Tecnologia pronta para o Brasil

No início de março a Dana anunciou oficialmente mais uma importante aquisição com vistas a se tornar a maior provedora de sistemas de eletrificação para veículos comerciais do mundo. A empresa incorporou o Grupo Oerlikon, que controla as marcas Graziano e Fairfield.

 

Essa aquisição reforça ainda mais o expertise no desenvolvimento de sistemas eletrificados e amplia a abrangência de atuação da empresa nos países que estão avançando mais rapidamente em eletromobilidade.

 

“Com mais essa aquisição, a Dana continua a atender demandas de seus clientes para eletrificação de quase todo tipo de veículo comercial, como picapes, vans, caminhões e ônibus e, também, veículos fora de estrada. Ultrapassamos a importante marca de 12.000 motores TM4 entregues que já rodaram mais de 350 milhões de quilômetros”, comenta Raul Germany, presidente da Dana para o Brasil.

  

Paralelamente a essas incorporações, os times de engenharia da empresa ao redor do mundo concentram esforços em um arrojado projeto para construir para demonstração uma frota de veículos comerciais elétricos orientados para a distribuição urbana, demonstrando ao mercado as avançadas e variadas soluções tecnológicas que a empresa já tem disponíveis para eletromobilidade.

 

Dois veículos já estão prontos. O City Delivery Dana demonstra, na prática, a eficiência do eixo traseiro elétrico eS9000R, um produto de série da empresa. Esses eixos são equipados com motor e transmissão elétricas, movidos a bateria, e dispensam completamente itens pesados como tanque de combustível e o tradicional trem-de-força.

 

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Consolidado no mercado chinês, o motor elétrico Dana TM4 Sumo LD HV800 em conjunto com o Inversor CO150HV alimentam o eixo elétrico eS9000R. O equipamento pode ser facilmente adaptado em qualquer chassis equipado com os eixos modelos S110 e S130. 

 

Esse produto atinge velocidade máxima de 135 km por hora com autonomia para 161 km.  Além disso, é cerca de 170 kg mais leve que seus semelhantes movidos a Diesel e consome 8% menos energia do que um veículo alimentado por um motor centralizado.

 

Outro produto que está pronto e em demonstração é um caminhão para distribuição de bebidas que é movido por sistema de direção central, mecanismo que substitui motor de combustão, transmissão e tanque de combustível por um motor elétrico. Esse caminhão foi equipado com o motor elétrico Dana TM4 Sumo MD HV2600 com Inversor CO200, combinação que assegura 67% de redução de energia e 40% menos emissão de poluentes em comparação com o mesmo veículo movido a diesel. O caminhão pode atingir até 108 km/h e percorrer 161 km.

 

A engenharia da Dana está trabalhando em mais dois caminhões convencionais, movidos a diesel, que serão transformados para veículos elétricos para demonstrar os benefícios e facilidades desta conversão. Na Fenatran deste ano, que acontecerá em outubro, a empresa vai apresentar aos clientes brasileiros que essas tecnologias já estão, definitivamente, prontas para serem aplicadas.

 

Fotos: Divulgação/Dana

Foton negocia com rede Ford Caminhões

São Paulo – A Foton Aumark, representante da Foton no Brasil, está negociando com concessionários da Ford Caminhões para montar sua rede no País. Segundo seu diretor comercial, Ricardo Mendonça de Barros, construir rede, neste momento, é mais interessante e estratégico do que tentar fechar negócio para compra da fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, SP. Marcio Vita, seu sócio, ainda está na China negociando um novo aporte para Guaíba, RS, para onde está vigente memorando de intenções com o governo do Estado.

 

Mendonça de Barros evitou pormenores a respeito do assunto Ford, mas classifica como “mais provável” que a matriz chinesa siga com o interesse em se instalar na Região Sul. A decisão a respeito da entrada – ou não – no negócio que está sendo conduzido pelo governo do Estado de São Paulo, e que também tem como interessado o Grupo Caoa, será tomada na sexta-feira, 19. Durante sua estadia na China, Vita apresentou ao departamento de fusões e aquisições da Foton o pacote referente à compra da fábrica paulista da Ford.

