Fiat planeja ar-condicionado digital de série para Argo e Cronos

São Paulo – A Fiat iniciou estudos para introduzir, de série, o ar-condicionado digital para as versões mais baratas dos modelos Argo e Cronos. Segundo o gerente geral de marketing de produto, Hugo Domingues, a pouca oferta de modelos com o sistema de série e a alta demanda dos consumidores pelo item chamaram a atenção da empresa:

 

“Fizemos algumas pesquisas de mercado e vimos que o consumidor na faixa de preço de R$ 50 mil a R$ 70 mil tem bastante interesse nesse item. Podemos aproveitar essa demanda crescente para oferecer [o ar-condicionado digital] de série”.

 

De acordo com Domingues 70% dos compradores de hatches e sedãs dessa faixa de preço desejam o equipamento. Com os resultados das pesquisas em mãos a montadora já iniciou estudos internos: “Faz pelo menos dois meses que estão em andamento, assim como as conversas com a equipe de engenharia argentina, onde produzimos o Cronos”.

 

Domingues acredita que o aumento da oferta ajudará a popularizar o item nessa faixa de mercado. No caso da Fiat, acredita ser possível reduzir os custos com os fornecedores pela maior escala de produção. “Estamos fazendo todas as contas para entender se realmente é viável. Se confirmado, avançaremos nesse segmento”.

 

Atualmente a Fiat oferece o ar-condicionado digital em um pacote de opcionais que inclui outros itens para as versões mais caras do Argo, a Precision e a HGT, ambas equipadas com motor 1.8 de 139 cv. No caso do Cronos o item aparece como de série apenas na nova versão HGT. Nas versões Drive 1.8 e Precision 1.8 o componente é oferecido em pacote parecido com o do Argo.

 

Até julho o Argo registrou 42 mil 820 emplacamentos, sendo o sétimo modelo mais vendido no País, e o Cronos chegou a 12 mil 383 unidades vendidas, ocupando a trigésima-primeira posição, segundo dados da Fenabrave.

 

Foto: Divulgação.

Land Rover importa versão de entrada do Range Rover Evoque

São Paulo – A Land Rover traz, importada da Inglaterra, nova versão de entrada da segunda geração do Range Rover Evoque, seu modelo mais vendido por aqui. A SE R-Dynamic chega por R$ 281,6 mil e já pode ser encomendada nas concessionárias, embora os primeiros modelos comecem a chegar a partir de outubro.

 

Segundo a companhia não há previsão de produção local da nova geração. A anterior foi produzida na fábrica de Itatiaia, RJ.

 

O Range Rover Evoque SE R-Dynamic tem motor 2.0 flex de 250 cv, câmbio automático de nove marchas da ZF e conta com equipamentos como sistema multimídia com duas telas de dez polegadas, painel de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas, quatro modos de condução que adaptam ao tipo de solo, assistente de fadiga do motorista e assistente de frenagem de emergência.

 

As vendas da Land Rover no País até julho somaram 3 mil 173 unidades, ocupando a vigésima posição do ranking das marcas mais vendidas, segundo os dados da Fenabrave.

 

Foto: Divulgação.

Volvo CE estende garantia até dezembro

São Paulo – A divisão de equipamentos de construção da Volvo informou na quinta-feira, 22, que manterá até o final do ano a campanha de garantia estendida para a maioria dos produtos da sua oferta no País. A campanha comercial abrange as carregadeiras L60F e L70F e as escavadeiras de 14 a 22 toneladas de peso operacional, responsáveis, segundo a fabricante, por mais de 60% das vendas no mercado interno.

VWCO anuncia condições comerciais para linha MAN TGX

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus oferece condições comerciais para aquisição do modelo extrapesado MAN TGX. Até 31 de agosto serão oferecidos aos interessados na compra das versões 28440 6×2 e 29480 6×4 custo zero de manutenção por três anos e 0% de entrada, com taxas a partir de 0,91% ao mês. A empresa, por meio de comunicado, informou que “oferece supervalorização do caminhão usado na troca”, especialmente se o veículo envolvido na negociação também for da linha MAN TGX.

Carência de regulamentação justifica baixa adesão ao Rota 2030

São Paulo – A ainda baixa adesão ao Rota 2030 – são, até a quinta-feira, 22, 43 empresas habilitadas a receber incentivos em pesquisa e desenvolvimento – é justificada pela necessidade de portarias e decretos para sua regulamentação. Uma, em especial, está pronta e nas mãos das áreas jurídicas do ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, segundo o coordenador da indústria automotiva da Secretaria da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Ministério da Economia, Ricardo Zomer.

