportadas no mesmo período de 2024.

O Polo Automotivo de Porto Real apresentou o maior crescimento percentual, com 15.719 veículos exportados, alta de 122% sobre o ano anterior. O resultado evidencia a relevância da gama de produtos Citroën produzidos na unidade do Rio de Janeiro. Já o Polo Automotivo de Betim liderou em volume absoluto, com 43.357 unidades embarcadas e crescimento de 107% em comparação a 2024. Em Pernambuco, o Polo Automotivo de Goiana também registrou desempenho positivo, com 28.656 veículos exportados no semestre, avanço de 65% em relação ao mesmo período do ano passado.

“O crescimento das exportações da Stellantis no Brasil é resultado de vários fatores, entre eles o aquecimento da demanda na Argentina, um dos nossos principais mercados externos. Além disso, o sucesso do portfólio das nossas marcas, com produtos amplamente reconhecidos e valorizados pelos clientes em toda a América Latina, como a Fiat Strada, o Jeep Compass e o Citroën Aircross, tem sido fundamentais para esse desempenho”, afirma Matias Merino, vice-presidente de Supply Chain para a América do Sul.

A Fiat Strada foi um dos principais destaques do período, tornando-se o veículo mais exportado pela companhia. Foram embarcadas 20.180 unidades para outros países, crescimento expressivo de 118% em relação ao mesmo semestre de 2024.

Paralelamente, a Stellantis iniciou a transformação de sua unidade em Córdoba, Argentina, em um hub de produção de picapes para exportação, com a transferência da fabricação da Fiat Titano da planta uruguaia da Nordex. A Titano é o primeiro modelo de uma nova família a ser montada na fábrica, como parte de um investimento de R$ 2 bilhões previsto até 2030. Com essa iniciativa, a Stellantis amplia a integração produtiva regional, melhora a eficiência logística e se consolida como protagonista nas exportações de veículos na América do Sul, unindo escala, diversidade de portfólio e visão estratégica de longo prazo.

Recorde de SKD

A internacionalização da Volkswagen Caminhões e Ônibus está ganhando tração. Entre o final de 2024 e o início de 2025, a VWCO registrou dois marcos importantes: o recorde de exportação de kits SKD (nome utilizado quando diferentes partes de um veículo são embarcadas para sua montagem final em fábricas de outros países), com 2.430 unidades embarcadas para mercados estratégicos, e a expressiva marca de 40 mil chassis Volksbus exportados — conquistas que consolidam sua presença global e reafirmam a força da engenharia brasileira.

O modelo de exportação em kits SKD, aliado a uma rede com pontos de atendimento em todo o mundo, permite superar barreiras logísticas e fortalecer o pós-venda — fatores que contribuíram para a liderança da marca em países como Peru e Costa Rica, além do fornecimento de 2 mil ônibus a Angola entre 2017 e 2024. Mais do que números, a VWCO demonstra protagonismo ao oferecer soluções acessíveis, robustas e sob medida para cada mercado.

A entrada em operação da linha de montagem na Argentina, somada às fábricas no Brasil e no México, além das parcerias comerciais na África do Sul e nas Filipinas, evidencia a maturidade da estratégia de internacionalização da VWCO. A empresa se destaca pela capacidade de adaptar seus produtos às exigências regionais, respeitando legislações, topografias e necessidades locais com flexibilidade e excelência técnica.

“Como reflexo de nossa estratégia internacional, temos superado ano a ano os nossos resultados. O Brasil continua a ser nosso maior mercado consumidor e, portanto, produtor, mas temos diversificado esse posicionamento. Especialmente em 2024, o início de nossa montagem na Argentina foi crucial, a demanda no país está forte e temos ganhado ritmo”, afirma Adilson Dezoto, vice-presidente de Produção e Logística da empresa.

