Scania tem novo vice-presidente de RH

A Scania anunciou na sexta-feira, 16, Danilo Rolim Rocha como o novo vice-presidente de Recursos Humanos, RH, da Scania Latin America. O executivo ingressou na empresa em 1994 e passou por diferentes áreas ligadas à produção, engenharia, logística, qualidade, vendas marketing e compras.

 

Formado em engenharia de produção pelo Centro Universitário da FEI e especializado em administração industrial pela Fundação Vanzolini, em 2011, foi expatriado para a Suécia com o objetivo de implementar novos métodos de trabalho na fábrica de motores.

 

Nesse período também participou de programas de especialização em importantes universidades da Suécia.

 

Ao retornar para o Brasil, três anos mais tarde, ficou responsável pelo departamento de compras de powertrain da Scania Latin America, participando diretamente na integração com o grupo Volkswagen. Nos últimos dois anos, o executivo esteve à frente da fábrica de chassis no ABC Paulista, onde acontece a montagem final de caminhões e ônibus da marca.

 

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FCA convoca quase 4 mil veículos para recall

A FCA, dando continuidade à campanha iniciada em 31 de agosto de 2017, convocou, na sexta-feira, 16, os proprietários dos veículos modelos Chrysler 300, ano/modelo 2012, Jeep Grand Cherokee, ano/modelo 2012, Dodge Charger, ano/modelo 2013 e Dodge Durango, ano/modelo 2012 e 2013, a agendarem junto a uma concessionária das marcas, a partir de segunda-feira, 19, a análise e, se necessária, a substituição do alternador dos mesmos. No total, 3 mil 908 veículos farão parte do recall.

 

No comunicado, a empresa informa ter detectado a possibilidade de desligamento do motor do veículo de forma inesperada e, ainda, em casos extremos, de princípio de incêndio no compartimento do motor, com consequentes danos físicos e materiais ao motorista, aos passageiros e a terceiros.

 

Para agendamento e mais informações, as empresas Chrysler, Jeep e Dodge tornaram disponíveis os telefones 0800 703 7130, 0800 703 7150 e 0800 703 7140 e os sites www.chrysler.com.brwww.jeep.com.br e www.dodge.com.br, respectivamente.

Robotização amplia produtividade da Autometal

A Autometal, fabricante de componentes e acessórios para a indústria automobilística, aumentou em 70% sua produtividade no processo de usinagem da linha de produção dos bagageiros de carros com a aplicação do robô da Yaskawa Motoman do Brasil, empresa do grupo Yaskawa Electric Corporation.

 

Segundo o gerente do centro tecnológico da Autometal, Gustavo de Andrade, foram instalados, na planta fabril de Diadema, SP, dois robôs da linha MS, modelo MS165, para atender ao aumento da demanda do mercado, que passou de 20 mil para 100 mil peças por ano em 2015 de uma determinada commodity: 

 

“Com o processo tradicional não conseguiríamos atender a essa demanda, então decidimos investir de forma robusta em inovação através da automação e robotização da produção, a qual trouxe aumento de produtividade de mais de 70%, além de eficiência, qualidade e regularidade no processo produtivo”.

 

Ainda de acordo com Andrade, com o projeto desenvolvido para usinagem das peças foi possível otimizar e escalar a produção de forma sustentável e com confiança na rentabilidade projetada:

 

“Antes, precisávamos de três máquinas dedicadas operando em três turnos resultando no limite de capacidade para a demanda inicial contratada. Hoje, com apenas uma célula robotizada, operando em dois turnos, conseguimos atender ao aumento da demanda, como também melhoras significantes nos índices de qualidade”.

 

O diretor da Yaskawa Motoman, Icaru Sakuyoshi, ressalta que o robô é ideal para usinagem de peças e contém carga útil de 165 Kg, com alcance horizontal de 2.702 mm e vertical de 3.393 mm:  “Essa linha de robô de seis eixos possui controle de vibração, otimizado redutores de velocidade de alta rigidez, e movimento da ferramenta de alta velocidade, que reduz o tempo de corte e melhora a produtividade. O alcance do movimento do punho expandido elimina interferências e melhora a flexibilidade da aplicação”.

 

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Unidas expande vendas no modelo feirão

A Unidas expandiu o modelo de negócios para a venda de seus carros usados, serviço que passou a prestar em maio. A empresa adicionou mais quatro espaços outlet à sua rede, um padrão parecido com os feirões de carros que são comuns em áreas nas quais predominam clientes da classe C. Os novos pontos de vendas foram instalados em lojas de seminovos da empresa em Recife, PE, Rio de Janeiro, RJ, e em São Paulo, no Itaim Paulista e em Santo Amaro.

