Volare cresce quase 20% em 2017

A Volare viu crescer 19,9% suas vendas em 2017, com 1 mil 215 veículos comercializados contra 1 mil 13 unidades registradas no ano anterior, informou a empresa por meio de comunicado na quarta-feira, 31: “A Volare ampliou a sua liderança no mercado brasileiro de micro-ônibus e atingiu participação de 52,7%”.

 

De acordo com João Paulo Ledur, diretor da Volare, o desempenho alcançado foi acima das expectativas e do crescimento médio de 14% registrado pelo mercado brasileiro, com 2 mil 304 unidades, em 2017, contra 2 mil 21 unidades no ano anterior: “O aumento da demanda foi consequência da maior aplicação dos veículos nos segmentos de fretamento e turismo, que têm optado por modelos com dimensões ideais para o deslocamento de pequenos grupos mantendo as suas características de conforto e praticidade”.

 

O crescimento dos negócios não inclui a participação da fabricante no programa do governo federal Caminho da Escola, para fornecimento de miniônibus para o transporte escolar:

 

“Fomos responsáveis por 253 unidades neste segmento de um total do mercado brasileiro de 681, o que representa participação de 37,2%. Acredito que em 2018 haverá um significativo crescimento nesse setor”.

 

O programa de exportações contribuiu para os resultados da Volare, com destaque para o Chile, responsável por mais de 65% das vendas. Foram comercializadas 370 unidades no mercado externo contra 430 no mesmo período de 2016, com retração de 14%, mas acima da média histórica em torno de 350 unidades.

 

“Também nas exportações o volume de vendas foi muito bom e alcançamos o nosso terceiro melhor ano em toda a história da Volare, além de abrir novos mercados, como Jordânia, Costa do Marfim e Burkina Faso na África, e no Sodoeste da Ásia. Exportamos menos do que no ano passado, mas crescemos 55% com relação a 2015 e 108% diante de 2014”.

 

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Cooper Standard quer voltar à estabilidade e ao crescimento

A Cooper Standard divulgou na quinta-feira, 1º, seu balanço referente às atividades do ano passado, e registrou crescimento de 15% na produção, atribuído a dois fatores: recuperação do mercado interno e melhorias eficazes nos processos produtivos. A empresa é especializada em sistemas de vedação, anti vibração, componentes para transferência de freio e combustível.

 

Mesmo com essa alta, porém, a empresa registrou prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões por causa do período de crise enfrentado de 2013 a 2017. À época a empresa quase fechou sua unidade no Brasil e não recebia mais pedidos das empresas fabricantes em função de problemas relacionados a logística e qualidade. A empresa fornece apenas para o mercado original, sem participar do de reposição.

 

Mas a Cooper Standard quer encerrar esta fase complicada, afirmou Jürgen Kneissler, seu diretor geral: “Este ano o nosso maior objetivo é ter lucro e ao menos buscar a estabilidade financeira”.

 

Para isso  a empresa foi reestruturada internamente e já começa a investir novamente no País, com aporte de R$ 12 milhões para a construção da sua fábrica em Divina Pastora, SE.

 

“Decidimos por Sergipe por causa dos incentivos que o Estado pôde nos oferecer, até ajudando na construção da fábrica na expectativa da geração de empregos que certamente ocorrerá na região.”

 

Espera-se que a unidade comece a operar este ano, com duzentas vagas de emprego — no ano que vem poderão ser até quatrocentos.

 

A empresa fechou contrato para ser fornecedora em dezenove novos projetos de veículos, que serão determinantes para o crescimento nos próximos anos: “Sou conservador para as projeções deste ano e espero um faturamento um pouco maior do que o do ano passado, crescendo 10% e chegando a R$ 350 milhões. Mas isso só acontecerá se a política não atrapalhar”.

 

Mas para 2019 o diretor está otimista: “No ano que vem todos nossos projetos novos estarão em andamento e espero que nosso faturamento aumente em 50% na comparação com 2017”.

