Vice-presidente Roger Corassa apresentou as perspectivas e o planejamento do lançamento do SUV no Congresso AutoData Revisão das Perspectivas
São Paulo – Antes da chegada do Tera, o Volkswagen mais importante da última década no Brasil, a companhia já registrava bons resultados. Segundo Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing, contou no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, a participação de mercado em maio alcançou 17,3%, subindo 0,9 ponto porcentual com relação ao ano passado.
O desempenho, naturalmente, é superior ao do mercado. E assim deverá ser ao longo do ano, ele disse, agora que o Tera chegou, apesar dos desafios com relação às taxas de juros e à inadimplência dos consumidores, em um mercado que depende 60% de financiamentos.
Ainda assim as projeções do executivo são de mercado de 2 milhões 620 mil a 2 milhões 650 mil veículos leves vendidos, alta estimada de 5% a 6%: “Observamos uma melhora em junho, e o segundo semestre tem a sua positividade natural, tradicional na indústria automotiva”.
Ele considera crescimento nos segmentos de vendas diretas na ordem de 16%, mas em ritmo menos acelerado do que no ano passado para a Volkswagen, que faz um trabalho construtivo no varejo: “Isso é bom porque este volume passa por dentro dos concessionários, gera rentabilidade para eles, gera fidelidade, volume em pós-venda e serviços”.
Tera: case de sucesso.
Corassa apresentou a robusta estratégia de comunicação para lançar o SUV compacto Tera, com direito à preparação unificada de todas as 473 concessionárias e uma campanha de marketing agressiva. No dia do lançamento 63 mil clientes visitaram as lojas e as vendas superaram as metas, com 12 mil 296 unidades adquiridas em apenas 50 minutos – o objetivo era 10 mil.
Roger Corassa. Fotos: Bruna Nishihata.
Sobre a possibilidade de canibalização das vendas, principalmente nas versões mais caras do Polo e na mais barata do Nivus, Corassa disse que o mercado surpreendeu: desde a chegada do Tera o Nivus vem apresentando bom desempenho nas vendas, superando as expectativas.
Produção e exportação
A Volkswagen está planejando exportar o Tera, mas não imediatamente. A previsão é para mais adiante, possivelmente para atender a um número crescente de mercados internacionais após estabelecer uma base sólida no mercado brasileiro. A companhia exporta para mais de vinte países.
O executivo mencionou que, independentemente da demanda local ou da necessidade de exportação, a Volkswagen não enfrentará problemas de volume de produção do novo SUV em Taubaté, SP. Existe uma grande ambição de que o Tera se torne um modelo de destaque, tanto no Brasil quanto no Exterior, “o que reflete a confiança da Volkswagen na sua capacidade de produção diversificada e na escalabilidade do novo modelo”.