Diferencial na compra de veículos tem nome: cibersegurança.

Estudo produzido pela KMPG e divulgado na segunda-feira, 5, mostrou que  cibersegurança decidirá compras e que as empresas que compõem o setor automotivo devem buscar consolidação como forma de se manter à frente dos negócios em um contexto no qual as empresas de tecnologia avançam sobre outros setores. Dieter Becker, diretor global da área automotiva da empresa, afirmou que o setor de tecnologia, mais capitalizado, pode exercer influência econômica sobre a indústria de veículos e liderar um movimento de inovação que está para acontecer:

 

“A solidez financeira das maiores empresas de tecnologia ofusca a dos maiores fabricantes automóveis atualmente. Juntos, os cinquenta maiores fabricantes de automóveis representam apenas 20% da capitalização de mercado das quinze maiores empresas tecnológicas. Em 2010 representavam 40%”.

 

Estas são as duas das principais conclusões do décimo-nono estudo global Automotive Executive Survey, trabalho que abrangeu a oitiva de novecentos executivos e de 2 mil consumidores de todo o mundo. Segundo Ricardo Bacellar, consultor para o setor automotivo da KPMG, o setor tem uma vantagem por estar passando por transformações atualmente: “Tem a vantagem de acontecer agora, depois que outras indústrias, que passaram por suas revoluções mais cedo, erraram e acertaram. Para evoluir, precisa beber da história das outras”.

 

Outra das ideias evidenciadas na pesquisa é a de que, em 2030, a cota de veículos produzidos na Europa será inferior a 5%. Perto de 74% dos executivos entrevistados concordam com esta projeção, mostrando uma intensificação do processo de descentralização da produção global, ficando restrita a mercados em desenvolvimento, como China, Índia e América Latina. Sobre isso disse Bacellar que “o Brasil já não está mais isolado tecnologicamente do resto do mundo, pois as fábricas daqui produzem veículos globais”.

 

O estudo revela, ainda, que mais de 80% dos executivos estão convencidos de que a utilização do carro e os dados do condutor serão o principal elemento para construção de modelo de negócios para a indústria do automóvel. E decidirá a compra: perto de 85% dos executivos e de 75% dos clientes ouvidos pela pesquisa acreditam que no futuro a cibersegurança será um requisito prévio para a compra de um automóvel.

 

Foto: Divulgação.

Eletromobilidade Porsche recebe 6 bilhões de euros

A Porsche pretende investir, até 2022, mais de € 6 bilhões em eletromobilidade, com foco em veículos híbridos e elétricos. O anúncio foi feito pela empresa na segunda-feira, 5, por meio de comunicado. A decisão foi tomada pelo conselho fiscal da Porsche.

 

De acordo com Oliver Blume, presidente da diretoria executiva, a Porsche dobrará suas despesas no que diz respeito à eletromobilidade — de pouco menos de € 3 bilhões para pouco mais de € 6 bilhões:

 

“Em paralelo ao desenvolvimento de nossos modelos com motores de combustão estamos estabelecendo um curso importante para o futuro com esta decisão”.

 

Segundo a empresa cerca de € 3 bilhões serão investimentos em desenvolvimento de veículos, € 500 milhões serão utilizados para o desenvolvimento de variantes e derivados Mission E e cerca de € 1 bilhão para eletrificação e hibridização da gama de produtos existentes.

 

A empresa investirá ainda cerca de € 700 milhões em novas tecnologias, infraestrutura e mobilidade inteligente. A Porsche investirá também em adaptação e expansão das fábricas.

 

Foto: Divulgação.

 

Ghosn mantém a liderança da Aliança R-N-M

O presidente da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, continuará a liderar o grupo para um novo mandato com o objetivo de consolidar os laços da rede de negócios. Caberá a ele, ainda, nomear um número 2 que será o responsável pela direção operacional da Renault, informou o matutino francês Le Figaro.