 

Os termos não teriam agradado, o que levou os executivos da Foton Aumark a crer que o interesse maior dos chineses segue em produzir no Rio Grande do Sul, disse Barros: “Pelo volume necessário para investir em São Bernardo, de forma a entrar no plano estatal de incentivo, para nós seria inviável porque o tempo de payback seria muito longo para uma empresa que está, de certa forma, começando no mercado”.

 

Afora a questão do alto investimento para os padrões da Foton os chineses teriam torcido o nariz para as características da região onde está erguida a fábrica da Ford e para a própria unidade fabril: seu IPTU, por exemplo, o segundo maior da região, foi considerado alto demais. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, atuante, é considerado um entrave. O terreno, como informou reportagem da AutoData, tem, de fato, problemas. Por fim a Foton não teria como ocupar a linha de automóveis, uma vez que produz apenas veículos comerciais.

 

Apesar de ter sido, em outras palavras, considerado um negócio inviável, o pacote que contém os termos de uma oferta pela fábrica da Ford no ABCD Paulista será levado ao board da companhia, que dará a palavra final a respeito do negócio, disse Barros a AutoData na quarta-feira, 17. Ele contou, ainda, que um trabalho intensivo está sendo feito com a rede de concessionários da Ford Caminhões, que considera estratégica para as pretenções da Foton no mercado interno:

 

“Estamos conversando com os concessionários por meio da sua associação, e também com alguns grupos que administram concessionárias Ford Caminhões, que nos procuraram para saber como pretendemos trabalhar nossa rede a partir do momento em que entrar o capital chines no nosso negócio. O nosso modelo, a princípio, seria o de multimarcas, não de exclusividade, o que os concessionários da Ford Caminhões acharam interessante. Se conseguirmos trazer para nossa rede dez concessionárias será algo importante”.

 

A Foton inaugurou em março uma loja em São Paulo, que, segundo a empresa, faz parte de plano de expansão da rede no Brasil. A companhia pretende abrir mais dez unidades até o fim do ano e encerrar o período com um total de trinta concessionárias. Hoje dispõe de dezenove unidades em onze estados.

 

Uma vez definido o caminho que a Foton seguirá, e se confirmando a intenção da empresa de construir fábrica em Guaíba, matriz e representantes sentarão à mesa para revisar o aporte no País, que inicialmente era de US$ 100 milhões: “Será muito maior do que isso porque a Foton sinalizou que há mudanças no plano inicial, talvez com a adição de mais modelos às linhas”.

 

No Estado a fábrica da Foton tem caminho livre para receber incentivos do Procam/RS, que pretende estimular a indústria local de veículos.

 

Foto: Divulgação.

Jornalista Marcos Rozen é reeleito para MIAU

São Paulo — O jornalista Marcos Rozen, dos quadros profissionais da AutoData Editora, foi reeleito para a presidência e a curadoria da Fundação MIAU na tarde da quinta-feira, 17. Ele, que fora conduzido a idêntica posição dois anos atrás, na fase de criação da Fundação, foi, agora, reconduzido para mandato estendido de quatro anos. À reportagem informou que dentre suas prioridades para a próxima gestão está “processo de franco crescimento do MIAU.”

Hyundai comemora 1 milhão de HB20 vendidos

São Paulo – A Hyundai Motor Brasil registrou a marca de 1 milhão de HB20 vendidos no Brasil. A unidade que simbolizou o marco histórico foi uma versão topo de linha, cinza, com motor 1.6 e câmbio automático, entregue a um consumidor de Curitiba, PR.

 

O consumidor recebeu seu modelo na quarta-feira, 17, com direito a festa surpresa. Junto com as chaves do carro, recebeu uma placa comemorativa e brindes do programa de fidelidade da montadora.

 

Em 2019, até março, foram vendidos 30 mil 725 unidades do HB20.

 

Foto: Divulgação.

Caixa volta a financiar 100% do caminhão

São Paulo – A Caixa Econômica Federal passou a financiar, desde a quarta-feira, 17, 100% do valor de caminhão, ônibus, máquina ou equipamento novo por meio da linha BNDES Finame, antes restrita a 80% do valor do bem.

 

A medida foi anunciada no mesmo dia em que o governo federal revelou o seu pacote de bondades como afago aos caminhoneiros e tentar evitar uma nova greve, como a que parou o País em maio do ano passado. Neste caso, porém, a Caixa não mira o autônomo: a linha é dedicada a empresas.

