Inadimplência volta a crescer em maio e supera os 5%

São Paulo – O índice de atrasos nos pagamentos de financiamentos de veículos 0 KM superiores a noventa dias por pessoas físicas voltou a crescer em maio, alcançando o maior patamar desde dezembro de 2023. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil a inadimplência do setor alcançou 5,2%, aumento de 0,3 ponto porcentual com relação a abril.

Na comparação com maio de 2024 a inadimplência avançou 0,4 pp. Desde o início do ano o crescimento é de 1 ponto porcentual.

Em contrapartida a taxa média de juros recuou, segundo o BC. Em maio alcançou 27,6% nos financiamentos de veículos 0 KM por pessoas físicas, menor resultado desde dezembro.

Ficou, entretanto, 2,1 pontos porcentuais superior à taxa média praticada em maio do ano passado, o que torna mais cara a aquisição de veículos financiados e, por consequência, provoca uma menor demanda por crédito.

Anef vê crédito mais difícil

O presidente da Anef, Enílson Sales, disse que a projeção de liberação de crédito para 2025 será negativa na comparação com o ano passado, já revendo a expectativa inicial, divulgada em janeiro, de expansão de 8,5%.

Fatores como maior restrição no crédito e o que chamou de “volatilidade tributária”, ao citar as incertezas com relação à IOF, com a possibilidade de judicialização da decisão do Congresso por parte do governo, têm sido entraves para a recuperação do setor.

“O vai e vem nas discussões sobre o imposto tem preocupado o setor automotivo. A instabilidade fiscal gerada por incertezas em torno do IOF afasta o mercado e dificulta o planejamento. Negócios que dependem de financiamento precisam de previsibilidade. O atual cenário de indefinição é muito prejudicial à tomada de decisão de consumidores e empresas.”

Segundo ele o potencial de crescimento está no segmento de usados e seminovos: “Apesar do cenário adverso o setor automotivo segue atento a oportunidades de movimentação, com foco em eficiência, digitalização e aproximação com o consumidor final, principalmente por meio do mercado de seminovos e usados, que se mantêm resilientes”.

Desvalorização dos elétricos ainda é alta

São Paulo – Com o crescimento da venda de veículos elétricos no Brasil, que bateu recorde em maio, o mercado de seminovos vai ganhando forma. Crescem as opções para quem deseja ter um modelo 100% elétrico mas não quer desembolsar o valor de um 0 KM. A desvalorização, entretanto, ainda é alta, segundo a plataforma OLX, que reúne os dados de anúncios e negociações de seminovos.

No caso do Caoa Chery iCar, o carro elétrico mais vendido de janeiro a março pela plataforma, em 2023 o seu preço médio na OLX era de R$ 120 mil e caiu para R$ 97,3 mil em 2024, com desvalorização de 18,9%. O Nissan Leaf foi negociado em média, por R$ 197,7 mil em 2023, baixando para R$ 144,1 mil no ano seguinte, com queda de 27,1% no preço médio. Já o Volvo XC40 caiu de R$ 307,2 mil em 2023 para R$ 278,8 mil em 2024, desvalorização de 9,2%.

Já nos modelos a combustão, os três mais vendidos de janeiro a março foram Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Onix. Dos três modelos, apenas o Fiat Palio apresentou leve desvalorização de 0,7% no preço médio praticado de 2023 para 2024, enquanto Volkswagen Gol e Chevrolet Onix apresentaram valorização de 7,4% e 12,1% respectivamente.

Ranking

O ranking dos elétricos mais vendidos da OLX tem na liderança o Caoa Chery iCar, representando 19% das vendas, seguido pelo Nissan Leaf, com 18% e pelo Volvo XC40 com 13%. Nas outras sete posições estão Renault Kwid E-Tech, Jac E-JS1, Fiat 500E, Mustang Mach-E, Renault Megane E-Tech, BMW i3 e BYD Tan EV.

Flávio Passos, vice–presidente da área de automóveis do Grupo OLX, disse que as razões para os elétricos desvalorizem mais está em itens como a bateria e a rede de recarga no País. Ele ressaltou, porém, que a vida útil da bateria é longa: “É possível encontrar modelos elétricos seminovos em ótimo estado e a sua bateria terá 100% da capacidade por oito anos, caindo para 70% depois disso. Então, o veículo elétrico deverá ter uma vida útil longa”.