 

O conselho de administração da Renault, o eixo principal da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, se reunirá no dia 15 e os representantes dos acionistas, incluindo o Estado francês, darão aval para a continuidade de Ghosn à frente da aliança.

 

O objetivo da continuidade é fortalecer a aliança, especialmente devido às tensões que surgiram envolvendo acionistas japoneses e franceses, principalmente por causa da oposição dos primeiros à participação pública no conglomerado. Além de ter que solucionar este conflito o presidente escolherá um número 2 para a Renault — algo que ele já fez com a Nissan, com Hiroto Saikawa.

 

O escolhido será responsável pela direção operacional da empresa francesa e virá do grupo — o que exclui um dos nomes que emergiram nos últimos dias, do ex-diretor do Airbus Fabrice Brégier. Mas Thierry Bolloré, diretor de competitividade desde setembro de 2013, é cotado pela imprensa internacional para assumir a função.

 

 

Foto: Divulgação.

Mercedes-Benz projeta mercado de caminhões 30% maior

A Mercedes-Benz acredita que o ano será bom para caminhões e ônibus e divulgou suas projeções na segunda-feira, 5, com expansão nas vendas de 30% e 15%, respectivamente, para o mercado, e com o crescimento da empresa seguindo o mesmo ritmo. Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços, afirmou que o mercado de caminhões pode chegar a 70 mil unidades vendidas — na dependência dos financiamentos:

 

“O lado bom é que, com as taxas de juros atuais, o segmento não depende apenas do Finame, pois o CDC está com custo bem próximo e ainda há o leasing operacional e os consórcios”.

 

No ano passado a retomada do setor de caminhões foi puxada pelos extrapesados, ele recordou, e este ano deve continuar: “Pelos negócios que estamos fazendo e pelos que estão planejados ao longo do ano nosso carro chefe será extrapesado, pois nesse segmento estão os empresários mais maduros com relação à necessidade de investimentos em frota para não rodar com caminhões mais velhos”.

 

O executivo espera que os extrapesados representem até 43% das vendas em 2018, mas esse segmento é separado em on road e off road e a previsão para o segundo é de queda, pois as compras do setor agrícola serão menores e o setor de construção não deve retomar o crescimento este ano. Com isso a empresa pretende aumentar suas vendas no segmento on road, para compensar as perdas do off road e continuar com o mesmo market share, de 50% a 60%.

 

O segmento de leves representará até 23% das vendas e o de semi pesados chegará a 30%. Leoncini destacou que o segmento médio é pequeno e não deve ter grande espaço nas vendas ao longo do ano. Com expectativa de alta nos negócios ele nomeou alguns setores que devem movimentar as vendas de caminhões, caso do agronegócio, logística, carga industrial, combustíveis e químicos, mineração e madeira.

 

Das principais negociações realizadas em janeiro ele pinçou os 533 extrapesados vendidos para a Raízen, fabricante de álcool combustível, sendo trezentos Actros para transporte de combustível da Shell e 233 Axor para operações off road.

 

Comerciais leves – Para os comerciais leves com PBT de 3,5 toneladas a 5 toneladas a empresa espera aumentar as vendas em 15%, sendo que no ano passado vendeu 6 mil 327 unidades e obteve 36,7% de participação de mercado. Para atingir o aumento esperado nas vendas a Mercedes-Benz espera que alguns segmentos movimentem o mercado, caso das licitações, escolar, lotação, fretamento, turismo, ambulância, e-commerce, logística e varejo.  

 

Ônibus em alta – A Mercedes-Benz projeta expansão de 15% do segmento de ônibus, com suas vendas seguindo pelo mesmo caminho e, para que isso aconteça, a empresa aposta nas licitações do transporte escolar e nas renovações de frota nos segmentos urbano e rodoviário para puxar o crescimento.

