Colunista S. Stéfani: Montadoras de veículos se transformam em provedoras de mobilidade de pessoas ou de cargas.
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Colunista S. Stéfani: Montadoras de veículos se transformam em provedoras de mobilidade de pessoas ou de cargas.
A Here Technologies e a RTA, Autoridade de Estradas e Transportes, de Dubai, assinaram na terça-feira, 20, memorando de entendimento de colaboração tecnológica a longo prazo com o objetivo de mapear, pela primeira vez, a cidade com tecnologias de alta definição. Os mapas em alta definição são um pré-requisito para aproximar Dubai do seu objetivo de ter 25% dos serviços autônomos de transporte público até 2030.
Empresa e governo planejam estabelecer tecnologias de localização, recentemente criadas, para ajudar no desenvolvimento de infraestrutura de dados para dar suporte ao transporte autônomo seguro, sustentável e eficiente. Esses esforços estão em linha com a estratégia de Dubai em se tornar uma Smart City e dispor de roteiro de transporte autônomo, que visa a aumentar a qualidade de vida de seus habitantes.
Como parte de sua cooperação planejada pretendem realizar uma série de testes com o objetivo de permitir o HD Live Map, o mapa da Here para carros autônomos, para veículos de serviço público que operam em Dubai. O HD Live Map é um mapa de alta definição, com atualizações automáticas, projetado para fornecer aos veículos informações precisas sobre o que está acontecendo à frente.
Um ponto importante da parceria consiste em utilizar a plataforma aberta de localização da Here como um sistema para conectar veículos de forma inteligente, bem como a infraestrutura rodoviária, como semáforos e sensores em estradas e calçadas. A plataforma aberta de localização permite que várias montadoras e outras organizações e fontes transmitam dados de sensores anônimos em tempo real que são agregados, enriquecidos, com dados de localização de alta precisão e transmitidos de volta aos carros em tempo real, geodirecionados, na forma de informações contextualmente relevantes sobre mudanças nas condições da estrada.
Foto: Divulgação.
Antonio Cammarosano, diretor de vendas nacional de caminhões da MAN, acredita que um dos fatores para o segmento extrapesado ter crescido nos últimos anos, e se tornando o carro-chefe das vendas de veículos comerciais, “foi a profissionalização das empresas ligadas ao segmento, como as usinas que cresceram e profissionalizaram seus negócios, e a consolidação de suas logísticas. Os empresários não querem mais aqueles caminhões velhos: preferem rodar com novos, pelo custo de manutenção, logística e de tempo parado”.
Em 2006 as vendas de caminhões extrapesados somaram 19 mil 408 unidades e, no ano seguinte, houve aumento considerável, para 28 mil 299, de acordo com dados da Anfavea. Em 2010 foram 51 mil 893 unidades, sendo a primeira vez que o segmento ultrapassou as 50 mil vendidas em um ano.
De 2015 a 2017 o Brasil sofreu com crises política e econômica, afetando diretamente as vendas de caminhões e encerrando a onda de crescimento.
As incertezas quanto à aprovação do Rota 2030 afetarão os investimentos do setor automotivo, avalia a consultoria KPMG em informe divulgada na terça-feira, 20. O programa de incentivo ao mercado automotivo foi criado para substituir o Inovar-Auto, que deixou de vigorar no último dia de dezembro. O objetivo do Rota 2030 é garantir a eficiência do nos próximos quinze anos.
Segundo William Calegari, sócio da KPMG, a falta de programas que estimulem investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica em troca de incentivos fiscais torna o custo Brasil maior, direcionando novos projetos da indústria para outras unidades das montadoras no mercado global: “A não renovação do programa de incentivo gera incerteza e afasta os investimentos do setor”.
Até dezembro o Inovar-Auto permitia que parte relevante dos custos com pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica fosse recuperada por meio de crédito tributário. Já o Rota 2030 corrigiria algumas falhas do anterior e incluiria benefícios fiscais para montadoras e fabricantes de autopeças.
“O programa é crucial para consolidar a posição do Brasil no desenvolvimento de novos produtos, inclusive para o mercado global. Incentivos fiscais semelhantes são comuns em países que possuem políticas de desenvolvimento industrial e a falta de estímulos locais certamente trará redução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no Brasil a médio e longo prazo. É relevante para o País a urgência na aprovação desse programa”.
Funcionários das fábricas da Ford, Mercedes-Benz, Toyota, Scania, Volkswagen e de empresas produtoras de autopeças instaladas em São Bernardo do Campo, SP, paralisaram a produção na segunda-feira, 19. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC cerca de 50 mil trabalhadores aderiram à manifestação contra a reforma da Previdência.
