Toyota, Peugeot e Mercedes-Benz convocam recalls

Três empresas do setor automotivo anunciaram recalls nos últimos dias. A Toyota divulgou que 10 mil 215 veículos têm problemas no sensor do airbag e existe a possibilidade ele não ser acionado em caso de acidentes, colocando em risco os ocupantes. Os modelos envolvidos são: Hilux, 8 mil 435, SW4, 1 mil 537, Prius, 62 e Lexus NX 200t 181. Os proprietários dos veículos envolvidos devem agendar uma inspeção e, se necessário, a peça ser substituída.

 

O segundo maior recall da semana foi divulgado pela Pegueot, com 3 mil 937 unidades, por causa de um defeito nas mantas de isolamento acústico do capô dos modelos 308 e 408 equipados com motor 1.6 THP. A montadora divulgou que os proprietários devem agendar o reparo em uma concessionária autorizada.

 

Nem os carros de luxo escapam dos recalls, caso de uma unidade do Mercedes-AMG S 65 L que foi convocada pela montadora por causa de uma falha nos deflagradores dos cintos de segurança dianteiros e, em caso de acidentes, essa falha pode colocar os ocupantes em risco. O proprietário deve agendar o recall pelo site da empresa.

 

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Caminhões médios perderão espaço nos próximos anos

O segmento médio de caminhões perdeu espaço nos últimos anos por causa de algumas mudanças no cenário nacional e pelo crescimento do segmento leve. Em 2011 foi o melhor momento dos médios com 14 mil 52 unidades vendidas, já em 2017 foram apenas 4 mil 443, de acordo com os dados da Anfavea, e esse número seguirá caindo, como afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços da Mercedes-Benz: “Esse segmento já é pequeno e a tendência é que sua participação seja cada vez menor por causa do crescimento dos leves”.

 

Antonio Cammarosano, diretor de vendas da MAN no Brasil, também acredita que “o segmento médio diminuirá nos próximos anos, como já aconteceu em alguns países da Europa”. Segundo o executivo, “um dos fatores principais para a retração deste segmento é o crescimento dos leves, que antes transportavam até 10 toneladas e, atualmente, conseguem levar até 13 toneladas se forem equipados com terceiro eixo”.

 

Porém, algumas mudanças que aconteceram fora do setor nos últimos anos também são responsáveis pela queda nas vendas de caminhões médios, e o diretor da MAN falou sobre elas:

 

“A mobilidade urbana foi um grande fator, pois as restrições de circulação para caminhões nos grandes centros urbanos e o aumento das vendas nessas áreas fizeram com que os empresários buscassem soluções para fazer as entregas, enquanto as empresas desenvolveram produtos que podem circular nos centros urbanos com maior capacidade de carga, esse movimento fez com que as vendas dos médios de 15 e 17 toneladas diminuíssem”.

 

A crise econômica também contribuiu para esse movimento do mercado, pois o custo de operação que as empresas têm com os leves é menor do que com médio. Outro benefício que os leves trazem na comparação com os médios é na hora de entrar e sair das áreas de carga e descarga e a maior facilidade para manobrar. Outra mudança dos médios foi à migração de frota de algumas empresas, que passaram a operar com pesados e extrapesados por causa da maior demanda de trabalho que antes era atendida pelo segmento menor.

 

Sobre o futuro deste segmento, ambos os diretores concordam que sua participação será cada vez menor, porém, para Leoncini “existe a possibilidade desse segmento sumir do mercado”. Por outro lado, Cammarosano afirma que “mesmo diminuindo, os médios terão sempre muitas aplicações, como entrega de bebidas fora dos grandes centros urbanos e caminhões frigoríficos”.

 

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Por Kwid Renault contrata e adota terceiro turno

A Renault anunciou na quinta-feira, 8, que acelerou a produção, em janeiro, do modelo compacto Kwid para tornar viável a entrega de 10 mil unidades até o fim de fevereiro. O planejamento tem como objetivo reduzir o prazo de entrega do veículo aos clientes que já efetuaram a compra — tempo que, segundo a empresa, antes demandava mais de quarenta dias.

 

O prazo de entrega tem sido uma das críticas mais frequentes de consumidores ao modelo lançado em agosto de 2017. A fabricante teve de apertar o ritmo antes do lançamento para atender à demanda da pré-venda, coisa de 7 mil unidades. Na sequência veio um pico de venda em setembro, o que acabou criando descompasso da demanda diante da oferta e o atraso em entregas.

 

Há relatos, em página do Procon, o órgão de defesa do consumidor, de clientes que acabaram desistindo da compra por causa do tempo de espera. O fato de parte dos veículos produzidos ter gerado três campanhas de recall, duas ano passado e uma este ano, também foi apontado como um fator de desistência de compra.

