Neobus fecha negócio com a Viação Nossa Senhora da Vitória

São Paulo – A Neobus vendeu dez ônibus para a Viação Nossa Senhora da Vitória, que opera em Salvador, BA, e Aracaju, SE. Essa foi a primeira negociação envolvendo as duas empresas e os novos veículos serão usados no serviço de fretamento nas duas regiões. 

 

Douglas Cristiano Pessoa, supervisor de vendas da Neobus, disse que o negócio é muito importante para o crescimento da empresa e do modelo na região: “O ônibus Spectrum oferece alguns diferenciais como robustez, conforto e facilidade de operação”.

Audi testará projeto de vendas digitais no Brasil

São Paulo – A Audi começará a explorar as vendas digitais. O presidente Johannes Roscheck anunciou, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2020, que estudos estão em andamento para diversificar os canais de venda — e a digitalização é um dos projetos em mesa.

 

Nos próximos dois meses a Audi começará a testar seus projetos pilotos no Brasil, para avaliar os resultados e entender se é um canal de vendas que deverá avançar nos próximos anos.

 

Foto: Fábio Arantes.

Mercado premium crê em crescimento moderado

São Paulo – Executivos do segmento premium do mercado de automóveis projetam crescimento modesto em 2020. Aksel Krieger, CEO da BMW do Brasil, e Johannes Roscheck, presidente da Audi do Brasil, ponderaram que o setor está muito ligado à confiança do consumidor na economia, que ainda está incerta.

 

“A nossa projeção é de uma alta de 8% a 10% em 2020 e a BMW pretende acompanhar essa expansão”, disse Krieger.

 

Roscheck ressaltou a necessidade de algumas mudanças no cenário econômico para melhorar o desempenho do segmento premium no ano que vem. “Tudo depende das aprovações das reformas que o mercado espera. Se isso acontecer nesse último trimestre, pode ser que 2020 seja um ano mais forte, porque o nosso segmento é muito ligado ao desempenho da economia. Minha crença é a de que o segmento premium terá um crescimento modesto no ano que vem”.

 

Para melhorar o atendimento dos seus clientes em toda sua rede, que hoje é formada por 49 lojas, a BMW criou os Genius, vendedores que recebem um grande treinamento sobre cada produto para explicar aos clientes as tecnologias de seus modelos: “Eles também são treinados para identificar o que é mais relevante para determinado cliente e, com isso, explorar mais os assuntos que são mais interessantes para o consumidor”.

 

No caso da Audi, Roscheck também reconheceu que oferecer um treinamento mais profundo para a equipe de vendas é vital para elevar o nível de atendimento e não perder vendas: “Hoje temos 47 pontos de vendas e, muitas vezes, o cliente já chega cheio de informação sobre o carro”.

 

Questionados sobre uma possível expansão da rede, o presidente da Audi disse que a empresa estuda a abertura de novas concessionárias em regiões estratégicas e, no caso da BMW, Krieger disse que o tamanho atual da rede suporta a demanda do mercado, mas que a companhia mantém estudos constantes para explorar novas regiões.

 

Foto: Fábio Arantes.

Bons resultados na Fenatran animam a Iveco

São Paulo – O mercado total de veículos acima de 3,5 toneladas deverá crescer 15% em 2020 em comparação com o fechamento deste ano, na opinião de Marco Borba, vice-presidente de vendas e marketing da Iveco Latin America. Ele foi um dos palestrantes do Congresso AutoData Perspectivas 2020, na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo. “Na verdade, depois do sucesso da Fenatran, apostaria em um índice até maior”.

 

Bastante comemorada pelo executivo, a Fenatran se mostrou como grande oportunidade para a empresa reforçar os lançamentos que vem apresentando ao mercado desde junho deste ano. Em 2019, a Iveco também cresceu sua rede de concessionárias em mais dezenove pontos de vendas e atendimento. Para o ano que vem a previsão é de nomear outros dezessete.

