Daimler: vendas crescem 9% com destaque para o Brasil.

O Grupo Daimler, que controla a Mercedes-Benz, registrou faturamento de € 164,3 bilhões no ano passado, 7% mais que em 2016, informou a empresa em balanço divulgado na quinta-feira, 1º. Foram vendidos no período 3,3 milhões de veículos, volume que representa crescimento de 9% ante as vendas feitas no ano anterior. O documento aponta também que a operação global da empresa foi lucrativa ano passado: o lucro líquido aumentou 24% para € 10,9 bilhões.

 

Para Bodo Uebber, membro do conselho de administração, os resultados foram um recorde para companhia: “Continuamos nossa tendência de crescimento rentável e, mais uma vez, obtivemos resultados recorde de vendas unitárias, receitas e lucro”. O presidente do conselho, Dieter Zetsche, disse que as ambições da companhia, com base nos resultados apresentados, seguem inalteradas para 2018: “A Daimler pertence ao topo do mercado”.

 

Caminhões – A divisão de caminhões do grupo aumentou suas vendas unitárias de veículos de 415,1 mil, em 2016, para 470,7 mil em 2017. A receita ano passado foi de € 35,7 bilhões, também maior que a receita de 2016: € 33,2 bilhões. O crescimento do lucro se deu, segundo a empresa, pelo resultado das vendas na região do Nafta, que engloba Canadá, Estados Unidos e México.

 

Ônibus – Já a divisão de ônibus, vendeu 28,7 mil unidades em todo o mundo, ano passado, valor que supera o registrado em 2016: 26,2 mil. O aumento significativo ocorreu principalmente pela recuperação gradual da economia no Brasil, apontou a Daimler. A receita cresceu 4% para € 4,4 bilhões. A empresa disse que as melhorias de eficiência e maiores vendas de unidades na América Latina quase compensaram o aumento de custos relacionados à inflação na região e os efeitos negativos da taxa de câmbio.

 

Automóveis – A divisão de automóveis, formada pelas marcas Mercedes-Benz, Mercedes-AMG, Mercedes-Maybach e a nova marca EQ para mobilidade elétrica, aumentou em 8% suas vendas ano passado, atingindo nível recorde de 2 milhões 373 mil 500 veículos. A receita da área aumentou 6% para € 94,7 bilhões.

 

2018 – Para este ano, a companhia projeta que suas vendas serão significativamente maiores do que no ano passado, principalmente devido à recuperação perceptível dos principais mercados. Na região do Nafta, a divisão antecipa as vendas unitárias significativamente superiores ao nível do ano anterior como resultado da recuperação do mercado.

 

Na Europa, as vendas deverão se manter no mesmo nível de 2017. No Brasil, presume-se que as vendas unitárias em 2018 superarão significativamente o baixo nível de 2017. Além disso, com a expansão da gama de veículos Fuso produzida na Índia, há a oportunidade de gerar vendas adicionais na Ásia, África e América Latina.

 

Foto: Divulgação.

Nissan promove mobilidade elétrica na Espanha

Nissan e as autoridades locais de Tenerife, ilha do arquipélago das Canárias pertencente à Espanha, assinaram um acordo de cooperação para promover 100% de mobilidade elétrica nas Ilhas Canárias. As informações foram divulgadas na sexta-feira, 2, pelas agências internacionais.

 

O objetivo é construir uma rede de infraestrutura de cobrança, divulgar as vantagens dos veículos elétricos como forma de proteger a qualidade do ar e o meio ambiente, aproveitando o alto número de turistas que visitam a ilha e avaliar as vantagens do novo Nissan Leaf, que com sua carga bidirecional pode acumular energia e, em seguida, fornecê-la para outros usos. 

 

O acordo foi assinado na sede do ITER, Instituto de Energia Tecnológica e Renovável, órgão ligado ao conselho da Ilha, que será o parceiro tecnológico do acordo.

 

De acordo com o diretor geral da Nissan Iberia, Marco Toro, o acordo durará um ano e coincide com a apresentação da nova geração do Nissan Leaf na Europa: 

 

“Este acordo visa testar na prática o desenvolvimento da mobilidade sustentável, pois tem o compromisso do conselho de criar uma rede de 14 pontos de cobrança na ilha”.

 

Foto: Divulgação.