Hoje, além da Argentina, a VWCO está habilitada para enviar kits SKD para montagem em sua fábrica no México e também em suas operações parceiras na África do Sul e nas Filipinas, de acordo com a demanda de cada mercado. Para essa ampliação das operações, a empresa aposta em novos conceitos e muita capacitação de seu time de forma a garantir o atendimento aos volumes maiores.

Renata Agostini assume a comunicação da Anfavea

São Paulo – A Anfavea anunciou Renata Agostini como sua nova diretora de comunicação. Ela sucede a André Jalonetsky, que ocupou a função por seis anos.

Com duas décadas de experiência na área de comunicação a executiva tem como missão ampliar os canais de diálogo da entidade com a sociedade e seus diferentes públicos de interesse.

Graduada em Jornalismo pela UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Agostini foi colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN. Também trabalhou como apresentadora da CNN Brasil, repórter especial e colunista do Estadão, repórter na Folha de S. Paulo e nas revistas Veja e Exame.

Pioneira, Nissan diz ter dado uma pausa em sua oferta de elétricos no Brasil

Morungaba, SP – Uma das pioneiras em veículos elétricos no Brasil, com o Leaf em 2012, a Nissan fez o que considera uma “pausa” em sua oferta de eletrificados. Desde o fim do ano passado, quando a segunda geração do Leaf saiu do portfólio, não há mais híbrido ou elétrico disponível na linha local. A tecnologia e-Power, na qual veículo com tração 100% elétrica tem sua bateria recarregada por motor a combustão, chegou na América do Sul mas ainda não no Brasil.

Discreta quando o assunto são os planos futuros a companhia diz não ter, por ora, previsão de lançar no mercado brasileiro nem elétrico nem híbrido. Suas fichas foram depositadas em um projeto de pesquisa: a partir deste mês frota de 23 unidades do modelo 100% a bateria Ariya começa a circular para testes com funcionários e concessionários definidos por sorteio. Ao todo setenta veículos estarão nas ruas pelo período mínimo de um ano.

O Ariya, entretanto, não será comercializado no Brasil, garante a Nissan. Segundo o diretor de comunicação corporativa Rogério Louro não basta colocar um carro elétrico no portfólio: “A Nissan tem produto que poderia competir no mercado brasileiro, e não estou falando do preço, mas achamos que não cairia no gosto do consumidor local. E, da mesma maneira, o veículo que consideramos que agradaria não tem preço.”

O executivo observou que há muitas variáveis a serem consideradas antes de tomar decisão a este respeito: “Não basta ter vontade. Entre trazer e vender há um estudo que envolve estoque de peças para concessionários, mão de obra especializada, treinamento, investimento em ferramental. Isto tudo é somado ao preço, além da variação do dólar e a imagem de marca”.

Projeto pioneiro com taxistas

Em 2012 a Nissan estabeleceu parceria com taxistas para que 33 Leaf começassem a rodar em São Paulo e Rio de Janeiro, que se estendeu até 2016. Durante os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, os veículos foram usados para transportar os medalhistas brasileiros. Como lembrou Rogério Louro “o objetivo era adquirir experiência e obter dados”.

A autonomia da primeira geração testada pelos taxistas era de 160 quilômetros e, a da segunda, a que foi comercializada no Brasil de 2019 a 2024, passou para 300. E o veículo tinha preço por volta de R$ 300 mil.

Segunda geração do Nissan Leaf deixou de ser vendida no Brasil no fim do ano passado. Foto: Divulgação.

Pesquisa avançada será realizada por pelo menos um ano

O que a montadora denomina de laboratório sobre rodas, na experiência com o Ariya, avaliará questões como clima, dirigibilidade e outros pontos para analisar, por exemplo, se a autonomia de 300 a 400 quilômetros do ciclo americano será mantida no Brasil. 

“A tecnologia e-Force é o que há de mais moderno em termos de tração na Nissan”, afirmou Kátia Ribeiro, gerente sênior de marketing da Nissan na América Latina. “Com a mesma base usada na Fórmula E, une a capacidade de um SUV com a emoção e a precisão de um carro esportivo.”

nissan ariya lateral
Nissan Ariya será emprestado para funcionários e concessionários entrarem em contato com suas tecnologias. Foto: Soraia Abreu Pedrozo.

