Pirelli volta à produção com capacidade reduzida

São Paulo – A produção de pneus Pirelli em Campinas, SP, e Gravataí, RS, retornou na segunda-feira, 20, com capacidade reduzida. Segundo a companhia, em comunicado, o ritmo segue a demanda atual de mercado.

 

“Somente funcionários essenciais para atender a este volume de produção voltarão às atividades in loco neste momento. Os colaboradores da área administrativa continuarão em regime home office, assim como todos os do grupo de risco.”

 

Medidas sanitárias foram tomadas, também, para tentar mitigar a contaminação por covid-19. Dentre elas campanha de conscientização de higiene pessoal, maior distância dos colaboradores, uso de EPIs de produção, checagem de temperatura na entrada das fábricas, ampliação de oferta de ônibus fretados – com menos passageiros em cada um –, acesso limitado aos restaurantes e higienização rígida em todas as dependências.

 

A produção estava suspensa desde 23 de março por causa da pandemia de covid-19.

 

Foto: Divulgação.

Dana retoma as operações no Brasil

São Paulo – A Dana retomou as atividades no Brasil na quarta-feira, 22. Todas as suas operações locais voltaram a produzir: Campinas, Jundiaí, Limeira e Sorocaba, SP, e Gravataí, RS. Segundo a companhia “o retorno obedece às orientações de distanciamento e procedimentos de segurança para prevenção do contágio e da disseminação da pandemia”.

Volvo Cars retoma produção na Suécia

São Paulo – A Volvo Cars reiniciou a produção na fábrica de Torslanda, na Suécia, na segunda-feira, 20, após paralisação relacionada à pandemia de coronavírus. A empresa alega que antes do retorno, todas as instalações foram higienizadas. Informou, ainda, que a partir do retorno as rotinas de limpeza serão intensificadas e testes de temperatura e oxigenação do sangue serão oferecidos a todos os colaboradores.

BNDES aprova credenciamento da BYD para Finame

São Paulo – A BYD foi credenciada pelo BNDES para que os chassis de ônibus 100% elétricos e suas baterias de fosfato ferro lítio utilizadas nos veículos possam ser adquiridos por meio do financiamento do Finame. A linha de crédito de fomento é um financiamento voltado para aquisição de máquinas, equipamentos e bens de informática e automação.

 

Dentro do programa, as empresas interessadas financiam até 80% do valor do ônibus 100% elétrico, em um prazo de até dez anos, com dois anos de carência. Os 20% de entrada, podem ser divididos em oito parcelas trimestrais. Os equipamentos enquadrados foram bateria refrigerada para ônibus padron elétrico piso baixo D9W e chassis piso baixo 12,5m propulsão elétrica D9W.

Volkswagen mantém salário líquido em acordo

São Paulo – A Volkswagen fechou acordo para reduzir a jornada de trabalho de seus funcionários sem impacto nos salários líquidos. A companhia deixará de pagar 30% dos vencimentos brutos, mas o valor será completado pelo governo, de acordo com as regras da medida provisória 936 – havendo necessidade, a VW complementa a diferença líquida.

 

O acordo foi aprovado em assembleias virtuais dos sindicatos das quatro fábricas – São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR –, do centro de peças e acessórios em Vinhedo, SP, e nos escritórios regionais. Ficou acertado, também, o adiamento do pagamento de 20% da primeira parcela da PLR para dezembro.

 

As medidas valem pelos próximos noventa dias. Segundo o presidente Pablo Di Si os efeitos da pandemia de covid-19 obrigaram a VW a fazer este movimento: “Temos o compromisso de proteger o emprego e evitar demissões, além de garantir a sustentabilidade do nosso negócio”.

 

As atividades produtivas estão paradas em todas as unidades desde 23 de março. O retorno está programado para meados de maio, conforme calendário definido pela matriz na semana passada.

