VWCO eleva para 81% reciclagem de resíduos em Resende

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus aumentou a reciclagem dos resíduos gerados a partir de suas atividades na fábrica de Resende, RJ. Em 2019 o nível de reciclagem dos resíduos subiu para 81%, ante 56% registrado três anos antes.

 

Adilson Dezoto, vice-presidente de produção e logística da VWCO, disse que o plano é “melhorar esse índice cada vez mais, ao mesmo tempo que a companhia investe para o consumo mais eficiente de energia, água e outros recursos naturais”.

Mobil lança lubrificante exclusivo para scooters

São Paulo – A Mobil lançou um lubrificante exclusivo para scooters: é o Super Moto, que chega ao mercado com viscosidade 10W-30 e atende a metade das motocicletas desse segmento.

 

O lançamento dedicado a scooters é para aproveitar o bom momento do segmento, que no ano passado registrou mais de 96 mil unidades vendidas, crescimento de 43,8% na comparação com 2018, de acordo com os dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa as fabricantes nacionais.

Menfund investe R$ 10 milhões em Schroeder

São Paulo – No ano em que celebra seu 80º aniversário a Menfund, empresa do Grupo Menegotti que opera em fundição e usinagem de peças para o setor automotivo, investe R$ 10 milhões na instalação de uma nova linha de produção na fábrica de Schroeder, SC. Ela, de moldagem horizontal, trabalhará em paralelo às demais linhas, mas com um nível de automação maior e itens mais sofisticados, como um scanner 3D.

 

“É uma ampliação da nossa capacidade que até o ano passado era de 26 mil toneladas por ano”, disse Ricardo Steindel, diretor da Menfund. “A partir de 2020, aumentará para 36 mil toneladas”.

 

O foco do aporte, segundo o executivo, é no avanço da qualidade do produto. Em 2013, diante de uma crise que se avizinhava, a Menfund investiu R$ 13 milhões em uma linha de produção nacional. “Esperamos a recuperação do mercado e da economia nacional para instalar e aumentar nossa capacidade produtiva”.

 

Com linha mais moderna e maior capacidade produtiva a Menfund espera ampliar o volume de pedidos recebidos e também aumentar sua área de atuação. Steindel disse que a empresa tem presença, hoje, no segmento de veículos leves, pesados, e máquinas agrícolas: “Esses três segmentos somados representam cerca de 80% do nosso faturamento anual no País”.

 

[IMGADD]

 

Para 2020 a Menfund também expandirá seu portfólio, com mais de cem itens novos. A projeção é de aumento de 15% nas vendas, puxada pelo crescimento orgânico do mercado e por novos clientes que poderão ingressar na sua carteira – negociações estão em andamento. Para o faturamento a projeção é de expansão de 18% na comparação com 2019 – o faturamento terá crescimento maior do que as vendas porque a empresa produzirá componentes com maior valor agregado.

 

As exportações, que no ano passado representaram 5% do faturamento, deverão crescer novamente, porque a diretoria da empresa mantém conversas avançadas para aumentar suas vendas externas.

 

A Menfund é a empresa mais relevante do Grupo Menegotti, considerando o faturamento anual do grupo, pois corresponde por até 60% do total faturado.

 

Foto: Divulgação.

Produção argentina cai 1% no bimestre

São Paulo – Ao contrário do mercado doméstico, que segue em queda livre, a produção de veículos na Argentina fechou o primeiro bimestre com recuo de apenas 1,4%, segundo dados divulgados pela Adefa, associação que representa as empresas fabricantes. Saíram das linhas de montagem 46,8 mil veículos nos primeiros dois meses do ano.

 

Em fevereiro houve recuo de 20% com relação ao mesmo mês do ano passado, para 26,1 mil unidades, justificado, em parte, pela menor quantidade de dias úteis e por fabricantes com linhas paradas para ajustá-las visando à introdução de novos modelos, de acordo com a associação. O volume foi 26,4% superior ao produzido em janeiro.

 

As exportações alcançaram 18,1 mil unidades no mês, 6,8% abaixo de fevereiro de 2019 e o dobro do volume embarcado no mês passado. No bimestre as exportações seguem estáveis na comparação com janeiro e fevereiro do ano passado, com 26,8 mil veículos embarcados.