 

De acordo com Borba, dos US$ 4,2 bilhões de investimentos anunciados até 2024, parte deve vir para América Latina – mas ainda sem definição do valor: “As perspectivas são muito positivas também para a região. Podemos afirmar que, cedo ou tarde, o que tem sido ou está em vias de ser desenvolvido na Europa, como veículos elétricos e a célula de combustível, chegará também por aqui”.

 

Apostas futuras – Hoje com uma capacidade de 400 mil unidades por ano, a indústria de veículos comerciais, embora em ritmo de crescimento e com boas perspectivas para o próximo ano, ainda precisa caminhar muito para se tornar de fato rentável. Para Borba o que faria a indústria chegar mais perto do objetivo seria, em vez da imposição tecnológica, acontecer antes a renovação da frota:

 

“Esse seria o passo mais correto e, depois, partiríamos para os avanços também necessários, mas menos urgentes do que renovar a frota. Potencial o mercado tem, mas precisamos que o governo também faça a parte dele, com as reformas necessárias, para um andamento correto”.

 

Para o executivo, o veículo leve urbano tende a crescer pelas necessidades logísticas especialmente dos grandes centros e deve caminhar para gás como alternativa imediata, uma vez que é o combustível já disponível e acessível na América Latina. Mais a longo prazo, célula de combustível como menor dependência ao diesel.

 

Foto: Fábio Arantes.

Sindipeças projeta crescimento de 5% do setor

São Paulo – As projeções otimistas do Sindipeças indicam crescimento de 5% para o setor de autopeças no próximo ano, segundo mostrou seu diretor e conselheiro Gábor Deák em apresentação durante o segundo dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

Pelo quarto ano consecutivo o sindicato percebe manutenção de crescimento. Este ano projeta elevação de faturamento de 7,4%, para R$ 102,4 bilhões. Os estimados 5% para 2020 vão representar faturamento de R$ 107,5 bilhões.

 

As vendas a montadoras puxam o desenvolvimento do setor, com alta de 11,1% este ano e 6,1% em 2020. As exportações têm projeções de cair 9,9% em 2019 e 5% no ano que vem.

 

Ainda assim, Deák não vê necessidade em aumentar a capacidade produtiva, que hoje está na média de 63,5%. “Os investimentos da indústria de autopeças que vierem serão para atender a novos produtos”.

 

O setor, que chegou a investir R$ 4 bilhões em 2013, encerra este ano com R$ 2,02 bilhões e prevê para 2020 R$ 2,03 bilhões.

 

Na projeção da produção de veículos, Deák avalia que “se perdeu uma década”. O volume de 2013, de 3,7 milhões de unidades, deverá voltar a esse patamar somente em 2024, quando o Sindipeças estima 3,8 milhões de veículos. Para este ano são esperados 2,9 milhões e para 2020, 3,09 milhões.

 

“Vamos demorar onze anos para recuperar o nível de 2013. O crescimento será significativo de 2019 até 2024, quando cresceremos 31% em automóveis, 20% nos veículos comerciais e 24% em caminhões”, cita o diretor do Sindipeças.

 

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A integração por meio de acordos comerciais é uma das saídas para o segmento crescer e ocupar via exportação a capacidade de 5 milhões de unidades.

 

A entidade também defende as bandeiras da inspeção técnica veicular e a renovação da frota dos caminhões. De acordo com Deák, a frota de 44,8 milhões de veículos de passageiros têm idade média de 9,6 anos, enquanto a de caminhões e ônibus é superior a 15 anos para mais de 20% desses veículos. Cerca de 300 a 320 mil caminhões têm mais de 30 anos, segundo o conselheiro do Sindipeças.

 

“Esses fatores não estão considerados nos resultados, teríamos oportunidades adicionais, menos trânsito e contaminação do ar e mais segurança”.

 

Foto: Fábio Arantes.

Confiança na economia alavanca vendas de veículos

São Paulo – Após algumas mudanças durante o ano José Maurício Andreta Júnior, vice-presidente da Fenabrave, confirma projeção de aumento de 10% nas vendas de veículos de todos os segmentos em 2019 – o que para a entidade significa um bom crescimento. O empresário participou do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, na Capital paulista.

