Mercado argentino acumula crescimento de 78% no primeiro semestre

São Paulo – As vendas de veículos somaram 326 mil unidades no primeiro semestre na Argentina, volume 77,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários locais.

Em junho foram emplacados 52,2 mil veículos, crescimento de 68,9% na comparação com igual mês do ano passado e queda de 7,3% com relação a maio, que foi o segundo melhor mês de vendas no ano. 

Os veículos produzidos no Brasil representaram 48% do total vendido de janeiro a junho, contra 33% em igual período de 2024. Já os modelos fabricados na Argentina representaram 43% das vendas, porcentual que era de 58% no fechamento do primeiro semestre do ano passado.

No acumulado de janeiro a junho a Volkswagen liderou o mercado local com 52,8 mil vendas, seguida de perto pela Toyota que comercializou 52,7 mil unidades. Em terceiro lugar ficou a Fiat com 42,7 mil veículos.

No ranking por modelo o Peugeot 208 garantiu a primeira posição com 18 mil 548 emplacamentos, e o Fiat Cronos ficou logo atrás, com 18 mil 516. Em terceiro lugar ficou a picape Toyota Hilux com 17,1 mil unidades.

Joice Biermayr é a nova gerente de rede da Volvo no Brasil

São Paulo – Joice Biermayr assume o cargo de gerente de desenvolvimento de concessionárias Volvo no Brasil. A executiva tem 29 anos de carreira na montadora e já passou por áreas como campo, produto, produção e serviço.

Biermayr é formada em engenharia elétrica tecnológica e engenharia automotiva pela UTFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, com especialização em engenharia de produção e MBA em gestão automotiva. Atualmente a Volvo mantém 107 concessionárias espalhadas pelo País.

GM começa a produzir o novo Chevrolet Tracker em São Caetano do Sul

São Paulo – A General Motors iniciou a produção do novo Chevrolet Tracker na fábrica de São Caetano do Sul, SP. O SUV chegará ao mercado nas próximas semanas com mudanças na dianteira, na traseira e no interior, que trará novo quadro de instrumentos digital e nova tela do kit multimídia.

Para produzir o novo Tracker a fábrica de São Caetano do Sul passou por modernizações, com a adoção de novos equipamentos, como uma célula automatizada para instalar o novo para-choque dianteiro. Novas ferramentas de estamparia também foram instaladas, assim como robôs, ajustes no ferramental da carroceria e melhorias no processo de fixação de componentes.

Continental Pneus é o primeiro fornecedor homologado da BYD Camaçari

Camaçari, BA – O primeiro fornecedor da BYD instalado no Brasil foi homologado: a Continental Pneus, que mantém fábrica em Camaçari, a poucos quilômetros da companhia que comprou as instalações da Ford, recebeu seu certificado na terça-feira, 1º. O feito foi anunciado pelo vice-presidente sênior Alexandre Baldy ao governador do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

A ele Baldy prometeu: “Estamos conversando com mais de uma centena de empresas. Nós produziremos carros no Brasil e estabeleceremos uma cadeia produtiva, com parque de fornecedores”, disse, citando algumas empresas como Bosch, Basf e Usiminas como potenciais parceiros.

O vice-presidente destacou que, tradicionalmente, a BYD mantém um sistema de produção altamente verticalizado. O Seal, produzido na China, tem quase 80% das peças produzidas pela própria BYD, segundo Baldy.

“Nossa intenção é replicar este sistema por aqui.  Estes prédios da antiga montadora estão reservados para a produção de peças e componentes. Por isto temos este cálculo de geração de quase 20 mil empregos na região: não será apenas na montadora, mas em todo o complexo.”

Pelo cronograma acertado pela BYD com os governos federal e estadual o índice de nacionalização precisa ser gradualmente ampliado. Na primeira etapa, que começará nas próximas semanas, a produção será de kits SKDs importados da China. Depois partirá para  a produção completa, segundo Baldy.

