EnelX prepara rede de recarga para elétricos no Brasil

São Paulo – Junto com os modelos elétricos deverá vir a infraestrutura para atendê-los, especialmente na recarga. Esse foi um dos pontos debatidos no 8º Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos, realizado na terça-feira, 13, em São Paulo.

 

Paulo Maisonnave, responsável pela área de oferta de mobilidade eletrônica na Enel X Latam, contou que a empresa tem um plano de expansão no País: “Anunciaremos todos os pormenores do plano de instalação de pontos de recarga no Brasil em outubro. Por enquanto avaliamos as variáveis do projeto, como custos e regiões por onde começaremos. Também estamos estudando o público que compra carros elétricos e como eles usam o veículo diariamente”.

 

O executivo descartou a escassez de energia após a chegada dos carros elétricos: “Temos fontes e capacidade para gerar a energia que os veículos elétricos demandarão sem afetar o fornecimento em outros segmentos. É isso que fazemos e estamos no mercado para isso”.

 

O planejamento da EnelX é baseado em estudos internos que mostram o Brasil como um dos principais mercados de veículos elétricos e híbridos na América do Sul a médio e longo prazos, seguido pelo Chile, onde o desenvolvimento já está mais avançado – principalmente no transporte público, onde há 3 mil ônibus elétricos prontos para operar: “O Chile já possui uma frota grande de veículos elétricos. Nosso projeto lá é instalar 3 mil pontos de recarga”.

 

Maisonnave também espera que o setor avance no transporte público, principalmente em São Paulo, que tem uma frota de 16 mil ônibus dotados de motor diesel. Ele acredita que no longo prazo os veículos elétricos serão muito mais econômicos e baratos para as empresas.

 

Alexandre Sakai, chefe do segmento automotivo da Siemens, participou do debate e disse acreditar que o segmento elétrico crescerá no Brasil, influenciado por uma série de questões globais, como crescimento populacional nas cidades, mudanças climáticas e aquecimento global. Diante desse cenário a eletrificação ganhará força para reduzir a emissão de poluentes, mas o setor energético também precisará evoluir:

 

“As empresas terão que evoluir para que a energia venha cada vez mais de fonte renováveis, abandonando pouco a pouco o uso das fósseis”.

 

A longo prazo, junto com os elétricos, Sakai também espera outras grandes mudanças, com a chegada do compartilhamento de veículos, dos carros autônomos e de uma série de serviços que serão oferecidos com a criação de novos modelos de negócios.

 

Fotos: Divulgação.

Honda encerra produção de automóveis na Argentina

São Paulo – A partir do ano que vem o Honda HR-V deixará de ser produzido na fábrica de Campana, Argentina. A companhia informou, por meio de comunicado, que a unidade inaugurada há treze anos se dedicará apenas à produção de motocicletas – lá, como aqui, a marca lidera as vendas do segmento.

 

Iniciada em 2011 com a montagem do City em regime CKD, a produção de automóveis Honda nunca deslanchou na Argentina. Em 2015 o HR-V foi agregado ao processo, que ganhou outras etapas – a expectativa da empresa era a de mercado de 1 milhão de unidades lá. Deverá fechar 2019 abaixo da metade estimada, em meio a forte crise econômica.

 

A decisão veio da matriz, no Japão. Segundo a publicação Autoblog quinhentos postos de trabalho serão fechados, quase metade do efetivo atual – e já foi aberto um PDV, Programa de Demissão Voluntária, na unidade.

 

A Honda reforçou, no comunicado, que não está saindo da Argentina: seguirá comercializando automóveis e mantém sua rede pós-vendas no país. O HR-V, a partir de 2020, deverá chegar àquele mercado importado do Brasil.

 

Em Campana seguem a produção das motocicletas Wave, CG150 e XR 150L.

 

Foto: Divulgação.

Retrofit é alternativa para eletrificação em transporte de cargas

São Paulo – Desde 2010 fazendo a troca de tração a combustão por elétrica ou híbrida em caminhões – termo conhecido por retrofit – a Eletra acredita que esse negócio terá uma boa expansão os próximos anos. Sua diretora comercial Ieda Maria Oliveira afirmou durante o 8º Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos, na terça-feira, 13, em São Paulo que parcerias estão em discussão.

 

“Anunciaremos em dois meses parceria com algumas transportadoras que têm interesse em fazer o retrofit em veículos da frota”.

 

Segundo Oliveira o retrofit aumenta a vida útil do veículo e gera ganhos para a transportadora e o meio ambiente. A Eletra começou com a prática atendendo a pedidos de empresas do segmento de cargas refrigeradas e bebidas. Agora, com a onda de elétricos e híbridos tanto no Brasil quanto na Alemanha, a estimativa é expandir os negócios.

 

“A empresa pode usar o retrofit em vez de vender o caminhão. Ele deixa de poluir e passa a rodar de maneira limpa por, pelo menos, mais dez anos, o que ajuda também a reduzir os gastos com a frota”.

