Veículos FCA terão plataforma de comércio a bordo

São Paulo – A FCA lançou uma plataforma de comércio a bordo nos Estados Unidos, chamada Uconnect Market. A ferramenta será instalada em veículos da empresa e, por meio dela, o motorista poderá fazer compras e realizar reservas em restaurantes, por exemplo.

 

“Nossos clientes têm vidas muito atarefadas, e nosso objetivo com a plataforma é fornecer uma oferta de serviços abrangentes que tornem o deslocamento diário mais prático, produtivo e agradável”, disse Alan D’Agostini, diretor global de serviços conectados.

 

Ônibus Volvo começam a circular na Colômbia

São Paulo – Os primeiros lotes de novos ônibus Volvo entregues para operadores do Transmilenio começaram a rodar em Bogotá, capital da Colômbia, na terça-feira, 26. O negócio firmado com a operadora colombiana envolveu 700 unidades, dentre as quais 298 unidades de ônibus articulados e 402 de ônibus biarticulados. Os veículos são equipados com chassi produzidos em Curitiba, PR. A entrega de todas as unidades negociadas terminará em 2020.

 

Operando desde 2001, o Transmilenio é um dos principais BRTs do mundo, sendo considerado um dos mais avançados sistemas organizados de transporte coletivo. O sistema transporta atualmente 2,5 milhões de passageiros por dia em Bogotá e região metropolitana. Com os novos veículos, a capacidade do Transmilenio aumenta em 25%, informou a Volvo por meio de comunicado. Afora Bogotá, os articulados e biarticulados da companhia operam no Brasil, Equador, México e Chile.

 

Foto: Divulgação.

Cummins busca ocupar a fábrica de Guarulhos com exportação

São Paulo –A Cummins busca maneiras de ocupar a capacidade da fábrica que mantém em Guarulhos, SP, onde produz motores diesel para veículos comerciais, fora de estrada e estacionários e que deverá, neste ano, produzir menos unidades em função da saída da Ford Caminhões do mercado na América Latina e das quedas nas exportações de caminhões, sobretudo à Argentina.

 

O caminho que a companhia deverá seguir será o de fortalecer sua plataforma exportadora. Segundo Adriano Rishi, existe a possibilidade se trazer ao Brasil a produção de componentes que, hoje, são fabricados em unidades Cummins que vivem o cenário contrário ao visto na operação doméstica – ou seja, o de excesso de uso de capacidade.

 

“Algumas unidades da companhia, principalmente nos Estados Unidos, estão operando acima da capacidade, e é possível que a produção do excedente seja trazida para a unidade brasileira, que está ociosa. Seria produção de componentes para exportação intracompany”.

 

O executivo, no entanto, não precisou quando começaria a produção, nem se ela demandará investimento na fábrica paulista.

 

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A expectativa da companhia acerca do mercado de motores este ano era a de crescimento de 12% nas suas vendas em cenário de PIB crescendo a 2,5%, o que não acabou se confirmando a partir de janeiro quando a projeção do crescimento da economia começou a despencar. A situação se tornou mais grave com a saída da Ford, anunciada em fevereiro.

 

De todo modo, a empresa já vinha executando planejamento que tinha como fio condutor a procura por novas oportunidades dentro e fora do mercado de veículos. Desde 2017, quando o segmento de caminhões buscou guarida no mercado externo, a companhia passou a intensificar os trabalhos na área da geração de energia.

 

Ainda que a empresa tenha reduzido suas projeções de motores para caminhões de 43 mil para 33 mil, neste ano, em função do fim da operação da Ford Taboão, a questão não é tratada internamente na empresa como algo catastrófico, disse Rishi: “Vamos produzir menos, mas não vemos como algo grave diante das possibilidades de diversificação. Estamos buscando outros clientes também no País”.

 

Foto: Divulgação.

VWCO exporta 15 ônibus para Aruba

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus exportou para Aruba quinze unidades do modelo Volksbus 17.280 OT, com transmissão automática e carroceria Mascarello, que será usado para transportar a população e turistas da ilha da América Central.

