Aliança R-N supera Grupo VW e lidera ranking de venda

A Aliança Renault-Nissan emergiu como a maior vendedora de veículos leves do mundo em 2017, superando o Grupo Volkswagen e assumindo o primeiro lugar do ranking. Uma das razões é a inclusão das vendas da Mitsubishi Motors ao seu resultado. 

 

As vendas Nissan atingiram o recorde de 5 milhões 820 mil unidades, a Renault reportou 3 milhões 760 mil e a Mitsubishi chegou  1 milhão 30 mil, trazendo o total de vendas de 2017 do grupo para 10 milhões 610 mil veículos.

 

Juntas as três empresas derrubaram as vendas recorde, de 10 milhões 530 mil veículos, do Grupo Volkswagen — o primeiro do ranking de vendas de 2016, que também inclui as marcas Audi, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Seat, Skoda e Volkswagen.

 

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Bosch: receita de 78 bilhões de euro e alta nos negócios de mobilidade.

A Bosch registrou no ano passado faturamento global de € 78 bilhões, volume 6,7% maior do que o registrado em 2016, informou em balanço divulgado na terça-feira, 30. As vendas para o setor automotivo, feitas pela divisão de mobilidade, representaram 61% do total, chegando a € 47,4 bilhões, alta de 7,8% ante os resultados de 2016.

 

Segundo a empresa “impulsionaram as vendas da divisão a forte demanda de sistemas de injeção de diesel e gasolina, bem como assistência ao motorista e sistemas de informação e entretenimento para veículos conectados”. Também houve progressos em seus negócios no campo da eletrificação.

 

Sobre isso Volkmar Denner, presidente do conselho de administração da Robert Bosch, disse que, até 2030, as células de combustível desempenharão um papel fundamental no powertrain: “Estamos intensificando nossas atividades de desenvolvimento e expandindo gradualmente nosso portfólio de produtos”.

 

O lucro ajustado ante os juros e impostos aumentou para € 5,3 bilhões em 2017, contra € 4,3 bilhões em 2016. A margem operacional aumentou para 6,8% com relação aos 5,8% de 2016. Denner lembrou que os resultados foram maiores do que os projetados: “Excedemos nossas previsões de crescimento e melhoramos nossa rentabilidade. Em 2017 nossas vendas foram maiores do que nunca”.

 

Afora o setor automotivo a empresa também apresentou crescimento na receita em outras áreas de negócio. A divisão de bens de consumo correspondeu a 24% do faturamento global, crescimento de 4,5% ante a receita de 2016. A área de tecnologias para a indústria representou fatia de 8%, enquanto que a de energia ficou com os 7% restantes.

 

2018 – A meta para este ano é alcançar margem operacional de 7,5%. O comunicado diz que a Bosch projeta crescimento de vendas e ganhos em 2018, apesar da desaceleração esperada do crescimento econômico nos principais mercados, particularmente a China. Estabeleceu um objetivo para vendas adicionais de mais de 1 bilhão de euros até 2020, impulsionado pelo setor de conectividade.

 

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Finame oferecerá até 100% de financiamento

O BNDES melhorou as condições para micros, pequenas e médias empresas comprarem implementos rodoviários pelo Finame, com financiamento de até 100% do valor. Alcides Braga, presidente da Anfir, acredita que “essa medida favorece bastante uma parcela de nosso mercado que é cliente dos produtos do segmento leve, carroceria sobre chassis”.

 

Antes da decisão do BNDES o financiamento era limitado pelo banco em até 80% do valor do implemento, com juros de 7,5% ao ano e prazo de pagamento para novos financiamentos de até dez anos, com carência de até dois anos: “Está clara a postura do BNDES de exercer seu papel histórico de instituição de fomento da indústria”.

 

A publicação da circular 43 com as novas condições ocorreu em 29 de dezembro e substituirá a TJLP, Taxa de Juros de Longo Prazo, valendo para contratos assinados a partir do dia 1 de janeiro, com a nova taxa de juros seguindo inicialmente o mesmo patamar da TJLP e sendo ajustada gradativamente até se igualar aos juros de mercado em cinco anos.

 

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Nova família Delivery da MAN já vendeu 1,1 mil unidades

Pouco mais de três meses após lançar a nova linha Delivery, composta por seis versões de caminhões semileves e leves, a MAN anunciou na terça-feira, 30, que vendeu 1,1 mil unidades no período, volume formado pelas versões de 6, 9 e 11 toneladas. Essas vendas são vistas, pela empresa, como “uma espécie de termômetro do segmento para este ano, a partir do qual projeta seus movimentos”. Dentre as principais ações uma delas é buscar oportunidades na distribuição urbana e de curtas distâncias.