BYD aguarda licenças para começar operação em SKD em Camaçari

Camaçari, BA – A BYD abriu as portas de sua fábrica de Camaçari para autoridades, imprensa e convidados na terça-feira, 1º de julho, mas não considerou o evento uma inauguração oficial da sua operação fabril brasileira: segundo os executivos da companhia outra cerimônia será realizada, mais à frente, quando todas as licenças estiverem em mãos.

Restam ainda a liberação de licenças do Corpo de Bombeiros e ambientais, com expectativa de que sejam concedidas nas próximas semanas. O que não impede que algumas das máquinas lá instaladas já estejam operando em fase de testes.

Tanto que os primeiros veículos montados, ainda em regime SKD, já saíram da linha. A vice-presidente global, Stella Li, apresentou na cerimônia o primeiro Dolphin Mini, elétrico, e o primeiro Song Pro, híbrido, montados na fábrica baiana.

Os primeiros carros montados em Camaçari. Fotos: Divulgação.

“Nossa vontade é que possamos parar de importar e começar apenas a montar aqui estes modelos”, disse Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil. Ele pondera, entretanto, que para isto o imposto de importação de kits SKDs deve ser reduzido.

No dia em que mostrou o galpão novo, de 156 mil m2, totalmente construído pela BYD em quinze meses – nesta etapa nada será aproveitado da Ford, que ocupou o terreno até 2023 – uma nova fase da recomposição do imposto de importação dos eletrificados entrou em vigor. As alíquotas subiram para 25%, no caso dos elétricos, para 28% no dos híbridos plug-in e para 30% no dos híbridos.

“Não faz sentido pagar o mesmo imposto por um veículo montado e por um kit SKD que, para ser montado aqui, demandou investimentos e geração de empregos. Outras montadoras tiveram esta demanda atendida no passado e aguardamos a decisão do governo.”

Cronograma 

O pleito seria provisório, segundo Baldy, porque o plano é em doze meses evoluir para a produção completa na unidade: “Não produziremos em sistema CKD. Temos contratos assinados com os governos federal e do Estado da Bahia, com cronograma e porcentuais definidos de ampliação de conteúdo local. Nossa intenção é alcançar estes índices antes do prazo estabelecido”.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, confirmou a existência destes contratos e disse que chegou a oferecer ampliação dos prazos, algo que a BYD negou: “O Baldy disse, em reunião recente, que o cronograma será cumprido”.

Na primeira etapa da produção da BYD no Brasil os carros chegam parcialmente desmontados, em kits SKD, e são montados em diferentes linhas, algumas para integração dos componentes internos, como bancos, carpetes, sistemas multimídia, e outras para a conclusão dos veículos. Ainda foi implementada a área de inspeção de qualidade.

Em outros locais do terreno de Camaçari estão sendo construídos os galpões para as áreas de estamparia, armação de carroceria e montagem de motores. Dentro do complexo existem muitos canteiros de obras e o próprio galpão da montagem final ainda está inacabado.

Segundo Baldy os prédios da antiga Ford poderão abrigar montagem de componentes, sejam de fornecedores ou da própria BYD. Ele lembrou que, na China, existe forte verticalização e que o mesmo será feito na Bahia.

3 mil contratações

“O terceiro modelo brasileiro será o King”, anunciou Stella Li. “Esta é só uma pequena parte do investimento de R$ 5,5 bilhões que fazemos no Brasil. Vamos gerar muitos empregos.”

A BYD diz já ter contratado mais de 1 mil trabalhadores para trabalhar na fábrica, dos quais quatrocentos só nas últimas semanas. Ela anunciou 3 mil novas vagas, para metalúrgicos, engenheiros e funções administrativas.

“A velha indústria está incomodada”, disse Baldy, referindo-se às fabricantes associadas à Anfavea. “Não viemos aqui só para fazer montagem de veículos: teremos produção nacional, desenvolvimento de tecnologia e de cadeia produtiva, com fornecedores.”

