Vendas do Grupo VW caem 2,8% até março

São Paulo – O Grupo Volkswagen vendeu 2 milhões 605 mil 600 unidades no primeiro trimestre do ano, queda de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em março foram entregues 998,9 mil unidades, retração de 4,3% na comparação com o mesmo mês de 2018.

 

Nas vendas por região o grupo comercializou até março 94,4 mil unidades no Brasil, crescimento de 27,4% ante igual período de 2018. Na América do Sul as vendas aumentaram 2,2%, com 131,5 mil unidades licenciadas no período

Sedã será o primeiro Onix global vendido no Brasil

Indaiatuba, SP – O desempenho do Onix no mercado brasileiro, líder em vendas desde 2015, carimbou o passaporte global por conta da reputação construída pelo hatch por aqui. Mais do que isso: muito em breve, Onix também será o nome do sedã da nova família de modelos compactos globais a serem vendidos em mais de 40 países. Essa é a aposta para a próxima década da marca Chevrolet, que apresentará na próxima semana no Salão de Xangai, China, a inédita versão sedã do Onix.

 

O engenheiro-chefe desse projeto, o brasileiro Gregorio Del Rio, esteve no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, SP, para mostrar mais um pouco, bem pouco, do novo sedã global que chega ao mercado brasileiro no segundo semestre.

 

Foi uma apresentação bem ao estilo da General Motors, que mostra algo, como um veículo todo camuflado igual ao da foto acima, mas não confirma oficialmente quase nada. Talvez as duas novidades mais relevantes sejam a tendência em utilizar um motor de três cilindros turbo e as maiores dimensões deste novo sedã na comparação com o Prisma atual – que tem tudo para perder o nome para irmão global que será revelado em Xangai.

 

“São 1 mil 800 especialistas alocados em catorze países os responsáveis pelo desenvolvimento deste sedã global, que será o primeiro de uma nova família a ser lançado no Brasil ainda este ano”, destaca Del Rio, o líder do projeto que vive atualmente em Shangai pois está concentrado na China o principal centro de desenvolvimento de veículos compactos da GM.

 

O momento nesta quinta-feira, 11, em Cruz Alta, não foi apenas para negar – apesar de confirmar nas entrelinhas, mantendo o suspense até o Salão chinês – que o brasileiríssimo Onix será o nameplate global do sedã. Foi também para mostrar a importância do Campo de Provas no desenvolvimento do que carinhosamente é chamado de “Baby” pelos executivos e engenheiros envolvidos na concepção da nova família global de veículos GM.

 

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O sedã camuflado e vários outros iguais a ele deste novo projeto global já rodaram mais de 800 mil quilômetros nas pistas de Cruz Alta para, segundo Gregorio Del Rio, “superar as expectativas e inaugurar um novo patamar de qualidade, dirigibilidade e performance com esses novos produtos”.

 

A importância de Cruz Alta e a liderança de Del Rio neste projeto global mostram a participação de destaque da engenharia brasileira em todas as etapas desse projeto “que começou com as primeiras reuniões em 2014”, recorda-se o engenheiro-chefe.

 

“A diversidade técnica dessa equipe e a utiização dos laboratórios e das ferramentas disponíveis pela companhia ao redor do mundo, como os programas avançados de simulação virtual, vão proporcionar um salto significativo na concepção desses novos veículos globais”, diz Gregorio Del Rio.

 

A partir da arquitetura do Onix sedã e do Onix hatch – que deve ser lançado no Brasil até o fim deste ano – também serão concebidos diversos outros veículos em até cinco configurações de carrocerias diferentes.

 

Mesmo sem nenhuma afirmação durante este evento para jornalistas em Cruz Alta sobre a produção do modelo camuflado apresentado, sabe-se que ele será feito na unidade da GM de Gravataí, RS.

 

Fotos: Divulgação.

Contaminação do solo pode refletir na venda da fábrica Ford

São Paulo – O terreno sobre o qual está instalada a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, onde ainda são produzidos caminhões e o hatch Fiesta, passa por processo de descontaminação e o cenário pode produzir reflexos nas negociações envolvendo seus ativos, lideradas pelo governo do Estado de São Paulo. Há três grupos interessados na compra, sendo o Grupo Caoa em estágio mais avançado, com um contrato de confiabilidade assinado.

 

Em 2017 a Cetesb, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, constatou que na área há águas subterrâneas contaminadas por solventes e combustíveis. À AutoData o órgão informou que está em curso a remediação da área, com poços de monitoramento instalados para avaliar a presença de gases. A situação foi confirmada pela Ford, que afirmou apresentar relatórios periódicos com os dados referentes à descontaminação verificada.