 

O banco ainda oferece R$ 5 milhões para o setor de transportes em capital de giro a partir de 0,83% ao mês, isenção de IOF e prazo de até 24 meses.

 

Segundo Júlio César Volpp Sierra, seu vice-presidente de produtos de varejo, o banco quer ampliar participação no segmento de transporte: “Oferecemos as mais diversas soluções para pessoas jurídicas, facilitando a evolução dos negócios do empresário. Queremos ser reconhecidos como banco que apoia o desenvolvimento de empresas do nicho de transportes”.

 

Foto: Divulgação.

Porto Seguro aluga carro para quem roda pouco

São Paulo – A Porto Seguro lançou uma nova modalidade para o Carro Fácil, sistema de locação de automóvel com assinatura anual e parcelas mensais. O Plano Controle, o pacote de entrada para o serviço, mira os clientes que rodam pouco – até quinhentos quilômetros por mês – mas que desejam ter um carro à sua disposição sem precisar adquirir um modelo.

 

São dois os modelos oferecidos neste pacote: Chevrolet Onix e Ford Ka. Por R$ 999/mês, incluídos aí assistência 24 horas da Porto Seguro – veículo e residência – IPVA, licenciamento, DPVAT e manutenção preventiva, o cliente pode rodar 500km por mês – caso supere essa faixa, mais R$ 0,80 por quilômetro adicional. O cliente assume os gastos com combustível, estacionamento e pedágio.

 

“O Carro Fácil tinha pacotes com quilometragens a partir de 1 mil, mas percebemos que uma parte dos clientes deixava de fechar o contrato porque não tinha uma opção para quem roda menos”, explicou Marcelo Rosal, gerente do Porto Seguro Carro Fácil, que projeta dobrar os números de contratos do serviço em 2019: “Já atingimos esse crescimento no primeiro trimestre e esperamos que continue assim ao longo do ano, com o Plano Controle representando 20% dos contratos. Em 2017 e 2018 nós dobramos o número de clientes”.

 

O Plano Controle se junta às outras opções de aluguel que a Porto Seguro oferece desde 2016, com contratos de doze, dezoito e 24 meses, que variam de R$ 1 mil 280 até R$ 6 mil, no caso dos carros de luxo. A quilometragem mensal pode ser de 1 mil até 2,5 mil quilômetros.

 

Ao fechar um contrato o cliente recebe um modelo zero quilômetro. Dentre os disponíveis, dependendo do plano, estão – além de Onix e Ka – Hyundai HB20, Toyota Etios, Ford Ka Sedan, Volkswagen Virtus, Toyota Yaris, Nissan Kicks, Ford Ecosport, Peugeot 2008, Chevrolet Cruze e Toyota Corolla. A Porto Seguro também oferece alguns modelos de luxo, como Audi A3 e Q3, BMW Série 3 e SUV X1 e o Mercedes-Benz C 180.

 

Foto: Divulgação.

Adefa: produzir na Argentina é mais caro do que no Brasil.

São Paulo – Estudo encomendado pela Adefa, a associação das empresas fabricantes de veículos que mantêm produção na Argentina, para a consultoria local Abeceb apontou que produzir veículos naquele país é mais oneroso do que em outros países, como Brasil e México. O custo de produção unitário dos veículos argentinos é, em média, US$ 15,9 mil — no Brasil o valor cai para US$ 12,7 mil e no México US$ 9,6 mil.

 

O estudo, divulgado pelo jornal local Ámbito Financiero, atenta para o fato de a escala de produção argentina ser inferior às de Brasil e México, que possuem capacidade instalada maior. Ainda assim, no entanto, o país apresenta gargalos logísiticos e econômicos que poderiam, segundo o estudo, reduzir o custo de produção para US$ 14,6 mil. Um valor ainda alto, mas próximo dos níveis medidos nos mercados vizinhos.

 

Afora o cenário o estudo da Adefa – encomendado à consultoria Abeceb – sugere que o mercado argentino precisa se inclinar para as novas tecnologias para sobreviver ao futuro. Em 2030, 22% da receita das fábricas instaladas na Argentina terão como origem os serviços de mobilidade, como locação e compartilhamento de veículos.

