Efeito Fenatran impulsiona desempenho de janeiro

As vendas de caminhões demonstraram força em janeiro, e registraram crescimento de 54,8% sobre as de janeiro do ano passado, o pior mês desde 1996. Foram vendidas 4 mil 561 unidades, volume obtido em função da concretização de negócios sinalizados na Fenatran, em outubro. Segundo a Anfavea este ano será marcado pela alta nas vendas de pesados, em função das demandas do agronegócio, e nas de semipesados, modelo requisitado pelo setor de distribuição ao varejo.

 

Em janeiro foram produzidos 7 mil 45 caminhões, volume que cresceu 57,2% na comparação com o que saiu das linhas em janeiro do ano passado. Ainda que as exportações sigam como principal combustível das fábricas instaladas aqui o mercado interno tem se mostrado favorável às vendas a alguns setores específicos.

 

É o caso do extrativista – grãos, cana, mineração – e outros ligados à indústria química, o qual, segundo Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, serve de termômetro dos negócios no País: “É um segmento que abastece a todos os outros, e se ele vai bem significa que o País voltou a crescer do ponto de vista dos negócios”.

 

Em janeiro, segundo dados da entidade apresentados na terça-feira, 6, algumas fabricantes apresentaram crescimento expressivo na comparação com o mesmo mês do ano passado em função das vendas fechadas durante a Fenatran. Na categoria dos pesados as vendas chegaram a 1 mil 750 unidades, crescimento de 74,5%.

 

A Mercedes-Benz, por meio de comunicado, disse que as consultas realizadas pelos clientes a partir do segundo semestre do ano passado, que continuaram durante a Fenatran, ganharam efetivação em dezembro, garantindo emplacamentos expressivos agora, em janeiro: “Aliado a isso a maior demanda nos segmentos de semipesados e pesados foi puxada pelas vendas do varejo”.

 

A companhia vendeu 570 caminhões pesados no mês passado, o maior volume das fabricantes e mais do que o dobro do volume registrado ano passado, quando vendeu 270 unidades.  A MAN também registrou desempenho importante sobre a base pequena de 2017: 230 caminhões pesados vendidos contra 73 no ano passado.

 

A Iveco teve crescimento parecido: 103 caminhões em janeiro ante 33 unidades em 2017, a Scania vendeu 418 unidades, alta de 52,6%, e a Volvo apresentou crescimento de 14,3% ante 2017, com 312 unidades vendidas.

 

Na categoria de semipesados, em janeiro, o maior volume de vendas registrado foi o da MAN, com 230 unidades, 66,4% a mais do que em janeiro do ano passado. Em seguida vem a Mercedes-Benz, com 409 unidades, 50,9% a mais.

 

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Vendas de máquinas agrícolas começam em queda

O agronegócio tem boas expectativas para este ano mas as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias, em janeiro, ficaram abaixo do esperado, com 1 mil 605 unidades comercializadas, contra 2 mil 637 no mesmo mês do ano passado, queda de 39,1%. Na comparação com dezembro a queda é ainda maior, 55,8%, segundo os dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6.

 

De acordo com Antônio Megale, presidente da entidade, “os números ruins e abaixo do esperado são reflexo da suspensão temporária dos financiamentos feita pelo BNDES para realizar ajustes no sistema e, com isso, o setor teve apenas metade do mês para fechar os negócios”.

 

Outro fator com impacto negativo nas vendas foi à mudança no prazo de carência de catorze para doze meses, disse Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea:

 

“Esse foi um grande problema, pois o governo decidiu mudar sem avisar o setor e o produtor precisa se programar para comprar as máquinas e começar a pagar após a colheita e não antes. Com isso esses meses a menos atrapalham o planejamento e fazem toda a diferença. Pouco tempo depois o governo decidiu retornar para os catorze meses de carência, mas o setor já tinha sofrido impacto”.

 

Mesmo com baixo volume de vendas no começo do ano a Anfavea acredita que a projeção de crescimento de 3,7% será superada — e a entidade até pretende revisar este número nos próximos meses, contou Miguel Neto: “Rentabilidade maior dos produtores, colheita sendo feita com alto nível de produtividade e índice de confiança muito positivo, com alta de 6,7%, são indícios de que fecharemos o ano muito bem. Estamos bastante otimistas”

 

A exportação foi um ponto positivo do segmento em janeiro, com 816 unidades embarcadas contra 424 no mesmo mês do ano passado, alta de 92,5%: “Deve-se esse resultado à maior estabilidade do mercado argentino e ao maior interesse de outros países da América do Sul, com o Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai, por máquinas mais tecnológicas que o Brasil produz”.