 

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Como compensar toda a emissão de CO2 do seu carro gastando apenas R$ 200

São Paulo — Imagine que você, com seu carro dotado de motor a combustão, não importa a potência ou o combustível utilizado, seja capaz de limpar o ar daquelas toneladas(!) de CO2 ao rodar, 10 mil, 20 mil quilômetros durante um ano. Carros elétricos estão sendo criados para essa função: evitar poluir o ambiente com gases de efeito estufa. Não se iluda, nobre leitor: podemos achar incrível a tecnologia, os novos e revolucionários cockpits, o torque brutal e instantâneo e tudo o que estão falando insistentemente nos últimos tempos sobre os veículos elétricos. Mas carro elétrico só existe e estará cada vez mais presente porque é urgente reduzir de forma definitiva o aquecimento global, outro inimigo invisível como o coronavírus. Só que o aquecimento global é ainda mais letal: ele será capaz de acabar não só com a vida da espécie humana na Terra mas com a de todos os outros seres que aqui habitam.

 

Esta é uma realidade colocada pela ciência – e não à toa as montadoras destinam bilhões de dólares na transformação das próximas gerações de veículos. Pare para pensar: se não é real essa ameaça porque todas as empresas estariam fazendo esse movimento sem precedente na indústria automotiva?

 

Essas reflexões nos conduziram à prática. Em dois períodos, em 2018 e 2019, rodando com carros das frotas das montadoras, foram plantadas árvores para compensar a emissão desses veículos utilizados em nossa atividade profissional. O resultado da experiência: depois de dirigir 18,5 mil quilômetros foram necessários R$ 200 para plantar dez árvores e com isso contribuir para retirar da atmosfera todo o CO2 liberado pelos motores desse veículos.

 

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R$ 200 é um valor irrisório para investir na máquina mais eficiente para captar o CO2: a árvore. Mas tem que ser feito por gente especializada no assunto para garantir o desenvolvimento dessas árvores e trazer adeptos para essa prática.

 

Quem avalia é Lucas Pereira, diretor da Iniciativa Verde: “A compensação de CO2 ainda não tem grande adesão. Muita gente se interessa, existem pessoas engajadas mas o grande público não se identifica com a urgência do tema. A mudança climática não é algo que o cidadão comum avalia como preocupante assim como a pandemia de coronavírus agora”.

 

O trabalho da Iniciativa Verde, uma organização do terceiro setor, consiste em gerenciar todo o processo para você. Além do cálculo apresentado nas tabelas também faz o plantio em diversas áreas de mananciais, como na serra da Mantiqueira em São Paulo e em Minas Gerais. Eles têm ações no bioma Cerrado e na Amazônia e em outros estados brasileiros. Todas as áreas de plantio de árvores nativas, vale ressaltar, são georeferenciadas, ou seja, estão monitoradas, o que possibilita o acompanhamento do seu desenvolvimento, confirmando que o serviço ambiental da árvore está sendo realizado.

 

Os cálculos feitos pela Iniciativa Verde seguem as orientações do Programa Brasileiro GHG Procol, idealizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, e são registrados nas publicações oficiais dos inventários de gases de efeito estufa no País.

 

Somando os dois momentos em que tivemos oportunidade de conhecer esses veículos foram emitidas mais de 2 toneladas de CO2 equivalente rodando muito mais na estrada do que na cidade. Explorando as tabelas identifica-se veículos que não tiveram suas emissões registradas. Foram os modelos abastecidos com etanol que, de acordo com o GHG Protocol, é neutro de CO2. Esta foi uma iniciativa individual deste repórter, que realizou o pagamento da compensação e recebeu, em seu nome, os certificados exigidos para que a atividade de plantar árvores seja legal e reconhecida pelos órgãos competentes.

 

Assim como a neutralização das emissões automotivas também é possível fazer as contas para qualquer atividade cotidiana, como viagens, na utilização de transporte público e até dentro de nossas casas. Mas ainda há muita desinformação, preconceito e descaso com uma atitude simples e de baixo custo.

 

Pereira avalia: “Existe boa vontade das pessoas mas, na prática, é difícil elas colocarem a mão no bolso. Companhias aéreas têm programas de compensão que o cliente pode comprar com o ticket da viagem. A adesão é baixíssima. As pesquisas mostram que 40% pagariam mas, de fato, apenas 2% realmente fazem a compensação. A verdade é que as pessoas se preocupam da boca para fora”.