De acordo com o presidente da entidade, Aparecido Inácio, a produção nas empresas será retomada na terça-feira, 20. Ficaram de fora da manifestação os funcionários da fábrica da General Motors de São Caetano do Sul, SP, que mantém parada sua produção em função de pausa programada previamente.
A reforma da Previdência foi suspensa oficiamente na segunda-feira, 19. O presidente do Senado determinou a suspensão na tramitação de qualquer proposta de emenda à Constituição, PEC, enquanto estiver em vigor o decreto que ordenou a intervenção federal na área de segurança no Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Divulgação/CUT.
A Resolução 717/2017, do Contran, Conselho Nacional de Trânsito, que estabelece a obrigatoriedade de itens de segurança em veículos novos após 2020, promoverá alterações nas estruturas dos automóveis produzidos no País e já movimenta o setor produtor de metais de alta resistência, como o alumínio. Segundo o texto da resolução os veículos terão de contar, dentre outros elementos, com reforços estruturais para proteção contra diversos tipos de impacto. Este ponto deverá elevar a demanda por ligas do insumo que, fora do Brasil, já é aplicado para esse tipo de aumento de resistência.
A CBA, Companhia Brasileira de Alúminio, tem o setor automotivo como principal cliente de alumínio transformado e, no ano passado, nacionalizou a produção de ligas de alta resistência para atender a um mercado para o qual projeta crescimento nos próximos anos. A resolução aponta que os novos lançamentos devem contar com os novos itens de segurança até 2020 e veículos já em produção nacional a partir de 2023.
De acordo com Giuliano Michel Fernandes, gerente de desenvolvimento de mercado e inovação da CBA, a nova legislação diminuirá o hiato que separa veículos nacionais e importados no que diz respeito à segurança: “O consumidor, ao comprar veículos mais novos, também mudou de perfil e exigirá da indústria uma oferta maior de veículos que sejam mais seguros”.
O executivo disse que atualmente três modelos nacionais possuem reforço estrutural feito de ligas de alumínio – o Chevrolet Cruze e os Jeep Compass e Renegade –, e que a média de composição do material nos veículos chega a 65 quilos. Nos Estados Unidos passa dos 150.
Ainda que tenha o custo de produção mais caro que o do aço o alumínio vem ganhando espaço também na composição de veículos com a chegada dos motores de três cilindros e a busca por eficiência energética. A expectativa do setor produtor de alumínio é a de que a quantidade chegue a 89 quilos por unidade, nos veículos leves, até 2025.
A expectativa também é a de que, em um primeiro momento, a aplicação da matéria-prima aumente o preço dos veículos, embora exista a possibilidade do valor não vir a ser tão alto à medida que o uso do alumínio ganhe escala: “A aplicação do material passará por todas as gamas de veículos, embora em menor quantidade em modelos de entrada”.
A CBA, que é subsidiária do Grupo Votorantim, atua no fornecimento de alumínio para empresas sistemistas instaladas no País e no Exterior, em lugares como Estados Unidos e México. Fernandes disse disse que desde 2015 a cadeia automotiva constrói agenda para a segurança dos veículos, solicitando as opiniões dos fornecedores do material.
Em termos de receita o setor automotivo é o segundo maior cliente da empresa, atrás do setor de embalagens. No terceiro trimestre de 2017 houve aumento de 18% do faturamento na comparação com igual período de 2016, chegando a US$ 1 bilhão 250 milhões, valor que representou fatia de 16% do faturamento do Grupo Votorantim no trimestre.
Foto: Divulgação.
A Justiça estadunidense aprovou plano de recuperação da subsidiária da Takata nos Estados Unidos. A decisão abre caminho para a venda de seus ativos, estimados em US$ 1,6 bilhão, visando ao pagamento de compensações sobre feridos por problemas causados por seus air bags. As informações foram divulgadas no sábado,17, por um escritório de advocacia, e publicadas pelas agências internacionais.
A Takata e sua unidade estadunidense, a TK Holdings Inc., entraram em bancarrota no ano passado na sequência do maior recall automotivo na história. Muitos dos seus air bags podiam se inflar com muita força e pulverizar fragmentos de metal sobre ocupantes de um veículo, e foram ligados a centenas de feridos e a pelo menos 22 mortes.
Como parte do plano de falência da empresa montadoras clientes da Takata contribuem com US$ 80 milhões a US$ 130 milhões para ajudar a compensar os feridos.
O nível de atividade econômica no País registrou crescimento de 1,04% em 2017 em comparação com 2016, segundo o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central, divulgado na segunda-feira segundo informações da Agência Brasil. O porcentual aproxima-se da projeção do governo para 2017, divulgada em dezembro, 1,1%. A expectativa do mercado financeiro, de acordo com o boletim Focus, do BC, era 1%.
