ZF usa realidade virtual para treinar funcionários

São Paulo – A ZF começou a treinar seus funcionários da área de montagem da fábrica de Sorocaba, SP, com o uso de realidade virtual. O projeto foi desenvolvido em parceria com a FACENS, Faculdade de Engenharia de Sorocaba, que já fez outras parcerias com a companhia.

 

Segundo a ZF os novos recursos de treinamento capacitarão os funcionários de forma mais segura e individualizada. O novo processo também faz parte do plano de digitalização da companhia, rumo a indústria 4.0. Christian Schulz, gerente sênior de operações da ZF, disse que o treinamento virtual “é muito importante para a empresa ter sucesso na adoção dos conceitos e pilares de manufatura avançada”.

 

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Marcopolo lança loja virtual de peças

São Paulo – A Marcopolo Parts é a nova plataforma online de vendas da empresa no Brasil. Ali serão negociadas peças para ônibus, carrocerias e chassis. A loja virtual oferecerá aos clientes todo o portfólio de peças da Marcopolo, assim como os componentes genuínos de reposição de diferentes marcas de chassis.

 

O site oficial da loja é www.marcopoloparts.com.br.

Venda de importados cai 3% em janeiro

São Paulo – A venda de veículos importados segue em queda: no primeiro mês do ano registrou 2,4 mil licenciamentos, queda de 2,7% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com os dados divulgados pela Abeifa, associação que representa as empresas importadoras. Com relação a dezembro do ano passado a queda foi ainda maior, 28,7%.

 

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, disse que janeiro não foi bom para ninguém do segmento de automóveis e comerciais leves: “O mercado interno total de automóveis e comerciais leves amargou queda de 3,5% com relação a janeiro do ano passado e de 26,9% ante dezembro. Nós, importadores oficiais, acompanhamos o comportamento de vendas gerais. Não foi um bom mês para ninguém”.

 

O presidente reconhece que com o dólar acima dos R$ 4,20 o ano não será bom para os importadores, porém aposta na recuperação da economia nacional para provocar uma possível queda na cotação do dólar e, assim, até os importadores poderão ter um bom ano.

 

Vendas por marca – A Kia segue como a marca líder do mercado de importados, com 593 vendas em janeiro, volume 33% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, e a Volvo aparece na segunda posição, com alta de 12,6%, 546 licenciamentos.

 

O terceiro lugar ficou com a BMW, que aumentou suas vendas em 116,4% e emplacou 290 veículos. Em quarto lugar aparece a Land Rover que vendeu 263 unidades, alta de 34,9% com relação a janeiro do ano passado, e na quinta colocação ficou a Porsche, que aumentou suas vendas em 76,4% e licenciou 224 unidades.

 

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Randon muda estrutura organizacional

Caxias do Sul, RS — A partir de 1º de abril a Empresas Randon terá nova estrutura organizacional, montada com o objetivo de maximizar os resultados e fortalecer a cultura interna. As principais alterações estão na concentração da direção das quatro divisões de negócios numa só pessoa e na criação de uma nova posição diretiva. Sérgio Carvalho, atual COO da divisão Autopeças e diretor presidente da Fras-le, responderá pelas divisões Montadora, que reúne implementos e veículos, Frenagem, que corresponde à Fras-le, Suspensão e Rodagem, que implica Suspensys e Castertech, e Joint Ventures, que inclui Master e Jost.

 

Cada divisão terá um diretor responsável. Sandro Trentin responderá por Montadora e Eduardo Dalla Nora por Suspensão e Rodagem. Interinamente Sérgio Carvalho acumulará também as divisões Frenagem e Joint Ventures.

 

Mesmo sem grandes impactos nas diretorias das unidades algumas posições passaram por alterações. A Fras-le, que seguirá tendo Sérgio Carvalho como diretor presidente, terá dois diretores: Anderson Pontalti para a área de fricção e Hemerson de Souza para não-fricção. Na Jost seguirá Alessandro Besen Barbosa e, na Master, Ricardo Escoboza. Eduardo Dalla Nora assume a direção das unidades Castertech e Suspensys e Sandro Trentin a de Veículos.