 

Quanto ao próximo ano, ainda não há previsão – somente a partir de janeiro, como é de praxe: “Nosso otimismo é cauteloso, auxiliado pelos bons índices econômicos. O que podemos dizer neste momento sobre 2020 e os próximos anos é que acreditamos em crescimento constante e consistente”.

 

Participante do mesmo painel, Paulo Noman, presidente da Anef, contou que mais pessoas financiaram carro em 2019 comparado com 2018, com crescimento da carteira, o que demonstra a confiança da população: “O que ainda implica a concessão é a falta de qualidade para o crédito. Muitos não estão aptos a contrair empréstimo”.

 

Rodnei Bernardino de Souza, diretor de financiamentos de veículos do Banco Itaú, compartilha da opinião de Noman. Ele pondera que a gradativa melhora na economia deu mais confiança ao consumidor, com crescimento do crédito que deve fechar 2019 em torno de 24%.

 

Para 2020 a perspectiva é a de que também haverá aumento, mas não na mesma intensidade: “É preciso ponderar também que, com esse movimento, a população voltou ao mercado começou a se endividar. Claro que não é um cenário ruim, mas acaba sendo fato limitador. É preciso observar”.

 

Souza conta que a vontade dos bancos de dar crédito é real, mas nem todo estão preparados para assumir um financiamento. Muito do aumento registrado, segundo ele, tem sido de pessoas que já tinha crédito pré-aprovado e resolveram assumir com a melhora da economia e o bom preço do crédito.

 

Para Edna Honorato, presidente do conselho nacional da ABAC, o momento é positivo também para os consórcios, que cresceram 14% em novas vendas até setembro de 2019, com montante de R$ 27 bilhões em crédito no mesmo período: “Este ano traz confiança para 2020. Ainda não temos um número para apresentar, mas acreditamos que será um bom ano, afinal temos R$ 300 milhões contemplados somente de veículos leves para serem adquiridos”.

 

Foto: Christian Castanho.

Fabricantes de motor a diesel estimam crescimento

São Paulo – O mercado de caminhões ajudou a impulsionar os fabricantes de motores diesel, embora o ritmo deste ano deverá ficar similar ao do ano passado devido a fatores como Argentina e agronegócio. Executivos do setor falaram sobre o mercado em painel no Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

A MWM espera ter um segundo semestre melhor que o primeiro. Ainda assim, em termos de volume, ficará no nível de 2018. “Pelas revisões das perspectivas para 2019 e o cenário da Argentina, que afetou vendas diretas e indiretas, teremos uma estabilidade este ano”, afirmou Thomas Püschel, diretor da unidade de negócios de reposição e marketing da MWM. A fabricante espera encerrar este ano com volume de 30 mil motores.

 

Já na projeção para 2020 a expectativa é em torno de 15% de crescimento, pautado em novos desenvolvimentos, novas aplicações, fomentos de exportações para países como México, Espanha e Egito e uma recuperação do mercado interno, lenta mas sustentável.

 

O ano de 2019 foi atípico para a FPT, com a desaceleração em função das dificuldades de financiamento do setor agrícola no primeiro semestre, sinalizando estabilidade este ano, compensada com o mercado de caminhões pesados, em ascensão. E o mercado agrícola já puxa uma linha de recuperação.

 

“Esperamos daqui para a frente já ver aceleração em consumo, o que deve incentivar o mercados de leves nos próximos meses”, explicou Marco Rangel, presidente da FPT. A empresa também aguarda a recuperação da Argentina. “Esperamos que não piore.”

 

A perspectiva é que este ano o mercado ficará bem próximo ao de 2018, com alta de 15%.

 

A Cummins tem boas expectativas para fechar o ano, mas não em níveis superlativos, por causa da saída da Ford, um de seus principais clientes, de São Bernardo do Campo, SP. O fato levou a produção de seus motores a ter uma queda de 10%.

 

Luis Pasquotto, presidente da Cummins, espera uma retomada positiva e consistente do país, com as reformas macro. “Projetamos em 2020 alta em dois dígitos, com uma retomada acima de 15%.”

