Brasileiros consumiram 2,2 milhões de motocicletas e Fenabrave projeta novo crescimento, de 10%, para 2026
São Paulo – Foram, segundo dados da Fenabrave, 2 milhões 197 mil motocicletas emplacadas no ano passado, o melhor resultado da história do setor. Superou o volume de automóveis licenciados, que somou 1 milhão 996 mil unidades.
O bom momento da indústria de duas rodas, segundo o vice-presidente da Fenabrave, Sérgio Zonta, reflete fatores como o uso da motocicleta como instrumento de trabalho e a adoção, em muitas famílias, dela como o segundo veículo da casa: “Existe também uma forte e histórica participação dos consórcios no segmento, que chega a 30%”.
Assim os juros elevados acabam não gerando impacto tão forte na venda de motocicletas. Tanto que, para 2026, a Fenabrave espera novo recorde após mais um ano de crescimento, de 10%, somando 2 milhões 417 mil unidades.
Um fator colaborará: a partir de janeiro os ciclomotores, as motocicletas com motor a combustão de até 50 cm³ de cilindrada ou elétrico de potência máxima de 4 kW, precisarão ser emplacadas. Então nos primeiros meses modelos novos e usados serão emplacados, o que deverá inflar os números do segmento.
Mas não é só isso: Zonta disse que a demanda por modelos 0 KM tradicionais continua em alta e o mercado brasileiro tem atraído novas marcas: “Temos informação de que marcas asiáticas estão preparando sua chegada ao País”.