O e-4Orce, como a empresa escreve, é a tecnologia de tração integral a bateria avançada que melhora o controle e a estabilidade em veículos elétricos e híbridos e-Power.

A iniciativa da filial brasileira da Nissan, reforçou Louro, é inédita: “O principal objetivo é colher dados, pois o modelo é termômetro não só de soluções de eletrificação mas, também, de tecnologia.”

Por que a empresa não planeja comercializá-lo por aqui depois deste período? Segundo Louro a iniciativa da pesquisa “queimaria a largada”: após quase um ano circulando pelas ruas e estradas brasileiras, em testes, lançar o Ariya seria como colocar um carro velho no portfólio, amplamente visto pelo consumidor e pelos concorrentes.

Durante o período dos testes serão avaliadas também as tecnologias de automação que não têm legislação no Brasil, como o ProPilot 3, em que o carro mantém a trajetória sem o uso das mãos no volante. Embora não exista navegação por satélite por aqui, em ambiente controlado isto será possível.

O Ariya foi apresentado a jornalistas e a reportagem de Agência AutoData pode experimentá-lo por um trecho de estrada e comprovar a potência do motor, que vai de zero a 100 km/h em cinco segundos.

Além de ir de zero a 100 km em 5 segundos Nissan Ariya traz o que há de mais novo em tecnologia. Foto: Soraia Abreu Pedrozo.

Além do amplo teto solar panorâmico, que deixa o interior do veículo bastante iluminado, bancos elétricos com memória podem ser aquecidos ou refrigerados – inclusive os traseiros, e o retrovisor inteligente, que na verdade é uma câmara, repete a fórmula do Leaf. 

Dentre tantos predicados há também a câmara de 360 graus, tela integrada, console central que desliza automaticamente e o reconhecimento de placas. Lançado em 2022 o modelo é comercializado no Japão, onde é fabricado, na Europa e nos Estados Unidos, mercado em que é vendido por em torno de US$ 40 mil.

Mercedes-Benz é a campeã geral do Selo Maior Valor de Revenda Comerciais 2025

São Paulo – Dois modelos Mercedes-Benz foram os campeões gerais da décima-primeira edição do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais, concedido pela Agência AutoInforme. Com desvalorização de 5,1% nos últimos três anos o Sprinter Chassi foi o vencedor em Utilitários de Carga e o Accelo 1016, com surpreendente valorização de 1,5% no período, ganhou em Caminhões.

Os troféus foram entregues aos vencedores de treze categorias na sexta-feira, 12, em São Paulo. Segundo a Agência AutoInforme a Mercedes-Benz conquistou o nono título de campeã geral na história da premiação. Para formar o índice foram considerados os preços médios dos veículos 0 KM em julho de 2022 e seus modelos correspondentes com três anos de uso, ou seja, em junho de 2025.

Neste ano foram analisados 75 modelos, dos quais 56 caminhões e dezenove utilitários. Veja os vencedores de cada categoria:

Utilitários
Camioneta de Carga:
Mercedes-Benz Sprinter Chassi -5,1%
Furgão de Carga
: Mercedes-Benz Sprinter Furgão -6,6%
Furgoneta de Carga: Fiat Fiorino -18%
Furgoneta de Carga Elétrica: Citroën Jumpy Furgão -39,7%
Minibus: Renault Master Minibus -6%

Caminhões
Leve: Mercedes-Benz Accelo 1016 +1,5%
Semileve: Iveco Daily -12,5%
Médio: VW Delivery 11-180 -5,2%
Semipesado: VW Constellation 24-280 -6,4%
Pesado até 400 cv: Mercedes-Benz Atego 2730 -12%
Pesado de 401 cv a 500 cv: Scania R-450 – 14,3%
Pesado acima de 501 cv: Scania R-540 -14,3%
Elétrico: VW e-Delivery -12,9%

Vendas de veículos crescem 27% no mercado peruano em agosto

São Paulo – Mantendo a trajetória de crescimento no ano o mercado de veículos leves do Peru registrou 16,2 mil vendas em agosto, o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de janeiro, de acordo com dados divulgados pela AAP, Associação Automotiva do Peru. Na comparação com agosto do ano passado houve expansão de 26,7%, e de 8,6% sobre julho.