 

Mas antes “é preciso complementar a oferta: as versões que ainda não estão disponíveis na rede de concessionárias, a Express, a de 4 toneladas e o modelo equipado com câmbio automatizado, chegam, respectivamente, em março, junho e no segundo semestre”. Mas três meses atrás , e contando apenas com as três versões pioneiras da nova linha, “a empresa sentiu segurança suficiente para acreditar no seu fortalecimento dentro de um segmento em que já é líder”: em 2017 vendeu 4 mil 762 unidades na faixa de carga do Delivery, segundo dados da Anfavea, “e desbancou Mercedes-Benz e Ford”.

 

Para o vice-presidente de vendas, Ricardo Alouche, ainda que o setor tenha conseguido reverter as perdas nas vendas do ano passado com os negócios envolvendo caminhões extrapesados, as oportunidades este ano crescem nos segmentos de caminhões menores em função do aquecimento de alguns setores que demandam esses veículos, como é o caso do varejo:

 

“Nesse contexto entendemos que a hora da inversão da curva será agora em 2018, com os negócios na distribuição urbana. Em janeiro nunca houve tantos negócios para o mês como aconteceu agora. Principalmente nas áreas de distribuição de bebida, segurança e transporte em baú em curtas distâncias. São segmentos que vinham apresentando queda há seis anos e agora começam o ano de forma diferente”.

 

No comércio, área para a qual também se destinam os caminhões Delivery, Alouche espera que este ano seja de crescimento frente a 2017. O aumento da confiança do consumidor, por exemplo, fez o segmento de supermercados projetar um crescimento de 3%, o dobro do obtido no ano passado na comparação com 2016, segundo a Abras, Associação Brasileira de Supermercados. O varejo mostrou crescimento de 5% no ano passado depois de três anos de queda consecutiva, e até abril deste ano deve crescer mais 2,6%, de acordo com a Alshop, a associação dos lojistas de shopping centers.

 

Alouche contou que, apesar do cenário se mostrar positivo para a nova linha de caminhões, a empresa teve de esperar a reação do mercado aos veículos antes de concluir que o ano será positivo no segmento de semileves e leves: “Mesmo com todos os cálculos, quando se inicia uma operação comercial nova surgem algumas dúvidas referentes à aceitação dos veículos, principalmente quando ele traz elementos novos. No caso dos Delivery as vendas feitas nesses três meses nos mostraram que eles possuem aderência às demandas dos nossos clientes”.

 

A única ressalva feita pelo executivo é sobre o tempo que o mercado demorará para absorver os modelos com câmbio automatizado: “Demorará um pouco mais porque os modelos demandam um investimento um pouco maior. Será um desafio mostrar ao cliente que os benefícios são muitos em termos de custo operacional”.

 

Global – Destaque no balanço de 2017 do Grupo Volkswagen a MAN Latin America é apontada como uma das responsáveis diretas pelo crescimento de 12% do grupo nas vendas globais. Sobre isso Alouche disse que a operação local nunca foi tão relevante dentro do grupo mesmo com o mercado registrando baixos volumes de vendas na comparação com outros: “Em 2018 teremos incremento na nossa relevância no grupo não apenas em termos de recursos mas, também, em termos estratégicos com a atuação em novos mercados”.

 

Ampliar a presença em outros mercados tem sido um dos alicerces da operação regional da MAN nos últimos anos, um movimento que se intensificou no ano passado e que deve estar no seu radar em 2018. Tanto que a empresa segue buscando novos contratos na região do Caribe, como o caso recente de fornecimento para a Nicarágua, e também reestruturou a área de vendas no México, um dos seus principais mercados regionais.

 

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BMW X2 chegará no segundo trimestre

O modelo BMW X2 chegará ao mercado no segundo trimestre deste ano. O anúncio foi feito na terça-feira, 30, pelo Grupo BMW Brasil. Apresentado pela primeira vez em meados de janeiro, durante o Salão de Detroit, “o mais novo modelo da Família X traz design inspirado no DNA dos cupês clássicos da marca, em especial o BMW 2000 CS e o 3.0 CSL, e que reforçam suas linhas esportivas e urbanas”.

 

A empresa anunciou ainda que o lançamento da nova geração do BMW X3 será realizado em março e tem como objetivo ampliar as vendas da Família X no mercado nacional. De acordo com a empresa “a família de veículos de atividade esportiva da BMW é responsável, atualmente, por aproximadamente 55% das vendas totais de veículos da marca no Brasil”. 

Rebaixamento da nota de crédito do Brasil não afeta setor automotivo

O Brasil teve sua nota de crédito rebaixada, em janeiro, pela agência Standard&Poor’s, caindo de BB para BB-, e o País segue sem o selo de bom pagador. A decisão afeta em cheio alguns setores da economia, mas não é caso do automotivo, na opinião do economista chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira: “Acredito que isso não afete em nada o setor, pois as decisões futuras já estão tomadas e são sólidas, à medida que as fabricantes já consideram o cenário de crise no Brasil na hora de planejar investimentos”.

 

“Os mais afetados serão o mercado financeiro e de capitais, que são muito mais sensíveis a esse tipo de avaliação”, ele disse. “O setor automotivo não é atingido, assim como as projeções de gastos e investimentos.”