 

Essa foi a primeira venda da companhia para região e, de acordo com a VWCO, o novo mercado faz parte do plano de internacionalização da empresa, que é baseado em dois pilares: crescer onde já está presente e abrir novos mercados.

 

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BMW cria sistema de vendas diretas para agricultores

São Paulo – A BMW lançou um sistema de vendas diretas dedicado ao agronegócio, chamado de BMW Produtor Rural, que contempla benefícios para clientes pessoa física e jurídica que queiram comprar um automóvel da BMW ou da Mini.

 

Os veículos serão faturados diretos com a fábrica, com descontos que podem variar de 5% a 13%, dependendo do modelo. O sistema ainda terá outros benefícios, como prazo de entrega diferenciado, condições exclusivas de financiamento, canal direto de atendimento e suporte de toda a rede de concessionárias da empresa.

 

Foto: Divulgação.

Disputa comercial de chineses e estadunidenses beneficia AGCO brasileira

São Paulo – A disputa comercial da China com os Estados Unidos trouxe efeitos positivos para a fábrica do Grupo AGCO em Santa Rosa, RS: diante do impasse a matriz decidiu que a demanda estadunidense por colheitadeiras, antes suprida por unidades chinesas, passou a ser atendida pelas linhas da fábrica gaúcha que produz modelos Massey Ferguson.

 

Segundo o diretor de marketing para a América do Sul, Alfredo Jobke, o fato de produzir o mesmo modelo que vinha da China teve peso importante na decisão. Com isso, a fábrica de Santa Rosa produzirá de 3 mil a 4 mil máquinas a mais este ano, que serão exportadas ao longo do segundo semestre:

 

“Ainda não calculamos quanto de crescimento a mais teremos na produção com este volume que será exportado para os Estados Unidos, mas com certeza ajudará nos números finais do ano”.

 

O executivo também ressaltou que as novas encomendas ajudarão a minimizar a queda na produção registrada no segundo trimestre do ano, efeito do menor consumo interno pela falta de recursos do Plano Safra e também da queda nas exportações para Argentina.

 

A mudança também ajudará a AGCO do Brasil a aumentar as exportações na comparação com 2018, mesmo com a crise no mercado argentino: “Como começamos a atender aos Estados Unidos, será possível compensar o menor volume para a Argentina e até crescer as exportações em 2019”.

 

Com relação ao mercado nacional de máquinas agrícolas, o executivo disse que a expectativa é de um crescimento acima de 10%, puxado por mais uma safra recorde de grãos e pela continuidade dos investimentos em máquinas mais modernas pelos produtores. Questionado sobre a expectativa de crescimento do PIB, que está em 0,87% e começou o ano em 3%, o executivo disse que o setor é pouco impactado por esse cenário:

 

“O agronegócio está aquecido. Para nós o mais importante é que as regras do novo Plano Safra tragam boas condições de financiamento para os produtores para que, com isso, eles continuem investindo”.

 

Fotos: Divulgação.

Ford mostra sua Ranger 2020

Mendoza, Argentina – O consumidor disse que queria, na sua picape, uma tampa traseira que não simplesmente despencasse, e declarou que aprovava a garantia de cinco anos e afirmou ser fã de tudo aquilo que cheirasse a tecnologia. A empresa garante que entendeu os resultados de sua pesquisa e produziu a Ranger 2020, diesel dedicada, que chegará às concessionárias em agosto pelos mesmos preços vigentes, hoje, para cada uma de suas versões 2019.

 

O presidente para a América do Sul, Lyle Watters, afirmou que a Ranger 2020 sintetiza a “busca por outras experiências para nossos clientes, que criará mais fidelidade e mais longa vida para nossos negócios”. Ele recordou que, no decurso dos últimos sete anos, no Brasil, as vendas da picape cresceram 70% e que a Ranger é herdeira do DNA da Série F, a mais vendida nos Estados Unidos há 42 anos.