No acumulado até agosto as vendas somaram 120 mil unidades, volume 20,6% superior ao do mesmo período do ano passado. A AAP destacou a possibilidade de o país registrar o seu novo recorde anual de vendas em 2025.

As vendas de caminhões em agosto somaram 1,7 mil unidades, incremento de 38,1% sobre idêntico mês do ano passado. Na comparação com julho houve estabilidade. No acumulado do ano foram comercializadas 12,9 mil unidades, crescimento de 28,9% na comparação com iguais meses de 2024.

A demanda por ônibus cresceu 30,8% em agosto, chegando a 289 unidades, volume que na comparação com julho foi 11,3% menor. No acumulado dos oito primeiros meses do ano houve crescimento de 35,9% e as vendas chegaram a 2,5 mil unidades.

Vendas de pneus caem 1% até julho

São Paulo – As vendas de pneus no Brasil caíram 0,8% de janeiro a julho, na comparação com igual período do ano passado, somando 22 milhões 442 mil unidades, de acordo com dados da Anip, entidade que representa as fabricantes nacionais. O recuo foi puxado pelo segmento de reposição, que registrou queda de 6,1% no período, com 14 milhões 716 mil pneus vendidos, enquanto que as entregas para as montadoras somaram 7 milhões 725 mil e avançaram 11%:

“A indústria nacional segue sofrendo os impactos causados pelas importações, principalmente, de pneus de origem asiática, muitas vezes com valores abaixo do custo, e afetando duramente a indústria, empregos, investimentos e reduzindo a compra de matérias-primas locais”, disse o CEO da entidade, Rodrigo Navarro. “E agora enfrenta um desafio adicional, das tarifas de 50% e 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos.”

A Anip mudou a sua forma de divulgação dos dados e, agora, não informa mais as vendas de pneus agrícolas, que junto com os pneus de motocicletas não são somados nas vendas gerais, alegando compliance e distorções das estatísticas setoriais.

O segmento de pneus de passeio, que considera automóveis e comerciais leves, somou  18 milhões 680 mil vendas de janeiro a julho, leve queda de 0,1% na comparação com iguais meses do ano passado. A retração também foi puxada pelo segmento de reposição, com queda de 5,7% e 12 milhões 65 mil vendas, e as entregas para as montadoras tiveram incremento de 12,1%, com 6 milhões 614 mil unidades comercializadas.

No segmento de carga as vendas caíram 4,3% até julho, chegando a 3 milhões 762 mil, seguindo a mesma dinâmica das vendas totais e do segmento leve: as entregas para montadoras cresceram 4,6%, somando 1 milhão 111 mil unidades, e as entregas para a reposição caíram 7,6% chegando a 2 milhões 650 mil pneus.

As vendas de pneus de motos, divulgadas separadamente do total, somaram 5,3 milhões de unidades na reposição, queda de 10,9%. Os números de entregas para as montadoras não foram revelados.

Audi abre pré-venda do novo Q5

São Paulo – O novo Audi Q5 já está em pré-venda no mercado brasileiro, com duas opções de carroceria: SUV ou Sportback. A terceira geração do modelo é mais potente e é produzida na plataforma PPC, plataforma premium para veículos a combustão. É o primeiro SUV a sair da nova linha.