Segundo o executivo a alta desvalorização dos veículos elétricos é uma realidade, mas a comparação com modelos similares a combustão não deve ser feita pois são tecnologias diferentes e uma delas ainda é muito nova no País:

“Estudos de especialistas mostram que essa desvalorização é maior mas ainda não é possível realizar comparações porque o segmento elétrico é novo no Brasil e os consumidores e revendedores estão aprendendo a conviver com essa tecnologia. No futuro, quando o veículo elétrico for mais popular, a expectativa é de que as desvalorizações sejam menores”

Mercado global eletrificados plug-in deverá crescer 25%

São Paulo – As vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in deverão chegar a 22 milhões de unidades no mundo todo em 2025, volume que representa uma alta de 25% sobre 2024, de acordo com o relatório EVO, Electric Vehicle Outlook, produzido pela BloombergNEF.

Esse avanço é reflexo da queda no preço das baterias de íons de lítio e do aumento da produção de veículos eletrificados com preço mais acessível.

Segundo o relatório um a cada quatro veículos vendidos no mundo será elétrico ou híbrido plug-in, tendo a China como o principal mercado consumidor, representando 66% das vendas. Em segundo lugar ficará a Europa com 17% do total comercializado no ano, seguida pelos Estados Unidos com 7%.

Todo este avanço comprova a mudança na mobilidade global, uma vez que há alguns anos os eletrificados não passavam de 5% do total de veículos vendidos no mundo todo, segundo o relatório. 

Ainda que a projeção seja de aumento nas vendas o segmento de veículos eletrificados possui alguns entraves, como o maior custo da energia elétrica em alguns mercados e a falta da infraestrutura necessária para o carregamento dos veículos, dois pontos que precisam avançar.

Continental anuncia Ricardo Rodrigues como novo chefe da divisão automotiva no Brasil

São Paulo – O Grupo Continental informou que sua divisão automotiva, que desde abril passou a atender como Aumovio, agora tem um novo chefe para o Brasil: Ricardo Rodrigues, que acumulará a nova função com a posição de diretor do segmento de veículos comerciais e aftermarket e se manterá à frente da área de negócios ANS, Architecture and Network Solutions. 

Rodrigues ingressou na companhia dezoito anos atrás, período pelo qual passou pelo setor de desenvolvimento de negócios e vendas e pelo de gestão de operações. 

Formado em engenharia elétrica pela Unesp o executivo fez mestrado na Alemanha e, durante a passagem de dois anos no país, atendeu a distintos clientes e mercados da Continental.

Argentina se prepara para a invasão de marcas chinesas

São Paulo – A Argentina vive momento de crescimento de sua economia e consequente expansão de marcas presentes em seu mercado. O PIB deverá encerrar o ano em alta de 5% ou 6% e, para 2026, a projeção é de que avance outros 4%. A inflação, que em 2023 foi de 330% e no ano passado baixou para 117,8%, para 2025 tem a perspectiva de que se estabeleça em 24,5% e, no ano que vem, em 10,7%, para então chegar, finalmente, ao tão almejado um dígito, ainda que algo em torno de 8% a 9%.

Foi o que apontou o economista Dante Sica, ex-ministro da Indústria da Argentina e diretor da consultoria Abeceb, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, realizado em São Paulo.  

Ele citou que estes são resultados do programa de déficit zero e estabilidade no câmbio do governo de Javier Milei, que busca diminuir o risco país para que o acesso ao financiamento seja mais facilitado. Porém a iniciativa também propôs a redução de impostos para a importação, principalmente as tarifas para 50 mil veículos eletrificados de até US$ 17 mil.

“A desburocratização e consequente dinamização do mercado refletem nos preços, uma vez que ele também se abre para outros veículos e começam a aparecer muitas marcas que não estavam antes por aqui.”

Sica complementou que, por um lado, tem havido forte recuperação por parte da demanda no setor automotivo mas, por outro, tem sido visto processo de transformação também na oferta: “A abertura da concorrência está dando espaço a novos jogadores. A Argentina tinha uma oferta muito limitada e antiga, era um mercado desabastecido”.