 

Consta em relatório publicado em dezembro de 2017, pela diretoria de controle e licenciamento ambiental da Cetesb, que os procedimentos a serem adotados pela Ford na descontaminação são extração multifásica, oxidação química e remoção de solo e dos resíduos contaminantes. Na prática a empresa tem de contratar serviço e maquinário especializado para drenar os poluentes do terreno, o que pode demorar anos.

 

A fábrica e seu terreno foram colocadas à venda pelo governo do Estado de São Paulo após o anúncio da Ford da decisão de deixar o mercado de caminhões na América do Sul e encerrar a produção na unidade. Caso o comprador mantenha a atividade produtiva no local, informou a Cetesb, caberá a ele dar sequência ao tratamento do solo. Se no terreno ocorrerem modificações ou se for destinado a outra atividade, a Ford deverá limpar a área antes de desativar o espaço e entregar a licença de funcionamento.

 

Segundo Alberto Mori, advogado especialista em fusões e aquisições, o terreno contaminado pode depreciar os ativos da montadora e produzir reflexos na condução da transação em curso, com o Grupo Caoa e com outras empresas interessadas no negócio. O cenário, inclusive, é levado em consideração durante o processo de due dilligence:

 

“Quando já houve a constatação de que há passivo ambiental, que há um terreno contaminado, por exemplo, a tendência é a de que o cenário seja levado em consideração no momento da negociação. No período de auditoria, ou due dilligence, a situação ambiental é contabilizada junto com outros dados da operação e apresentado ao comprador, que constrói sua oferta com base nestas informações”.

 

O especialista afirmou, ainda, que quando há intenção de venda de ativos a indústria geralmente age internamente para resolver questões que possam depreciar o que se quer negociar, e que isso envolve todos os departamentos que a compõem: “Geralmente acontece antes, mas há casos em que empresas, após o due dilligence, arrumam a casa, ou seja, resolvem as questões pendentes na área fiscal e trabalhista, dentre outras”.

 

No caso da negociação do Grupo Caoa com a Ford as partes ainda não chegaram à etapa na qual ocorre o due dilligence, quando, afora as informações levantadas e apresentadas ao comprador ou compradores, é o momento em que é validado, por meio das informações, o preço do ativo em negociação. O Grupo Caoa estaria interessado, primeiro, em saber o preço antes de fazer a sua oferta, que considera outros pontos.

 

Foto: Divulgação.

Vendas do Grupo BMW estagnadas no trimestre

São Paulo – As vendas globais do Grupo BMW, que inclui BMW, Mini e Rolls-Royce, chegaram a 263 mil 319 unidades em março, uma alta de 2,8% sobre as vendas realizada em março do ano passado. No trimestre, o grupo vendeu 605 mil 333 unidades, 0,1% a mais na comparação com o volume do primeiro trimestre de 2018 — ou seja, houve estagnação.

Jaguar registra venda recorde no ano fiscal 2018-2019

São Paulo – A Jaguar anunciou na quinta-feira, 11, que suas vendas globais no ano fiscal 2018-2019 chegaram a 180 mil 198 unidades, volume 3,2% superior ao registrado no período anterior. A quantidade de veículos vendidos representa recorde, segundo a empresa, obtido por meio do aumento das vendas dos modelos E-Pace e I-Pace, um veículo elétrico. A empresa classificou como bom o resultado comercial no período apesar do “cenário de estagnação e recuperação do setor automotivo”.

 

No Brasil, informou a empresa, as vendas dos veículos Jaguar cresceram 59%, chegando a volume superior a 1,2 mil unidades.

Pirelli pesquisa pneus para motos elétricas

São Paulo – Para a Pirelli uma parcela do mercado de motocicletas será, no futuro, movido a tecnologias elétricas. O desafio para as fabricantes de pneus é desenvolver produtos que atenda especificações exigidas pelas montadoras, com menor resistência à rolagem, segundo o engenheiro de desenvolvimento de pneus para motos da empresa, Samuel de Santana Barboza.

 

Ele apresentou a visão da companhia para o segmento na quinta-feira, 11, no Seminário Tecnomoto, em São Paulo – organizado pela própria Pirelli. “Para uma moto elétrica precisamos ter pneus que ofereçam a menor resistência possível ao rolamento, exigindo do veículo o menor esforço para mover seus pneus. Isso preserva a autonomia da bateria, que gastará menos energia para fazer esse trabalho”.