O Q5 chega ao Brasil com a nova identidade visual da Audi, alinhada a outros modelos produzidos na nova plataforma, como Q6 e-tron e os novos A5 e A6 e-tron. Sob o capô o veículo traz a nova geração do motor EA 888 2.0 TFSI, a evo5, com potência de 272 cv, contra 265 cv da anterior, e com câmbio automático de sete marchas.

Na carroceria SUV o Q5 pode ser reservado por R$ 400 mil, enquanto a Sportback custa R$ 430 mil, mas esses preços são promocionais e válidos apenas até o final de setembro nas quarenta concessionárias que a Audi tem no País.

GWM Haval H9 chega para disputar a liderança dos SUVs de sete lugares

São Francisco de Paula, RS – O terceiro modelo da GWM a ser produzido na fábrica de Iracemápolis, SP, a partir do último trimestre deste ano, está praticamente sozinho no mercado nacional. O SUV de sete lugares Haval H9 tem uma versão tão equipada que nenhum dos concorrentes com tração 4×4 são capazes de igualar. Em realidade este SUV chinês, em vias de se tornar brasileiro, poderia competir numa faixa superior de luxo. Mas seu preço de R$ 319 mil o posiciona como uma das opções mais interessantes para aqueles que procuram espaço interno e exigem conforto, tecnologia e capacidade off-road.

O Haval H9 é maior, com 4 m 950 mm de comprimento, mais largo, com 1 m 976 mm de largura, mais alto, com 1 m 930 mm de altura e tem o maior entre-eixos, 2 m 850 mm, na comparação com seus principais concorrentes Jeep Commander, Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Pajero Sport e Toyota SW4.

Essas dimensões oferecem um espaço interno generoso para os ocupantes da primeira e da segunda fileiras com boa disposição até para os dois passageiros da terceira, que não precisam ser necessariamente crianças. Um adulto pode se acomodar bem com 740 mm de espaço para as pernas e de 829 mm de altura do assento até o teto. A terceira fileira ainda possui saídas laterais do ar-condicionado, porta-objetos nas laterais e alças de apoio, além de iluminação de led individual. Nessa configuração o porta-malas tem apenas 88 litros. Com os bancos rebatidos vai a 1 mil 580 litros, segundo a GWM.

E não é só isso: o Haval H9 também é o único com bloqueio do diferencial 4×4 na dianteira e na traseira, tem o melhor ângulo de ataque, 31 graus, a maior capacidade de imersão, de 800 milímetros e o menor ruído interno, de 72,7 db, ainda segundo a fabricante chinesa.

Além de todo o trabalho de reforço e isolamento feito na carroceria, onde 34 pontos estratégicos receberam preparação estrutural especial com painéis laminados, criando verdadeiras câmaras de isolamento que impedem o efeito de caixa de ressonância na cabine, o para-brisa tem dupla camada de vidro acústico de 4,76 mm e as janelas dianteiras o mesmo material, de 3,96 mm.

A lista de itens exclusivos no H9, que não são encontrados na concorrência, é enorme. Por exemplo, o estribo elétrico retrátil, que surge debaixo da carroceria quando uma das portas é aberta. Facilita muito o acesso à cabine e passa a impressão de que este produto privilegia o conforto logo na entrada.

Ele é o único que possui bancos dianteiros com memória de posição, climatizados e ainda podem fazer uma massagem na lombar e nas costas. O volante também traz o recurso de aquecimento. O ar-condicionado é de três zonas e o SUV ainda conta com teto solar panorâmico de série com acionamento elétrico.

Sua tela de infoentretenimento em LCD de 14,6 polegadas é a maior dentre seus competidores diretos e faz a conexão sem fio pelo Apple CarPlay e Android Auto, além de receber comandos de voz em português, tecnologia desenvolvidas no Brasil. O painel de controle do motorista, de 10,25 polegadas tem a mesma dimensão oferecida apenas pelo Jeep Commander.

São seis modos de condução off-road selecionados no botão giratório do console central. Somente a Toyota SW4 tem a mesma oferta. Além disso, o controle de cruzeiro também está disponível em terrenos off-road, uma exclusividade do H9, assim como a possibilidade de reduzir o raio de giro freando automaticamente uma das rodas traseira para fazer curvas ainda mais fechadas, recurso chamado de Tank Turn.

