Incêndio atinge unidade de pintura de fábrica Randon

A unidade de pintura de autopeças da Randon Implementos, de Caxias do Sul, RS, foi atingida por princípio de incêndio na manhã de segunda-feira, 29. O fogo, que começou por volta de 9h30 em uma cabine de pintura, foi controlado antes do meio-dia pela ação da Brigada de Incêndio da empresa e do Corpo de Bombeiros, que tiveram o auxílio de brigadistas de empresas de Caxias do Sul.

 

No início da noite, em informação oficial, o grupo confirmou que 15 pessoas foram levadas a hospitais para observação e cuidados por razão da inalação de fumaça, mas todas foram liberadas. Da mesma forma, um trabalhador que sofrera ferimentos leves em uma das pernas. Ainda informa que a Brigada de Incêndio da empresa e o Corpo de Bombeiros trabalham na averiguação das causas, aguardando o resultado da perícia técnica.

 

O local atingido, segundo a empresa, representa apenas 1% da produção do setor de pintura. As suas atividades foram remanejadas para as demais áreas das Empresas Randon, não ocorrendo prejuízo ao processo. O comunicado encerra indicando que empresa busca restabelecer a operação no setor atingido, sendo que as demais áreas operam normalmente. 

 

Pela manhã, o local atingido foi evacuado e isolado. Setores administrativos e outras partes da produção não foram evacuados inicialmente, mas o horário de almoço foi adiantado e as atividades retomadas normalmente à tarde.  Em torno de 1,2 mil funcionários trabalham na unidade. As demais seis empresas do grupo, instaladas no mesmo complexo, não sofreram impactos diretos.

 

Foto: Reprodução Facebook.

DriveNow já é subsidiária integral do Grupo BMW

O Grupo BMW comprou as ações da locadora Sixt na DriveNow, serviço de compartilhamento de veículos premium fundado em 2011 como joint venture, e tornou-se seu proprietário integral. O serviço é usado por mais de um milhão de clientes em treze cidades na Europa e tem frota com mais de 6 mil veículos BMW e Mini.

 

De acordo com nota divulgada na segunda-feira, 29, pela BMW, “o aumento dos serviços de mobilidade é uma das prioridades da estratégia corporativa do grupo, como evidenciado pela empresa em sua expansão nas áreas de mobilidade sob demanda, DriveNow e ReachNow, estacionamento, ParkNow, e recarga, ChargeNow”.

 

A aquisição das ações Sixt é passo lógico seguinte após a aquisição da Parkmobile no início do ano.

 

Peter Schwarzenbauer, que integra o conselho de administração do grupo, considera que este atingiu grande sucesso com a DriveNow nos últimos sete anos: “Nosso objetivo é conquistar 100 milhões de clientes para os nossos serviços de mobilidade premium até 2025. Com o DriveNow como subsidiária integral temos todas as opções para o desenvolvimento estratégico contínuo de nossos serviços em nossas mãos. Nossa experiência com serviços de mobilidade apoia o desenvolvimento de futuras frotas autônomas, eletrificadas e conectadas”.

 

Sebastian Hofelich, diretor gerente da DriveNow, disse que, independentemente da compra da participação da Sixt na DriveNow, o BMW e Sixt continuarão sua parceria por meio da entrega de veículos BMW e Mini para a frota Sixt: “Em 2017 nossos clientes dirigiram mais de 8 milhões de quilômetros com a frota elétrica da DriveNow, o que equivale a dirigir ao redor do globo mais de duzentas vezes usando energia elétrica. O DriveNow não só reduz o tráfego e melhora a situação de estacionamento em áreas urbanas mas também incentiva a descoberta da eletromobilidade”.

Joint venture une Fras-le à Federal-Mogul Motorparts

A Fras-le, uma empresa do Grupo Randon, de Caxias do Sul, RS, fabricante de produtos de fricção, e a Federal-Mogul Motorparts, fabricante e distribuidor global de peças automotivas, receberam a aprovação do Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para estabelecer joint venture focada na fabricação e na distribuição de produtos de freios premium para fabricantes de equipamentos originais e para clientes de pós-venda nos mercados de veículos leves no Brasil e na América do Sul. A joint venture, Jurid do Brasil Sistemas Automotivos, entrou em atividade em 8 de janeiro, sendo 80,1% de propriedade da Fras-le e 19,9% de propriedade de uma afiliada da Federal-Mogul Motorparts.

 

Anderson Pontalti, diretor geral da Fras-le Brasil, América do Norte e Ásia, disse que, por meio desta joint venture, as empresas oferecerão produtos e serviços tecnicamente avançados aos respectivos clientes e uma gama mais ampla de produtos e marcas para o mercado de reposição na América do Sul: “Nós vemos essa joint venture como um avanço significativo em nossa capacidade de atender as necessidades emergentes de nossos clientes, particularmente no segmento de veículos leves, em toda a América do Sul”.

