Projeção é alcançar 2,7 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados
São Paulo – Após um ano com crescimento inferior às expectativas revisadas para baixo pela Fenabrave em outubro, com 2 milhões 689 mil emplacamentos de automóveis, comerciais leves caminhões e ônibus, alta de 2,1% sobre 2024, a entidade que representa o setor de distribuição de veículos inicia 2026 com otimismo moderado e aposta em alta de 3% nas vendas de veículos, somando 2 milhões 770 mil unidades.
As projeções foram divulgadas na terça-feira, 13, em entrevista coletiva à imprensa. Há um ano, na primeira coletiva de 2025, a aposta da Fenabrave foi de 5% de alta sobre o volume de 2024, somando 2 milhões 765 unidades. Em julho reviu as estimativas, baixando para 4,4% de alta, e novamente mexeu em outubro, projetando 2,6% de crescimento. O resultado final ficou abaixo, em torno de 13 mil unidades.
Para 2026, diante do cenário de juros elevados e perspectiva de manutenção da política do Banco Central de tentar colocar a inflação no centro da meta, a entidade foi mais cautelosa. Seu vice-presidente, Sérgio Zonta, admitiu que os números podem ser revistos:
“Tradicionalmente revisamos as estimativas a cada trimestre. Em abril, a depender do desempenho do mercado, não hesitaremos em recalibrar as projeções.”
Veículos leves
Zonta elencou fatores que podem mexer positivamente com o mercado de leves, como o pleno funcionamento do Marco Legal das Garantias, que pode ajudar a, na ponta, reduzir as taxas de juros, e o programa Carro Sustentável. Ele citou uma possível ampliação dos veículos beneficiados com IPI zero, incluindo modelos híbridos.
Assim a expectativa de alta de 3% poderia ser ampliada: “Em volume 3% não significa muita coisa, são cerca de 80 mil unidades”.
Pesados
Em caminhões a criação do programa Move Brasil, que oferece R$ 10 bilhões em financiamentos pelo BNDES para compra de caminhões novos e usados, ajudará a alavancar o mercado. A expectativa é de alta de 3,5% nos emplacamentos, saltando dos 110,9 mil de 2025 para 114,8 mil no fechamento do ano.
Segundo Zonta os empresários estavam segurando suas compras por causa dos juros elevados: “Com o programa a taxa vai cair pela metade e acredito que os transportadores aproveitarão para renovar a frota”.
As vendas de ônibus, que somaram 28,8 mil no ano passado, também têm projeção de crescer 3% segundo a Fenabrave, para 29,7 mil unidades.