 

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Iveco vende catorze ônibus no Peru

A Iveco Bus, em parceria com a Motored, empresa ligada à Ferreycorp, realizou a entrega de catorze ônibus modelo 170S28 Euro 5 para duas empresas localizadas em Lima, Peru. A Nueva America é companhia dedicada há trinta anos ao transporte urbano e a El Rapido há 26 anos atende roteiros na Capital.

 

A entrega foi realizada em Carabayllo, na Região Metropolitana de Lima, e contou com a presença de executivos e representantes das empresas. Os ônibus possuem motor FPT Industrial modelo NEF ID, de 280 cv e 950Nm de torque, cumprindo o padrão de emissões Euro 5. Os veículos têm câmbio manual de seis velocidades. O chassi das unidades permite o uso de carroceria de ônibus urbano de 12 metros. 

 

Ricardo Franca, gerente comercial da Iveco Bus para a América Latina, observou que, “dada a crescente demanda de transporte em cidades importantes da região, como Lima, a Iveco Bus aposta no desenvolvimento de produtos como o modelo 170S28, que reflete nosso compromisso de oferecer ao condutor a segurança de ter um veículo moderno, confiável e com durabilidade comprovada para atuar neste segmento”.

 

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Balanço da Abimaq mostra queda de 2,9% na receita

A Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, divulgou na quarta-feira, 31, seu balanço referente a 2017, que registrou que a receita líquida do setor chegou a US$ 67,1 bilhões, redução de 2,9% na comparação com o ano anterior. As vendas internas movimentaram R$ 37,2 bilhões, 19% a menos do que em 2016.

 

O consumo aparente, índice que soma as vendas internas das fabricantes com as importações, chegou a R$ 84,8 bilhões no ano passado, recuo de 13,9% com relação a 2016.

 

As exportações somaram US$ 9 bilhões no ano passado, incremento de 16,6% com relação ao ano anterior, e as importações foram de US$ 12,7 bilhões, 17,2% a menos do que em 2016, gerando déficit de 51,7%. O número de empregos gerados pelo setor fechou o ano com 291 mil vagas ocupadas, queda de 4,5% na mesma base de comparação.

 

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MAN Latin America atinge 900 mil veículos produzidos

A MAN Latin America, responsável pelas marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN, ultrapassou a marca de 900 mil veículos produzidos em sua história, desde a criação da empresa em 1981. A divulgação foi feita na quarta-feira, 31. A planta de Resende, RJ, responde por grande parte desse volume, sendo que, do total, mais de 750 mil caminhões e ônibus foram montados em regime de consórcio modular, sistema único de produção, como o descreveu o presidente e CEO da MAN Latin America, Roberto Cortes:

 

“Hoje, a cada 4 minutos, sai um novo veículo de nossa linha de montagem. No início de nossa operação montávamos apenas um veículo por dia. Essa evolução se deve aos constantes investimentos em modernização. Estamos agora em nosso quinto ciclo consecutivo e o de maior valor: aplicaremos R$ 1,5 bilhão de recursos para acelerar e otimizar ainda mais nosso negócio”.

 

Ao longo dos quase 37 anos desde o primeiro caminhão Volkswagen o maior volume produzido foi de modelos da linha Worker, com cerca de 430 mil unidades. Com pouco mais de uma década no mercado os Constellation ocupam o segundo lugar, com aproximadamente 210 mil veículos. A linha Volksbus, que está prestes a completar 25 anos, teve 140 mil chassis fabricados.

 

Na quarta posição com mais de 105 mil veículos, aparecem os modelos da linha Delivery. E os modelos extrapesados MAN TGX, com cinco anos de mercado, já superaram a marca de 5 mil unidades produzidas.

 

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Ford apresenta Ka FreeStyle

A Ford apresentou na quarta-feira, 31, em São Paulo e na Índia, o Ford Ka FreeStyle, seu novo utilitário compacto global. De acordo com Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos governamentais, comunicação e estratégia da Ford América do Sul, o modelo foi criado por engenheiros brasileiros e será comercializado em 120 países, sendo que Brasil e Índia serão os primeiros mercados a receberem o novo veículo: “É mais um modelo criado aqui, no Brasil, e que se globalizou”.