 

O ajuste feito na produção também se deve ao aumento das vendas do Kwid na Argentina e no Uruguai, segundo a Renault: de agosto a janeiro foram embarcadas aos dois países 8,3 mil unidades.

 

Para acompanhar a demanda crescente a Renault teve de contratar seiscentos funcionários para a produção e abriu o terceiro turno na fábrica de São José dos Pinhais, PR. Desde outubro trabalham ali 1,3 mil funcionários, segundo a assessoria de comunicação da empresa.

 

Ao longo dos seus seis meses de mercado brasileiro foram vendidas 25 mil 305 unidades do Kwid, de acordo com dados do Renavam citados pela Fenabrave. O modelo encerrou o ano passado como o sétimo veículo mais vendido na categoria de entrada, detendo participação de mercado de 6%.

 

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Ford Argentina encerrará produção do Focus

Será encerrada a produção do Focus na Argentina, afirmou um dos seus fornecedores, na quinta-feira, 8, após receber comunicado da Ford que foi passado para todos os fornecedores do projeto atual, desenvolvido em Pacheco, na Província de Buenos Aires. O fornecedor não confirmou a data em que a produção será paralisada mas ao que tudo indica isso acontecerá até 2019, quando a nova geração do Focus deve ser lançada. Também não se sabe se sua produção permanecerá vinculada a Pacheco ou se ganhará novo local na América do Sul.

 

No ano passado o Focus em versão hatch vendeu 4 mil 756 unidades no Brasil, sendo o segundo hatch médio mais vendido da categoria, segundo dados do Renavam, e a sedã emplacou 6 mil 163 unidades, volume distante dos seus principais concorrentes, Toyota Corolla, líder do segmento, e Honda Civic.

Na Argentina as vendas do Ford Focus nas suas duas versões somaram 20 mil 715 unidades, de acordo com os dados da Acara, associação dos concessionários argentinos.

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Produção industrial cresceu 2,5%

A produção industrial brasileira cresceu 2,5%, no ano passado, na comparação com o ano interior, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE na quinta-feira, 8, impulsionada principalmente pela produção de bens de consumo duráveis, automóveis e eletrodomésticos da linha marrom, bens de capital para os setores de transportes, agrícola e construção, bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis.

 

Desempenho por região – Dos quinze ocais pesquisados doze apresentaram crescimento no ano passado diante do ano anterior, sendo que as maiores altas foram registradas no Pará, 10,1%, Santa Catarina, 4,5%, Paraná, 4,4%, e Rio de Janeiro, 4,2%. A região de São Paulo teve expansão de 3,4%.

 

A Bahia registrou a maior queda do ano, 1,7%, puxada pela baixa produção dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Pernambuco registrou queda de 0,9% e a Região Nordeste caiu 0,5%.

 

Produção em dezembro – A produção industrial em dezembro cresceu 4,3% com relação ao mesmo mês do ano anterior impulsionada, principalmente, pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, equipamentos de transporte e de informática e produtos eletrônicos.

 

Das quinze regiões pesquisadas oito apresentaram alta na mesma base de comparação, com destaque para Amazonas, alta de 10,9%, São Paulo com expansão de 10,1%, e Rio de Janeiro, 7,2%.

 

Das regiões que apresentaram queda o Espírito Santo registrou a maior retração, 5,1%, por causa da indústria extrativa de óleos brutos de petróleo e gás natural. Fecham a lista das regiões que diminuíram a produção em novembro Bahia, 1,8%, Minas Gerais, 1,5%, Paraná, 0,5%, e Ceará 0,1%.

 

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Expansão da produção no México foi de 4,1%

O México iniciou o ano com aumento na produção de veículos e queda nas vendas internas, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, 8, pela Amia, associação das suas fabricantes. Segundo principal parceiro regional do Brasil no setor automotivo o país produziu 303 mil 755 veículos em janeiro, 4,1% a mais sobre o volume do mesmo mês do ano passado.

 

As exportações também apresentaram crescimento no período: foram embarcadas 231 mil 88 unidades, 9,2% a mais do que em janeiro do ano passado. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Brasil e Colômbia foram os seus principais destinos.

 

As vendas internas apresentaram, no mês, queda de 11,5%, para 109 mil 145 unidades.

 

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Produção cai e vendas crescem na Argentina

Na Argentina, principal parceiro comercial do País, a produção de veículos, em janeiro, registrou volume menor do que o do mesmo mês ano passado. Paradas programadas e férias coletivas fizeram com que as fábricas produzissem no mês 18,3% a menos do que em janeiro de 2017, chegando a 33 mil 280 unidades.