 

“Esta portaria ainda pendente define o que é elegível a dispêndio em pesquisa e desenvolvimento. O texto está pronto, mas como precisa passar pelas áreas jurídicas de dois ministérios não tem como estipular um prazo para a sua publicação”, ele disse na quinta-feira, 22, durante painel do Simea, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, organizado pela AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, em São Paulo. “Mas acredito que, se tudo der certo até o fim de setembro será publicado.”

 

Para Zomer a falta dessa regulamentação gera insegurança jurídica nas empresas, o que explica a ausência de importantes montadoras na lista de habilitadas: “Para grandes empresas, especialmente, fica mais complicado aprovar, com as matrizes, a entrada no programa”.

 

Foto: Valter Pontes/Sistema FIEB/Divulgação.

GM América do Sul tem nova vice-presidente

São Paulo – Desde julho a advogada Marina Willisch passa por processo de transição na vice-presidência de relações governamentais e comunicação da General Motors América do Sul, dividindo o cargo com Marcos Munhoz. Há 48 anos na GM, Munhoz se aposentará em 1º de janeiro, quando Willisch assume de vez a posição, em que se reporta diretamente ao presidente Carlos Zarlenga.

 

Bacharel em direito pela PUC SP a paulistana tem mestrado em direito corporativo e economia pela FGV, Fundação Getúlio Vargas. Casada e mãe de três filhos, Willisch entrou na GM em 2013 como diretora tributária para o Brasil, assumindo em 2015 o mesmo cargo para a América do Sul. Antes trabalhou na Mercedes-Benz e no escritório Baker & Mckenzie.

 

A nova vice-presidente representou a empresa nas negociações com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, para a possível contratação de funcionários da fábrica da Ford do Taboão para a unidade da GM em São Caetano do Sul, SP.

 

Foto: Divulgação.

Iveco entrega quinze caminhões para Paradiso Giovanella

São Paulo – A Iveco vendeu quinze unidades do caminhão Hi-Way 560 para a Paradiso Giovanella Transportes, com sede em Estrela, RS, que já contava com vinte unidades do Hi-Way em sua frota, na versão 480. Os novos caminhões serão usados no transporte de produtos siderúrgicos, alimentos, papel, celulose e contêineres.

 

Jeancarlo Giovanella, diretor da transportadora, disse que a decisão de comprar o modelo extrapesado da Iveco foi baseada “no bom relacionamento que a empresa tem com a montadora e pelo suporte oferecido pelo pós-venda da concessionária Mattana, que faz os serviços de manutenção dos caminhões da Paradiso Giovanella Transportes”.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de máquinas devem crescer 5% na Expointer

Caxias do Sul, RS – Considerada a maior mostra agropecuária da América Latina a Expointer tem o segmento de máquinas e equipamentos agrícolas como principal gerador de negócios. Para a edição deste ano a diretoria do Simers, Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul, projeta crescimento de 5% sobre o valor consolidado em 2018, R$ 2 bilhões 284 milhões – crescimento de quase 19% sobre o ano anterior.

 

Atingido o objetivo as vendas chegarão perto de R$ 2,4 bilhões. Ainda assim ficarão abaixo dos resultados de 2014 e 2013, respectivamente, R$ 2,8 bilhões e R$ 3,3 bilhões. Após a edição de 2015, quando o faturamento caiu para R$ 1,7 bilhão, as vendas vêm apresentando acréscimos graduais. O resultado geral da exposição, em 2018, foi de R$ 2,3 bilhões, incremento de 13% sobre o anterior. A participação da indústria de máquinas agrícolas foi de 99%.

 

A edição deste ano ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, RS, em área de 141 hectares. A organização espera público superior ao de 2018, que foi de 370,5 mil visitantes.

 

Além de máquinas agrícolas a feira abre espaço para a venda de produtos da agricultura familiar, artesanato e animais de diferentes espécies, com destaque para bovinos e ovinos. Indicações do governo estadual apontam que o setor agropecuário é responsável por cerca de 40% do PIB gaúcho.

 

Foto: Dyessica Abadi/Divulgação.

Benefícios do Rota 2030 começam a chegar aos fornecedores

São Paulo – Os primeiros resultados práticos do Rota 2030, programa de governo destinado ao setor automotivo criado há pouco mais de um ano, deverão começar a aparecer até o fim deste ano. Um dos pontos da política setorial, o financiamento de projetos – especialmente para a cadeia fornecedora de autopeças –, PPP, Projetos e Programas Prioritários, está totalmente desenhado, aprovado e aguarda apenas o sinal verde da área jurídica do governo para ser anunciado.