 

O sistema tem custo 40% inferior ao de um veículo elétrico ou híbrido zero quilômetro. O custo, segundo a diretora, varia de um projeto a outro. Sua durabilidade pode alcançar até vinte anos, com a vantagem de poder transferir o sistema de um caminhão para o outro.

 

Mas há um pênalti: o custo das baterias. “Quanto maior a autonomia exigida pelo cliente maior o custo do projeto, que pode variar de um veículo com autonomia de 30 quilômetros até um que circule mais de 200 quilômetros com apenas uma carga”.

 

Foto: Divulgação/Ruy Hizatugu.

Centro de Design de Betim é responsável por Jeep e RAM

Betim, MG – Reunidos em um prédio de 2,7 mil metros quadrados, divididos em dois pavimentos, 150 profissionais da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, têm novas atribuições: além do design dos modelos Fiat, com os quais acumulam dezessete anos de experiência, agora têm sob sua responsabilidade, também, os Jeep e RAM. Um investimento de R$ 11,4 bilhões transformou o Centro de Estilo Fiat Brasil, em operação desde 2002, no FCA Design Center Latam, inaugurado na segunda-feira, 12.

 

Após o Uno, primeiro Fiat totalmente desenvolvido pela equipe brasileira de design, foram outros catorze modelos e oito carros-conceito da marca, para o Brasil e demais países da América Latina. A experiência credenciou a equipe local a alçar voos maiores:

 

“O novo Design Center é a prova da evolução e do reconhecimento da nossa história”, disse o seu diretor, Peter Fassbender. “Estamos preparados para os novos desafios”.

 

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Os profissionais de Betim – de diversas formações, de engenheiros e designers a comunicólogos e psicólogos – mantêm intercâmbio constante com os outros centros de desenvolvimento da companhia, em Detroit, Estados Unidos, Turim, Itália, e Xangai, China. Todos os produtos são desenvolvidos de forma colaborativa.

 

Equipamentos inovadores foram instalados no espaço, que, em seu andar superior, tem decoração mais arrojada, com menos cara de escritório de empresa do século 20. Há, inclusive, plantas no ambiente, que recebe também luz natural.

 

Uma das preocupações da FCA foi criar um laboratório de UX, User Experience, pioneiro no setor automotivo nacional. Simuladores são usados para testar a usabilidade dos equipamentos de conectividade – e a reação dos consumidores pode ser acompanhada em tempo real pelos profissionais do Design Center. Há também óculos de realidade virtual para avaliar a parte interna e externa do veículo, que ajudará a economizar tempo e dinheiro na fase inicial dos projetos.

 

Outra atração é a Sala Virtual, equipada com um projetor laser de mais de R$ 1 milhão capaz de mostrar, com resolução elevada, o veículo em tamanho real, incluindo minúcias de textura. Esta sala tem importância especial para a equipe, pois será nela que os projetos serão avaliados pela diretoria local e global: um local para tomada de importantes decisões.

 

Fotos: Divulgação.

Volare desenvolve ônibus para Campos dos Goytacazes

São Paulo – A Volare desenvolveu um micro-ônibus específico para as empresas operadoras de transporte de passageiros de Campos dos Goytacazes, RJ. Uma variação do modelo Volare Attack 8 Urbano, equipado com motor Cummins ISF 3.8 Euro 5, com capacidade para vinte passageiros, será aplicada na modernização do sistema de transporte da cidade.

Ônibus Mercedes-Benz estreiam em Nueva Santa Cruz

São Paulo – A cidade de Nueva Santa Cruz, que está sendo construída na Bolívia, na região de Santa Cruz de la Sierra, receberá dez ônibus Mercedes-Benz para o seu programa de mobilidade urbana. O Grupo La Fuente, responsável pelo empreendimento que prevê receber 370 mil habitantes, adquiriu oito unidades do modelo O 500 U padron e dois do O 500 UA, articulado.

 

A previsão é a de que os ônibus entrem em operação no terceiro trimestre, época da inauguração da cidade. Os idealizadores de Nueva Santa Cruz esperam que a nova cidade venha a ser a sede de 10 mil empresas.

 

Até o fim do ano a M-B prevê vender cerca de quarenta ônibus para a Bolívia, considerando urbanos e rodoviários. O volume representa 36% do mercado local.

 

Foto: Divulgação.

Acordo Mercosul-UE e reforma tributária: destaques em AutoData 358.

São Paulo – A edição 358 da revista AutoData, sempre antenada com as necessidades do leitor, traz dois temas que estão em pauta nas mais relevantes mesas de reunião do setor automotivo: o acordo assinado pelo Mercosul com a União Europeia e a reforma tributária.

 

Embora à primeira vista pareçam distintos os dois temas estão umbilicalmente conectados: ao assinar o acordo com os europeus o relógio contra o tempo para a melhora da competitividade da indústria brasileira foi disparado, pois as montadoras locais precisam ter condições que permitam colocar seus produtos ao menos em pé de igualdade com os fabricados do outro lado do Atlântico, ao Norte do Equador. E isso se resolve, em boa parte, com a reforma tributária.