 

O Brasil foi o principal cliente dos carros veículos argentinos no bimestre, adquirindo 64,6% do volume embarcado. A Colômbia aparece na segunda posição, com 8%, seguida do Peru, com 7,2%.

 

Foto: Divulgação.

Receita da Fras-le tem aumento de 20%

Caxias do Sul, RS – A Fras-le, controlada da Empresas Randon, consolidou no ano passado receita líquida de R$ 1 bilhão 365 milhões, alta de 19,7% comparada ao resultado do exercício de 2018. Já o faturamento total superou R$ 2 bilhões, crescimento de 19,5%. Além do incremento nas vendas físicas o desempenho foi influenciado pela consolidação da receita da Fremax, adquirida em 2018 e que só havia contribuído com receitas no quarto trimestre.

 

Também houve o reflexo da variação cambial, com taxa média do dólar de R$ 3,94 e superior à de 2018. O volume de dólares exportados apresentou melhor desempenho com relação ao ano anterior, pois houve melhora significativa do desempenho das vendas no mercado externo no último trimestre.

 

A empresa fechou o balanço com queda de 63% no lucro líquido, para R$ 32,8 milhões, com margem final de 2,4%.

 

Dentre as razões estão a reestruturação das operações na Argentina em razão da crise e a não recorrência de ganhos pela aquisição da Jurid, em 2018. O lucro bruto somou R$ 349,7 milhões, crescimento de 15,2%, e o EBITDA foi consolidado em R$ 175,2 milhões, recuo de 4,7% sobre o ano anterior.

 

De acordo com Sergio Carvalho, CEO da empresa, o ano “foi desafiador”, principalmente no primeiro trimestre, quando houve perda de incentivos fiscais, como benefícios na folha de pagamento e Reintegra, aumento de custos e acirramento da concorrência no mercado doméstico. Ações como adoção de plano de contingenciamento de gastos, recomposição de preços ao longo do ano e sinergia dos investimentos feitos geraram condições para minimizar as dificuldades do início do ano:

 

“Encaramos dificuldades econômicas na Argentina, segundo maior mercado da América do Sul para a companhia; impactos devido à guerra comercial dos Estados Unidos com a China e ambiente global altamente competitivo”.

 

O mercado externo, incluindo exportações a partir do Brasil e a receita das operações em outros países, respondeu por 50,5% do total, somando R$ 690,2 milhões, com incremento de 16,5%. Já o doméstico avançou 23,1%, para R$ 675,3 milhões, com ganho de participação de quase 1,5 ponto porcentual sobre 2018. O principal segmento de atuação continua sendo a reposição, com 87% de participação, algo próximo a R$ 1,2 bilhão, e alta de 19,1%. No mercado de montadoras, o valor foi de R$ 171,8 milhões, com avanço de 23,4%.

 

Estimativa cautelosa para 2020 – Mesmo com as medidas adotadas em 2019, que já refletiram em melhores resultados, a diretoria entende que 2020 continuará a ser desafiador. Dentre os principais desafios é citada a pressão inflacionária e o ambiente interno tão ou mais competitivo do que o ano anterior, em especial nos veículos leves: “Este ambiente vai apresentar dificuldades para o repasse de preços”.

 

Na avalição de Carvalho o mercado dos Estados Unidos deve sofrer desaceleração, mas são boas as perspectivas na Índia para o segmento de montadoras. Para a América Latina o planejamento de vendas é conservador: “Não há elementos que nos permitam vislumbrar um viés de crescimento no médio prazo na maioria dos países”.

 

As perspectivas de receita para o ano são repetir os resultados de 2019, com faturamento bruto de R$ 2 bilhões e receita líquida de R$ 1,4 bilhão. São projetados US$ 150 milhões em exportações, valor 15% abaixo do realizado em 2019, de US$ 174,9 bilhões, e 30% com relação ao guidance, que era de US$ 215 milhões. Com elação às importações a projeção é de US$ 20 milhões, 20% inferior ao realizado em 2019, de US$ 24 milhões, e 25% acima do guidance anterior. Os investimentos programados para 2020, na ordem de R$ 60 milhões, são 28% inferiores aos consolidados no ano passado, R$ 83,2 milhões, e 21% abaixo do guidance anterior.