 

A empresa destacou os grandes negócios fechados no começo do ano, como a negociação de 1,6 mil micro-ônibus para o governo federal, após vencer licitação do programa Caminho da Escola do FNDE — os veículos serão distribuídos a municípios em todo o Brasil.

 

Foto: Divulgação.

UE compra mais veículos de combustível alternativo

As vendas de veículos que usam combustível alternativo aumentaram 39,7% no ano passado na União Europeia em comparação com o ano anterior, com 852 mil 933 unidades, segundo dados divulgados pela Acea, Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, na quinta-feira, 1. O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo segmento elétrico híbrido, que aumentou 54,8% no período, seguido por veículos elétricos, com alta de 39%, e outros combustíveis alternativos, com elevação de 16,4%.

 

De acordo com a entidade “os veículos com motor alternativo representaram 5,7% do mercado da União Europeia no ano passado, com veículos elétricos sendo responsáveis âEUR<âEUR

 

Quarto trimestre – Os dados da entidade mostram que no quarto trimestre de 2017 a demanda por veículos que utilizam combustíveis alternativos na União Européia continuou a crescer, com resultados 35,1% maiores do que no mesmo período de 2016.

 

Os 227 mil 378 carros alternativos registrados durante o último trimestre de 2017 representaram 6,7% das vendas totais de automóveis de passageiros, e os veículos elétricos constituíram 1,9% de carros vendidos em toda a União Europeia no período.

 

Foto: Divulgação.

Scania e Haylion são aliados por elétricos autônomos

A Scania anunciou na sexta-feira, 2, parceria com a Haylion Technologies, empresa chinesa dedicada ao transporte público, para o desenvolvimento de projetos de veículos autônomos movidos a energia elétrica. O objetivo das empresas é acelerar comercialmente as aplicações de inovações na condução sem motoristas e do transporte sustentável, disse o diretor executivo do escritório estratégico da Scania China, Mats Harborn:

 

“Para a Scania esta parceria oferece oportunidades únicas para contribuir e aprender com o rápido desenvolvimento destas inovações na China. Estamos ansiosos para combinar nosso conhecimento e perspectiva global com a experiência e os objetivos da Haylion”.

 

A fabricante sueca e a desenvolvedora asiática se unirão no campo dos veículos movidos a combustíveis alternativos, principalmente no segmento de eletrificados, na condução autônoma e no transporte de ônibus urbano.

 

Jimmy Hu Jianping, fundador e presidente da Haylion lembrou que alcançar a excelência em habilidades por meio da colaboração sempre foi o princípio da empresa:

 

“Reconhecemos a posição de liderança da Scania na indústria mundial de veículos comerciais. Eu acredito que nossa cooperação promoverá e acelerará o desenvolvimento de veículos inteligentes e a internet do veículo na China”.

 

Foto: Divulgação.

Eletromobilidade Porsche recebe 6 bilhões de euros

A Porsche pretende investir, até 2022, mais de € 6 bilhões em eletromobilidade, com foco em veículos híbridos e elétricos. O anúncio foi feito pela empresa na segunda-feira, 5, por meio de comunicado. A decisão foi tomada pelo conselho fiscal da Porsche.

 

De acordo com Oliver Blume, presidente da diretoria executiva, a Porsche dobrará suas despesas no que diz respeito à eletromobilidade — de pouco menos de € 3 bilhões para pouco mais de € 6 bilhões:

 

“Em paralelo ao desenvolvimento de nossos modelos com motores de combustão estamos estabelecendo um curso importante para o futuro com esta decisão”.

 

Segundo a empresa cerca de € 3 bilhões serão investimentos em desenvolvimento de veículos, € 500 milhões serão utilizados para o desenvolvimento de variantes e derivados Mission E e cerca de € 1 bilhão para eletrificação e hibridização da gama de produtos existentes.

 

A empresa investirá ainda cerca de € 700 milhões em novas tecnologias, infraestrutura e mobilidade inteligente. A Porsche investirá também em adaptação e expansão das fábricas.