Em dezembro o nível de atividade econômica no País continuou a registrar crescimento, de 1,41% com relação a novembro. Este foi o quarto mês seguido de alta do indicador. O crescimento mensal refere-se ao IBC-Br dessazonalizado, ou seja, ajustado para o período.
A indústria paulista contratou 10,5 mil trabalhadores em janeiro, alta de 0,50% na comparação com dezembro. O setor automotivo lidera o número de contratações. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2012, segundo a pesquisa de nível de emprego realizada pela Fiesp-Ciesp e divulgada na segunda-feira, 19. De acordo com o levantamento a média de contratações no primeiro mês do ano de 2005 a 2017 foi de 2,8 mil.
Segundo José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp, o desempenho de janeiro demonstra a firmeza do processo de crescimento da economia: “O emprego no setor manufatureiro tem mostrado resultados acima da média de forma consistente, seguindo o aumento de produção registrado pela indústria paulista em 2017, que foi de 3,4%”.
Na avaliação por setores abriram vagas de trabalho no mês dezesseis dos 22 setores pesquisados. O automotivo liderou o ranking de contratações, com a área de veículos automotores, reboques e carrocerias gerando 2 mil 939 novos postos de trabalho. Na sequência está o setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios, com 2 mil 123, e o de produtos de minerais não metálicos, 1 mil 426.
Já os piores resultados com produtos químicos, 694 demissões, produtos de madeira, 273, e impressão e reprodução de gravações, com redução de 155 vagas.
Na análise por região do Estado ficou em primeiro lugar com relação à abertura de vagas a região de São João da Boa Vista, crescimento de 3,01%, seguida de Mogi das Cruzes, 2,42%, e Araraquara, 2,07%.
Os veículos autônomos estão ganhando cada vez mais a confiança dos consumidores indica a Global Automotive Consumer 2018, pesquisa realizada pela consultoria Deloitte em dezessete países. Nesta edição 41% dos participantes afirmaram que veículos totalmente autônomos não seriam seguros, contra 67% no estudo do ano passado.
Carlos Ayub, sócio da Delloite especializado na indústria automotiva, acredita que, no ano passado, as pessoas tiveram mais acesso a informações sobre os progressos obtidos no desenvolvimento dos veículos autônomos:
“De fato os avanços tecnológicos e a divulgação de experiências muito bem-sucedidas ajudam a explicar o porquê de as pessoas confiarem mais na possibilidade de os carros que se movimentam sem motoristas tornarem-se realidade segura”.
Considerando os países participantes houve queda no porcentual em mercados importantes, como os Estados Unidos, onde 47% dos ouvidos afirmaram que os veículos autônomos não são seguros, contra 74% na pesquisa do ano passado, e China, com 26% –antes 62% na mesma base de comparação. No Brasil esse porcentual foi de 25% este ano, contra 54% no anterior. Na Alemanha a evolução, de um ano para o outro foi de 45% para 72%, e na França de 37% para 65%.
“Percebemos que a aceitação geral da tecnologia que permite tornar viáveis os veículos autônomos cresceu significativamente em pouco tempo”, contou Ayub. “Como a aceitação pública de uma mudança tão radical é um fator muito importante para esse mercado a indústria automobilística precisa estar atenta a essa tendência e aos movimentos que indicam que sua consolidação tende a se tornar uma realidade cada vez menos longínqua.”
Porém, de acordo com o estudo, mesmo com a confiança maior dos consumidores, a indústria terá que enfrentar alguns desafios no futuro até que essa tecnologia esteja disponível, como o longo ciclo de investimentos necessário, que conflita com a necessidade imediata de as montadoras investirem no desenvolvimento de motores elétricos, híbridos, materiais mais leves, conectividade e serviços de mobilidade: “Embora o retorno para os investimentos seja projetado para um futuro mais distante é importante que as montadoras continuem a destinar recursos para o desenvolvimento e a incorporação da tecnologia de condução autônoma”.
Outro desafio para a indústria será a comprovação de um histórico de segurança de operação dos autônomos, pois o estudo considera que esse é fator primordial para garantir a confiança dos consumidores, que acreditam que as grandes fabricantes de veículos já estabelecidas serão as mais confiáveis para garantir a segurança das tecnologias autônomas, com 45% dos participantes confiando mais nas montadoras tradicionais, 30% em novas empresas dedicadas ao desenvolvimento destas tecnologias e 25% apostando nas empresas de tecnologia já existentes.
“52% dos brasileiros têm mais confiança em que as grandes, e tradicionais montadoras, liderem o desenvolvimento das tecnologias de mobilidade autônoma de maneira segura e confiável. Essa característica é representativa da força que essas empresas têm em nosso mercado, mas também cobra responsabilidade delas com relação à liderança nessa revolução tecnológica”.
Foto: Divulgação.