 

Por aqui o lançamento está previsto para o início do segundo semestre. A previsão é a de que seja comercializado primeiro no país asiático, onde a apresentação ocorreu um pouco antes do que a brasileira e o carro é o Ford FreeStyle.

 

A empresa não revelou valores nem investimentos, mas afirma que foram feitos aportes na planta de Camaçari, BA, para atender às necessidades do produto, como contou Natan Vieira, vice-presidente de marketing, vendas e serviços da Ford América do Sul: “Foram feitos ajustes como o novo equipamento de corte a laser, que traz melhoria de qualidade e mais plasticidade ao produto”.

 

Apenas a parte externa do veículo foi apresentada na quarta-feira e a companhia não explicitou seus pormenores. A suspensão é um pouco mais alta do que a do Ka, na dianteira o destaque fica para a grade frontal com acabamento metálico e faróis com máscara negra. O modelo conta ainda com rodas de liga leve de 15 polegadas e retrovisores com acabamento na cor Magnetic.

 

“O modelo oferecerá o que a marca tem de mais avançado em conectividade, o sistema SYNC 3″, disse Golfarb, “com comandos de voz e acesso a Apple CarPlay e Android Auto.”

 

De acordo com Vieira “o Ka FreeStyle compartilha a mesma plataforma do Ka mas tem uma proposta de estilo e de uso diferenciada, combinando as qualidades em estrada de um hatch premium com a robustez e o espírito aventureiro dos fora de estrada”.  

 

A Ford considera que o Ka FreeStyle “tem uma arquitetura aprimorada que o coloca dentro de um novo nicho no mercado, o dos utilitários compactos, ou CUVs, com maior versatilidade para atender às novas aspirações dos consumidores da categoria”.

 

Apesar dessa classificação a intenção é disputar mercado no segmento que mais ganha destaque junto aos consumidores brasileiros: o de SUVs.

 

O segmento SUV tinha 8% de participação de mercado em 2012 e cresceu para 19% em 2017. No mesmo período o segmento de compactos caiu de 61% de participação para 56%. E os outros segmentos caíram de 31% para 25% de participação.

 

Rogelio Golfarb acredita que, “assim como ocorreu com o EcoSport, o Ka FreeStyle também competirá em todos os segmentos. Teremos desempenho muito bom para um veículo que não é de entrada”.

 

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Demanda global fez crescer produção Toyota em 2017

A Toyota divulgou na terça-feira, 30, os resultados de sua operação global do ano ´passado, mostrando o primeiro crescimento em cinco anos na produção e na exportação. No Japão sairam das linhas 4 milhões 265 mil 4 unidades, automóveis, caminhões e ônibus, um crescimento de 5,7% frente a 2016. Fora do Japão suas fábricas produziram volume maior: 6 milhões 201 mil 447 veículos, alta de 0,4%. Tudo somado a empresa verificou crescimento de 2,5%. Os números envolvem modelos Toyota, Daihatsu e Hino.

 

O crescimento na produção, segundo o documento apresentado pela companhia, se deve ao aumento da demanda interna e nos mercados onde a empresa atua: “Os pedidos fizeram a empresa aumentar o ritmo nas linhas. Nos mercados afora o Japão o balanço mostra que pelo sexto ano consecutivo houve aumento da produção na América Latina, Europa, Ásia e África”.

 

No Brasil, onde a empresa mantém três unidades fabris no Estado de São Paulo, a ocupação das linhas é quase total com a produção dos modelos Corolla e Etios e tende a aumentar com a chegada do novo modelo, o Yaris.

 

O Corolla foi o carro mais vendido no mundo em 2017, chegando a 1 milhão 224 mil 990 unidades. O mercado da América do Norte puxou os números de suas vendas, assim como a América do Sul, onde tem importante fatia de mercado no Brasil e é produzido em Indaiatuba, SP, e em outros países da região, como na Colômbia.