 

Foto: Divulgação.

 

Trèves agora é Tesca

O Grupo Trèves TSC, fornecedor de produtos têxteis e de componentes de assentos, de origem francesa, decidiu adotar o nome Tesca. A informação foi divulgada pela empresa na segunda-feira, 5, por meio de comunicado. Com a mudançpa do nome o grupo apresentou também seu novo plano de design e para a fabricação de interiores automotivos.

 

De acordo com o seu CEO, Carl de Freitas, “junto com o nome da Tesca estamos anunciando nossos valores e objetivos, que são criatividade, inovação e presença mundial dedicada à indústria automotiva. Como uma empresa privada de médio porte junto de grandes fornecedores de sistemas automotivos, nos concentramos no fornecimento de um nível superior de serviço e, com nossos 2,8 mil funcionários, geramos mais de € 200 milhões em vendas. Planejamos duplicar esse valor até 2025”.

 

A Tesca anunciou ainda a abertura de seu novo centro de pesquisas de pesquisa e desenvolvimento na França e novas instalações nos Estados Unidos.

Disal Consórcio cresce 7% em 2017

A Disal Consórcio encerrou 2017 com crescimento de 7% no número de cotas comercializadas. De janeiro a dezembro a empresa vendeu 85 mil 644 cotas e trouxe um crescimento de 10% no valor do tíqute médio em relação a 2016.

 

Para a diretora de vendas e marketing, Luciana Precaro, o resultado positivo é fruto do espírito inovador da empresa: “A abertura da nossa operação para todas as marcas e os investimentos realizados para oferecer aos nossos parceiros melhores oportunidades de negócio refletem o DNA da Disal”.

 

Em 2017 a Disal gerou 29 mil 827 contemplações. No ano passado, mais da metade dos 3,2 milhões de veículos comercializados no País foram compradas por meio de financiamentos e, destes, 14,3% via consórcio, conforme dados da Cetip.

Vendas de veículos na Argentina sobem 24,9% em janeiro

As vendas de veículos na Argentina, em janeiro, superam em 24,9% as feitas no mesmo mês de 2017, com um volume de 118 mil 924 unidades entre automóveis e comerciais. De acordo com balanço divulgado pela Acara, a associação das distribuidoras do país, na sexta-feira, 2, foram 89 mil 486 automóveis, com uma média de venda diária de 5 mil 405 em vinte e dois dias úteis.

 

O modelo de automóvel mais vendido no mercado argentino em janeiro foi o Chevrolet Onix, com 5 mil 77 unidades, 80% mais que o volume vendido em janeiro do ano passado. O segundo mais vendido foi o Toyota Etios, com 4 mil 862 unidades, 43% mais vendas que no mesmo período ano passado. O terceiro mais vendido foi o Ford Ka, 4 mil 752 unidades, 90,5% mais que em janeiro de 2017. Fecham o grupo dos cinco mais vendidos Volkswagem Gol e Renault Sandero.

 

Por empresa, a que mais vendeu veículos em janeiro, na Argentina, foi a Renault, com 17 mil 570 veículos, um volume que representa crescimento de 52% ante os emplacamentos que a empresa realizou em janeiro do ano passado. Foram emplacados 17 mil 181 veículos VW e 16 mil 2 veículos Chevrolet. Ford e Toyota vem na sequência.

 

Somando as vendas de caminhões e ônibus, a Mercedes-Benz foi a empresa que mais vendeu em janeiro, com 1 mil 120 unidades, 8,3% mais que em janeiro de 2017. A segunda colocada, Iveco, vendeu 503 unidades, volume 47,9% maior que o vendido ano passado. A Ford vendeu 456 veículos, 51,5% mais que em 2017. Volkswagen, 391 unidades e Scania, 243, fecham a lista.

 

Foto: Divulgação.