Instituto Renault forma primeira turma em São Paulo

São Paulo – O Instituto Renault formou sua primeira turma do Geração Futuro Profissionalizante em São Paulo, composta por dezesseis moradores da Favela Vila Prudente. O programa, que ofereceu o curso de mecânica básica a fim de habilitar os alunos a trabalharem em concessionárias e oficinas mecânicas, contou com a parceria do Senai-SP, da ONG Arca do Crescer e das redes de revendas Sinal, Rpoint e Amazonas.

Desde seu lançamento, em 2019, o programa já formou 21 turmas e 758 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social em São José dos Pinhais, PR, onde está o Complexo Industrial Ayrton Senna. Em 2023 a reportagem de AutoData conheceu a sede do instituto e contou histórias de mulheres que se formaram mecânicas.

Em 2025 o Instituto Renault completa quinze anos e, ao todo, de acordo com a montadora, já beneficiou mais de 940 mil pessoas com projetos de transformação social dedicados à inclusão e segurança no trânsito.

Marcopolo Rail conclui embarque de trens para o Chile 

São Paulo – A Marcopolo Rail exportou mais dois carros para a EFE Trenes de Chile, Empresa de los Ferrocarriles del Estado, responsável pela gestão da rede ferroviária do país. Desta forma foi concluído o envio de três composições programadas para este ano. 

Os trens operarão a linha Talca-Constitución, circuito interurbano de transporte de passageiros de média distância que interligará quatro municípios, com 88 quilômetros de extensão e onze estações, e transportará cerca de 50 mil passageiros por ano. 

As unidades do modelo Prosper têm capacidade para transportar 223 passageiros, sendo oitenta sentados e 143 em pé. Os modelos têm climatização, espaço destinado para pessoas com mobilidade reduzida e um sanitário adaptado. 

O contrato com a empresa pública chilena inclui o fornecimento de material rodante, peças de reposição e manutenção. O negócio é o mais importante da divisão no mercado internacional.

Honda atualiza o Civic híbrido e mantém o preço

São Paulo – A Honda começa a vender, em julho, o novo Civic Advanced Hybrid com atualização da dianteira do veículo, nas grades frontais e no para-choque, e lanternas traseiras escurecidas. As rodas de 17 polegadas com pneus 215/50 R17 91V conferem ar agressivo ao modelo.

Outra novidade é a integração com os serviços Google embarcados para automóveis, como Google Maps, Play Store e assistente por voz. A central multimídia de 9 polegadas é compatível com Apple CarPlay e Android Auto. E o painel digital de 10,2 polegadas exibe informações em tempo real sobre condução e fluxo de energia do sistema híbrido.

A mecânica não mudou: mescla dois motores elétricos e um 2.0 com combustão interna, ciclo Atkinson e injeção direta de gasolina. O sedã híbrido oferece oito airbags e o Honda Sensing, conjunto de sistemas de assistência ao condutor.

A plataforma myHonda Connect permite controle remoto do veículo via smartphone, com funções como rastreamento, notificações, assistência 24h e agendamento de serviços, colocando o motorista no centro da experiência.

Disponível nas cores preto cristal, perolizado, e cinza basalto, metálico, com interior na cor preta, o Honda Civic Advanced Hybrid começa a ser vendido em julho por R$ 265,9 mil – ou seja: seu preço não foi alterado.

De acordo com a montadora a garantia é de três anos sem limite de quilometragem, e o conjunto elétrico, baterias e motores, tem cobertura de oito anos ou 160 mil quilômetros.

Omoda Jaecoo investe R$ 13 milhões em centro de distribuição

Cajamar, SP – A importadora chinesa Omoda Jaecoo está desenvolvendo seus negócios no Brasil levando em conta algumas prioridades. Além da chegada de três novos produtos, em breve, outra delas é o atendimento ao consumidor. Por isto investiu R$ 10 milhões em um centro de distribuição que já acumula R$ 30 milhões de peças armazenadas, com a intenção de dobrar seu estoque até o fim do ano.

“Depois de quase quinhentas unidades negociadas tivemos, agora, o primeiro veículo que fará sua revisão de 10 mil quilômetros”, contou André Maranhão, responsável pelo pós-venda. “Mas já temos aqui estocados todos os itens necessários para as revisões desses veículos ou qualquer eventualidade que possa ocorrer, inclusive se houver necessidade de trocar as baterias.”