Tanto é que no início do ano estimava-se que o mercado pudesse chegar a 550 mil unidades, ao passo que no ano passado foram comercializados 414 mil veículos. Hoje, o economista afirmou, as estimativas apontam para vendas de 670 mil a 700 mil veículos, reflexo do maior acesso ao crédito para o consumo de bens duráveis e melhora nos ingressos de dólares – em 2023, vale lembrar, havia restrição da entrada da moeda. 

A cada cem carros adquiridos na Argentina setenta são importados e trinta produzidos localmente. Embora o Brasil continue sendo a principal fonte o país começa a perder participação, o que vem sendo provocado, especialmente, por marcas chinesas. 

Sica chamou atenção ao fato de que a participação de veículos made in China cresceu 233,8% no acumulado de janeiro a maio, com 11,2 mil unidades e 6% do mercado, ao passo de que os brasileiros ampliaram presença em 150%, para 145,4 mil veículos, ainda detentores de fatia de 82%.

“Obviamente os chineses hoje têm níveis quase inexistentes, mas logo começarão a representar parcelas expressivas de participação no mercado. Ainda mais com um mercado que eliminou muitas restrições, muitas necessidades de registros, mudou o marco regulatório que facilita e baixa muito os custos tanto na introdução de veículos por parte das montadoras quanto de importadores.” 

Ele ressaltou que, ainda que a oferta de veículos brasileiros seja muito mais diversificada, a velocidade de crescimento da China, especialmente com veículos híbridos e elétricos, em que o mercado da Argentina hoje é quase totalmente desabastecido, deverá ser maior.

“Acho que este é o grande desafio que tem o novo mapa do setor automotivo: estou convencido de que nos próximos anos tanto no Mercosul como na Argentina algumas montadoras que já estão instaladas desaparecerão, principalmente por problemas de competitividade e escala. Talvez apareçam algumas marcas, especialmente as asiáticas, muito mais para vendas do que para produção.” 

Vendas de veículos crescem pelo segundo mês seguido na Europa

São Paulo – O mercado de veículos leves manteve a retomada do crescimento em maio na Europa após registrar a primeira alta do ano em abril. No mês passado foram vendidos 926,6 mil veículos, expansão de 1,6% na comparação com igual período de 2024 e leve incremento de 0,1% sobre abril, de acordo com os dados divulgados pela Acea, entidade que representa o setor automotivo local.

Com o segundo mês seguido de crescimento na região a queda no acumulado do ano foi reduzida para 0,6% na comparação com iguais meses do ano passado, somando 4,5 milhões de unidades comercializadas.

Os veículos eletrificados seguem ganhando cada vez mais participação nas vendas, representando 58,7% do total de janeiro a maio – até abril o porcentual foi de 58,5%. Os veículos híbridos representaram 35,1% desta demanda, seguidos pelos elétricos com 15,4% e pelos híbridos plug-in com 8,2%.

Já os veículos a combustão seguem perdendo espaço, com participação de 38,1% até maio, contra 38,2% até abril.

Abraciclo acredita que produção de motocicletas supere 2 milhões até 2027

São Paulo – O mercado de motocicletas no Brasil apresenta resiliência e crescimento, impulsionado pela busca por mobilidade acessível e alta demanda do setor de delivery. Apesar de desafios macroeconômicos e variações climáticas que afetam a logística a indústria das duas rodas está se recuperando, expôs Marcos Bento, presidente da Abraciclo, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025.

De janeiro a maio de 2025 o setor observou um crescimento de 11,2% na produção com relação ao mesmo período do ano passado. O executivo manteve a projeção do início do ano, de 7,5% de alta para chegar a 1,8 milhão de motocicletas produzidas.

Mesmo enfrentando desafios como a pressão da oferta de crédito e as incertezas econômicas, o mercado está em um caminho de recuperação: “A motocicleta tem sido uma alternativa de logística importante, principalmente no delivery. É um produto de mobilidade urbana com custo acessível, pelo preço de aquisição, manutenção e facilidade de deslocamento”.

O executivo reforçou que a indústria das duas rodas instalada em Manaus, AM, enfrenta desafios logísticos que vão desde as variações climáticas, que dificultam o transporte fluvial, à insuficiência de infraestrutura rodoviária adequada, como a BR-319, que prejudica a conexão com outras regiões.

2 milhões em 2027

Existem preocupações com relação ao investimento necessário para sustentar o crescimento até 2027, especialmente considerando a necessidade de competitividade frente a mercados externos, como o chinês.