 

Sem considerar os grandes grupos automotivos a Toyota encerrou o ano passado como a marca que mais vendeu carros no mundo todo. Foram 8 milhões 713 mil 629 unidades, alta de 2,4% ante 2016. A empresa superou em vendas a Volkswagen, com 6 milhões 832 mil 840 unidades, e a Ford, que vendeu 6 milhões 165 mil 704 unidades. Considerando os grupos a Aliança Renault-Nissan foi a que mais vendeu no ano passado: 10,6 milhões de veículos.

 

Exportações – O desempenho da empresa nas exportações apresentou o primeiro sinal positivo em cinco anos, com incremento de volumes para América Latina, América do Norte, Ásia, África e Oceania. Foram embarcadas a partir das linhas japonesas 1 milhão 896 mil 329 unidades, sendo 79 mil 395 Hino, 2 unidades Daihatsu e as demais Toyota. O crescimento nas exportações do ano passado foi de 5,3% ante o resultado de 2016.

 

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Ricardo Bittencourt é o novo gerente de logística da JCB

A JCB do Brasil, que atua nos segmentos de construção e de agronegócio, anunciou na quarta-feira, 31, Ricardo Bittencourt como seu novo gerente de logística e supply chain. De acordo com seu comunicado a escolha faz parte da estratégia de investimentos em tecnologias e soluções para melhorar o atendimento dos clientes:

 

“O executivo será responsável pelo gerenciamento de todo o sistema de abastecimento da unidade brasileira da empresa, que também é responsável pelo atendimento na América Latina, exceto o México”.

 

Ricardo Bittencourt é formado em engenharia de produção mecânica pela FEI, Faculdade de Engenharia Industrial, e mestre em administração pela FGV-EAESP, Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Mercedes-Benz investirá 11 bilhões de euro em elétricos

A Mercedes-Benz deverá investir cerca de € 11 bilhões em mobilidade elétrica nos próximos anos, sem definir um período exato, conforme informações do site Flash de Motor. A empresa declarou que 90% do valor serão destinados à expansão da sua frota de veículos elétricos e 10% serão para a produção de baterias que serão usados em sua frota.

 

A intenção é que até 2022 cada seu modelo tenha pelo menos uma versão elétrica e, no futuro, oferecer mais de cinquenta modelos eletrificados. A Mercedes-Benz também pretende construir centros de produção de veículos e baterias elétricas.

 

Os futuros veículos elétricos serão produzidos em seis fábricas em três continentes e participarão de todos os segmentos de mercado.

 

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IBGE mede 13,2 milhões de desempregados em 2017.

No ano passado o total de desempregados chegou a 13,2 milhões na média anual, alta de 12,5% na comparação com a média do ano anterior, 11,7 milhões, segundo os dados da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgados na quarta-feira, 31, pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O total de pessoas empregadas ficou em 90,6 milhões, contra 90,3 milhões em 2016, incremento de 0,3%, puxado pelas vagas de empregos informais.

 

A taxa de desemprego média em 2017 foi de 12,7%, contra 11,5% em 2016, alta de 1,2%, a maior média da pesquisa.

 

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada foi de 11,1 milhões no último trimestre do ano passado, volume estável com relação ao trimestre anterior e alta de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O IBGE destaca que de 2014 a 2017 houve aumento de 330 mil pessoas nessa categoria.

 

O número de empregados com carteira assinada foi de 33,3 milhões no último trimestre de 2017, volume estável na comparação com o trimestre anterior e queda de 2% na comparação com o mesmo período de 2016. De acordo com o IBGE de 2014 a 2017 esse item teve queda de 3,3 milhões.

 

No último trimestre do ano a taxa de desocupação ficou em 11,8%, queda de 0,6% na comparação com o trimestre anterior e de 0,2% com relação ao mesmo período de 2016. O número de desocupados no último trimestre do ano foi de 12,3 milhões, queda de 5% com relação ao trimestre anterior e estabilidade na comparação com o mesmo período de 2016.

 

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