A expectativa é que esse volume de veículos que já está nas ruas tenha que fazer a primeira revisão a partir de agora até os próximos seis meses. Por isto o inventário de peças desta demanda já está no Brasil, garantiu Maranhão.

Quando aberta, em abril, a operação nos galpões da DSV em Cajamar, SP, ocupava 600 m2, mas a partir de agora já são 1,5 mil m2 de espaço para armazenar todos esses componentes. E com a chegada dos modelos Omoda 5 HEV, híbrido, e Jaecoo 7 PHEV, híbrido plug-in, a partir de outubro, haverá uma nova ampliação do espaço da importadora nos galpões da DSV, com investimento de mais R$ 3 milhões.

“Passaremos a ocupar um espaço de 3 mil m2 e o nosso objetivo é atender em menos de um dia qualquer necessidade na Região Sudeste, especialmente em São Paulo, nosso maior mercado. Nos outros dezessete estados em que operamos o prazo máximo será de sete dias”, disse Vítor Santos, responsável pela logística da Omoda Jaecoo.

O responsável geral pelas operações da Omoda Jaecoo no Brasil, Peng Hu, contou, durante o rápido encontro em Cajamar, que o plano é fortalecer a percepção da marca oferecendo inicialmente atendimento imediato às necessidades dos cliente: “Aprendemos com outras marcas que chegaram ao Brasil. Por isto vamos primeiramente oferecer imediatamente todas as peças e qualquer outra necessidade que os nossos clientes tenham com nossos veículos”.

Hu também confirmou que está na programação o lançamento de mais um modelo, que pode chegar até o fim do ano ou no início de 2026: “Os resultados estão de acordo com nosso plano e esperamos melhorar com os dois novos veículos até o fim do ano e trazer um terceiro modelo, para aumentar nosso portfólio”.

Imposto de importação de eletrificados sobe no começo de julho

São Paulo – A última etapa do cronograma de elevação do imposto de importação para veículos eletrificados, estabelecido no fim de 2023, será iniciada na terça-feira, 1º de julho. A alíquota para elétricos passa de 18% para 25%, para híbridos plug-in de 20% para 28% e a dos híbridos de 25% para 30%. O porcentual integral, de 35%, será restabelecido em julho de 2026, apesar do pleito da Anfavea para recomposição imedata.

Dados da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, apontam que de janeiro a maio ingressaram no país 71,1 eletrificados importados, sendo mais da metade, 39,5 mil, da BYD, 12,2 mil da GWM, e 3,6 mil da Volvo. No mesmo período do ano passado o volume foi de 57,1 mil unidades, acréscimo de 14 mil unidades ou 24,5%.

E, mesmo com a elevação da tarifa de importação, o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, projetou, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, realizado em 25 de junho, em São Paulo, aumento de mais de 20% nas vendas deste ano sobre 2024.

O crescimento menos vigoroso aguardado, conforme Bastos, deve-se ao fato de que os consumidores estão mais familiarizados com as tecnologias eletrificadas e que a escolha deixa de ser movida pela curiosidade apenas, e tornou-se mais consciente.

Com relação ao impacto nos preços as montadoras com maiores volumes de vendas têm se precavido com o ingresso de grandes quantidades de veículos antes da elevação da alíquota, que poderá demorar a refletir no bolso do consumidor. É o caso da BYD, que em 28 de maio desembarcou no Porto de Itajaí, SC, o navio Shenzhen com mais de 7 mil de seus carros a bordo, na maior movimentação de veículos da história

Algumas das unidades importadas no segundo semestre ainda serão isentas de imposto, por meio das cotas estabelecidas no fim de 2023. Para híbridos as cotas remanescentes serão de US$ 43 milhões até julho de 2026, híbridos plug-in, US$ 75 milhões, e elétricos, US$ 141 milhões. E aos caminhões a bateria US$ 6 milhões.