 

A produção também começou o ano bem, com 2 mil 623 unidades em janeiro, contra 2 mil 199 no mesmo mês do ano passado, alta de 19,3%. Na comparação com dezembro, 2 mil 603 máquinas, crescimento de 0,8%.

 

Plano Safra – O Plano Safra deste ano deve sair em junho e o setor espera que todos sejam contemplados, dos micros aos macros: “A expectativa é que o programa tenha um orçamento que suporte todos os produtores ao longo do ano”.

 

Há expectativas, também, com relação às taxas de juros, “que precisam ser repensadas para que todos tenham linhas de crédito com taxas acessíveis, para incentivar os investimentos”.

 

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Tesla desenvolve estações de carregamento para Semi

Em parceria com Anheuser-Busch, PepsiCo e United Parcel Service a Tesla pretende construir terminais de carga em suas instalações como parte dos esforços para divulgar seus caminhões elétricos, os Semi. As informações foram divulgadas na terça-feira, 6, por agências internacionais. Os pormenores das parcerias ainda estão sendo discutidos, e incluem o design e a engenharia da Tesla, disseram as empresas, que declinaram de divulgar os custos de construção. 

 

As empresas são algumas das nove grandes que fizeram pedidos antecipados para os Semi.

 

Em meio a perguntas sobre se a Tesla será capaz de cumprir seu cronograma agressivo a notícia sobre a colaboração das empresas é sinal de que os clientes corporativos estão levando seus esforços a sério e que a Tesla trabalha na solução de um dos maiores problemas: as grandes plataformas alimentadas.

 

As empresas que forneceram informações para a agência Reuters disseram que o primeiro passo é dispor de equipamentos de carga em suas próprias instalações. Assim a rota dos Semi seria limitada a percursos que os fariam retornar à base de operações antes que suas baterias fossem esgotadas.

 

A PepsiCo, que reservou cem caminhões Tesla, disse que poderia eventualmente analisar o uso compartilhado de instalações e custos com outras empresas. 

 

A Tesla tem obtido progressos em seus planos de ter suas próprias estações para vender eletricidade aos caminhoneiros à procura de uma recarga, de acordo com clientes e executivos da indústria de transportes que discutiram o assunto com a montadora Silicon. A Tesla já opera mais de 1,1 mil estações de sobrealimentação em todo o mundo para motoristas de seus veículos de passageiros. 

 

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Bridgestone tem novo gerente de vendas para Colômbia e México

A fabricante de pneus Bridgestone, anunciou Raúl Sánchez Huesca como novo gerente de vendas na Colômbia e no Equador, de acordo com informações do site Flash de Motor na terça-feira, 6. Sanchez é formado em administração de empresas pela Universidade Del Valle do México e tem mestrado em administração e gestão de empresas.

 

O executivo será responsável por encaminhar os planejamntos comerciais da empresa nos dois países. Ele sucede a Miguel Pacheco, que foi promovido para a Bridgestone México.

 

Sua carreira na empresa começou em 2001, passando por vários cargos, como coordenador nacional de distribuição, coordenador de planejamento de produção e importação, chefe de controle de produção, distribuição e inventários.

Nissan investirá US$ 9,5 bilhões na China até 2023

De olho no potencial do mercado chinês a Nissan investirá cerca de US$ 9,5 bilhões ali nos próximos cinco anos com o objetivo de se tornar a terceira marca mais importante do mercado, de acordo informações divulgadas pela revista Forbes no México. O mercado automotivo chinês tem sido dominado por General Motors e Volkswagen por quase duas décadas, com vendas de 4 milhões de veículos no ano passado.

 

A Nissan, que durante muito tempo tem sido um jogador de segundo nível na China, e o DongFeng Group informaram, na segunda-feira, 5, que planejam aumentar o volume de produção para 2,6 milhões de veículos por ano em 2022, um aumento de 1,5 milhão de unidades. 

 

A Nissan pretende atingir seu objetivo concentrando-se em veículos elétricos e na Venucia, marca local de baixo custo que opera na China. Também visa a impulsionar as vendas de veículos comerciais e vans.