 

A diversificação dos negócios foi uma forma de compensar perdas. A MWM lançou novas linhas de geradores e ampliou seu mercado de reposição interna e externamente, caminho similar seguido pela FTP. Já a Cummins, que atua com geradores desde 2001, investiu no pós-vendas, em novas aplicações de Euro 5 e geradores de grande porte.

 

A ociosidade no setor é preocupante. Enquanto a FPT está com 40% de utilização da capacidade instalada, a Cummins, em sua linha de motores, estima entre 40% e 45%, embora chegue a 100% de operação em linhas de usinagem. A MWM tem capacidade de produzir 119 mil motores em três turnos, mas hoje opera apenas um turno, que tem capacidade de 41 mil unidades.

 

Foto: Christian Castanho.

Setor de duas rodas projeta alta de até dois dígitos em 2020

São Paulo – As vendas de motocicletas em 2020 poderão crescer até dois dígitos, segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que representa os fabricantes nacionais, e que participou do primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020: “O crescimento poderá ser de um dígito ou de dois dígitos, mas precisamos consolidar as expectativas das nossas dez associadas para divulgar uma projeção oficial. O que é certo é que 2020 será mais um ano de crescimento”.

 

Para Oscar Pires de Castro Neto, gerente da área comercial de motocicletas da Yamaha Motor do Brasil, o setor também crescerá no ano que vem, mas de maneira mais tímida: “O mercado está aquecido e deve continuar em 2020. Mas acredito que ficará em torno de um dígito: o setor levará alguns anos para voltar a crescer dois dígitos novamente”.

 

De acordo com ambos os executivos, o crescimento que será registrado esse ano e a projeção de alta para o próximo é baseada em alguns pilares, como o maior apetite dos bancos para financiar as vendas de motos, que estão aprovando mais fichas, juros menores e redução da inadimplência: “Também esperamos que a reforma da Previdência e a tributária sejam aprovadas no ano que vem. Isso deverá aquecer ainda mais o mercado”.

 

Fotos: Christian Castanho. 

Volkswagen e Caoa preparam ofensiva de elétricos

São Paulo – A oferta de automóveis elétricos deve aumentar a partir de 2020 no mercado brasileiro. Durante o Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, presidentes da Volkswagen e da CAOA afirmaram que suas empresas preparam ofensiva de modelos da categoria a partir de janeiro.

 

No caso da Volkswagen, o presidente Pablo Di Si disse que a empresa tem programado cinco lançamentos de veículos elétricos até 2022. A companhia anunciou para dezembro, do Golf GTE híbrido: “Estamos nos preparando para um novo perfil de mercado, um novo perfil de consumidor”.

 

Dentre as medidas que apontou como parte do planejamento comercial para os veículos elétricos está a da concessionária digital – na América do Sul já são 160 unidades em atividade, Di Si contou durante o evento: “O futuro das concessionárias é digital e conectado. Já realizamos a venda das duas primeiras unidades por meio digital”.

 

Mauro Correia, presidente da Caoa, afirmou que sua empresa deve expandir a oferta com modelos elétricos para os públicos B e C. Ele manteve, no entanto, os pormenores a respeito do tema ocultos sob o biombo corporativo, mas disse que haverá demanda por veículos elétricos nessa faixa econômica no médio prazo.

 

Os modelos citados pelos executivos representam uma espécie de segunda leva de veículos elétricos no País, que também inclui os cinco modelos importados da Jac Motors e o Caoa Chery Arrizo 5E. Na última edição do Salão do Automóvel de São Paulo foi anunciada a primeira ofensiva, integrada por Nissan Leaf, Renault Zoe e Chevrolet Bolt. Esse último, de acordo com Carlos Zarlenga, presidente da General Motors, começará a ser vendido nas concessionárias em 1o de novembro.

 

Fotos: Christian Castanho

Crescimento de 10% em 2020. Mas e depois?