 

Mais do que isto ele realçou o papel dos processos de desenvolvimento global de produtos pela Ford: “Vivemos sinergias jamais vistas antes”. Ele não disse mas é razoável supor que diria, se já pudesse, que esta Ranger já contém alguns atributos que abrilhantarão veículos que já estão sendo gerados agora pelo acordo assinado com a Volkswagen em janeiro, para veículos comerciais.

 

Estas sinergias envolvem as áreas de marketing, de engenharia e de design de filiais espalhadas pelo mundo “para entregar o melhor produto ao consumidor em mais de 190 países”. Participaram equipes do Brasil, da Argentina, da África do Sul, da Tailândia, da Alemanha, da Inglaterra e dos Estados Unidos.

 

Certamente o cliente comprador de picapes gostará de uma dotada de assistente de abertura e fechamento da tampa da caçamba e de sistema de frenagem autônoma que detecta pedestres e de sistema que reconhece sinais de trânsito – e de piloto automático adaptativo e de sistema de permanência em faixa.

 

Maurício Grecco, do marketing da América do Sul, citou 1 milhão de unidades de picapes Ford vendidas, em todo o mundo, no ano passado, para destacar que o DNA Raça Forte – marca da campanha publicitária da Ranger 2020 – “é reconhecido pelo consumidor”. Mostrou filmes da campanha e nem comentou o bom gosto de ter música de Vivaldi como trilha sonora de uma aventura picapeira.

 

“Com a Ranger nossa proposta para nossos consumidores é uma proposta de valor, pois estamos pelo menos três anos à frente da concorrência.”

 

Gilmar de Paula, que é o engenheiro chefe da plataforma Ranger para a América do Sul, lembrou que esta é a primeira grande atualização da picape desde 2016, que demandou, por exemplo, 1,7 milhão de quilômetros rodados em testes, coisa de pouco mais de 15 mil horas de rodagem.

 

Ele apresentou características exclusivas, e outras superiores, do produto, como capacidade de imersão de 80 cm, sistema anticapotamento, controle adaptativo de de carga, sistema de permanência na faixa, piloto automático adaptativo, direção elétrica, controle de oscilação de reboque, diferencial blocante.

 

Ele observou, também, que “mais de seiscentas peças do modelo anterior foram redesenhadas pelos fornecedores, quarenta na região, visando ao melhor desempenho e ao menor gasto de combustível”.

 

Para andar – A supervisora de design para a América do Sul, Adélia Afonso, disse que “a Ford que vender emoção forte, e que a Ranger é uma síntese desta ideia”. Ela resumiu a emoção forte na nova grade frontal trapezoidal com base horizontal que traz o logotipo Ford e a sua conexão às laterais.

 

Esta emoção forte é  apresentada em cinco versões que utilizam motor 2.2, Duratorq, de 160 cv nas XLS 4×2 AT, 4×4 MT e 4×4 AT, e o 3.2, de 200 cv e também Duratorq, para as XLT e Limited, sempre 4×4 AT – MT, naturalmente, refere-se a câmbio manual, e AT a automático. Seus preços são, respectivamente, R$ 128 mil 250, R$ 147 mil 520, R$ 154 mil 610, R$ 176 mil 420 e R$ 188 mil 990.

 

Visando ao conforto, à dirigibilidade e à segurança a Ranger 2020 ganhou nova suspensão.

 

Fabrizzia Borsari, de marketing de produto, mostrou a antiga ligação de picapes com o mundo do agronegócio, particularmente no Brasil, onde os consumidores dessa classe conhecem tecnologia a fundo em função da própria evolução de sua atividade. E expôs pesquisa que demonstra crescimento de 68% para 85% nas opiniões favoráveis à compra de uma Ranger no período 2010-2018.

 

Citou, também, valores agregados às Ranger diante de suas concorrentes, que implicam até R$ 10 mil em equipamentos, e seguro exclusivo para as picapes operados pela Mapfre e pacotes de revisões, programadas ou não, é para eventuais acidentes.

 

Antônio Baltar, de vendas, marketing e serviços para o Brasil, retomou a ideia da proposta de valor aos clientes, que passa pelo pós-vendas, pela manutenção e pelo valor de revenda.