 

A nova configuração terá quatro áreas matriciais: Compras, Inovação, Field Force e Excelência Operacional, que apoiarão diretamente as divisões de negócios da empresa. Os diretores já estão indicados e são todos das equipes internas da Empresas Randon. Compras terá Marcelo Kuver, Inovação, com o Centro de Treinamento Randon e o Instituto Hercílio Randon, terá Cesar Augusto Teixeira, Field Force, terá Paulo Gomes e Excelência Operacional Bernardo Bregoli Soares.

 

Outra mudança é a criação de uma nova posição, a de CTO, Chief Transformation Officer, que será de responsabilidade do atual diretor de Planejamento e RH, Daniel Ely. O CTO, conceito novo nos mercados nacional e internacional, é o responsável por liderar o processo de transformação da empresa, acelerar a nova cultura organizacional e intensificar o mindset digital. Nos últimos anos a organização vem investindo na transformação digital, em tecnologias disruptivas e em parcerias com startups, o que levou à criação do posto.

 

O atual COO da divisão Montadora, Alexandre Gazzi, assume como vice-presidente de Negócios, atuando a partir dos conselhos de joint ventures da companhia e em projetos especiais. Ele estará diretamente ligado ao CEO da Empresas Randon, Daniel Randon. A Divisão de Serviços, que contempla Randon Consórcios e Banco Randon, segue com a estrutura atual, com o diretor de Serviços Financeiros, Joarez Piccinini, que assume, também, a área de Relações Institucionais. 

 

Segundo Daniel Randon o movimento trará mais dinamismo e sinergia para as divisões. “Um dos principais ganhos da mudança organizacional é acelerar o crescimento das operações a partir do desenvolvimento de novas tecnologias, inovação em produtos e gestão de custos. A expectativa é que a nova configuração, somada à gradual recuperação que a indústria vem apresentando nos últimos meses, contribua para o crescimento sustentável da empresa”.

 

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Agora é a Hyundai que confirma ausência no Salão

São Paulo – Em comunicado divulgado na tarde de terça-feira, 4, a Hyundai anunciou que não participará do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. É mais uma baixa no cada vez mais esvaziado evento, também justificada por mudança na estratégia.

 

“A estratégia global da Hyundai vem valorizando, desde o ano passado, eventos com formatos diferenciados e foco maior no ser humano, proporcionando um engajamento mais exclusivo com seus clientes e públicos interessados”, afirmou, na nota, Angel Martinez, vice-presidente comercial. “Avaliamos bastante a situação aqui no Brasil e decidimos substituir a participação no Salão do Automóvel por outras atividades mais exclusivas ao longo do ano”.

 

A Hyundai se junta a General Motors e Toyota, que oficializaram sua decisão na semana passada, e à BMW, que no começo do ano já anunciou que estaria fora do evento. Outras ausências confirmadas: Grupo PSA, Jaguar Land Rover, Volvo e HPE, das marcas Mitsubishi e Suzuki.

 

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Placas do Mercosul prejudicam as vendas de janeiro

São Paulo – A queda de 3% nos emplacamentos registrada em janeiro poderia ter sido convertida em resultado positivo não fosse a introdução das novas placas do Mercosul, em vigor desde 31 de janeiro. De acordo com a Fenabrave, a indecisão a respeito da adoção ou não do aparato por aqueles que compraram veículos no primeiro mês do ano refletiu no desempenho comercial.

 

A estimativa da entidade que representa concessionários é a de que nove mil emplacamentos deixaram de ser registrados no mês passado em função do novo tipo de placa. Assim, as vendas subiriam dos 193 mil emplacamentos registrados para 202 mil, o que representaria crescimento de 4,5% na comparação com as vendas realizadas em janeiro do ano passado.

 

O presidente Alarico Assumpção Junior disse na terça-feira, 4, que esses emplacamentos serão contabilizados nos resultados de fevereiro, uma vez que “os negócios foram fechados e as concessionárias estavam esperando apenas a entrada em vigor da nova placa” para inserirem os dados no Renavam.