GM investe R$ 1,9 bilhão e quadruplica fábrica de Joinville

A fábrica da General Motors em Joinville, SC, quadriplicou de tamanho com investimento de R$ 1,9 bilhão e a apresentação das novas instalações ocorreu na sexta-feira, 2, com a presença de algumas autoridades, como o ministro do MDIC, Marcos Jorge de Lima.

 

Um novo prédio de 46,8 mil m² abrigará seis novas linhas, duas de usinagem de bloco, duas de cabeçotes, uma linha de sub montagem de cabeçotes e uma linha de montagem de motores. Com as obras encerradas, a área construída passou de 15 mil m² para 61,8 mil m². A capacidade anual aumentará de 120 mil para 420 mil motores, que se somarão aos blocos e cabeçotes produzidos. A GM acredita que 400 novos empregos diretos e indiretos serão gerados.

 

Tecnologias de manufatura inteligente, 4.0, serão usadas após a ampliação da fábrica, com estações robotizadas, sistema autônomo de movimentação de materiais, sistema de monitoramento de processo por meio de câmeras, testes elétricos dos motores, gerenciamento de estoque e programação através do software conectado com a cadeia de suprimentos. Com a chegada das novas tecnologias, a produção será monitorada em tempo real por sistemas de gerenciamento dos processos acessíveis através de tablets e smartphones.

 

O investimento de R$ 1,9 bilhão para a chegada de novas tecnologias e expansão da fábrica faz parte do maior plano de investimento da empresa no Brasil, com total de R$ 13 bilhões, que estão sendo aplicados no País de 2014 a 2020.

 

Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, falou sobre o momento do mercado brasileiro: “A GM entende que o mercado brasileiro iniciou um novo ciclo de crescimento. Queremos continuar expandindo a presença de nossa marca Chevrolet, que é líder de mercado no País há dois anos consecutivos. Com os novos investimentos estamos desenvolvendo novas tecnologias inovadoras e vamos ampliar a linha de produtos Chevrolet”.

 

Foto: Divulgação.

Groupe PSA cresce 13% na venda de utilitários leves

O primeiro ano da implementação da sua ofensiva no segmento de VUL, veículos utilitários leves, o Groupe PSA na América Latina bateu recorde de vendas em 2017, chegando a 44 mil unidades, crescimento de 13% em relação a 2016, conforme informações divulgadas na sexta-feira, 2, pela empresa em comunicado.

 

De acordo com a fabricante, os lançamentos de 2017 contribuíram para a obtenção dos resultados na América Latina: “O Citroën Jumpy e a Peugeot Expert montados no Uruguai e lançados no Brasil e na Argentina no segundo semestre, são um dos grandes destaques do grupo no ano. O grupo também contou com o lançamento na Argentina dos novos Jumper e Boxer fabricados na Europa e com a performance comercial da Peugeot Partner no Brasil, que teve seus volumes triplicados em relação ao ano de 2016”.

 

Para Frédéric Chapuis, vice-presidente de VUL do Groupe PSA na América Latina, essa ofensiva também se reflete no trabalho intenso das marcas Peugeot e Citroën e suas redes de concessionárias para alinhar suas políticas comerciais com as necessidades dos clientes do segmento: “Ter excelentes produtos não é suficiente, temos que ter, igualmente, marcas fortes e que compreendam as necessidades dos nossos clientes, aliadas a redes de concessionários altamente capacitadas e focadas”. 

 

As perspectivas de vendas de VUL tornaram-se ainda mais otimistas para o grupo na região em 2018:  “Buscaremos um crescimento de mais de 20% em relação a 2017. Para isso, teremos diversos lançamentos importantes de produtos, até disponibilizarmos para nossos clientes uma gama completa de utilitários pequenos, médios e grandes, em todos nossos mercados da região”.

 

O resultado na região coincidiu com o recorde histórico de vendas mundiais de VUL do grupo, com 476 mil e 500 unidades em 2017, um crescimento de 15% em comparação com o ano anterior, que chega a 658 mil unidades.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen entrega dez ônibus à Itanhaém

A Volkswagen vendeu dez novos Volkbus 17.230 OD para Itanhaém, cidade do litoral paulista, para reforçar o transporte aos moradores e turistas da região. As informações foram divulgadas na sexta-feira, 2, pela fabricante. Cada veículo percorre, em média, de seis a 10 mil quilômetros por mês.

 

Jorge Carrer, gerente executivo de vendas de ônibus da MAN Latin America, reforça a versatilidade dos Volksbus: “No ano em que completa 25 anos, a família Volksbus está em todas as partes do Brasil, marcando presença na vida dos passageiros tanto nos estudos e trabalho quanto no lazer”.