Não precisa nem discorrer muito sobre o acabamento interno de primeira, com aplicação de couro nos painéis, portas e bancos, ou ainda dizer que há carregador sem fio de 50W, múltiplas entradas USB-C e USB-A além do sistema de som de 640 RMS com dez alto-falantes. Enfim, trata-se de um SUV completaço.

Compromisso com o conforto

Como o Haval H9 será montado na mesma linha da Picape Poer P30, em Iracemápolis, a partir do quarto trimestre, é natural que compartilhem muitos itens importantes, como motor e transmissão. Enquanto a fábrica brasileira entra na fase final da produção em série, os modelos vendidos a partir de setembro serão importados da China. “Já temos em nosso estoque os volumes suficientes para atender os clientes até que as primeiras unidades feitas em Iracemápolis possam estar à disposição”, disse Diego Fernandes, COO da GWM no Brasil.

As configurações de carroceria e calibração de partes essenciais para a dinâmica do H9 foram ajustadas para as condições e preferências do Brasil. Diferentemente da picape, o H9 é equipado com uma suspensão dianteira independente do tipo duplo A com molas helicoidais e barra estabilizadora, com 221 mm de curso. Na traseira utiliza eixo rígido com cinco braços, molas helicoidais e barra estabilizadora de 235 mm de curso.

Acionando o modo de tração para lama e rodando debaixo de muita chuva numa estradinha de terra e pedregulhos na Serra Gaúcha, o Haval H9 parecia estar numa pista asfaltada. As imperfeições que geravam solavancos mesmo conduzindo entre 60 km/h e 80 km/h passaram imperceptíveis na cabine e em nenhum momento houve a sensação de perda do controle em curvas, subidas ou em movimentos bruscos por causa da instabilidade causada em condições extremas. Nem mesmo o barulho da chuva castigando a carroceria soava forte no interior.

Foram poucos quilômetros, com apenas o condutor a bordo, num percurso que não exigiu do motor 2.4 turbodiesel de 184 cavalos e 480 Nm de torque, associado à transmissão automática de nove marchas produzida na China pela própria GWM. Percebe-se o compromisso de entregar um comportamento mais ao gosto do brasileiro, com trocas rápidas de marchas ao comando do acelerador: 50% do torque está disponível a 1 mil rotações e 100% a 1,5 mil rpm. Mesmo assim e com a opção de trocas de marchas manual por meio das borboletas instaladas atrás do volante o H9 não tem comportamento esportivo. Mas também, aparentemente, não compromete, mesmo pesando pouco mais de 2,5 toneladas, 300 kg a mais que a picape Poer P30.

Um SUV de sete lugares precisa oferecer, sobretudo, conforto e segurança, por isto no controle do volante do H9 o motorista pode acionar o sistema de assistência à condução ADAS 2+, uma tecnologia aprimorada que inclui controle de cruzeiro adaptativo com stop and go, alerta de ponto cego, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de tráfego cruzado traseiro. Outra tecnologia interessante é o controle integrado de frenagem, que substitui o sistema hidráulico tradicional, oferecendo respostas mais rápidas e seguras.

Na China a grade do Haval H9 é totalmente cromada. Mas os responsáveis pelos produtos GWM no Brasil demonstraram a importância de mudar o visual para cá. Guilherme Teles, diretor de planejamento de produto, contou que o histórico desses dois anos e meio de presença no Brasil e diversas modificações solicitadas principalmente para o atual campeão de vendas da GWM, o Haval H6, deixou todos esses processos muito mais rápidos e assertivos: “É impressionante a velocidade, a agilidade para compreender as necessidades específicas, encontrar soluções e aplicar na produção”.