 

As reportagens desta edição buscam analisar os cenários, dificuldades e oportunidades encontradas no médio a longo prazo. Em From The Top o CEO da Mercedes-Benz do Brasil e da Daimler Latin America, Philipp Schiemer, aborda também o cenário macroeconômico de curto prazo, como a reforma da Previdência e as ideias do governo federal de incentivar outras matrizes energéticas para o setor de transporte de cargas.

 

Os novos Renault Logan, Sandero e Stepway, a renovada picape Fiat Toro e o elétrico Nissan Leaf são outros destaques da edição, que pode ser lida gratuitamente clicando aqui.

 

Foto: Arte/AutoData.

GM testa produção de SUV em São Caetano do Sul

São Paulo — Está programada para a fábrica de São Caetano do Sul, SP, a produção do SUV compacto que a General Motors pretende lançar em 2020, integrante da família GEM, sigla para Global Emerging Markets em inglês. Segundo fontes ouvidas pela Agência AutoData a unidade já recebe componentes de fornecedores para a fase de ramp-up, aquela em que ajustes finais são feitos antes da produção regular para o mercado.

 

Na terça-feira, 6, durante Congresso Fenabrave, Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, afirmou que as linhas nas quais serão produzidos os modelos baseados na nova plataforma — como o Chevrolet Onix, por exemplo, que começa a ser desnudado pela montadora — estão prontas, bem como foram definidas as fábricas onde cada um será produzido. O executivo, no entanto, evitou os pormenores.

 

A unidade de São Caetano do Sul é a fábrica mais antiga da GM no País, em operação desde 1930. Na unidade são produzidos, hoje, o Chevrolet Onix Joy, Cobalt, Spin e a picape Montana. Em 2017, a companhia anunciou aporte de R$ 1,2 bilhão, até 2020, na expansão da fábrica, manufatura e desenvolvimento de novos produtos.

 

Mais recentemente, a empresa imprimiu forte ritmo no fechamento de acordos com sindicatos, concessionários e o governo para poder equacionar sua operação para os próximos anos no Brasil e na América do Sul. Desse movimento surgiu o IncentivAuto, no Estado de São Paulo, e o ProAuto, programa de isenções com abrangência em São Caetano do Sul.

 

A plataforma GEM foi desenvolvida na China em parceria com a SAIC e será aplicada, como o nome em inglês sugere, em veículos para mercados emergentes, como é o caso do Brasil, China e Índia, por exemplo. Ainda é incerto se o SUV receberá o nome de Chevrolet Tracker, modelo que, por ora, é produzido pela companhia no México.

 

Foto: Divulgação.

Fras-le recupera margens no segundo trimestre

Caxias do Sul, RS – Após um primeiro trimestre difícil em função do aumento de custos e da elevação da carga tributária, com o fim dos benefícios fiscais que vigoravam em passado recente, a Fras-le encerrou o segundo trimestre do ano em ritmo de recuperação, apresentando melhorias em seus indicadores, com destaque às margens operacionais. A receita de vendas registrou crescimento superior a 20%, beneficiada pelas aquisições recentes.

 

“2019 ainda é de maturação, mas é possível ver boas perspectivas no horizonte”, projetou Sérgio Carvalho, CEO da Fras-le e COO da divisão de autopeças da Empresas Randon, de Caxias do Sul, RS. “Esperamos reação definitiva do mercado brasileiro em compasso com as reformas encaminhadas pelo governo.”

 

A receita líquida consolidada foi de R$ 338,8 milhões, 19,9% superior à do segundo trimestre de 2018. No semestre este desempenho chegou a R$ 661,6 milhões, evolução de 25%, motivada, em boa parte, à participação da Fremax, que teve sua aquisição consolidada em outubro do ano passado. Excluindo a aquisição o desempenho das receitas, ainda que positivo, carrega parte da fragilidade econômica da Argentina, além de menores volumes de vendas em algumas regiões no Exterior onde a companhia mantém negócios.

 

O lucro bruto consolidado de R$ 88 milhões no segundo trimestre cresceu 17,4% sobre o mesmo período de 2018. No acumulado de seis meses o indicador atingiu R$ 163 milhões, alta de 18,4%.

 

A combinação de uma série de fatores, principalmente o resultado financeiro, que absorveu efeito positivo resultante de correção sobre os ativos das controladas na Argentina, permitiu avanço para R$ 25,4 milhões no lucro líquido, incremento de 63% sobre o segundo trimestre do ano passado. No semestre, no entanto, o lucro sofreu queda de 58,8%, para R$ 25,4 milhões, em função do fraco desempenho do primeiro trimestre.

 

Foto: Divulgação.

Anfir organiza encontro com importadores na América Central

São Paulo – A Anfir, a Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários, anunciou na segunda-feira, 12, que sua diretoria manterá encontro com importadores da América Central em eventos na Guatemala e na Costa Rica, em setembro. Os encontros fazem parte do programa MoveBrazil, ação criada em parceria com a Apex-Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Segundo comunicado já estão confirmados quinze participantes brasileiros. O MoveBrazil, criado há três anos, tem como objetivo auxiliar empresas nos processos relacionados às exportações.