Scania prepara novo investimento na fábrica de SBC

São Paulo – A Scania anunciará novo investimento na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em 21 de maio. O governador do Estado de São Paulo, João Doria, publicou um vídeo em suas mídias sociais na quinta-feira, 2, no qual o presidente Christopher Podgorski confirmou o aporte sem citar pormenores a respeito, mas citando geração de empregos.

 

O aporte, segundo fonte ouvida por AutoData, é adicional aos R$ 2,6 bilhões do ciclo de investimento projetado para até 2020, o qual financiou a linha e o desenvolvimento da mais recente cabine da sua gama, linha de produção de kits SKD e CKD para exportação, nova área de pintura e de soldagem. O investimento, ainda segundo a fonte, deverá ser de dois dígitos.

 

Na mesma publicação, feita após reunião no Palácio dos Bandeirantes, foi anunciado parceria da montadora com a Sabesp no campo do biogás. Nesse campo, a empresa produz na unidade do ABCD motores que utilizam o biocombustível, mas para o mercado externo. A companhia ainda não realizou no País vendas de caminhões e ônibus movidos a biocombustível, mas há modelos circulando em caráter de teste em Curitiba, PR. A companhia realizou exposição do motor na edição da Agrishow deste ano. No exterior, lançou modelo V8 de 16 litros em fevereiro.

 

Foto: Divulgação.

Operação no campo também terá sua revolução

Ribeirão Preto, SP – Assim como a indústria automotiva espera uma grande transformação na próxima década com a integração de tecnologias elétricas, autônomas e a própria mudança do conceito de mobilidade, o agronegócio deverá, também, sofrer grandes mudanças. Máquinas autônomas, conectadas e a digitalização do campo serão realidade em até vinte anos, projeta Brad Crews, CEO global da Case IH, marca da CNH Industrial – que coloca a América do Sul no mapa dessas transformações.

 

Não há como, na opinião do executivo, uma região tão relevante e importante na produção global ficar de fora dessa revolução, ainda mais com a cada vez maior profissionalização dos produtores locais. “No futuro muitas máquinas e equipamentos serão desenvolvidos para atender a região, que, apesar de relevante para o agronegócio global, precisa reduzir o atraso tecnológico na comparação com outros países”.

 

Crews assumiu a presidência da Case IH em março e veio ao Brasil para acompanhar a Agrishow, importante feira do agronegócio aberta até a sexta-feira, 3, em Ribeirão Preto, SP. Em conversa com jornalistas na quarta-feira, 1º, citou alguns dos exemplos que acredita que serão realidade na produção agrícola nas próximas décadas.

 

A pulverização de plantações por meio de drones e a conectividade das máquinas, que permitirá o trabalho no campo sem operadores, são possibilidades enxergadas pelo executivo. “Colheitadeiras poderão ser conectadas para trabalhar com apenas um operador, que coordenará a colheita. O que essa máquina fizer, os outros também poderão fazer, mas sem a interferência direta humana”.

 

Armazenamento de dados e compartilhamento dessas informações integram a transformação – serviços considerados por Crews como essenciais para elevar a produtividade. “Será um avanço muito importante e queremos liderar esse segmento. Temos parcerias com empresas que já trabalham com análise e compartilhamento de dados em outras regiões”.

 

O futuro deverá mexer, inclusive, com o modo de a Case IH fazer negócio no Brasil. Crews vê oportunidades em investimentos em áreas onde, hoje, a companhia ainda não é tão forte por aqui: “Poderemos investir na produção de novas plantadeiras e pulverizadores. Atualmente somos fortes nas áreas de colheitadeiras e tratores”.

 

É possível também que essa revolução no campo atraia novas gerações ao agronegócio. Crews acredita que conectividade, compartilhamento de dados e veículos autônomos são assuntos pelo quais os mais jovens têm grande interesse.

 

Conectada desde já – Uma das grandes novidades apresentadas pela Case IH durante a Agrishow foi o sistema AFS Connect, uma solução para monitoramento de frota, gestão agronômica e gerenciamento de dados em tempo real. A ideia, segundo Silvio Campos, diretor de produto para a América do Sul, é ajudar os agricultores a aumentar a produtividade.

 

“Com o AFS Connect é possível antecipar possíveis falhas das máquinas e corrigir antes delas pararem. Também é possível acompanhar o trabalho dos equipamentos em tempo real”.