 

Os pneus verdes desenvolvidos para o segmento de quadro rodas poderiam ser uma alternativa, mas a Pirelli pode desenvolver um pneu que não é considerado verde, mas que ofereça baixa resistência à rolagem e atenda às exigências das fabricantes de motocicletas. Embora as motos elétricas ainda não sejam relevantes no mercado, a empresa já busca o conhecimento necessário para entrar no segmento. 

 

“Há alguns anos fizemos um pneu conceito para um conceito de scooter elétrico da BMW”, explicou Barboza. “Naquele projeto conseguimos reduzir a resistência ao rolamento em 25% na comparação com um pneu convencional fornecido para scooters”.

 

Para atingir essa redução a empresa mudou a banda de rodagem, os materiais, os compostos e utilizou novos processos de produção. Caso o mercado requeira a produção desse tipo de pneu, a Pirelli poderá usar essa experiência para atender à demanda, segundo o engenheiro de pesquisa e desenvolvimento de motos José Vercesi. A partir dele, evoluirá os projetos para oferecer novos produtos que disponham de resistência à rolagem cada vez menor, mas sem perder as demais características necessárias.

 

Foto: Divulgação.

AutoData 354 traz a primeira fabricante centenária do Brasil

São Paulo – Os próximos 100 anos da Ford no Brasil serão, sem dúvida alguma, bem diferentes dos 100 anos que completa neste abril de 2019 a primeira fabricante centenária em solo nacional. AutoData tenta, na edição 354, de abril, traçar o cenário para o futuro sem a fábrica do bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, que passará às mãos de um novo grupo – ou fechará as suas portas – nos próximos meses.

 

A edição digital já está no ar, gratuitamente, e pode ser acessada clicando aqui. Em From the Top os jornalistas de AutoData Editora entrevistam Marcos de Oliveira, CEO brasileiro da Iochpe-Maxion, uma multinacional de origem brasileira.

 

O primeiro trimestre do mercado de caminhões é analisado na edição, que traz ainda a cobertura do 1º Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, organizado por AutoData no mês passado, uma reportagem sobre a busca por aumento nas exportações a partir das fábricas brasileiras, a inauguração de uma nova fábrica de automóveis no Brasil e mais.

 

Clique aqui para ler.

 

Foto: Arte-AutoData

Redes Peugeot e Citroën dobrarão de tamanho com lojas bi marca

São Paulo – Em quatro anos Peugeot e Citroën, do Grupo PSA, projetam dobrar o número de concessionárias no Brasil, parte do processo que tem como objetivo alcançar 5% de participação de mercado, com as duas marcas, em 2021, previsto no plano Virada Brasil. Ao todo serão 364 lojas das duas bandeiras – somente este ano o aumento será de 30%, saltando de 189 para 245 pontos.

 

Boa parte das novas lojas seguirão o conceito bi marca, a exemplo da Paris Rio, inaugurada no Rio de Janeiro, RJ, em março, e da La Cité, em Maceió, AL, que abriu as portas na quinta-feira, 4. As fachadas Peugeot e Citroën são separadas, com entradas e showrooms distintos, e a área de serviços é compartilhada.

 

“Estávamos atentos à grande transformação que a rede de distribuidores passou na Europa e tínhamos justamente este grande diferencial para utilizar aqui: um modelo de concessionária bi marca, com uma só estrutura, mas concebida com espaço e linguagem visual distintos, de acordo com as identidades e concepção única dos produtos de cada marca”, contou, em nota, Marcelo Merani, diretor de desenvolvimento da rede. “O cliente que cruzar o pórtico azul da Peugeot ou que for recebido no lounge da Citroën pode ter a certeza de que receberá produtos e serviços de qualidade superior.”

 

Com a unificação das estruturas o Grupo PSA promete dar maior rentabilidade aos negócios e buscar novos parceiros – parte dos grupos que trabalhavam com Peugeot e Citroën saíram. Nos últimos anos a companhia trabalhou em um salto de qualidade dos serviços oferecidos, para tirar a imagem negativa que tinha com o consumidor brasileiro.

 

A satisfação do consumidor é um dos eixos do tripé do plano Virada Brasil, somado à sustentabilidade e ao crescimento perene. Lançamentos como os Peugeot 2008 e 3008, Citroën C4 Cactus e C4 Lounge e a nova linha de comerciais leves fazem parte do programa tocado pelo presidente Patrice Lucas.