Marco Bento. Fotos: Bruna Nishihata.

A Zona Franca de Manaus desempenha papel fundamental na indústria de motocicletas do Brasil ao oferecer incentivos fiscais, como a isenção do IPI, que reduzem os custos de produção e permitem preços mais acessíveis aos consumidores, observou Bento. A região se consolidou como um polo de produção com alto índice de nacionalização de componentes, gerando empregos e impulsionando a economia local.

A expectativa é que a produção alcance cerca de 2 milhões de unidades anuais a partir de 2027, demonstrando potencial de crescimento sustentável. Mas Bento reforçou que será preciso investir mais para alcançar este volume.

A introdução de motocicletas elétricas ainda é incipiente, com uma participação de mercado abaixo de 1%, mas segundo o executivo as grandes montadoras estão atentas a esta tendência.

Médias são as que mais crescem

Na segmentação de mercado as motos de média cilindrada, de 161 a 449 cm³, são as que mais crescem, com avanço de 17% nas vendas de janeiro e maio deste ano versus o mesmo período de 2024. Mas essas motos representam apenas 19,1% do mercado.

Modelos até 160 cm³, que dominam com 78,7% do share, vêm na sequência, com alta de 10,6% nos primeiros cinco meses do ano. 

Para o segundo semestre os altos juros e a instabilidade econômica pedem cautela, embora o mercado continue forte, com crescimento no segmento de média cilindrada e investimento contínuo em tecnologia.

E30: impactos técnicos

Bento mostrou restrição também com relação ao aumento do etanol na gasolina, elevando a proporção para 30%. Segundo ele a medida pode afetar o desempenho e a durabilidade das motocicletas que não são flex, que podem apresentar problemas ao receber misturas de etanol superiores às especificadas inicialmente.

Indústrias e fabricantes discutiram a importância de avaliar cuidadosamente esses impactos técnicos, como a eficiência e a confiabilidade dos motores, especialmente para as motos já em circulação.

Tera impulsiona o momento da Volkswagen no mercado brasileiro

São Paulo – Antes da chegada do Tera, o Volkswagen mais importante da última década no Brasil, a companhia já registrava bons resultados. Segundo Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing, contou no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, a participação de mercado em maio alcançou 17,3%, subindo 0,9 ponto porcentual com relação ao ano passado.

O desempenho, naturalmente, é superior ao do mercado. E assim deverá ser ao longo do ano, ele disse, agora que o Tera chegou, apesar dos desafios com relação às taxas de juros e à inadimplência dos consumidores, em um mercado que depende 60% de financiamentos.

Ainda assim as projeções do executivo são de mercado de 2 milhões 620 mil a 2 milhões 650 mil veículos leves vendidos, alta estimada de 5% a 6%: “Observamos uma melhora em junho, e o segundo semestre tem a sua positividade natural, tradicional na indústria automotiva”.

Ele considera crescimento nos segmentos de vendas diretas na ordem de 16%, mas em ritmo menos acelerado do que no ano passado para a Volkswagen, que faz um trabalho construtivo no varejo: “Isso é bom porque este volume passa por dentro dos concessionários, gera rentabilidade para eles, gera fidelidade, volume em pós-venda e serviços”.

Tera: case de sucesso.

Corassa apresentou a robusta estratégia de comunicação para lançar o SUV compacto Tera, com direito à preparação unificada de todas as 473 concessionárias e uma campanha de marketing agressiva. No dia do lançamento 63 mil clientes visitaram as lojas e as vendas superaram as metas, com 12 mil 296 unidades adquiridas em apenas 50 minutos – o objetivo era 10 mil.

Roger Corassa. Fotos: Bruna Nishihata.

Sobre a possibilidade de canibalização das vendas, principalmente nas versões mais caras do Polo e na mais barata do Nivus, Corassa disse que o mercado surpreendeu: desde a chegada do Tera o Nivus vem apresentando bom desempenho nas vendas, superando as expectativas.

Produção e exportação

A Volkswagen está planejando exportar o Tera, mas não imediatamente. A previsão é para mais adiante, possivelmente para atender a um número crescente de mercados internacionais após estabelecer uma base sólida no mercado brasileiro. A companhia exporta para mais de vinte países.