 

A primeira unidade, localizada na Penha, em São Paulo, é a única, até agora, que funciona em espaço exclusivo de vendas de usados com mais de três anos de fabricação. Segundo a Unidas, a operação desta loja está “trazendo resultado acima da expectativa”.

 

A empresa recorreu a esse modelo de negócio em função do aumento das vendas de veículos com esse perfil, ao passo que as vendas de novos seguia em queda. Venda de seminovos é a área de atuação da Unidas que mais gera receita. Segundo o último balanço da companhia, do terceiro trimestre, foram vendidos 7 mil 178 veículos seminovos, 61,3% a mais do que no mesmo trimestre de 2016. A receita líquida foi de R$ 224,7 milhões.

 

Em 2018 a empresa deu início a um novo modelo de negócio para a venda de veículos, o da loja híbrida: em um mesmo espaço aluga automóvel e vende seminovos. São dezesseis lojas com este perfil espalhadas pelo País e a última unidade inaugurada neste modelo foi em Curitiba, PR.

 

Segundo a Unidas trata-se de maneira de divulgar seu serviço de venda de seminovos, uma vez que a empresa surgiu no mercado como locadora de veículos. Na loja de Curitiba há espaço para expor 120 veículos.

 

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Setor automotivo recupera vendas e crescerá 10% em 2018

Após quatro anos de declínio o setor automotivo apresentou, em 2017, sinais de reação, e a projeção “é a de que as vendas devem fechar, este ano, com alta de 10% com relação a 2017. O ano começou muito forte, com alta de 22%, em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado”, afirmou Fábio Braga, diretor de operações da JD Power no Brasil.

 

Ele lembrou que, mesmo com a expansão verificada no ano passado, as vendas ainda representam só 60% do auge atingido em 2012: “Naquele ano foram vendidos 3,6 milhões de veículos e no ano passado foram 2,2 milhões”. Para Braga o volume vendido em 2012 mostra que há um mercado potencial no País e que o consumidor compra quando há confiança: “O PIB crescendo, o emprego estável, a disponibilidade de crédito aumentando, a redução da taxa Selic, que deixa o crédito mais barato, aumentam a confiança do consumidor e contribuem para a expansão do mercado”.

 

Para Fábio Braga este ano ainda apresenta grandes desafios para o País e para o mercado: “Votação da reforma da Previdência, eleições presidenciais e período de Copa do Mundo. No entanto 2017 não foi menos difícil e a indústria conseguiu apresentar resultados interessantes”.

 

Evolução – Conforme o estudo divulgado na quinta-feira, 15, pela JD Power, destaca-se, em primeiro lugar, a General Motors, que consolidou posição de liderança pelo segundo ano consecutivo: “Impulsionada pelo Chevrolet Onix, o veículo mais vendido do País desde 2015, a marca alcançou 18,14% de participação, aumento de 0,73 ponto porcentual com relação a 2016”.

 

A Fiat manteve a segunda posição, porém apresentou a maior queda de participação: – 1,94 pp, ficando 0,88 pp à frente do terceiro colocado. Conduzida pelo bom desempenho do Renegade e pela ascensão do Compass a Jeep apresentou o maior ganho de mercado, com + 1,09 pp.

 

Das dez principais, destacou a consultoria, seis marcas aumentaram seu market share.

 

Outra evolução notável foi a da Volkswagen, com crescimento de 1,03 pp, guiada pelo lançamento do Polo e, principalmente, pela recuperação nas vendas do Gol, que passou da oitava para a quarta posição dos automóveis mais vendidos.

 

Com ganho de 0,45 pp de participação, e auxiliada pelo novo EcoSport e a melhora nas vendas do Ka, a Ford subiu duas  posições e retomou a habitual quarta colocação no ranking.

 

Apesar da perda de participação Hyundai e Toyota continuam com resultados consistentes e produtos com bom giro nas concessionárias, demonstrando forte alinhamento de produção com demanda.

 

A Nissan, empresa de origem asiática que apresentou maior participação, + 0,56 pp, com destaque para as vendas do Kicks, perdeu uma posição, caindo para a décima, – 0,43 pp, atrás da Jeep.

 

Com pequenas variações Renault e Honda conseguiram manter os respectivos sétimo e oitavo lugares. Para 2018 o Kwid promete bons resultados e um cenário mais favorável do mercado pode convencer a Honda a finalmente abrir sua fábrica de Itirapina.