 

Para usar o AFS Connect, o produtor precisa ter conectividade em sua área de plantio. Mas uma outra solução foi apresentada no caso da ausência da tecnologia: a Case IH, em parceria com a Nokia, oferece a instalação da antena que gera o sinal de internet junto com a venda do AFS. “Acreditamos que a demanda pelo sistema de gerenciamento levará a instalação de 150 antenas até o final do ano”.

 

Foto: Alexandre Lombardi/Divulgação.

Área automotiva puxa crescimento da FPT

Ribeirão Preto, SP – A indústria automotiva será a principal responsável pela expansão de 5% a 10% nas vendas de motores projetada para o mercado brasileiro em 2019. A avaliação é de Marco Rangel, presidente da FPT para a América Latina – que espera, também, ganhar participação no disputado segmento de motores diesel.

 

“O setor mostrou bom crescimento no primeiro trimestre e tem boas perspectivas para o ano”, disse o executivo durante a Agrishow, importante feira do agronegócio em Ribeirão Preto, SP. “Avaliando estes resultados, acredito que será possível a FPT registrar uma alta acima da esperada para o mercado”.

 

Segundo Rangel tanto o segmento leve, onde fornece motores diesel para os modelos da FCA, quando o de caminhões registram boas perspectivas. A produção destinada aos veículos pesados está concentrada na Argentina, onde, segundo Rangel, a FPT monitora a situação econômica:

 

“Estamos analisando de perto a inflação no dia a dia e esperamos que o governo tome medidas para regularizar essa situação. A região tem essa característica: quando o Brasil está crescendo o mercado argentino começa a cair, e o contrário também acontece”.

 

A crise argentina ainda não afetou os custos de produção local, segundo o executivo, porque os volumes foram mantidos – especialmente pelas exportações, como para o Brasil, que registra alta nas encomendas.

 

Na Agrishow e o principal lançamento da FPT foi um protótipo de gerador movido a biometano, que será colocado no mercado brasileiro em breve: “A previsão é a de iniciar a produção em série deste gerador em até dez meses”.

 

Rangel não confirmou onde será produzido, mas adiantou que, caso seja no Brasil, será exportado para outros países da América do Sul.

 

Foto: Divulgação.

Automec 2019 foi a maior da história

São Paulo – A organização da Automec divulgou na terça-feira, 30, o balanço da 14ª edição, realizada do dia 23 ao 27 de abril, no Expo São Paulo. Passaram pela feira do setor de autopeças 75 mil visitantes, com as rodadas de negócios movimentando R$ 77 milhões. Segundo os organizadores, foi a maior edição já realizada.

 

Na edição deste ano, afora expositores brasileiros, estiveram presentes expositores internacionais vindo de países como Alemanha, Estados Unidos, França, China, México, Peru, Romênia, Paquistão, Coréia do Sul e Turquia. Segundo Leandro Lara, diretor da Automec, o pavilhão internacional que abrigou esses expositores representou 38% da área do evento.

 

Lara disse, ainda, que houve aumento de 50% na visitação de pessoas de países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai: “Recebemos dez caravanas oficiais dos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais”.

 

Foto: Divulgação.

Após vinte anos a Fendt retorna ao mercado brasileiro

Ribeirão Preto – Após vinte anos sem atuação no mercado brasileiro a Fendt, marca do Grupo AGCO, está de volta ao Brasil. O relançamento da marca foi feito durante a Agrishow, feira do agronegócio que ocorre em Ribeirão Preto, SP, até a sexta-feira, 3. Segundo o vice-presidente global da empresa, Peter Josef Paffen, o agronegócio no Brasil se profissionalizou nos últimos anos e a empresa enxergou uma oportunidade de voltar ao mercado.

 

Suas máquinas serão produzidas nas fábricas do Grupo AGCO em Santa Rosa e Ibirubá, RS – que receberam R$ 150 milhões em investimentos, de acordo com José Galli, diretor da Fendt para a América do Sul. “A maior parte do investimento foi para instalação de uma nova linha de produção, onde será feita a plantadeira Momentum. Mas também investimos na construção da nossa sede, que ficará em Bonito, MT, o coração do agronegócio no Brasil”.

 

Os planos são ambiciosos: “Com a profissionalização das operações de agricultura no Brasil, queremos liderar os segmentos de colheitadeiras, plantio e tratores em menos de cinco anos”,

 

Mesmo pertencendo ao grupo AGCO, a Fendt terá uma rede de vendas própria, que será desenvolvida a partir da sede no Mato Grosso. Galli também disse que as vendas começarão somente no ano que vem: em 2019 serão produzidas cerca de trinta máquinas para testes com os clientes.