O executivo mencionou que, independentemente da demanda local ou da necessidade de exportação, a Volkswagen não enfrentará problemas de volume de produção do novo SUV em Taubaté, SP. Existe uma grande ambição de que o Tera se torne um modelo de destaque, tanto no Brasil quanto no Exterior, “o que reflete a confiança da Volkswagen na sua capacidade de produção diversificada e na escalabilidade do novo modelo”.

Fiat Fastback passa por renovação visual e ganha nova grade dianteira

São Paulo – Lançado em 2022, e reforçado depois com a versão Abarth e a opção de Bio Hybrid, o SUV cupê Fiat Fastback passa pela sua primeira renovação de meia-vida, no ano-modelo 2026. As alterações foram no design, especialmente na parte frontal, que passa a ter nova grade mais imponente, com elementos verticais e destaque para o emblema da Fiat.

Na versão Abarth a grade passa a ser diferente do resto da gama, também com uso de elementos verticais mas adoção de pormenores em vermelho, que destacam a esportividade do modelo com o motor T270, 1.3 turboalimentado, com calibração diferente. No centro da grade, em vez do logo Fiat, traz a inscrição Abarth e tem um escorpião posicionado no canto inferior direito, onde ficaria a bandeirinha da Itália.

São três opções de motorização: a T200 convencional, oferecido apenas na versão de entrada, a T200 Hybrid, com o sistema híbrido flex, de 130 cv, e a T270, 1.3 turbo de 185 cv.

Internamente há novidades, a depender da versão, com destaque para a tela multimídia de 10 polegadas em todas as versões híbridas. Está disponível também pacote de opcionais com teto panorâmico.

Veja os preços e versões:

Fastback T200 – R$ 119 mil 990
Fastback Audace T200 Hybrid – R$ 159 mil 990
Fastback Impetus T200 Hybrid – R$ 167 mil 990
Fastback Limited Edition – R$ 171 mil 990
Fastback Abarth – R$ 177 mil 990

Expectativa da VW Caminhões e Ônibus é de mercado estável em 2025

São Paulo – Embora o ano tenha começado aquecido para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, principalmente ao longo do primeiro trimestre por causa do escoamento das vendas efetuadas na Fenatran, a maior taxa Selic das últimas duas décadas, de 15% ao ano, tem segurado as vendas, principalmente, de extrapesados.

Por outro lado o crescimento do consumo interno, que contribuiu para a alta de 1,4% do PIB de janeiro a março, frente ao trimestre anterior, puxada também pela safra agrícola e pelo incremento da renda familiar, tem estimulado emplacamentos, a despeito da situação, devido à maior necessidade de caminhões para o transporte de insumos.

Como resultado desta equação existe a tendência à estabilidade do comércio de veículos comerciais ao fim deste ano. Foi o que analisou o vice-presidente de vendas, marketing e serviços da montadora, Ricardo Alouche, durante apresentação no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025.

“O volume do segundo semestre também será semelhante ao do primeiro semestre. O mercado segue desafiador, mas de forma estabilizada até o fim de 2025”, disse, ao citar que os segmentos de médios e pesados cresceram 14% e 17%, respectivamente, até maio, ao passo que os extrapesados caíram 19%. 

E ressaltou: “Não é que o segmento esteja saturado. Pequenas e médias empresas transportavam com frete razoável nos últimos cinco anos. A queda no preço da soja, porém, achatou o preço do frete e, com maiores juros, empresas passaram a não conseguir pagar prestações e a inadimplência subiu. Por isto o extrapesado não está vendendo tanto”.

Ricardo Alouche. Fotos: Bruna Nishihata.

Neste cenário, Alouche apresentou dados que mostram que a idade média do caminhão dos autônomos é de 22,1 anos e, de empresas, 9,7 anos – ele acredita que o marco de 2018, de 7,9 anos das transportadoras possa ser realidade novamente nos próximos anos.

“O ideal seria de 3 a 7 anos, com média de 5 anos, para que o autônomo também possa começar a renovar.”

Quanto à venda de ônibus, impulsionada por políticas públicas urbanas de mobilidade e pelo programa do governo federal Caminho da Escola, o crescimento até maio foi de 35,8%.

A expectativa, de acordo com o executivo da VW Caminhões e Ônibus, é que saia nova licitação este ano: “Há uma semana houve audiência pública para preparar o novo edital, que deve sair no último trimestre, para volumes de entrega em 2026”.