 

O Conselho Gestor, formado por integrantes do governo, indústria e academia, recebeu 34 propostas para PPPs. Destas, seis foram selecionadas e serão geridas, cada uma, por uma instituição. “A priori o anúncio oficial está marcado para 20 de setembro”, disse Adriana Regina Martin, diretora do departamento de apoio à inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações durante apresentação no Simea, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, na quinta-feira, 22. “Uma reunião do Conselho em 11 de setembro baterá o martelo com relação à data, que depende também da área jurídica.”

 

As instituições serão responsáveis pelo recebimento e aprovação das propostas encaminhadas pelas empresas, aliadas a instituições de pesquisa e desenvolvimento. O financiamento desses projetos virá do dinheiro arrecadado com os 2% que eram pagos em forma de imposto de importação sobre as peças importadas no regime ex-tarifário, valor que, com o Rota 2030, passou a ser depositado em uma conta separada. Segundo Ricardo Zomer, coordenador da indústria automotiva da Secretaria da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Ministério da Economia, os depósitos somam cerca de R$ 80 milhões.

 

“A previsão é a de que somem R$ 200 milhões por ano. Após a aprovação as montadoras e e as empresas sistemistas que importarem as peças depositarão os 2% na conta do projeto que escolherem, respeitando a lógica de mercado.”

 

Dentre os programas aprovados pelo conselho um está na área de incremento da produtividade da cadeia de fornecedores do setor automotivo, um se enquadra no aumento de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação da cadeia de fornecedores do setor automotivo, um visa ao fortalecimento da cadeia ferramental e moldes destinados a produtos automotivos, um pretende o estímulo à produção de novas tecnologias relacionadas a biocombustíveis, segurança veicular e propulsão alternativa à combustão e há duas propostas transversais, que abrangem mais de uma área. Uma das áreas, automatização de processos, conectividade industrial e manufatura avançada na cadeia de fornecedores do setor automotivo, não teve nenhum programa aprovado pelo conselho nesta fase.

 

Zomer afirmou que o Conselho Gestor avaliará constantemente o desempenho dos programas e, caso algum receba pouca atenção das fabricantes, poderá ser substituído por outro. Ele destacou também que qualquer empresa poderá apresentar projeto independentemente de possuir CND, Certidão Negativa de Débito: “Sabemos que há diversas empresas na cadeia sem condições de investir e é nelas que os PPPs estão mirando. De certa forma é uma maneira de as montadoras ajudarem este elo mais fraco da cadeia”.

 

Embora o alvo seja a cadeia de fornecedores, projetos de montadoras são bem-vindos também, segundo Zomer. Mas os projetos deverão obedecer a algumas regras, como ter impacto nacional sem privilegiar uma ou outra região ou Estado, e ser horizontal, destinado a todo o setor automotivo: não pode ter como alvo uma só empresa ou montadora.

 

José Luis Gordon, diretor de planejamento e gestão da Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, vai além: “O Rota 2030 quebra paradigmas. Pode, e deve, ser usado como referência para programas de outros setores”.

 

A Embrapii foi uma das 34 instituições que enviaram programas ao Comitê Gestor – e muito possivelmente é uma das seis selecionadas. O foco, de acordo com Gordon, é pesquisa, desenvolvimento e inovação da cadeia de fornecedores do setor automotivo, um no fortalecimento da cadeia ferramental e moldes destinados a produtos automotivos:

 

“Queremos ajudar a cadeia a se capacitar para a nova onda da indústria. Estamos ansiosos pelo dia 20 de setembro, quando saberemos se nosso programa foi aceito”.

 

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Ford cria aplicativo para o mercado de reposição

São Paulo — A Ford anunciou na quarta-feira, 21, o aplicativo Auto Busca, plataforma de comércio eletrônico para venda de peças de reposição, mercado no qual atua com as marcas Motorcraft e Omnicraft.

 

Por meio de comunicado a empresa informou que a ferramenta digital torna viável a gestão de todo o processo, desde o catálogo de peças, logística e pagamento até a garantia e atendimento ao cliente.

 

Na primeira fase, iniciada no final de julho, o Auto Busca está sendo lançado como piloto nas cidades de Florianópolis e São José, em Santa Catarina, locais onde há setecentas oficinas independentes.

 

Depois, será feita a expansão gradativa tanto das regiões de atuação como do portfólio de produtos e funcionalidades. Até o final do ano, ele será estendido para Curitiba, PR, Campinas, SP, e Porto Alegre, RS, devendo ganhar abrangência nacional a partir de 2020.

 

Foto: Divulgação.