 

O Volksbus 17.230 OD é indicado para operações de transporte urbano e fretamento, adapta-se a carrocerias de até 13,2 metros. O modelo ainda traz embreagem de 395 mm de diâmetro e caixa de transmissão ZF 6S 1010 BO de seis velocidades com servo-assistência e troca de marchas acionada por cabos.

 

Foto: Divulgação.

 

Toyota muda seu quadro de executivos para América Latina

De olho no potencial do mercado latino americano, a Toyota realiza mudanças em seu quadro de executivos na América Latina, para que os países tenham mais integração e sinergia entre si e para que seja possível abrir portas de outros mercados. O CEO da empresa para América Latina e Caribe, Steve St. Angelo, falou que “as mudanças aconteceram para que a Toyota continue crescendo na região que é muito importante para a empresa e novas mudanças acontecerão no futuro”.

 

Comemorando 60 anos de Brasil, a Toyota espera que suas vendas aumentem de 5% a 7% este ano, com expansão da produção de 7,4% e exportações acima de 7,3%. Para os próximos anos, a empresa acredita que veículos híbridos serão o futuro da mobilidade na região e já testa veículos híbridos flex.

 

Troca de cadeiras – Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, passa a responder também pela Venezuela. Luiz Carlos Andadre, que já foi vice-presidente da empresa no Brasil, se tornou coordenador de comunicação para América Latina, com a responsabilidade de regionalizar a área de comunicação da Toyota.

 

Miguel Fonseca é vice-presidente da Toyota no Brasil e responde por vendas e pós-vendas, assume também a região da América Latina, assim como Celso Simomura, vice-presidente que responde por compras e engenharia e, agora, também para a América Latina.

 

Foto: Divulgação

Exportações de autopeças cresceram 12,9%

As exportações de autopeças cresceram 12,9% no ano passado na comparação com 2016, de acordo com balanço divulgado pelo Sindipeças na quinta-feira, 1º. Em valor foram US$ 7,4 bilhões contra US$ 6,5 bilhões no ano anterior. Houve alta de 7,8% nas importações: US$ 12,7 bilhões contra US$ 11,8 bilhões em 2016.

O resultado das exportações de 2017 superou os de 2016 nos principais parceiros comerciais, aqueles que representam mais de 70% do total, como informou o comunicado do Sindipeças: “A expansão das vendas atingiu 21,6% na Argentina, 14,8% nos Estados Unidos, 3,2% no México, 6,5% na Holanda, 10,3% na Alemanha e 17,6% no Chile. Mesmo a Turquia, décimo-nono destino das nossas exportações, duplicou as aquisições dos fabricantes brasileiros”.

 

Já do lado das importações “é notória a ascensão de China, México e Coreia do Sul como os principais mercados de origem das aquisições de autopeças. Embora os volumes sejam menores não se pode desconsiderar o crescimento das importações provenientes da Índia, com 26,2%, Paraguai, 60,9%,  e República Tcheca, 29,8%”.

 

Foto: Divulgação. 

Setor automotivo puxou expansão da indústria

Após três anos de quedas consecutivas a produção industrial brasileira, puxada pelo setor automotivo, fechou o ano passado com crescimento acumulado de 2,5% na comparação com 2016. Este é o primeiro resultado anual positivo desde 2013, quando a indústria fechou com expansão de 2,1%, e o maior desde 2010, ano em que a indústria teve o recorde de 10,2% de crescimento.

 

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil, divulgada na quinta-feira, 1º, pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de acordo com notícia divulgada pela Agência Brasil. O IBGE apresentou, também, o resultado mensal de dezembro: o parque fabril fechou com crescimento de 2,8% com relação a novembro, na série livre de influências sazonais.

 

Esta foi a maior alta mensal na série ajustada sazonalmente desde os 3,5% de junho de 2013. A indústria fechou os quatro últimos meses do ano passado com crescimentos mensais consecutivos, período em que acumulou expansão de 4,2%.

 

Categorias e ramos de atividades – Em 2017, houve crescimento em todas as quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e em 56,4% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE em comparação com o ano anterior.

 

Das grandes categorias econômicas o principal destaque do ano foi para bens de consumo duráveis, com expansão de 13,3%, seguido de bens de capital, com alta de 6%. As duas categorias tinham registrado queda em 2016, respectivamente de 14,4% e 10,2%.