 

Os impactos do coronavírus ainda seguem incertos. Segundo Carvalho, por mais que pareça limitado para a companhia, o problema pode se configurar grave na medida em que as semanas passam. Avalia que reflexos podem surgir tanto na ponta de fontes de fornecimento como nas vendas, uma vez que empresa possui muitos negócios na Ásia.

 

O CEO lembrou que a operação da Fras-le na China, em função da doença, produziu apenas 70% do esperado neste início de ano. Acredita que a recuperação desta perda deverá se dar ao longo de março e abril. Com relação a possível desabastecimento das plantas do Brasil e de outros países, em função dos problemas nas fábricas chinesas, destaca que a empresa tem fontes alternativas homologadas para todos os insumos. Carvalho disse que a companhia reduziu e até mesmo eliminou viagens internacionais de seus funcionários, além de ter repatriado vários.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação

Exportação puxa crescimento da Tupy

São Paulo – A Tupy registrou novo recorde de lucro líquido no ano passado, com R$ 278,9 milhões, alta de 2,7% na comparação com 2018, de acordo com balanço financeiro divulgado. O Ebitda avançou 3,4% na mesma base de comparação, somando R$ 700,1 milhões, e a receita total cresceu 6,9%, somando R$ 5,1 bilhões.

 

Fernando de Rizzo, CEO da companhia, disse que alguns fatores foram essenciais para que a Tupy crescesse em 2019: a oferta de produtos com maior valor agregado, graças ao desenvolvido de novas ligas de aço fundido, e a grande carteira de clientes internacionais: “A demanda no Brasil foi boa em 2019, mas as exportações representaram a maior fatia dos nossos negócios ao longo do ano”.

 

Segundo o CEO, 70% da produção nacional das duas fábricas que a companhia mantém no País, em Mauá, SP, e em Joinville, SC, e que operaram em três turnos ao longo do ano passado, foram dedicadas às exportações e o impacto na receita foi ainda maior – 84% da receita da Tupy foi conquistada graças as vendas externas somadas de Brasil e México.

 

[IMGADD]

 

O executivo considerou a grande carteira internacional de clientes da empresa e os diversos segmentos de atuação como uma fortaleza, porque quando um segmento não vai tão bem, a Tupy desfruta da alta em outras áreas: “O mesmo acontece com as vendas externas, hoje exportamos para 40 países e isso nos ajuda a crescer, até porque quando um mercado não vai tão bem, nós compensamos aumentando volume para outras regiões e, com isso, mantemos o ritmo de produção no Brasil”.

 

Dentre os segmentos globais de atuação da companhia, De Rizzo citou alguns relevantes: máquinas agrícolas, construção civil, infraestrutura, mineração, caminhões e energia. “Tudo que está relacionado a investimentos atinge os nossos negócios positivamente. Enquanto os países que atuamos estiverem em expansão, continuaremos com a nossa curva de crescimento”.

 

Atualmente, os países do Nafta respondem pelo maior volume de exportação da Tupy, cerca de 64%, seguido pela América do Sul, 18%, Europa, 13%. O restante é consumido por países da Ásia e da África.

 

Para 2020 ano a Tupy possui expectativas positivas, mesmo que existam dúvidas com relação ao crescimento global. Mas, segundo o CEO, é provável que isso aconteça e, com o mundo crescendo, a companhia também terá mais um ano de resultados positivos. “Alguns setores, em alguns países, têm chances maiores de crescimento e, com esse cenário, vamos ajustando nossa produção por aqui”.

 

Ao longo do ano a companhia quer progredir na cadeia de produção de motores e componentes, pois com a aquisição da Teksid aumentou sua capacidade de fundição. A próxima fase é a usinagem e a montagem de componentes: “Nessas duas áreas nós temos grande potencial de crescimento, até porque existe uma tendência natural das montadoras passarem esse tipo de trabalho para fornecedores qualificados, como a Tupy”.