Teles cita um case importante no visual do H9 nacional: “Além da grade, que é fosca na versão brasileira, na tampa traseira, onde deveria ter um estepe, pensamos em outra aplicação e eles fizeram uma caixa, um porta-trecos externo que acomoda até dez litros”.

Seu visual externo tem algo de Land Rover Defender com os faróis redondos full led, as lanternas quadradinhas na traseira e uma aparência imponente e estilosa, diga-se. Ele calça rodas de 19 polegadas e tem rack de teto com capacidade para transportar até 75 kg. Será vendido inicialmente apenas em três cores: grafite fosca, preto e branco.

Assim como na picape Poer, que iniciou as vendas dois dias antes do Haval H9, a GWM oferece garantia de dez anos, repetindo a proposta da Toyota para a SW4. No entanto, a cobertura para motor, transmissão, eixo cardã, componentes eletrônicos, sistema de freios, ar-condicionado e caixa de direção é de 250 mil quilômetros, enquanto na rival japonesa é de 200 mil km.

Trata-se de uma proposta e tanto para um segmento bastante exigente. Diego Fernandes evita projetar volumes para o Haval H9. Mesmo considerando que ele será o de menor produção dentre os três modelos feitos no Brasil, justamente pelo tamanho deste segmento premium de veículos de sete lugares, o executivo está otimista: “Acredito que oferecemos um produto que reúne o melhor em todos os quesitos para este consumidor que não tem muitas opções além das tradicionais”.

Ainda é muito cedo para confirmar esse otimismo da GWM, mas o H9 tem credenciais para cair no gosto do consumidor brasileiro e se tornar uma das melhores ofertas dentre os SUVs de sete lugares no País.

Conheça os finalistas de Inovação Tecnológica e ESG

Aço sustentável

Com 124 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço, uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. Além de oferecer produtos de alta performance e sustentáveis para usinagem, a Gerdau entrega soluções que aumentam a competitividade dos clientes de forma concreta.

Disposta a atender esse objetivo, e atenta às exigências ambientais da indústria moderna, a Gerdau lançou o Tech Ecomachining, linha de aços com ligas atóxicas desenvolvida especialmente para processos de usinagem de alta precisão. Voltado a setores como o automotivo e agrícola, o novo aço alia sustentabilidade, performance e segurança operacional.

A usinagem de materiais é essencial para a indústria, pois permite fabricar peças complexas com alta precisão e qualidade, garantindo que componentes como motores, eixos e sistemas de transmissão funcionem corretamente. Ela possibilita a produção em larga escala e com tolerâncias exatas, fundamentais para a segurança, durabilidade e eficiência dos veículos.

Para a Gerdau, a sustentabilidade é um pilar estratégico do seu negócio, refletido em suas novas linhas de produtos. A empresa busca incansavelmente unir as melhores práticas e inovações para que os clientes percebam a performance antes, durante e após o seu processo produtivo.

Com composição química que substitui o chumbo por bismuto, o Gerdau Tech Ecomachining garante excelente usinabilidade sem comprometer o meio ambiente — uma resposta direta às exigências crescentes de compliance ambiental nas cadeias produtivas.

Os testes realizados em parceria com o SENAI São José dos Campos comprovaram ganhos expressivos: aumento de até 40% na vida útil de ferramentas de corte e 30% de redução nas trocas, o que impacta diretamente na produtividade e redução de resíduos.

A nova linha reforça o papel da Gerdau como fornecedora estratégica de soluções em aço, agregando valor real aos produtos dos clientes e contribuindo para uma indústria mais limpa e eficiente, sem abrir mão da qualidade e da competitividade.

Novo Centro de Design

Inaugurado em outubro de 2023 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), o Renault Design Center Latam foi ampliado neste 2025, dobrando sua área para 2.440 m². Agora, conta com infraestrutura de padrão global, semelhante à do centro de design da Renault na França. O RDCL aumenta sua capacidade de criação de modelos para o mercado latino-americano, além de projetos globais, dispondo de instalações de última geração. A unidade é um dos cinco centros de design da marca juntamente com a França, Romênia, Coréia do Sul e Índia.