 

Sem afetar os planos futuros das empresas do setor o economista afirma que o rebaixamento não mudará o volume de veículos produzido aqui: “Também acredito que o plano de exportações e vendas não será afetado, assim como o de novos projetos e ampliações de fábricas”.

 

Mesmo com esse cenário para 2018 a falta de confiança dos empresários no Brasil freou o nível de investimentos em 2017, com investimentos diretos caindo 10,1%, de US$ 78,2 bilhões em 2016 para US$ 70,3 bilhões no ano passado.

 

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Setor de consórcios vende 6,9% de janeiro a novembro de 2017

A Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, divulgou na terça-feira, 30, que o sistema de consórcios atingiu 2 milhões 180 mil unidades nas vendas de novas cotas, 6,9% mais que as 2 milhões de novas cotas registrada registradas no mesmo período do ano anterior.

 

Considerando apenas o setor automotivo, foram 104 mil novas cotas vendidas de veículos leves, 68 mil de motos e 5,8 mil de veículos pesados.

Truckvan amplia área de atuação e cresce 44%

O resultado da Truckvan cresceu 44% em 2017 na comparação com 2016, evoluindo de R$ 50 milhões para R$ 72 milhões. A informação foi divulgada na segunda-feira, 29, em comunicado distribuído pela empresa. De acordo com o sócio diretor Alcides Braga o resultado “foi fruto do aumento de pedidos de unidades móveis de capacitação profissional, tanto por órgãos públicos quanto pela iniciativa privada, e da ampliação da área de atuação da empresa, caracterizada por investimentos em tecnologia e inovação”:

 

“De 2008 a 2014 crescemos 600% porém, assim como todo o País, sentimos os efeitos da crise econômica no último triênio, o que nos estimulou a ingressar em outros setores, fabricando contêineres Data Center e outras soluções para tecnologia da informação, e semirreboques blindados para transporte de cargas valiosas. Além disso aumentamos o nosso portfólio de locações rápidas para o mercado de eventos, o que nos tornou referência no segmento e fornecedor de grandes agências de propaganda, publicidade e live marketing”.

 

Outro fator que contribuiu foi a parceria com a Randon Implementos, iniciada em abril. Em oito meses a Truckvan, como distribuidora plena da Randon na Grande São Paulo, vendeu 330 semirreboques, 128 carrocerias para transporte de bebidas e 323 cotas de consórcio.

 

Para 2018 a Truckvan tem a expectativa de crescer mais de 30%, considerando que a retomada da economia se confirme, aumentem os pedidos das tradicionais unidades móveis e que sejam consolidados novos mercados e exportações.

 

Radomile assume diretoria geral da MAN no México

A MAN Latin America anunciou na terça-feira, 30, que Leandro Radomile assumirá a diretoria geral da operação da empresa no México. O executivo sucede, a partir de fevereiro, a Leonardo Soloaga, que retorna ao Brasil para assumir novas responsabilidades após três anos no México.

Radomile está no México desde maio do ano passado como diretor de pós-vendas e desenvolvimento da rede. Iniciou sua carreira no Grupo Volkswagen em 2005, na Audi, na qual foi diretor de pós-vendas no Brasil, e também diretor de vendas e de marketing, até chegar ao cargo à presidência. Atuou também na Alemanha e na China pela Audi.

 

A empresa diz, em comunicado, que tem planos para o país “focados no fortalecimento de quatro pilares: produto, serviços, rede de concessionárias e financiamento, fundamentais para superar o crescimento registrado nos últimos quatro anos”, com uma média de quase 20% das marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN.

 

Leonardo Soloaga retorna ao Brasil “com resultados expressivos”, segundo a empresa. 2017 foi ano recorde de vendas, com o melhor resultado desde a chegada da VW-C e MAN ao mercado, em 2004. Enquanto a indústria de veículos comerciais registrou, ali, queda de 5,2% no ano passado a MAN Latin America obteve alta de 22% nas vendas, chegando a 2 mil 213 unidades.

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Tesla negocia fornecimento de lítio com chilena SMQ

A Tesla estaria preparando investimento na mineradora chilena SMQ para o processamento de lítio, informou a Corfo, agência de desenvolvimento doChile. O lítio é fundamental na construção de baterias para veículos elétricos. De acordo com Eduardo Bitran, vice-presidente da agência, as negociações estão “apenas no começo, mas há planos de a Tesla criar uma estrutura de produção de baterias no Chile ou instituir um parceiro local para realizar o processo” — informações que a Tesla não confirma.

 

O acordo representaria a primeira incursão da Tesla no campo da extração de matéria-prima. A empresa, e outras que investem no desenvolvimento de veículos elétricos, buscam aproximação com os produtores de lítio como forma de se protegerem do seu preço, que aumentou com a demanda recente.

 

A SQM é uma das maiores produtoras de lítio do mundo. Em janeiro estipulou aumento de produção quatro vezes maior do que o atual até 2026 para atender à demanda do setor automotivo.

 

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