São Paulo – Qual é a indústria automobilística que se quer para o Brasil nos próximos vinte, trinta anos? Esta foi a pergunta lançada por Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América do Sul, ao fim de sua apresentação na mesa redonda de montadoras de automóveis e comerciais leves no primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

Em verdade todos os palestrantes do painel, cada um a seu modo, colocaram a mesma questão. Uns mais otimistas, outros mais realistas – o certo é que as opiniões convergem: será preciso que mudanças necessárias aconteçam, caso das reformas da Previdência e tributária e dos investimentos em infraestrutura com vistas à multimodalidade.

 

A lição de casa todos afirmam que estão fazendo. Perenidade nos investimentos, aportes em tecnologia, digitalização, sempre vislumbrando a indústria brasileira que querem para o futuro. Mas a contrapartida por parte do governo, fazem coro, também precisa acontecer. Otimismo moderado também é a opinião geral.

 

Os índices econômicos razoavelmente estáveis acabam conduzindo todos a projeções bem semelhantes para 2020, incremento de 5% a 11% em vendas de veículos, para algo em torno de 3 milhões de unidades. Entretanto, e depois, como será? O amanhã assombra, alimentado por aquelas tantas questões que se arrastam sem solução governo após governo.

 

Para Mauro Correia, presidente da Caoa Montadora, as reduções das projeções de PIB para 2019 e 2020 indicam que a recuperação econômica continuará sendo gradual: “O ambiente econômico ainda é desafiador. O crescimento para o próximo ano, projetado em 2%, depende do desempenho econômico no restante deste ano e da real transmissão da redução da Selic para o crédito ao consumidor”.

 

Em resumo, as perspectivas 2020 para a indústria do ponto de vista da Caoa Montadora são de venda totais crescendo de 9% a 11%, tendo as vendas diretas como chave. As vendas ao varejo por sua vez deverão ficar no padrão moderado e a capacidade ociosa continuará pressionada pela queda do mercado argentino.

 

“Mais do que cravar números vamos aqui defender tendências e estratégias”, pontuou Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford para a América do Sul, que concorda com as projeções divulgadas por Correia. Para ele a economia também deve se recuperar de forma gradual, mas, mesmo com um cenário positivo, ainda existe certa apreensão com 2020. Como será a Selic na ponta para o consumidor, somada à questão da capacidade ociosa pressionando os negócios, principalmente por causa da crise na Argentina?

 

Como boa oportunidade para o aumento das vendas ao varejo Golfarb defende reformar a regulação do leasing operacional, algo que há muito se fala no Brasil, mas que ainda não vingou: “Estamos em um momento bastante propício para trabalhar nessa nova legislação. O compartilhamento ganha espaço, fortalecendo a ideia do leasing”.

 

Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, foi enfático ao afirmar que a mudança estrutural é mandatória neste cenário que pode ser de mais oportunidades, mas também de ameaças. Ele acredita nas duas frentes e defende investir onde o custo seja mais baixo, ou seja, no mercado doméstico:

 

“É preciso olhar para dentro, resolver a questão das reformas, fazer investimentos em infraestrutura para ganho de produtividade. Não tem que ser mais fácil abrir a economia e fazer acordos comerciais do que resolver as questões internas. Precisamos urgentemente fazer um acordo com nós mesmos. Temos que focar nessa consciência geral para chegar naquilo que queremos e para que a indústria brasileira seja competitiva de fato”.

 

Ricardo Gondo, presidente da Renault, focou sua apresentação nos desafios da montadora para o ano que vem, seguindo a perspectiva de crescimento que a empresa vem experimentado nos últimos anos, com ganho da participação de mercado de 3,9% para 9%: “A Renault do Brasil vem se transformando internamente e investindo em diversas frentes, o que tem garantido esse aumento de market share, como ser referência em mobilidade sustentável”.

 

O nó das exportações – É unanime que as exportações nacionais estão bastantes comprometidas em função da crise lá e devem continuar pois as expectativas não passam de equilíbrio para o próximo ano, com vendas em torno de 415 mil carros e comerciais leves, de acordo com números apresentados por Pablo Di Si, da Volkswagen.

 

Foto: Christian Castanho.

 

Correção: O texto foi alterado para acrescentar que Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, divulgou as mesmas projeções de Mauro Correia, presidente da Caoa.