 

As linhas paradas, e os dez dias úteis do primeiro mês do ano, no entanto, não afetaram o ritmo de crescimento das vendas internas e das exportações, segundo dados da Adefa, associação das fabricantes. Em janeiro o setor vendeu 64 mil 452 unidades via redes de distribuição, um volume que foi 22% maior em relação ao desempenho de janeiro do ano passado.

 

Nas exportações houve crescimento de 6,7%, que totalizaram 10 mil 409 veículos. Foram 5 mil 667 automóveis, 66,8% a mais do que em janeiro do ano passado. Já os embarques de utilitários diminuíram: foram 4 mil 742 unidades, 25,4% a menos do que em janeiro de 2017.

 

Segundo Luis Fernando Peláez Gamboa, presidente da Adefa, as projeções para o ano seguem mantidas apesar da sazonalidade e das paradas programadas: “Esperamos que o crescimento do mercado doméstico continue e também uma melhoria notável no Brasil que, juntamente com o impulso da diversificação dos mercados, alavancará as exportações e a produção”.

 

Ao Brasil foram embarcados 7 mil 389 veículos, volume que representou 71% das exportações, e 1 mil 19 unidades para países da América Central. Paraguai, Peru e Chile fecha o grupo dos principais destinos dos veículos feitos na Argentina.

 

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App de mobilidade do Groupe PSA chega a 600 mil usuários

O Free2Move, aplicativo do Groupe PSA que permite identificar diferentes serviços de mobilidade disponíveis nas proximidades, ajudando a encontrar um veículo, uma scooter ou uma bicicleta compartilhados, chegou ao seu primeiro ano com 600 mil usuários em todo o mundo e com cerca de trinta parceiros-chave. A plataforma de serviços está disponível nos Estados Unidos e em nove países europeus: Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia. Na Bélgica e em Portugal o aplicativo acaba de ser lançado.

 

Brigitte Courtehoux, vice-presidente executiva de serviços de mobilidade e conectividade do Groupe PSA, disse que  corporação está “muito orgulhosa em ter 600 mil usuários no primeiro aniversário do nosso aplicativo de serviços de mobilidade. O Free2Move visa a facilitar a vida de todos, e essa solução que fornecemos aos nossos clientes é um sucesso real hoje. Este é apenas o começo, pois continuamos a lançar novos serviços na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de tornar o Groupe PSA um ator principal em serviços de mobilidade no mundo”.

Mercedes-Benz tem 59% de participação em ônibus

A Mercedes-Benz vendeu quinhentos ônibus em janeiro e alcançou 59% de participação de mercado. No mês passado, segundo dados da Anfavea, houve o licenciamento de 848 unidades. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os que mais compraram.

 

De acordo com Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, em comparação ao volume de vendas de janeiro do ano passado o crescimento é de 200% — em 2017 a empresa registrou o emplacamento de 166 unidades:

 

“Nos segmentos urbano e rodoviário as vendas foram estimuladas pela renovação e pela ampliação de frota”.

 

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Venda de implementos cresceu 53,1%

As vendas de implementos rodoviários somaram 5 mil 331 unidades em janeiro, alta de 53,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 3 mil 482 unidades, segundo dados divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários. De acordo com seu presidente, Alcides Braga, “o primeiro mês do ano costuma ser um período de vendas menores porém estamos saindo da crise e o reflexo é esse desempenho elevado em comparação ao exercício anterior”.

 

Ele observou que parte do volume comercializado é reflexo de negócios fechados durante a Fenatran, quando 23 empresas associadas negociaram cerca de 150 unidades do segmento de carroceria sobre chassi e 2 mil produtos no segmento de reboque e semirreboque: “A dinâmica dos negócios no setor indica que uma vez concluídos os negócios os produtos serão emplacados em momentos diferentes. Assim provavelmente esses emplacamentos deverão aparecer de forma diluída nas estatísticas da Anfir ao longo dos próximos meses”.

 

O segmento pesado, reboques e semirreboques segue em recuperação desde o segundo semestre do ano passado e vendeu 2 mil 391 unidades, contra 1 mil 467 no mesmo período do ano passado, alta de 62,99%. Dos quinze tipos de implementos que formam esse segmento apenas dois registraram queda em janeir: tanques de alumínio, com queda de 66,67%, transporte de toras, queda de 52,07%.

 

O segmento leve, carroceria sobre chassis, começou o ano com 2 mil 940 produtos vendidos, contra 2 mil 15 em janeiro do ano passado, alta de 45,91%. Para o presidente da Anfir ainda é cedo para o setor sentir os efeitos da circular 43 publicada pelo BNDES, que oferece até 100% de financiamentos para micro e médias empresas.

 

Todas as sete categorias que fazem parte do segmento leve apresentaram alta na comparação com janeiro do ano passado.

 

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