 

Em 2018 a Ranger foi a segunda picape média mais vendida na América do Sul. 

 

Foto: Divulgação.

Pesquisa KPMG/AutoData coloca em números os achismos da indústria

São Paulo – Muito se fala, na indústria, sobre a necessidade de investir em novas tecnologias, profundas transformações nos próximos anos e veículos elétricos. Mas o quanto isso, é, de fato, concreto? Na terça-feira, 25, a KPMG apresentou a Global Automotive Executive Survey Brazilian Chapter, a versão brasileira de sua pesquisa global com executivos da indústria automotiva e consumidores de veículos. Realizada com apoio de AutoData, foi apresentada por Ricardo Bacellar, diretor da divisão automotiva da consultoria, no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2019.

 

Segundo a pesquisa, que ouviu 256 executivos e mais de 1 mil consumidores, 92% dos entrevistados acreditam que o modelo de negócio passará por uma profunda mudança nos próximos dez anos e 72,8% pensam que a indústria gerará mais receita com serviços do que com produtos – o que mudará a forma de medir a participação de mercado para 94,2%. As vendas diretas, cada vez maiores, seguirão essa tendência de aumento nos próximos anos para 77,7% das pessoas.

 

Indústria e consumidores foram provocados, também, a dar as suas impressões sobre veículos elétricos. 46% dos executivos acreditam ser viável oferecer carros elétricos no Brasil e 42,2% creem na produção local desses modelos. O que mais surpreendeu Bacellar e a diretoria de AutoData, porém, foi o dado dos consumidores: mais de 90% gostariam de ter modelos elétricos a disposição para comprar.

 

Muitas outras respostas estão na pesquisa que, em sua versão impressa, têm mais de sessenta páginas, afora o conteúdo online, cheio de informação – e que em breve estará disponível a todos, gratuitamente. “Divulgamos nessa época do ano porque é quando começam as discussões internas de estratégia de negócio para o próximo ano”.

 

Foto: Christian Castanho.

GM: exportações na casa das 400 mil unidades este ano.

São Paulo – A Anfavea ainda divulgará a revisão de suas perspectivas de vendas, produção e exportações. Ao menos nas exportações, dentre as montadoras de automóveis a General Motors tem o seu parecer em termos de volumes. De acordo com Marcos Munhoz, vice-presidente da operação brasileira, a nova expectativa é a de que o mercado registre até 400 mil embarques. A projeção inicial da indústria apontava para as 590 mil unidades.

 

O executivo apontou a crise argentina como fator responsável pela queda durante sua palestra no Seminário AutoData Revisão das Perpectivas 2019, organizado na terça-feira, 25, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, SP. No entanto, enfatizou que a indústria precisa olhar para o futuro e buscar novos mercados para que não haja dependência de um único parceiro comercial. A solução de longo-prazo, apontou Munhoz, é a reforma tributária e consequente aumento da competitividade do carro brasileiro na América Latina:

 

“Se exporta muito pouco para mercados como Equador, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai, países que, juntos, poderiam ajudar a indústria a reverter as perdas na Argentina. Isso ainda não acontece porque ainda se exporta muito imposto daqui, e o veículo produzido no País perde a competitividade para outros que são produzidos em mercados mais enxutos em termos carga tributária”.

 

O executivo citou exemplos como México, que exporta 0,3% de tributos, Coreia do Sul e China, ambas com 2%. O Brasil, segundo panorama apresentados por Munhoz, exporta por volta de 15% da carga tributária que incide sobre produção e vendas de veículos no País.

 

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Com um cenário propício para a busca de novos mercados como reação às perdas na Argentina, a Volkswagen acredita que é possível aumentar seus volumes ao Exterior em 3%. Antonio Megale, seu diretor de assuntos governamentais, disse que a empresa espera exportar este ano mais do que no ano passado “apesar do cenário desafiante que a indústria automotiva está enfrentando”.

 

Nas contas da montadora, este ano deverá exportar 115 mil unidades. Em 2018 foram 112 mil unidades. Com a aprovação da reforma, a VW espera que o ano termine com vendas na casa das 2,8 milhões de unidades.  