 

No mês as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 184 mil 125 unidades, 3,4% a menos do que o volume emplacado em janeiro do ano passado. As vendas de caminhões e ônibus, por sua vez, chegaram a 9 mil 339 unidades, resultado que representa alta de 2,3% sobre o verificado em janeiro de 2019.

 

Os resultados foram considerados positivos pela Fenabrave e indicam aos olhos da entidade um ano de crescimento do mercado interno de veículos. Quedas constantes da taxa Selic e inflação baixa são os fatores que, assim como acredita a Anfavea, animarão o consumidor a contratar financiamentos de veículos neste ano.

 

O cenário projetado, inclusive, levou a entidade a considerar vendas de varejo crescendo mais do que as vendas realizadas de forma direta. Em janeiro, segundo dados divulgados pela Fenabrave, as vendas diretas representaram fatia de 38,6% dos emplacamentos totais, ficando a fatia restante, 61,4%, nas mãos das vendas via varejo.

 

“O desemprego vem diminuindo no País. Esse fator importante aliado ao cenário de controle da inflação, da inadimplência e baixas taxas de juros levará ao aumento do consumo. Em janeiro, houve uma média de sete em dez fichas aprovadas pelos bancos”.

 

Dado mais recente do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mostra que o saldo do emprego formal no Brasil cresceu 21,6% em 2019 sobre o saldo registrado em 2018. O trabalho informal, mostraram dados da Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, atingiu ao final de 2019 o maior nível desde 2016, representando 41% da força de trabalho – cerca de 38,4 milhões de brasileiros.

 

No setor de caminhões há expectativa em torno de maiores vendas no ano, disse Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave: “Haverá crescimento das vendas neste ano não apenas nos pesados, mas também em outros segmentos puxados por atividade comercial na construção civil, por exemplo”.

 

A debandanda de montadoras do Salão do Automóvel pareceu não interferir nos ânimos da Fenabrave acerca das vendas de veículos, uma vez que o evento é considerado importante vetor de negócios no País. Para o presidente Assumpção Júnior o desejo da entidade é de que o evento aconteça, e que a federação, se requisitada, “apoiará o evento no que for preciso”.

 

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Receita da Librelato cresceu 66% em 2019

São Paulo – A Librelato registrou crescimento de 66% na sua receita de 2019 na comparação com 2018, chegando a R$ 950 milhões. Suas vendas também cresceram, 55% na mesma base comparativa. Para o presidente  José Carlos Sprícigo os resultados fizeram de 2019 um ano inesquecível:

 

“2019 tornou-se inesquecível a todos que compõem a Librelato. Completamos 50 anos e alcançamos vendas e resultados que nos levaram a garantir a continuidade de investimentos e desenvolvimento de produtos e componentes que tornam a logística brasileira mais competitiva e eficiente”.

 

Com o bom crescimento das vendas no ano passado a Librelato conquistou 14,1% de participação de mercado, com 9 mil 175 vendas no mercado interno, resultado que a colocou como uma das três maiores implementadoras do País.  O ponto negativo foi registrado nas exportações, que somaram 370 unidades, queda de 41,2% na comparação com 2018, quando a empresa exportou 630 implementos.

 

O CEO da companhia ressaltou os bons resultados de algumas linhas de implementos, como os graneleiros mais leves e resistentes, que usam nióbio em sua produção e foram apresentados durante a Fenatran, o Sider Grid, a linha de carga fechada e de tanques para transporte de combustível.

 

Peças – No ano passado a companhia também lançou a Libreparts, responsável pelo grande crescimento de 98% na comercialização de peças e componentes.

 

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Família Chevrolet Onix domina vendas em janeiro

São Paulo – Os Chevrolet Onix e Onix Plus foram o primeiro e o segundo modelos mais vendidos no mercado brasileiro em janeiro, segundo dados da Fenabrave divulgados na terça-feira, 4. Produzidos na fábrica da General Motors em Gravataí, RS, somaram, respectivamente 17,5 mil e 8,7 mil unidades licenciadas no primeiro mês do ano.

