Mercedes-Benz tem novo consórcio com prazo estendido

São Paulo – A Mercedes-Benz lançou novo plano de consórcio que pode estender os pagamentos em até 120 meses, uma medida para estimular o consumo em tempos de pandemia e incertezas.

 

Segundo Roberto Leoncini, seu vice-presidente de vendas e marketing, o produto oferece prestações menores e essa possibilidade "dá fôlego financeiro aos clientes para a aquisição do seu novo caminhão, ônibus ou veículo comercial”.

 

A empresa informou que o novo plano já está disponível na rede de concessionários e no Showroom Virtual da Mercedes-Benz, plataforma de e-commerce lançada este mês.

 

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Volvo vende 200 ônibus para operadora chilena

São Paulo – A Volvo vendeu duzentos ônibus articulados para a Subus, operadora de transporte urbano de Santiago, Chile, que está renovando sua frota mais uma vez depois de receber 120 Volvo no segundo semestre do ano passado. As duzentas unidades negociadas são do chassi B8RLE.

 

Os chassis serão produzidos na Suécia, encarroçados pela unidade fabril da Marcopolo na Colômbia, em Cartagena, e, depois, seguirão para o Chile. Cada veículo tem capacidade para transportar até 180 passageiros e atende à norma de emissão Euro 6. 

 

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PSA estende parada em Porto Real por tempo indeterminado

São Paulo – Prevista para retornar na segunda-feira, 1º de junho, a produção na fábrica do Grupo PSA em Porto Real, RJ, segue parada por tempo indeterminado. Em comunicado a companhia informou que “uma nova data será informada oportunamente, dependendo da futura situação do País”.

 

Na fábrica da região sul-fluminense são produzidos os Peugeot 2008 e o Citroën C4 Cactus, além do compacto Peugeot 208 que está sendo descontinuado – sua nova geração sairá das linhas de El Palomar, na Argentina. O Grupo PSA investe R$ 220 milhões para introduzir a plataforma CMP na fábrica brasileira.

 

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Auto Busca, da Ford, chega a Belo Horizonte e Paraná

São Paulo – A Ford anunciou expansão do Auto Busca, aplicativo de venda de peças automotivas para oficinas e reparadores independentes. De acordo com a empresa o serviço está em funcionamento em Belo Horizonte, MG, e mais de 390 cidades do Paraná, incluindo Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá. O aplicativo têm catálogo formado por mais de 4 mil peças de reposição para veículos Ford.

Mercedes-Benz apresentará ônibus rodoviário no Equador

São Paulo – A Mercedes-Benz apresentará em julho, no Equador, o chassi de ônibus rodoviário O 500 RS 1942, com carroceria Mascarello Roma 6. O objetivo é mostrar ao público local os itens tecnológicos do veículo, como pacote de segurança que abrange sistema de piloto automático, frenagem eletrônica e assistente de freio em rampa.

 

Afora o pacote o ônibus tem suspensão pneumática e motor OM457 de 420 cavalos e caixa automática ZF Ecolife. O veículo é preparado para carrocerias de 13,2m de comprimento e também pneus 295/80R x 22,5. Assim que chegar no país, o veículo vai passar pelos principais estados para que os clientes conheçam o produto.

 

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Concessionárias poderão reabrir em São Paulo

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria, apresentou nesta quarta-feira, 27, plano de reabertura gradual da economia do Estado, parada desde meados de março por causa da pandemia de covid-19. Nele ficou estebelecida a abertura parcial de concessionárias a partir da segunda-feira, 1º de junho, inclusive na Capital. Mas os municípios terão de respeitar protocolos — no caso do setor da distribuição de veículos há recomendações visando à entrega dos veículos e peças em domicílio, e higienização e controle de acesso de pessoas na área de showroom.

 

A abertura com restrições se dará em período denominado, pelo governo do Estado, como fase 2 da quarentena. Dependendo de como reagirem os indicadores de contaminação nos municípios os setores poderão mudar para as próximas fases. Na 3 caem as restrições às concessionárias.

 

Na quinta-feira, 28, está programada reunião na Prefeitura de São Paulo para decidir se o município adere ou não ao planejamento do Estado.

 

A Região Sudeste, que tem São Paulo como maior mercado, foi a responsável por 32% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves realizados no País em abril, segundo dados da Fenabrave. No período foram emplacadas 51,3 mil unidades.