 

Foto: Christian Castanho.

Caminhões e ônibus seguem com otimismo para o ano

São Paulo – Depois de um tombo de 76% no mercado de caminhões e ônibus de 2011 a 2016, o setor se recupera e vê sinais de retomada. “Estamos entrando em uma nova era de prosperidade e precisamos estar preparados”, enfatiza Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, durante o Seminário AutoData de Revisão das Perspectivas 2019, na terça-feira, 25.

 

Alouche acompanha a Anfavea nas projeções para 2019: alta de 15% nas vendas de caminhões e ônibus, de 91,1 mil de 2018 para 105 mil em 2019, aumento de 4% nas exportações e avanço de 12% na produção.

 

O executivo da VWCO vai além, com boas perspectivas até 2030: os próximos anos serão de crescimento. “Para potencializar essa alta a indústria está preparada com boas e consistentes propostas. Por exemplo, a renovação de frota. A indústria, o Sindipeças e a Anfavea possuem uma proposta pronta, estruturada, alinhada, para levar um plano ao governo. Se for instaurado como foi proposto, não tenho dúvida alguma que o mercado vai crescer e até de forma mais intensa.”

 

Nestes últimos cinco anos repletos de desafios as empresas tiveram que se reinventar. Para Alouche, nos seis meses de 2019 a economia dá sinais de melhorias e reaquecimento, com movimento no setor de cargas e de passageiros.

 

De 2017 – o fundo do poço – para cá, o mercado reagiu e houve crescimento de 126%. “O setor estava em depressão. Nem por isso está fácil agora ou há um boom de mercado, mas há um sinal representativo. Há uma reação na volta de grandes negócios de ônibus e caminhões e a agricultura continua sendo o grande motor da economia”.

 

O segmento de extrapesados foi o que mais cresceu nos últimos tempos e hoje está no patamar de 2011. Usando como base janeiro a maio, a alta foi de 249% nesses meses de 2019 comparando com o mesmo período de 2017. Os caminhões leves, segmento que demora mais a reagir, subiu 65% neste período. Em ônibus a alta foi de 122%.

 

Apenas as exportações tiveram queda acentuada de 48%, em função de recessão da Argentina e outros mercados da América Latina.  A indústria ainda trabalha com ociosidade, a alta do dólar atrapalha a competitividade e há forte pressão nos custos. “O setor passa por uma pressão grande e a indústria está longe de ter margens sadias”.

 

Os serviços agregados surgem como novo modelo de negócios, focado na conectividade. Após lançar uma nova geração de caminhões e oferecer novos serviços, a Scania comemora as boas vendas e tem boas perspectivas. De janeiro a maio desse ano cresceu 48% nas vendas comparando com o mesmo período de 2018. Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania do Brasil, estima que a previsão feita para este ano está mantida com alta de 10% a 20% no mercado de pesados, diante de previsão de 15% da Anfavea.

 

No segmento de ônibus, Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing ônibus da Mercedes-Benz, também enxerga 2019 como ano promissor e vendas de 16,5 mil a 18 mil unidades, ou seja, alta de 10 a 20% em relação aos licenciamentos do ano passado.

 

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Este ano, de janeiro a maio, os ônibus já tiveram alta de 75,5% sobre o mesmo período de 2018. O segmento que mais cresce é o de micro-ônibus: 88% de janeiro a maio de 2019 em relação aos mesmos meses de 2018. Barbosa credita esse salto a licitações governamentais e utilização por aplicativos de transporte, com tendência de crescimento.

 

O segmento urbano teve avanço de 39%, em função de contratos de concessionárias e poder público, maior disponibilidade de crédito, alterações de legislações e demanda de passageiros. Para Barbosa, a tendência é de alta de 10 a 15% ao ano nesse segmento.

 

Os fretados tiveram aumento de 29%. O rodoviário cresceu 25% e o escolar, devido a licitações de 2017 e 2018, saltou 666%.

 

Foto: Christian Castanho.