A ampliação aumentou significativamente a capacidade de criação e desenvolvimento de projetos exclusivos. O showroom ganhou uma nova tela de LED de alta resolução com 15 metros de largura por 3 metros de altura, três vezes maior que a anterior, ampliando consideravelmente o suporte para o trabalho visual. Com o mesmo porte da tela utilizada no showroom principal do Design Center Renault na França, ele permite perfeita sincronização de imagens, vídeos e apresentações simultâneas entre a América Latina e Europa. Esta grande tela também permite visualizar uma gama de veículos em escala real 1:1, otimizando tempo e performance para o desenvolvimento criativo do design, além da fase de detalhamento e modelagem 3D.

O atelier para modelagem manual em Clay e execução de protótipos também foi redimensionado e agora comporta trabalhos com até quatro novos projetos simultâneos, utilizando-se de todo suporte de ferramentas, equipamentos tridimensionais e dispositivos para a modelagem criativa e industrial, ampliando a atuação da fase criativa e industrial no desenvolvimento do início ao fim do design de um novo veículo.

O Renault Design Center Latam passa a oferecer novo atelier de cores, materiais,  acabamentos e validação industrial, incorporando uma nova cabine de luz para análise de materiais, amostras de cores, texturas e novos padrões. É também uma estrutura completa para o desenvolvimento da fase industrial do design junto às áreas de fabricação e engenharia, além da homologação dos elementos de design junto aos fornecedores de autopeças.

Composta por 23 profissionais, a equipe do Design Center Latam criou o Kardian, primeiro modelo com a nova identidade visual da marca no Brasil, o conceito Niagara e o SUV Boreal, voltado para o mercado latino-americano.

Volare Híbrido faz história

Marca líder nacional na produção de micro-ônibus, a Volare apresentou na Lat.Bus de 2024 uma inovação inédita no transporte de passageiros: o Attack 9 híbrido, primeiro micro-ônibus híbrido produzido no Brasil com tecnologia nacional. O modelo possui um powertrain elétrico com tecnologia Range Extender. Isto permite recarregar as baterias através de um grupo gerador que conta com um motor flex 1.0 turbo, movido a etanol.

O projeto é resultado da parceria da Volare com a HORSE, líder mundial em soluções híbridas e motores a combustão de baixas emissões, e com a WEG, multinacional brasileira fabricante de equipamentos eletroeletrônicos, que atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização.

Com elevado grau de nacionalização, ele reúne as vantagens e os benefícios de um micro-ônibus convencional movido a diesel a um veículo 100% elétrico alimentado por baterias. O powertrain do Attack 9 Híbrido oferece os benefícios de um veículo elétrico, sem a necessidade de recarga e infraestrutura de recarregadores. A tração nas rodas é gerada por um motor elétrico, com a vantagem de as baterias serem alimentadas por um gerador on-board movido pelo motor a etanol, que funciona apenas cerca de 1/3 do tempo de operação e na faixa ideal de rotação com máxima eficiência.

O sistema torna-se ideal para regiões com acesso limitado à rede elétrica e onde o etanol é amplamente disponível. A autonomia pode chegar a 450 km, com três pacotes de bateria (122 kWh de capacidade de carga), e a emissão de poluentes é praticamente nula, considerando o ciclo completo do biocombustível. Desenvolvido integralmente no Brasil, o modelo entrou em testes neste ano e deve chegar ao mercado em 2026, nas versões urbana, escolar e fretamento. A solução reafirma o protagonismo nacional na transição energética do transporte coletivo e marca os 76 anos da Marcopolo com um projeto pioneiro e sustentável.

A tecnologia implantada no veículo oferece menores níveis de NVH (ruído, vibração e aspereza) e manutenção reduzida, inclusive do conjunto de freio, pois utiliza sistema regenerativo, que também recarrega as baterias nas frenagens.