 

A Fendt também projeta explorar outros mercados na América do Sul, começando pela Argentina: “Ainda não definimos quando avançaremos para outros mercados da região, mas usaremos a produção nacional para atender a diversos países”.

 

O portfólio inicial da companhia será composto pela linha de tratores 1000 Vario, colheitadeira Ideal e a plantadeira Momentum.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de máquinas devem crescer na casa dos 10%

Ribeirão Preto, SP – Os segmentos de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção deverão crescer na casa dos dois dígitos em 2019. As expectativas dos fabricantes expositores da Agrishow, uma das mais importantes feiras do agronegócio da América Latina, indicam alta nas vendas próximas aos 10%, embora as incertezas com relação ao Moderfrota – linha de financiamento do BNDES – preocupem os executivos.

 

José Carramate, diretor de vendas da Valtra, do Grupo AGCO, fez a projeção mais otimista de crescimento no segundo dia de Agrishow – a terça-feira, 30: 11%.

 

“Acredito que seja possível atingir esse índice tendo em vista o bom desempenho do segmento no primeiro trimestre do ano”.

 

O setor registrou, de janeiro a março, avanço de 23,5% nas vendas com relação aos primeiros três meses do ano passado, segundo dados da Anfavea.

 

Eduardo Nunes, diretor de vendas da Massey Ferguson, também do Grupo AGCO, apostou em alta de 10% nas vendas no ano, puxada pelo crescimento orgânico do mercado e pela necessidade de uma renovação da frota.

 

“Grande parte da frota nacional de máquinas já tem mais de dez anos. Essas máquinas mais antigas reduzem a produtividade agrícola e vão contra a busca atual dos produtores, que é por máquinas mais novas, tecnológicas e produtivas”.

 

A Caterpillar aposta em crescimento de 8% a 10%, dependendo do comportamento do mercado, segundo seu presidente Odair Renosto. A New Holland, do Grupo CNH Industrial, trabalha com dois cenários, onde a expansão do mercado pode ficar de 5% a 10%, dependendo do desempenho da economia ao longo de 2019, segundo Alexandre Blasi, diretor de mercado no Brasil.

 

As fabricantes, porém, demonstram preocupação com a falta de recursos para o Moderfrota até o final de junho e para o próximo Plano Safra: “O setor já sentiu um impacto desde março, quando a verba destinada para o programa acabou. Após o anúncio da ministra na abertura da feira o ânimo dos produtores mudou, afirmou Nunes, da Massey Ferguson.

 

Ele espera que o governo não eleve o juros e nem reduza o montante dedicado ao Moderfrota para o próximo Plano Safra. “O setor depende muito dessas linhas de crédito. Espero que o governo não aumente os juros e também não reduza o valor, porque, se isso acontecer, trará uma série de incertezas para o segundo semestre”.

 

Blasi segue a linha de raciocínio de seu colega e disse temer que o governo possa mudar algumas regras do programa. Para o diretor da New Holland não seria uma boa medida o governo aumentar os juros do Moderfrota – mas aposta que, caso isso aconteça, os produtores possam buscar novas possibilidades:

 

“Os bancos privados serão ainda mais competitivos e poderão atender a grande parte do mercado com boas condições de financiamentos”.

 

Foto: Divulgação.

Meritor prepara eixo elétrico para o Brasil

São Paulo – A Meritor planeja para o segundo semestre, após a Fenatran, a vinda de um eixo trativo elétrico para aplicação em caminhões e ônibus no mercado brasileiro. No momento a empresa testa o conjunto nos Estados Unidos em veículos de clientes e também em laboratório para validação. O eixo, denominado 14Xe, integra ofensiva da empresa no segmento planejada para até 2022.

 

A companhia testa o eixo trativo em um veículo próprio, mas preferiu optar também por testá-lo na operação de frotistas que utilizam caminhões Peterbilt, da Paccar, por exemplo. O conjunto elétrico está sendo submetido a provas em diferentes tipos de terreno, aplicações e alguns parâmetros técnicos estão sendo observados, como resistência estrutural, fadiga e voltagem.

 

Em janeiro, a Meritor anunciou que já está envolvida diretamente em 22 programas de eletrificação com OEMs globais. O projeto piloto, que envolve o eixo 14Xe, resultará na aplicação de cerca de 130 caminhões médios e pesados até 2020. O eixo trativo elétrico tem configuração e componentes distintos do mecânico que é produzido hoje pela companhia para veículos a combustão.