 

Decisão de compra – Para que as empresas fabricantes de veículos fechem mais negócios este ano, o estudo Sales Satisfaction Index Brasil 2017 da JD Power mostra que das duas razões de compra mais citadas pelos clientes estão a disponibilidade do veículo em configuração desejada e o bom tratamento oferecido ao cliente, 16% cada. A primeira razão gera uma lealdade de 50% desses clientes, que afirmam que “definitivamente” comprarão a mesma marca novamente — e o bom tratamento retém 47% deles.

 

Ainda segundo o estudo outro fator fundamental para a conversão de vendas é o test drive. Dos clientes que efetuaram a compra em uma concessionária 68% realizaram, ali, um test drive. No entanto, nas concessionárias que perderam o negócio, somente 33% dos clientes fizeram o test – menos do que a metade.

 

“Fica muito claro que o test drive ajuda as concessionárias a vender mais. O estudo mostra que o test drive é um instrumento importante para convencer o cliente e quem oferece e realiza o test vende mais. É uma ferramenta fantástica”.

 

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Gigafábricas de baterias para carros elétricos na UE?

A União Europeia requer a criação de mais de dez gigafábricas de baterias para carros elétricos para dispor de uma indústria competitiva globalmente, revelou na segunda-feira, 12, o vice-presidente da Comissão Europeia para a União Energia, Maroš Šefčovič: “Esperamos que o mercado de baterias atinja volume de 250 milhões de euro por ano em 2025. É um mercado aparentemente muito lucrativo no qual, realmente, a Europa tem que ter forte presença”.

 

Šefčovič disse que o bloco requererá mais do que dez gigafábricas de batrias e que deve-se chegar a mais de 100 GWh, gigawatts-hora em 2025, e anunciou que crescerá a capacidade de produção de carros elétricos na Europa, “onde queremos ser tão competitivos quanto no mercado global”.

 

De acordo com as estimativas de Bruxelas, sede da União Europeia, a demanda por baterias elétricas na Europa atingirá, na metade da próxima década, os 200 Gwh, enquanto a demanda global aumentará para 600 Gwh.

 

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Colômbia projeta mercado de 250 mil

A Colômbia, país com quem o Brasil mantém acordo de comércio bilateral no setor automotivo, espera que as vendas deste ano superem 250 mil unidades, o que representaria crescimento na comparação com o desempenho do ano passado, quando vendeu 238 mil 238 veículos, queda de 6,1% ante o resultado de 2016.

 

Para Oliverio Enrique Garcia Basurto, presidente da Andemos, a associação das fabricantes lá instaladas, alguns fatores podem tornar viável a meta estipulada. Ele disse que variáveis macroeconômicas e os acordos comerciais em vigor darão solidez à demanda interna: “São fatores que melhoram a cenário para este setor em 2018, que projetamos para ter vendas acima de 250 mil unidades”.

 

As vendas na Colômbia atingiram seu pico em 2014, 326 mil 298 unidades.

 

Apesar do otimismo, no entanto, as vendas caíram em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2017. Segundo números divulgados no início de fevereiro foram 16 mil 447 unidades, 4,6% a menos do que no ano passado. Diante do resultado a entidade argumenta que em 2014, ano recorde de vendas na Colômbia, o mês de janeiro também teve comerciualizou coisa de 16 mil unidades.

 

O veículos mais vendido no mês foi o Chevrolet Spark, com 1 mil 704 unidades, 73,5% a mais do que em janeiro do ano passado. Em segundo lugar está o sedã Chevrolet Sail, um modelo similar ao Prisma, com 824 unidades e queda de 20,7%. O terceiro mais vendido é o Renault Logan, com 664 unidades, 4,3% a menos do que em janeiro do ano passado.

 

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Nova tecnologia Eaton reduz emissões. As evaporativas.

A Eaton apresenta, no Brasil, a tecnologia ORVR, On Board Refueling Vapor Recovery, sistema que reduz a emissão evaporativa de gases tóxicos em veículos de passeio flex. O ORVR é composto por válvulas no tanque de combustível, algumas adaptações no bocal do tanque, um reservatório conectado ao tanque e pequenas atualizações de hardware e software no automóvel. A empresa destaca que o ORVR poderá ser usado, apenas, em veículos fabricados no futuro, pois os que já estão em produção não o comporatam.

 

Marcos Janasi, diretor de negócios componentes powertrain automotivos e pick-ups da Eaton, afirmou que “os valores que as fabricantes de veículos gastarão para adotar a nova tecnologia são razoavelmente baratos quando comparados ao benefício que traz ao meio ambiente”.

 

De acordo com a Eaton o grande benefício do ORVR é que contribui para diminuir as emissões de poluentes que muitas pessoas nem sabem que existem, pois um veículo estacionado, exposto ao sol, por exemplo, emite gases tóxicos, uma vez que o combustível no tanque evapora gradativamente — e o mesmo acontece quando o carro é abastecido ou está em movimento. Um dos poluentes que o ORVR não deixar ser emitido é o benzeno, elemento cancerígeno, que evapora junto com outros hidrocarbonetos.