 

Segundo o IBGE a expansão de bens de consumo duráveis foi influenciada pela fabricação de automóveis, crescimento de 20,1% no ano, e de eletrodomésticos, 10,5%. Já em bens de capital destacam-se equipamentos de transporte, aumento de 7,9%, de uso misto, 18,8%, e para construção, 40,1%.

 

Em ramos de atividades a maior influência positiva foi exercida pela atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%, seguida pelas indústrias extrativas, 4,6%, de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, 19,6%, e de metalurgia, 4,7%.

 

A avaliação do gerente da pesquisa, André Macedo, é a de que o bom desempenho no setor de veículos automotores foi crucial para o crescimento da produção industrial em 2017: “Praticamente todos os setores tiveram crescimento, mas o setor automobilístico, principalmente a fabricação de veículos pequenos, foi o que mais influenciou. Grande parte disso se deve à melhora no nível de estoques e ao aumento das exportações”.

 

Mas para Macedo ainda é cedo para falar em recuperação. “O ano de 2017 rompe um período de queda na indústria brasileira, mas ainda está longe de uma mudança ideal”.

 

Apesar do crescimento a indústria brasileira teve seu desempenho afetado pela queda de 4,1% na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, de 5,3% na de produtos farmacêuticos, e de 10,1% na de outros equipamentos de transporte.

 

Foto: Fotos Públicas – Ricardo Almeida/ANPr.

Santander administrará Kia Financiamentos

Kia e Santander anunciaram, na quinta-feira, 1º, a formalização de parceria que gerou a criação da Kia Financiamentos, empresa espeializada em oferecer financiamentos para veículos Kia no País que será integralmente administrada pelo banco. De acordo com o comunicado “trata-se de parceria de longo prazo que visa a facilitar e a tornar ágeis as vendas da Kia Motors em mais de cem pontos de atendimento em todo o País”.

 

Segundo José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, “a Kia Financiamentos será fundamental no processo de retomada de nosso crescimento no mercado brasileiro. Depois de seis anos de restrições impostas pelo Inovar-Auto voltaremos a crescer este ano. Ao fortalecer as vendas no varejo, com taxas competitivas para os consumidores finais, as possibilidades de crescimento passam a ser reais”.

 

André Novaes, diretor do Santander Financiamentos, afirmou que “o acordo com a Kia Motors contribuirá para acelerar as vendas de veículos da marca e fortalecerá ainda mais nossa posição no mercado de financiamento de automóveis no País. Utilizaremos toda a nossa experiência e capacidade de inovação para desenvolver as melhores e mais adequadas soluções para os consumidores”.  

 

Em 2017 o Santander ampliou em 3,1 pontos porcentuais sua participação no mercado de financiamento de veículos, que atingiu 23% do total nacional. Sua carteira de crédito de veículos para pessoas físicas registrou expansão de 20% em doze meses, para R$ 36,24 bilhões, no fim do ano passado.

 

Os pontos de atendimento da Kia no Brasil utilizarão o sistema do Santander Financiamentos, que usa digitalização completa da concessão de crédito automotivo. O modelo simplifica e torna rápida a liberação dos recursos ao reduzir de 108 para nove o número de campos a serem preenchidos para dar início ao processo de financiamento.

 

Foto: Divulgação. 

Venda de veículos em janeiro cresceu 22,29%

As vendas de veículos durante o primeiro mês do ano tiveram alta de 22,29% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, 1º, pela Fenabrave e baseados no Renavam. No total foram comercializadas 175 mil 554 unidades contra 143 mil 553 em janeiro do ano passado. Considerando a relação de vendas por dia útil 8 mil 360 unidades/dia nos 21 dias úteis do mês.  

 

Na comparação com dezembro, que registrou a venda de 204 mil 843 unidades, houve queda de 14,30%.

 

O volume vendido em janeiro ficou em sintonia com o esperado pelo mercado, que tinha expectativa de comercializar cerca de 180 mil unidades. 

 

Caminhões – Em janeiro, conforme os dados da Fenabrave, foram vendidos 4 mil 594 caminhões, alta de 56,26% com relação ao mesmo mês do ano passado, que vendeu 2 mil 940 unidades.

 

Ônibus – Houve aumento significativo também na quantidade de ônibus vendidos no primeiro mês do ano: foram 1 mil 115 unidades, alta de 57,71% na comparação com as 707 unidades vendidas no primeiro mês do ano passado.

 

Foto: Divulgação.