Dólar mais caro beneficia fabricantes de motores

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26/06/2018

São Paulo - A escalada do custo do dólar gera impactos diferentes para algumas empresas do setor automotivo. No caso das fabricantes independentes de motores, como a MWM e a Cummins, que exportam mais do que importam e têm o saldo da balança comercial superavitário, o preço da moeda estadunidense alto significa lucros mais gordos.

 

“Nossa empresa tem DNA de exportadora e aproveita essa modalidade de vendas há muito anos", disse o presidente da MWM, José Eduardo Luzzi, durante o Seminário AutoData Revisão das Projeções 2018. "Com a alta do dólar fomos beneficiados, pois a produção de blocos e componentes não depende de matéria prima importada e, com isso, vender para outros países com o dólar mais alto impulsiona nossos números.”

 

Os principais componentes exportados pela MWM são blocos e componentes de motores e os principais mercados são Argentina, China, Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Equador, Estados Unidos, México, Peru e o continente africano. De acordo com Luzzi a projeção para este ano é a de que as exportações cresçam 56%, representando de 18% a 20% do total produzido na unidade do bairro de Santo Amaro, em São Paulo.

 

No mesmo Seminário AutoData, Luís Pasquotto afirmou que a Cummins também se beneficiou da alta do dólar -- pelo mesmo motivo da sua concorrente: “Exportamos blocos, cabeçotes, filtros e eles não dependem de matéria prima importada para ser produzidos. Com isso o dólar mais alto impulsiona o faturamento das nossas vendas para outros países”.

 

Os países que mais importam componentes da Cummins são da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Inglaterra e alguns países do Oriente Médio também são clientes importantes da companhia, em volumes menores: “No total exportamos para 42 países e a nossa projeção é a de que as vendas externas aumentem até 36% este ano.

 

Foto: Divulgação.