 

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Vendas em janeiro crescem e superam sazonalidade

Janeiro é considerado o período em que as fabricantes de veículos registram vendas menores, mas o desempenho do comércio, este ano, foi comemorado ainda que a base de comparação seja pequena. No mês passado foram vendidas 216,8 mil unidades, 24,6% a mais do que em janeiro do ano passado e representou o melhor resultado desde janeiro de 2015.

 

Os números divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6, mostram cenário positivo em todos os segmentos e, mais do que isso, uma indústria confiante de que as projeções de crescimento para o ano serão cumpridas – a mediana de vendas de veículos leves manteve o ritmo dos últimos meses, coisa de 8 mil unidades nos 22 dias úteis. Em caminhões o efeito Fenatran apareceu em janeiro, dobrando o volume de vendas. Em ônibus houve crescimento.

 

Segundo o presidente Antônio Megale os números serviram para o setor se manter em expectativa de crescimento e para que a tendência sirva de parâmetro para as empresas se prepararem para um eventual crescimento da demanda acima do esperado: “A base de comparação é pequena, mas dá para comemorar porque janeiro é um mês de sazonalidade baixa. Favoreceu o cenário propício ao financiamento. Toda a cadeia precisa se mostrar apta para manter o ritmo de crescimento”.

 

Na análise do recorte de veículos leves vendidos os automóveis foram 148 mil 904 unidades, volume 22,7% maior do que o verificado em janeiro de 2017. A General Motors foi a empresa que mais vendeu na categoria, 30 mil 246 unidades, alta de 24,3%, com a Volkswagen, na sequência, com 22 mil 77 unidades vendidas, 51,1% mais. A Ford, com 14 mil 970 unidades,  veio a seguir, com 18,9% mais. A FCA vendeu 13 mil 361 veículos Fiat, alta de 16,1%, e a Hyundai, com 12 mil 962 unidades e alta de 15,8%, fecha o grupo das cinco que registraram melhor desempenho comercial em janeiro.

 

Os automóveis mais vendidos, segundo o levantamento da Anfavea, foram em sua maioria aqueles com motorização acima de 1 mil cm3 de cilindrada: 63,6% do total, ou 94 mil 761 unidades, 21,3% a mais do que o volume vendido em janeiro de 2017. Registrou-se alta, também, no volume de vendas de veículos com motores de até 1 mil cm3  de cilindrada: 51 mil 774 unidades, 26,9% a mais do que ano passado. Os veículos com motorização acima de 2 mil cm3 de cilindrada foram a minoria: 2 mil 369 unidades, queda de 4,5% na comparação com o desempenho de janeiro do ano passado.

 

A participação dos veículos flex fuel representou 87,7% do total vendido em janeiro, os veículos movidos a diesel, 8,7%, os movidos a gasolina, 3,4%. Os híbridos, mesmo que representando uma fatia pequena, 0,2% em janeiro, tiveram o desempenho de vendas em janeiro destacado por Megale, que citou a questão tributária como principal gargalo para a massificação deste tipo de veículo no País: “No ano passado foram vendidas 3 mil 296 unidades, e este ano deverá ter um volume ainda maior. Isso mostra o potencial dos híbridos mesmo com pouco incentivo. O Brasil não pode ficar fora do avanço dessa tecnologia”.

 

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Financiamento fecha 2017 com alta de 22,9%

O setor financeiro liberou 22,9% mais recursos em 2017 para o financiamento de veículos, atingindo o total de R$ 101,1 bilhões, conforme dados divulgados na terça-feira, 6, pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras. De acordo com a entidade “esta foi a primeira vez, desde 2014, que o montante destinado às operações de financiamento e leasing superou a marca de R$ 100 bilhões. À época o volume foi de R$ 111,2 bilhões”.

O presidente da Anef, Luiz Montenegro, disse que o resultado supera a expectativa da entidade, que era de liberar R$ 90,6 bilhões: “Depois de três anos de recessão as vendas financiadas voltaram a crescer. Isso é reflexo da redução da taxa básica de juros e de outros indicadores econômicos, que garantem maior previsibilidade ao consumidor”.