 

Fotos: Divulgação.

Ford avança no segmento de patinetes elétricos na Europa

São Paulo – A Ford iniciou a expansão internacional da Spin, empresa de micromobilidade adquirida em 2008, a primeira a oferecer serviço autorizado de patinetes elétricos compartilhados nos Estados Unidos. Os planos são de avançar para a Europa e o primeiro mercado será a Alemanha, onde a empresa de patinetes começará a operar a partir de abril.

 

A montadora já mira outros mercados na Europa, como os da França e do Reino Unido. No mercado estadunidense a Spin já atua em mais de sessenta cidades e 25 universidades, oferecendo alternativa de locomoção acessível.

PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2019

São Paulo – O PIB, Produto Interno Bruto, brasileiro fechou o ano passado com aumento de 1,1% com relação ao resultado de 2018. Os dados foram divulgados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

Apesar de ser o terceiro crescimento consecutivo, após dois anos de recuo, a variação foi a menor do período – em 2017 e 2018 fechou em alta de 1,3%. As quedas foram de 3,5% em 2015 e de 3,6% em 2016.

 

O quarto trimestre do ano registrou alta de 0,5% sobre os três meses imediatamente anteriores, impulsionando o resultado do PIB.

BMW inicia vendas do novo X6 no Brasil

São Paulo – A BMW iniciou as vendas do novo X6 no Brasil, que será comercializado em versão única, xDrive40i M Sport, com preço de R$ 515 mil. O SUV Coupé, que já está disponível nas concessionárias, é produzido em Spartanburg, Carolina do Sul, e importado para o Brasil.

 

De acordo com a companhia o lançamento do X6 é um dos mais importantes programados para o ano em que a BMW completa 25 anos de mercado brasileiro. O modelo tem motor 3.0 turbo de 340 cv acoplado a câmbio automático de oito velocidades e tração integral.

 

Dentre os itens de série o X6 oferece faróis full-led, piloto automático adaptativo, assistente de estacionamento, quadro de instrumentos digital e kit multimídia que permite que o motorista controle diversas funções do veículo por comandos de voz.

 

Foto: Divulgação.

Bem posicionada, Renault busca a lucratividade

Foz do Iguaçu, PR – Ano a ano desde 2010 a Renault amplia a sua participação no mercado brasileiro. No ano passado chegou a 9%, suficiente para garantir a quarta posição no ranking de automóveis e comerciais leves. Para o presidente Ricardo Gondo o trabalho nos próximos anos será manter esse índice para que a meta, de 10% até 2022, seja considerada atingida.

 

“Mesmo que fechemos 2020 com 9,5%, 9,7%, podemos considerar o objetivo alcançado. A marca está bem posicionada no mercado e seguiremos ganhando participação pouco a pouco, pois vem dando certo. Agora nosso tema é a rentabilidade: precisamos lucrar aqui para seguir investindo.”

 

Embora a Renault não divulgue seus resultados por região o Brasil segue com o desafio de lucrar. O ciclo local de investimento de R$ 3,2 bilhões se encerrou com o lançamento da nova geração do Duster. Há ainda outros planos mantidos escondido por detrás do biombo corporativo, como uma linha de motores turbo e a atualização de outros modelos, que deverão ser contemplados no próximo ciclo de investimentos – que, segundo Gondo, ainda não está definido e demandará esforços.

 

“Estamos negociando. Será algo mais para o segundo semestre.”

 

Para a segunda metade do ano a Renault trará a nova geração do elétrico Zoe, mantendo seu plano de se colocar como vanguardista dentre os produtores de veículos elétricos no Brasil – é a líder em vendas, com mais de cem unidades comercializadas no ano passado e com mais de trezentos veículos circulando no País.

 

Possíveis interrupções na produção paranaense decorrentes da epidemia do coronavírus não estão, por enquanto, identificadas pela Renault. Gondo disse que a equipe de logística monitora a situação 24 horas por dia e não há peças importadas diretamente pela montadora das fábricas afetadas na China — “Mas dos nossos fornecedores sim. O monitoramento está nos tier 2 e 3”.

 

Foto: André Barros.