 

São Paulo é, de longe, o Estado que mais tem casos confirmados de mortes pela covid-19 no Brasil — e a curva segue em ascensão. De acordo com a Secretaria de Saúde estadual são 89,4 mil diagnósticos da doença com mais de 6,7 mortes registradas. A taxa de ocupação de leitos no Estado já é 73,3%.

 

Já na Capital, segundo a Secretaria de Saúde municipal, são 51,8 mil casos, com 3,4 mil mortes. A taxa de ocupação de leitos é de 85%.

 

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Volkswagen confirma retorno da Anchieta em 1º de junho

São Paulo – A produção, a princípio em um turno, de automóveis Volkswagen na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, retornará na segunda-feira, 1º de junho, respeitando o cronograma estipulado pela companhia. Segundo a empresa as áreas estão retornando aos poucos – ferramentaria, estamparia, armação e pintura, gradualmente.

 

Dali saem os modelos Polo, Virtus, Saveiro e o lançamento Nivus, que será apresentado na quinta-feira, 28, e terá sua pré-venda iniciada nos próximos dias.

 

Assim as seis fábricas da companhia na América do Sul – São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté, SP, São José dos Pinhais, PR, e Pacheco e Córdoba, Argentina – retornarão à sua operação regular, obedecendo a protocolo com mais de oitenta regras e medidas que devem ser seguido por todos os trabalhadores.

 

O setor administrativo segue com o trabalho remoto: a data de seu retorno, gradual, ainda será definido.

 

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Fiat: documentário sobre versões especiais do 500.

São Paulo – Foi lançado na quarta-feira, 27, o documentário One-Off, curta-metragem que apresenta os bastidores da criação de três versões únicas do Fiat 500 com as marcas Armani, Bvlgari e Kartell. O primeiro episódio, com 15 minutos de duração, mostra os seis meses desde o primeiro encontro no Fiat Style Center, em Turim, Itália, até o lançamento em Milão – alterado pela pandemia da covid-19.

 

As versões especiais seriam apresentadas no Salão de Genebra, que foi cancelado por causa da pandemia. O plano B foi Milão, capital mundial da moda e design e inspiração de Armani e Kartell. O documentário passa ainda por Roma, cidade que, segundo a Fiat, representa o espírito Bvlgari.

 

Com o documentário a Fiat começa a pavimentar o terreno para a chegada do 500 elétrico, seu primeiro modelo 100% elétrico. Ele está confirmado para o mercado brasileiro em 2021.

 

Os três modelos serão vendidos em breve em um leilão, com a renda revertida para ONGs que defendem o meio-ambiente. Assista abaixo o filme produzido pela Vice Itália em parceria com a Rocket Films.

 

 

 

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Vendas de pneus caem 75% em abril

São Paulo — A pandemia da covid-19 trouxe resultados negativos para a indústria de pneus já em março, mas em abril o impacto foi muito maior: queda de 74,6% na comparação com o mesmo mês de 2019, com pouco mais de 1,2 milhão de unidades comercializadas, segundo os dados divulgados pela Anip, entidade que representa as fabricantes nacionais. O recuo é resultado de vendas OEM 96,8% menores e 65,2% mais baixas para o mercado de reposição.

 

No acumulado do primeiro quadrimestre o setor registrou retração de 23,6% ante igual período do ano passado, com 14,5 milhões de pneus vendidos. Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip, disse que o setor aguarda a retomada da produção das montadoras para que as vendas de equipamento original se normalizem: "O mercado de reposição segue com a restrições de cada município e Estado". 

 

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Locadoras compraram quase 100 mil veículos até março

São Paulo – A retração da atividade comercial acentuada a partir de março, por causa do avanço da covid-19, resultou no aumento dos estoques de veículos das três maiores locadoras de veículos do País, Localiza, Unidas e Movida. Diante da situação as empresas pretendem evitar pedidos adicionais às montadoras no curto prazo e, também, redesenhar suas ofertas iniciando um novo ciclo.

 

Até março o estoque total das três empresas era formado por 613 mil veículos, considerando as unidades alocadas em todas as unidades de negócios – gestão de frotas, aluguel e venda de seminovos – e o volume de veículos comprados pelas três empresas no período, 96,5 mil unidades.

 

Os canais de vendas limitados e empresas e motoristas locatários devolvendo veículos, devido à demanda decrescente de passageiros e de deslocamentos nas cidades, foram apresentados como fatores resposáveis para um inevitável processo de elevação do nível dos seus estoques, o que, em um primeiro momento, gerou preocupações com os custos.