 

Agora, segundo Ana Theresa Borsari, à frente da operação das duas marcas no mercado brasileiro, é a hora de acelerar o crescimento no País:

 

“Soubemos ler o que o cenário econômico nos mostrava e aproveitamos a oportunidade de mudança para também ouvir o consumidor. Tudo isso foi muito importante para construir um plano voltado para atender a um público cada vez mais exigente em todos os aspectos, mas sem perder competitividade e levando em conta a sustentabilidade do negócio”.

 

Foto: Divulgação.

CNH Industrial projeta R$ 5 bilhões em compras na região

Belo Horizonte, MG – A CNH Industrial comprará, este ano, R$ 5 bilhões em peças e componentes na América do Sul, valor 10% superior ao do ano passado. Segundo o seu diretor de compras para a região, Carlo Martorano, o aumento nas compras reflete o desempenho do mercado brasileiro, que compensa a demanda mais fraca na Argentina e nos demais países da América Latina.

 

Com a nova estrutura organizacional da CNH Industrial anunciada no começo do ano a Região América do Sul, apesar de ter este nome, é responsável também pelos demais países latino-americanos e do Caribe. Em muitos destes o PIB está crescendo, mas alguns setores em que a companhia atua, construção e transporte, não acompanham este alta. O agronegócio vai em sentido contrário, especialmente no Brasil e na Argentina.

 

O Brasil é exceção: cresce em todos os segmentos, embora em ritmo ainda inferior ao esperado pela empresa. Não é suficiente, também, para recuperar as perdas dos últimos anos – algo que reflete o desempenho de alguns fornecedores, segundo Martorano.

 

“Este é o nosso principal gargalo: os investimentos feitos em 2013-2014, esperando uma demanda que não veio, ainda não foram pagos. Muitas empresas estão endividadas, sem o retorno esperado e diante de uma recuperação gradual, mas sobre volumes baixos.”

 

Os custos, especialmente de matéria-prima, são outro problema enfrentado pelo setor. Segundo Martorano o Brasil enfrenta três anos seguidos de elevação do preço do aço, que as empresas não conseguem repassar ao cliente final: “Acaba espremido na margem do fornecedor e nas nossas margens, porque se puxarmos muito a corda o fornecedor não aguenta”.

 

Para ajudar a evitar a desestruturação da cadeia a CNH Industrial oferece aos seus fornecedores programas e ferramentas para, de alguma forma, tentar amenizar os problemas financeiros. No caso do aço criou um pool de fornecedores que compram o material diretamente da usina, a preços mais baixos e com maior disponibilidade de financiamento. O material ainda é manipulado por outro fornecedor, que entrega as chapas cortadas no tamanho que o cliente requer.

 

Outra ferramenta, velha conhecida, é a WCM, World Class Manufacturing, uma consultoria grátis que identifica ganhos em eficiência dentro da fábrica. Só nos últimos anos a companhia apurou de 8% a 10% de eficiência maior com o programa – o que, em alguns fornecedores, seria a salvação.

 

“Mas, não sei por qual motivo, o fornecedor não usa”, reclama Vilmar Fistarol, presidente da CNH Industrial para a América do Sul. “Oferecemos consultoria grátis e enfrentamos resistência.”

 

Resolver os problemas internos é fundamental para que o fornecedor mantenha a parceria com a CNH Industrial, segundo Martorano. Quem se adaptar, investir e oferecer produtos com tecnologia avançada poderá superar as fronteiras da América do Sul: “Ao localizar componentes o fornecedor ganhará a oportunidade de exportar para outras fábricas da CNH Industrial ao redor do mundo”.

 

Este cenário é ainda mais animador: somente em 2019 a expectativa do grupo, em âmbito global, é dispor de mais de R$ 50 bilhões em compras.

 

Foto: MPEREZ/Divulgação.

Caoa Chery bate recorde de vendas em março

São Paulo — A Caoa Chery fechou o primeiro trimestre com 3 mil 724 unidades comercializadas, expansão de 270% ante igual período do ano passado, quando a empresa vendeu 1 mil 6 unidades. Em março registrou seu recorde de vendas em um mês: 1 mil 414 automóveis licenciados e 0,71% de participação de mercado.

 

No mês passado o Tiggo 5X foi o modelo mais vendido da companhia, com 531 unidades emplacadas, crescimento de 37,2% na comparação com o mês anterior. Marcio Alfonso, CEO da Caoa Chery, disse que o bom volume de vendas do Tiggo 5X mostra que a empresa “acertou em oferecer ao consumidor um veículo que atende às suas necessidades”.

 

Foto: Divulgação.