 

É interessante e até divertido fazer a associação da neutralização de CO2 com os carros elétricos. Agora, participar voluntariamente desse movimento, como fizemos, já são outros quinhentos…Fica a dica.

 

Este texto foi publicado originalmente no UOL, onde AutoData mantém uma coluna semanal, na sexta-feira, 17 de abril

 

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Mendonça de Barros: retomada em 2021 com uma nova indústria.

São Paulo – Se o cenário atual torna inviável qualquer tentativa de desenhar projeções pós-pandemia, pelo menos o comportamento da economia fornece alguns subsídios para aqueles que buscam entender qual caminho, dentre tantos, o setor automotivo escolherá seguir nos próximos meses. Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do Conselho de Administração da Foton e que, no passado, exerceu o cargo de presidente do BNDES, diretor do Banco Central e ministro das Comunicações, acredita que as pistas fornecidas durante o período de isolamento social indicam mudanças bruscas na indústria e, claro, retração comercial.

 

Primeiro de tudo no segmento de caminhões, área que escolheu seguir após longa carreira em Brasília, DF, as vendas ficarão 10 mil ou 15 mil unidades menores do que as projetadas pela Anfavea para o ano – 143 mil unidades. A diminuição se dará, segundo sua análise, em função da retração do consumo no País, ainda que o governo federal “tenha acertado em criar medidas de socorro às pequenas e médias empresas e aos autônomos”.

 

“Quando o governo sinaliza com ajuda econômica, de alguma maneira reflete na cadeia de transportes porque algo será consumido. Por outro lado a menor demanda que deriva desse cenário torna inviável a renovação, porque a frota circulante dá conta do recado”, ele disse à Agência AutoData na sexta-feira, 17. “O caso dos automóveis é similar. Quem compraria o veículo pensou duas vezes e contingenciou o dinheiro que tinha disponível para aplicação em outras necessidades.”

 

Só em 2021. Ainda que os números apontem para baixo, segundo sua ótica, no fim do ano, o presidente da Foton vê algumas diferenças desta crise e de outras passadas – como a de 2008 – que podem servir de alento ao setor automotivo que, por ora, busca novas maneiras de manter o fluxo das receitas. Uma delas seria o controle do Estado imediato no mundo e o fato de nenhum banco ter quebrado – como houve há doze anos nos Estados Unidos.

 

“A diferença desta para outras crises que ocorreram é a falta de previsibilidade que o vírus proporciona. Ninguém sabe quando e nem como o mundo voltará ao normal outra vez. De qualquer forma o perfil da crise é similar à ocorrida em 2008 e por isso que o Banco Central e o setor financeiro como um todo se articularam rapidamente para mitigar os riscos, como, por exemplo, aplicar o auxílio financeiro aos que precisam como forma de manter a economia funcionando de alguma forma.”

 

No ponto de vista de Mendonça de Barros não houve uma “guerra nuclear como muitos pensam”, uma vez que as fábricas , disse, “continuam instaladas apesar da interrupção da produção”. Por isso, continuou, a retomada das linhas deverá ocorrer dentro de sessenta dias e a situação deverá sobremaneira acalmar a indústria e o mercado. Por outro lado, seguiu, a indústria voltará diferente daquela que existia antes da pandemia:

 

“Quando falamos de tecnologia é difícil voltarmos atrás. Estamos experimentando um período de forte apelo virtual, o mundo está se acostumando de forma forçada a realizar muitas coisas virtualmente. Não será diferente nas fábricas, que deverão manter o regime do home office em algumas áreas, por exemplo, e em casos mais avançados, na esteira da indústria 4.0, a trabalhar mais com manufatura enxuta, quando se faz mais com menos e de forma conectada ao pedido do cliente”.