 

Mas antes disso há evidente atenção voltada para as maneiras disponíveis para desmobilizar a frota para nível considerado saudável. De acordo com Fernando Trujillo, consultor da IHS Markit, as vendas de usados normalmente ganham participação de mercado sobre o mercado de veículos novos em épocas de crise. "No entanto esta crise está sendo totalmente atípica e muito mais forte do que as últimas pelas quais o setor passou. A renda está sendo muito afetada, principalmente nas classes mais baixas.”

 

Medidas. O quadro apresentado pelo consultor se mostra como entrave àquelas empresas que, como é o caso das locadoras, estão com pátio cheio. O movimento aparentemente óbvio de se reduzir os preços das tabelas para chamar a atenção do consumidor, entretanto, não parece ser aquele realizado pelas locadoras.

 

Segundo Renato Franklin, presidente da Movida, há estoque suficiente para três meses de vendas e a empresa pretende diminuir o ritmo das compras nas montadoras. Para liberar o estoque a companhia tratou de reduzir os preços a partir de maio:

 

“Quando falamos de preço entendemos que a estratégia foi de derrubar para manter o máximo possível de ocupação. Agora já está sendo possível puxar o preço um pouco para cima na locação. Quando olhamos para seminovos é a mesma coisa: fizemos o tanto que queríamos vender e selecionamos os carros que desejávamos vender com o preço que queríamos”.

 

A Localiza, por sua vez, observa o cenário de incertezas à frente mas considera, ao contrário da concorrente, um movimento de reajuste de preços, de acordo com seu diretor financeiro, Maurício Teixeira: “Se o preço do carro novo subir o do seminovo também subirá. A gente sabe dos desafios que temos em cenário de alto desemprego, de restrição ao crédito e de dificuldade na venda, por esses motivos. Então o líquido desses efeitos é difícil de dizer agora”.

 

Luis Fernando Porto, presidente da Unidas, também sinalizou para reajuste nos seminovos para acompanhar o aumento promovido pelas montadoras. Para ele um estoque saudável está concentrado de 7% a 8% da frota total da companhia. No caso da Unidas, de acordo com balanço do primeiro trimestre, esteve acima de 10%.

 

As medidas reagem a um cenário visto em abril, que foi apresentado pelas locadoras de forma preliminar em seus balanços. A Unidas, por exemplo, alegou ter deixado de vender 4 mil veículos por causa do fechamento das lojas. A Movida baixou os preços para manter os volumes na transição abril-maio.

 

À frente. Enquanto as empresas se debruçam sobre planejamentos de vendas em tempos de pandemia, as mesmas cabeças que se esforçam para criar meios de desmobilizar a frota também estão pensando em novas formas de explorar serviços na plataforma automóvel. É um sinal claro de que exergam um novo contexto comercial tão logo as medidas de isolamento sejam abrandadas gradativamente.

 

A Movida fala em modelos pague-pelo-uso, quando o locatário remunera a locadora por quilômetro rodado. O presidente da companhia afirmou que ainda existem pilotos de produtos com este perfil, mas que eles serão algo inevitável no futuro próximo: “O modelo resolve a questão do custo de armazenamento do veículo e mantém o cliente na carteira. Também vemos o carro por assinatura como o futuro do setor”.

 

Para o professor Antônio Jorge Martins, da FGV SP, especialista na cadeia automotiva, o período serviu para acelerar medidas que seriam tomadas pelas companhias em algum momento: “Neste período houve uma certa demonstração de que grandes volumes geram grandes custos quando as empresas se deparam com situação críticas. Ter um estoque elevado representa muito bem este cenário delicado em que as empresas se vêem na necessidade de desmobilizar a frota em contexto de consumo desaquecido pela pandemia”.

 

Os resultados obtidos pelas três empresas no trimestre, contudo, foram positivos, apesar de o período ter sido marcado pelos princípios da pandemia e pela queda nas vendas. O balanço consolidado do primeiro trimestre mostrou alta nos principais indicadores envolvendo o braço de maior receita das companhias, a venda de veículos seminovos. Foram vendidos, no período, 68,9 mil veículos, volume 8,5% maior do que o registrado no janeiro-março de 2019. O negócio teve uma receita líquida de R$ 2,8 bilhões, alta de 15%.

 

Foto: snowing/Freepik.