 

O Ford Ka, que por muitos meses do ano passado conquistou a vice-liderança do mercado, ficou na terceira posição ao somar 7,3 mil licenciamentos. Atrás dele veio o Renault Kwid, 6,7 mil unidades vendidas, e o Hyundai HB20 – o hatch produzido em Piracicaba, SP, que chegou a ser vice-líder do mercado brasileiro por meses somou 6,5 mil emplacamentos, ficando com a quinta posição.

 

A marca que mais colocou modelo no ranking dos dez mais vendidos em janeiro foi a Fiat: as picapes Strada e Toro, na oitava e nona posição, e o hatch Argo na décima.

 

Confira os dez modelos mais vendidos em janeiro:

 

1º Chevrolet Onix – 17 mil 463
2º Chevrolet Onix Plus – 8 mil 722
3º Ford Ka – 7 mil 334
4º Renault Kwid – 6 mil 739
5º Hyundai HB20 – 6 mil 555
6º Volkswagen Gol – 6 mil 030
7º Volkswagen Polo – 5 mil 593
8º Fiat Strada – 5 mil 419
9º Fiat Toro – 5 mil 300
10º Fiat Argo – 4 mil 794

 

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Por erro da Nissan donos de Kicks PcD recebem cobrança de IPVA

São Paulo – Um erro da Nissan deixou proprietários do Kicks S Direct, versão dedicada ao público PcD, assustados: embora por lei sejam isentos de IPVA e liberados do rodízio municipal de veículos, o imposto passou a ser cobrado em 2020 em estados como São Paulo e Paraíba. A reportagem de AutoData foi alertada por uma leitora e, em uma busca rápida no site Reclame Aqui, encontrou outras reclamações com o mesmo caso – todos ainda sem solução até a tarde de terça-feira, 4.

 

No Detran consta que a versão do modelo Nissan que esses proprietários possuem, a Kicks S CVT, tem valor venal superior ao teto de isenção do IPVA para veículos PcD, R$ 70 mil. Assim o órgão entendeu que os modelos não são PcD e fez a cobrança normalmente.

 

A leitora de AutoData relatou que entrou em contato com a concessionária da qual adquiriu o seu Kicks e recebeu uma série de informações desencontradas. Um dos funcionários chegou a dizer que ela deveria enxergar a cobrança do IPVA pelo lado positivo, pois seu carro, agora, tem valor superior ao que ela pagou.

 

Os relatos de clientes no Reclame Aqui vão no mesmo sentido: ao procurar a concessionária onde compraram o veículo receberam informações desencontradas. Alguns recorreram ao Detran, que alegou que a cobrança ocorre por um erro da montadora.

 

Procurada pela Agência AutoData a Nissan afirmou ter identificado “uma inconsistência no registro da documentação de um lote reduzido do modelo Nissan Kicks S Direct, dedicado ao público PcD. A companhia garante que está trabalhando junto aos órgãos de trânsito responsáveis para solucionar a questão o mais rápido possível. O consumidor não será impactado e deve entrar em contato com o SAC”.

 

Segundo relatos de clientes ao Reclame Aqui que também entraram em contato com o SAC da Nissan, a informação é essa: por um erro da empresa os Detran estão cobrando o IPVA e a Nissan trabalha para resolver o impasse o quanto antes.

 

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Brasil registrou consumo recorde de etanol em 2019

São Paulo – O Brasil bateu recorde no consumo de etanol em 2019: os 32,8 bilhões de litros correspondem a 10,5% de crescimento com relação a 2018. Deste volume 22,5 bilhões foram de etanol hidratado – o que é vendido nas bombas dos postos de combustível –, aumento de 16,3%, e 10,3 bilhões o etanol anidro, o aditivo à gasolina.

 

Os dados foram divulgados pela Unica, União da Indústria de Cana-de-açúcar, com base nas informações da ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Segundo a entidade a participação do etanol, hidratado e anidro, na matriz de combustíveis do ciclo Otto representou 48,3% no ano passado.