 

Os poluentes que são emitidos nessas situações tornam-se ozônio ao se juntarem com outros compostos químicos na atmosfera sendo prejudiciais à saúde.

 

Essa tecnologia já é compulsória nos Estados Unidos e, no Brasil, já existem discussões sobre sua obrigatoriedade. A Eaton tem trabalhado em parceria com entidades fornecendo as informações técnicas sobre essa solução. Com o Rota 2030 em discussão o ORVR também passou a frequentar reuniões sobre eficiência energética e emissões: “As montadoras podem ter pequenos ganhos de eficiência energética, pois esses gases ficam armazenados e são reutilizados pelo motor”.

 

A expectativa da Eaton é que o próximo assunto relacionado às emissões seja o combate às evaporativas, pois nos últimos anos essas discussões ficaram muito em torno da redução do peso dos automóveis e as emissões geradas pela combustão dos motores.

 

“É necessário falar sobre as emissões evaporativas e sobre como podemos combater esse problema. Aguardamos a definição das leis para uso do ORVR e, caso se torne obrigatório no País, planejamos montar uma estrutura de engenharia de aplicação e até a localização da produção.”

 

Na China, o maior mercado automotivo, o ORVR será obrigatório em todos os veículos produzidos a partir de 2020 e a Eaton se prepara para atender a região com produção local.

 

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MAN apresenta seu VW Delivery 6.160

A MAN Latin America ampliou sua família de transporte com o VW Delivery 6.160. A chegada do novo veículo foi anunciada na quinta-feira, 15. De acordo com comunicado da empresa esses caminhões são “construídos em cima da balança”, procurando melhorar, ao máximo, sua carga útil. Dessa forma transportam, “em média, até 10% a mais em peso” e “volume superior em até 15% frente à concorrência”.

 

Além das três opções de configuração disponíveis para toda a nova linha Delivery, City, Trend e Prime, outro diferencial do modelo 6.160 é a maior capacidade de carga e plataforma de sua categoria. Isso “se traduz em mais produtividade para o transportador”.

 

Ricardo Yada, supervisor de marketing do produto da MAN, disse que o caminhão VW Delivery 6.160 foi desenvolvido para definir um novo nível no atendimento ao cliente e suas necessidades no transporte: “Conseguimos alcançar atributos que o mercado espera de um autêntico caminhão Volkswagen, que coloca a Man Latin America como a montadora com o melhor custo operacional do segmento”.

O VW Delivery 6.160 conta com caixa Eaton ESO-4206 de seis velocidades e motorização Cummins ISF de 2,8 l com solução SCR para o pós-tratamento de gases e potência que chega a 156 cv e torque máximo de 430 Nm. 

 

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Renault prepara sucessão de Carlos Ghosn

A Renault se prepara para anunciar, na sexta-feira, 15, os resultados de sua operação global em 2017 e o que se espera, na França, é que a empresa mantenha seu presidente, o brasileiro Carlos Ghosn, por mais quatro anos. Segundo o diário  Le Figaro o conselho da companhia estaria se preparando para indicar um nome à linha de sucessão de Ghosn.

 

Na quarta-feira, 14, a companhia anunciou o desligamento do vice-presidente Stefan Mueller, por razões de saúde. Mueller era o executivo mais cotado à sucessão de Carlos Ghosn. Agora as opiniões se inclinam na direção de Thierry Bolloré, atual diretor de competitividade, que tornou-se funcionário em 2012 após passar por Michelin e Faurecia.

 

O Estado francês, que detém 15,01% do capital da Renault e 21,93% dos direitos de voto no conselho da empresa, há muito insiste na criação de um cargo que seria, na prática, o papel de número 2 na direção da empresa, e não esconde o desejo de que seja um executivo francês.

 

No ano passado o Grupo Renault foi o que mais vendeu veículos no mundo, 10,6 milhões. Carlos Ghosn é considerado o responsável pelo processo de crescimento pelo qual passou a companhia nos últimos anos. Ele recuperou a Nissan, empresa que mantém aliança com a Renault, evitando a sua falência. É, também, o presidente da Mitsubishi, a outra empresa da aliança, que também requeria a volta ao crescimento.

 

Na aliança a Renault possui 43,4% da Nissan, que possui 15% da Renault, e 34% da Mitsubishi, da qual é a maior acionista. Carlos Ghosn é, hoje, presidente do conselho de administração da Mitsubishi e da Nissan e CEO da Renault e da aliança.

 

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