 

O estudo também sugere que o futuro da indústria esteja na especialização das linhas de produção. No caso da Argentina, o ideal, no futuro, seria que fosse um polo produtor de picapes híbridas. Também favoreceria a indústria argentina o desenvolvimento interno de novas formas de energia para mobilidade.

 

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Dunlop começa a produzir pneus de carga no Paraná

São Paulo – Desde março a Sumitomo Rubber do Brasil produz pneus de carga Dunlop em sua fábrica de Fazenda Rio Grande, PR. Resultado de investimento de R$ 465 milhões para ampliação e instalação de novos equipamentos na unidade, as linhas de pneus para caminhões e ônibus substituirão as importadas, que abasteciam o mercado.

 

A fábrica tem capacidade para produzir quinhentos pneus de caminhões e de ônibus por dia e que deverá ser dobrada até 2020. Dali saem também 16,8 mil pneus de carros de passeio e caminhonetes por dia.

 

Foto: Divulgação.

Randon forma joint-venture com o Grupo Triel-HT

São Paulo – A Randon anunciou a criação de uma joint-venture com o Grupo Triel-HT no segmento de implementos rodoviários. De acordo com comunicado divulgado na terça-feira, 16, o objetivo das companhias é expandir suas ofertas de produtos e serviços no mercado interno e no Exterior. A nova companhia será chamada de Randon Triel Implementos Rodoviários.

 

Na nova operação a Randon disporá de 51% do capital social e será a responsável pela gestão e comercialização por meio da sua rede. A Triel-HT terá o restante do capital e contribuirá com experiência no desenvolvimento de produtos especiais na sua fábrica instalada em Erechim, RS.

 

A joint venture receberá investimento inicial de R$ 16 milhões e as suas operações industriais ocuparão área total de 20,8 mil m², sendo 11,8 mil m² de área construída. O início da operação está previsto para o segundo semestre e 150 funcionários serão contratadas, informou a Randon. A produção projetada será de oitocentas unidades/ano na linha pesada e trezentas na linha leve.

 

A operação foi aprovada pelo conselho de administração da Randon e está subordinada ao cumprimento das condições precedentes, dentre elas a aprovação do Cade.

 

O Grupo Triel-HT, fundado em 1984, produz em quatro fábricas implementos rodoviários e também atua na área de logística agroindustrial e de viaturas especiais. O grupo destina 80% da produção para o mercado interno e exporta 20% para a América do Sul, especialmente Chile, Peru, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Equador e Paraguai.

 

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Doria garante IncentivAuto para a Toyota

São Paulo – Os Toyota Corolla da nova geração montados sobre a plataforma TNGA, Toyota New Global Architecture, em Indaiatuba, SP, poderão ser vendidos no mercado brasileiro com desconto no ICMS. O governador de São Paulo, João Doria, garantiu que o investimento anunciado no ano passado, dias após a criação do Rota 2030, se enquadrará nas regras do IncentivAuto – regras estas que ainda carecem de oficialização.

 

Para produzir a décima-segunda geração do Corolla, incluindo a versão híbrido flex anunciada ao governador na manhã da quarta-feira, 17, a Toyota aplica R$ 1 bilhão na fábrica de Indaiatuba e outros R$ 600 milhões em Porto Feliz, SP, onde produz motores. Gerou, com o projeto, novecentos empregos.

 

O total do investimento e o número de postos criados entram nas regras do IncentivAuto, que exige no mínimo R$ 1 bilhão e quatrocentos empregos gerados, mas o fato de ter sido anunciado em 2018 criou dúvidas com relação ao seu enquadramento no programa. Em janeiro, ao anunciar o IncentivAuto, Doria disse que seriam os investimentos a partir daquela data. Semanas depois, afrouxou as regras e deixou subentendido que investimentos anunciados, mas ainda não materializados, poderiam fazer parte do programa, abrindo um amplo leque.

 

Não há nada claro ainda, uma vez que as regras oficiais do IncentivAuto ainda não foram publicadas. Ainda carecem de definição a porcentagem de desconto de ICMS – o máximo é 25% da alíquota – para cada valor investido, se os empregos entrariam nessa conta, dentre outros fatores. O secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, disse recentemente que cada caso seria um caso.

 

Mas a Toyota é a segunda a se garantir no programa criado pelo governador – depois da General Motors, que anunciou investimento de R$ 10 bilhões no Estado, alcançando o teto previsto no IncentivAuto.

 

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