 

Keynes e o Estado. Ele admite a existência do risco, por exemplo, de que a flexibilização dos contratos de trabalho, matéria em trânsito no Congresso por meio da MP 936/2020 que estabelece redução de jornada e salários em caráter emergencial, perca o caráter temporário e se torne algo permanente na indústria. A adoção da tecnologia 5G, cujas frequências deverão ser submetidas a certame pelo governo federal em breve, também favorecerá, segundo Barros, a prevalência do mundo online nas relações comerciais e de trabalho.

 

Ele trabalha com a possibilidade do mercado voltar à normalidade em 2021, com o PIB se estabilizando em patamar observado no período pré-crise. Será neste período, de acordo com o presidente da Foton, que  se poderá enxergar os efeitos da inflação – se ela ocorrer:

 

“Segundo a lógica keynesiana quando há crise e a indústria deixa de ter receita, o trabalhador deixa de ter receita, e o Estado perde arrecadação. E é ele o único agente dos três que pode interferir. Como? Injetando recursos, imprimindo moeda. Como não há demanda cai o risco de inflação lá na frente, porque haverá tempo de o Estado, em tese, recuperar via tributo ou papeis do tesouro o dinheiro que injetou para recuperar a economia”.

 

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Nova Iveco Daily tem condições especiais até maio

São Paulo — A Iveco anunciou campanha especial de vendas para a nova Daily: até o fim de maio, o veículo pode ser 100% financiado em até sessenta meses, com carência de até 180 dias para o pagamento da primeira parcela e taxas atrativas, segundo a empresa.

 

O diretor comercial Ricardo Barion afirmou, em nota, que a ação visa ajudar quem precisa renovar sua frota durante esse momento complicado. Os clientes interessados deverão preencher o formulário de intenção de compra no site da Iveco e também podem entrar em contato por telefone com a rede de concessionárias ou com a central de atendimento ao cliente.

 

A nova Daily foi apresentada durante a Fenatran 2019 e as vendas começaram em abrl. O veículo possui configurações de 3,5 toneladas até 7 toneladas, novas versões e oferece três opções de motor, de 130 cv, de 150 cv e, a mais potente, de 170 cv.

 

O modelo tem central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, acesso aos comandos por controle de voz e capacidade de espelhar smartphones via AndroidAuto e Apple CarPlay.

 

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FCA planeja retorno gradual à produção em maio

São Paulo – A FCA projeta para o mês que vem o retorno dos seus trabalhadores, de forma gradual e segura, às linhas de produção de Betim, MG, Campo Largo, PR, e Goiana, PE. Sem especificar uma data a companhia informou, em comunicado, que a retomada será “ao longo de maio, com possibilidade de nova revisão do cronograma, conforme a dinâmica de mercado e a evolução do quadro referente à covid-19 no País”.

 

Trabalhadores das fábricas aprovaram plano de redução de salário e jornada a partir de 21 de abril, quando se encerra o período de férias coletivas iniciadas em 24 de março. Esta flexibilização, segundo o sindicato de Betim, envolve descontos de 5% a 20% no salário, de acordo com a faixa, e tem validade por três meses. Trabalhadores do grupo de risco não retornarão ao trabalho e manterão seus salários integrais.

 

Como contrapartida a FCA ofereceu estabilidade no emprego a todos os funcionários, por tempo que varia de acordo com a localidade – em Betim, por exemplo, são seis meses e meio.

 

O pessoal da área administrativa manterá, em sua maioria, o regime de trabalho remoto por tempo indeterminado. A medida, alega a empresa, tem como objetivo reduzir o fluxo de pessoas na fábrica e nos escritórios.

 

Foto: Divulgação.

Dólar lá em cima, Argentina lá em baixo

São Paulo – Como sempre acontece em crises econômicas, ainda que a atual tenha uma origem inédita, a taxa do dólar, que já vinha em trajetória ascendente no País antes mesmo das consequências da pandemia, subiu rapidamente e bateu todos os recordes ao ultrapassar a barreira dos R$ 5, cotação nunca registrada para o Real, criado em 1994.

 

Para ler a reportagem completa, acesse a edição digital da revista AutoData 365, de abril de 2020, disponível gratuitamente.

 

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Foto: Arte/AutoData