 

Ainda é incerto se a empresa também testará o modelo de eixo trativo elétrico aqui no Brasil. No País, o único modelo de caminhão elétrico em circulação é o Volkswagen e-Delivery, ainda em fase de testes, mas que integra um pacote já negociado de 1,6 mil unidades para a Ambev. O modelo da VWCO nasceu como protótipo, evoluindo posteriormente para um powertrain desenvolvido por fornecedores.

 

A VWCO, inclusive, é uma das principais clientes da Meritor no Brasil. A empresa mantém unidade de produção de eixos instalada dentro do consórcio modular da montadora, em Resende, RJ. No segmento de ônibus, modelos elétricos já circulam no Brasil. Um modelo Volare, o Access-e desenvolvido em parceria com a BYD, rodou durante um mês em Curitiba, PR. Em Volta Redonda, RJ, três modelos BYD D9W operam no sistema de transporte de passageiros do município fluminense. Há também ônibus D9W também rodando em São Paulo.

 

Foto: Divulgação.

Ford e sindicato entram em acordo em São Bernardo

São Paulo – A Ford e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entraram em acordo para o encerramento das operações industriais da fábrica do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP. Aprovada em assembleia na manhã de terça-feira, 30, a proposta representa importante passo no fim da produção de caminhões e do Fiesta.

 

Em nota divulgada pela companhia, ambas as partes celebram o acordo, costurado após quase dois meses do anúncio oficial do fim da produção no ABCD Paulista. O acerto prevê ainda antecipação deste encerramento de produção, caso um possível comprador efetue a aquisição da fábrica.

 

A negociação envolve um PDI, Plano de Demissão Incentivada, cujos termos variam de acordo com o tipo de contrato, mensalista ou horista, tempo de empresa e até a eventual contratação do funcionário pelo possível comprador. A Ford oferecerá, também, apoio psicológico e programa de requalificação profissional em cursos – esta, uma parceria com o sindicato.

 

Para o presidente da companhia, Lyle Watters, o acordo em conjunto é benéfico aos funcionários no aspecto econômico e social. “Considero esse processo negocial exemplar e manteremos de forma contínua o diálogo aberto com todos os envolvidos”.

 

José Quixabeira de Anchieta, o Paraíba, coordenador geral do sindicato, reforçou que a negociação independe da venda da fábrica. A Ford encerra a nota divulgada à imprensa informando que “as conversas com potenciais compradores da fábrica de São Bernardo do Campo continuam e reafirma seu compromisso em realizar todos os esforços possíveis para obter um resultado positivo”.

 

Foto: Adonis Guerra/SMABC/Divulgação.

Peugeot pagará o serviço de quem não ficar satisfeito

São Paulo – A Peugeot expandiu o seu programa Total Care, voltado para os serviços pós-vendas da empresa. Na segunda-feira, 29, anunciou programa voltado para o índice de satisfação do cliente: o que não estiver satisfeito com os serviços da companhia, não paga por ele. Este é a décima ação que integra o planejamento macro Total Care, criado há dois anos.

 

A implantação do novo plano de negócios voltados para o pós-vendas da empresa, antigo gargalo da companhia no mercado interno, promoveu mudanças em diversas áreas com o objetivo de gerar maior eficiência. Dentre as modificação, renovou a oferta de modelos, com foco nos SUVs, e modificou processos de atendimento ao cliente nas concessionárias.

 

De acordo com diretora-geral Ana Theresa Borsari — que estrela a campanha publicitária para a televisão –, a companhia passou os últimos meses planejando a ação no pós-vendas: “Entendemos que era hora de mudar. Aproveitamos um momento econômico não muito favorável no País para nos planejar e executar um plano ousado de transformação, alinhado às expectativas dos nossos parceiros e consumidores. Agora é hora de crescer”.

 

Foto: Divulgação.

VWCO inicia projeto Estação Ceasa 2019

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus participa do Estação Ceasa 2019, projeto que consiste série de visitas a entrepostos de distribuição de alimentos no Brasil. Na edição deste ano a montadora passará por 14 etapas e a primeira ocorreu em Londrina, PR, nos dias 23 a 25 de abril. Ao todo 11 estados brasileiros serão visitados.

 

O grupo itinerante é formado por representantes da área de vendas da fabricante e da rede de concessionárias. Serão oferecidos testes com o modelo VW Delivery 9.170, informou a companhia por meio de comunicado. O modelo é equipado com motor Cummins ISF de 3,8 litros e transmissão manual Eaton ESO-6106, com seis velocidades.

 

Foto: Divulgação.