 

De acordo com o último balanço divulgado pela entidade a taxa de juro média praticada pelos bancos de montadoras foi de 18,85% ao ano e de 1,45% ao mês, as menores desde dezembro de 2014. Já o índice médio cobrado pelas instituições independentes foi de 22,2% ao ano e de 1,68% ao mês, mais baixos do que os cobrados há três anos, 22,3% e 1,69%.

 

Modalidades de pagamento- O CDC, crédito direto ao consumidor, é a modalidade de crédito preferida pelo brasileiro na hora de fechar a compra de um veículo zero quilômetro, de acordo com os dados da Anef, e no ano passado respondeu por 48% dos negócios fechados. Na sequência vem o pagamento à vista, com 45% dos negócios realizados, seguido pelo consórcio, 5%, e pelo leasing, 2%.

 

No segmento dos veículos pesados o Finame foi responsável por 61% dos contratos, seguido pelo CDC, 20%, compras à vista, 10%, consórcio, 6% e leasing, 2%.

 

Projeções – A expectativa da Anef para 2018 é a de que o mercado de crédito para a compra de veículos deverá manter a retomada dos negócios: “Nossa estimativa é a de que o volume de recursos liberados cresça 15,1%, passando de R$ 101,1 bilhões para R$ 116,4 bilhões. Já o saldo de financiamento deverá ser de R$ 185,1 bilhões, aumento de 8,6%. Em 2017 foi de R$ 170,5 bilhões”.

 

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Rota 2030 encrenca nos incentivos para P&D

Nova política para o setor automotivo que sucederá ao InovarAuto o Rota 2030 ainda esbarra nas indefinições quanto ao incentivo para P&D, pesquisa e desenvolvimento, contou Antônio Megale, presidente da Anfavea, na terça-feira, 6, durante a coletiva mensal da entidade:

 

“Do ponto de visa do governo há o entendimento sobre a necessidade de um plano para o setor. Está relativamente equacionado que haverá um suporte para P&D e o que se discute é a forma como isso ocorrerá. Acreditamos que deva sair algo do fim de fevereiro ao início de março”.

 

O que a indústria pleiteia é algo nos moldes do InovarAuto, que vigorou até 31 de dezembro e concedia crédito presumido de IPI para as empresas que fizessem investimentos mínimos em pesquisa e desenvolvimento. A estimativa é a de que esse incentivo representaria algo próximo a R$ 1,5 bilhão — e o Ministério da Fazenda não estaria disposta a abrir mão desta arrecadação.

 

“Ainda não está fechado, e uma alternativa que está sendo discutida é algo semelhante à Lei do Bem, que estaria condicionado ao Imposto de Renda, o que para algumas empresas pode ser complicado”.

 

A Lei do Bem, em vigor desde 2005, tem alguns requisitos para garantir a obtenção de incentivos fiscais: as empresas precisam ter regularidade fiscal, lucro fiscal e fazer parte do regime de lucro real, por exemplo.

 

O ministro interino do MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em evento realizado na semana passada na fábrica da Genereal Motors, em Joinville, SC, destacou a atuação do MDIC na formulação de políticas públicas para o setor produtivo e, em especial, para o automotivo:

 

“Atualmente o governo federal debate sobre o futuro da indústria para a mobilidade e logística. O programa Rota 2030 foi elaborado a partir de uma visão de longo prazo, com regras claras, previsibilidade e segurança jurídica, de forma a assegurar investimentos privados em novos projetos, pesquisa, desenvolvimento e engenharia”.

 

Ele também disse que a meta é induzir a indústria nacional a alcançar padrões internacionais de produção, inserindo o Brasil nas cadeias globais de valor.

 

Impacto – “Precisamos de previsibilidade e clareza no desenvolvimento da política para o setor automotivo”, lembrou o presidente da Anfavea, para quem essa previsibilidade contribuirá, inclusive, para que o setor tenha melhores produtos e, consequentemente, a indústria brasileira fique mais forte em toda região da América Latina.

 

“Com o InovarAuto avançamos em nossos produtos e conquistamos o mercado chileno. Se avançarmos mais com produtos melhores, por meio do Rota 2030, poderemos conquistar outros mercados.”

 

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Produção de veículos cresce 24,6% em janeiro

A produção de veículos aumentou 24,6% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo 216 mil 834 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Na comparação com dezembro houve crescimento de 1,5%. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea. De acordo com presidente da entidade, Antônio Megale, esse foi o melhor resultado para janeiro desde 2014, quando foram produzidas 237 mil 288 unidades: “Considerando a média dos últimos dez anos a média é de 217 mil unidades para janeiro, o que mostra que o mercado está saindo da fase mais regressiva e voltando a crescer”.

 

O destaque para o mês foi o segmento de caminhões, com alta de 57,2% na comparação com janeiro do ano passado. Em relação a dezembro houve queda de 5,3%.

 

Para o vice-presidente da Anfavea Luiz Carlos Moraes o segmento extrapesado continuará forte, devido ao agronegócio, “mas haverá impacto também na distribuição urbana com a recuperação do varejo, que contribui para a venda de outros modelos de caminhões, especialmente os menores”.

 

O setor de máquinas agrícolas sentiu os reflexos da paralisação nos financiamentos e amargou queda de 39,1% nas vendas de janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado e redução de 55,8% quando comparado a dezembro.

 

“O resultado de janeiro mostra que não podemos ter descontinuidade de recursos, pois o ajuste de dias dias no sistema levou à queda que verificamos no mês”, observou Megale. “A expectativa é de recuperação nos próximos meses”.

 

A produção de máquinas agrícolas ficou praticamente estável em dezembro e janeiro, com alta de 0,8%. Na comparação com janeiro do ano passado houve crescimento de 19,3%.

 

Estoque – O estoque, de acordo com Megale, está um pouco elevado, com o equivalente a 38 dias de vendas: “É um estoque elevado, mas não preocupante”.

 

Para ele o ideal são até trinta dias, fábrica e rede de concessionárias.

 

As fábricas têm ociosidade média de 40%. Considerando apenas o setor de caminhões a ociosidade chega a 70% e nos leves é de 37%: “A ociosidade ainda é alta, mas está em queda”.

 

Emprego – No último dia de janeiro eram 128 mil 951 os funcionários das fabricantes de veículos, alta de 0,5% contra dezembro, quando eram 128 mil 275. Com relação a janeiro de 2017 houve aumento de 1,7% no número de trabalhadores, que eram 126 mil 833 pessoas.

 

Note-se, ainda, a redução no número de trabalhadores que fazem parte de algum programa de proteção ao emprego, como lay off ou PSE, Programa Seguro-Emprego. Em janeiro 1 mil 721 trabalhadores integravam algum programa de proteção ao emprego, e em dezembro eram 1 mil 885. DE acordo com Megale “no auge dos programas, em março de 2016, chegamos a ter 38 mil 792 pessoas”.  

 

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Exportação: melhor janeiro da história e expectativa de recorde.

Depois de registrar recorde de vendas para outros países no ano passado o processo de exportação de veículos começou bem o ano, com 47 mil 29 unidades comercializadas — o melhor janeiro da história do setor automotivo, segundo os dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6.

 

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, 38 mil 49 unidades exportadas, houve alta de 23,6%. Com relação a dezembro houve queda de 23,1%, que já era esperada por efeito sazonal: os primeiros meses são mais fracos.

 

Antônio Megale, presidente da Anfavea, afirmou que “o ano começou bem e tudo indica que as exportações alcançarão a projeção de crescimento de 5% no ano. Terminamos o ano passado como quinto principal mercado exportador, saindo da nona colocação”.

 

O principal mercado para veículos produzidos no BRasil continua sendo a Argentina, com 70% das 47 mil 29 unidades, com o México na segunda posição e o Chile na terceira. Após a confirmação do acordo de livre comércio com a Colômbia, que prevê a exportação de 25 mil unidades, o país já aparece como quarto mercado. Em valores foram exportados US$ 1 bilhão 30 milhões 401 mil, sendo o segundo melhor janeiro da história.

 

Caminhões

 

As vendas de caminhões para outros países em janeiro somou 1 mil 950 unidades, contra 1 mil 65 unidades no mesmo do mês passado, alta de 83,1%. Na comparação com dezembro, como já era esperado, houve queda de 9,2%. Os semipesados foram destaque em janeiro, com 890 unidades exportadas, seguidos pelos pesados, com 640.

 

Ônibus

 

Foram 539 as unidades de ônibus exportadas em janeiro, contra 388 no mesmo mês do ano passado, expansão de 38,9%. Na comparação com dezembro, oitocentas unidades exportadas, a queda foi de 32,6%. Os ônibus urbanos foram destaque no primeiro mês do ano, com 386 unidades vendidas.

 

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