 

Miguel Garcia, gerente geral da Federal-Mogul Motorparts na América Latina, disse que era “ótima a oportunidade de fazer parceria com a Fras-le neste empreendimento para fornecer produtos de fricção líderes no setor para nossos clientes montadora, ao mesmo tempo em que atendemos o mercado de reposição da América do Sul com ofertas de freios premium vendidas originalmente sob as marcas Jurid® e Ferodo®, bem como um conjunto completo de produtos de reposição linha leve da marca Federal Mogul Motorparts para o Brasil”. 

 

A empresa tem base em Sorocaba, SP, na instalação anteriormente operada de forma independente pela Federal-Mogul. Os produtos vendidos pela parceria serão produzidos na fábrica de Sorocaba ou fornecidos por outras instalações da Federal-Mogul Motorparts fora da região e distribuídos pela rede de distribuição da Fras-le em toda a região. A Fras-le fornecerá tecnologias de fabricação e instalações de engenharia/teste existentes complementares por meio de suas operações em Caxias do Sul.

 

Viação Motta renova frota com Marcopolo

A Viação Motta, de Fortaleza, CE, renovará sua frota de veículos com a compra de vinte ônibus encarroçados pela Marcopolo. Os veículos, modelos Paradiso 1600 Low Driver e Paradiso 1800 Double Decker, com dois pisos, serão utilizados na rota Fortaleza — São Paulo, em distância superior a 3 mil quilômetros em viagens de 38 horas.

 

Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo, o foco é oferecer mais benefícios para os passageiros: “O modelo Paradiso apresenta importantes diferenciais de comodidade, segurança e conforto. Essas características foram fundamentais para a escolha dos veículos, que oferecem maior robustez e facilidade de manutenção”.

 

As doze unidades do Paradiso 1600 LD possuem 44 poltronas semileito com descansa pernas. Os oito Paradiso 1800 DD têm capacidade para transportar 56 passageiros, sendo 44 em poltronas semileito com descansa pernas no piso superior e doze do tipo leito no piso inferior.

 

Todos os veículos possuem chassi Mercedes-Benz 0500 RSD e contam com geladeira, bebedouro, sistema de ar-condicionado com saídas individuais e preparação para equipamentos audiovisuais e eletrônicos.

 

Foto: Divulgação. 

Testes de colisão lateral para carros serão obrigatórios. Em dois anos.

O Contran, Conselho Nacional de Trânsito, publicou no Diário Oficial da União da segunda-feira, 22, resolução — a 721 — que considera a necessidade de criar critérios biomecânicos de segurança para os ocupantes dos veículos de passageiro em caso de impactos laterais. As fabricantes terão que atender às novas exigências a partir de 2020, mas isso valerá apenas para os projetos de novos veículos e, em 2023, para carros, caminhonetes e utilitários esportivos. Os novos projetos são aqueles que o Contran não tiver liberado até 2020.

 

Segundo a resolução é necessário aperfeiçoar e atualizar os requisitos de segurança para os veículos nacionais e importados em função das mais recentes tecnologias disponíveis.

 

Os testes que aferirão a resistência dos futuros veículos contra impactos laterais devem atender a uma série de requisitos que estão na resolução do Contran. Uma delas, por exemplo, é o limite para o movimento de reação da cabeça, do estômago e do peito.

 

No caso das portas elas não podem abrir na hora da colisão e, após o impacto, têm que abrir sem o uso de ferramentas. Com relação ao interior nenhuma parte pode ficar em posição que possa perfurar ou ocasionar algum tipo de lesão aos ocupantes.

 

Foto: Divulgação.

Randon inaugura fábrica de Araraquara em março

A Randon, de Caxias do Sul, RS, confirmou que sua nova unidade, estabelecida em Araraquara, SP, será inaugurada em 28 de março. A fábrica foi anunciada em 2014, com investimento de R$ 100 milhões, mas o encerramento das obras e sua inauguração foram adiados por causa da crise do setor. Com a recuperação do mercado a nova unidade, de 25 mil m², começará a operar produzindo semirreboques e canavieiros, e também vagões ferroviários ao longo do ano. A capacidade produtiva não foi revelada.

 

Em 2014 a Randon divulgou que seriam gerados 2 mil empregos em Araraquara, mas não confirmou sua projeção. Há a especulação de que esse volume caiu, com 63 funcionários contratados até agora, e que a previsão é chegar a 150 até o fim do ano e com a equipe crescendo gradativamente conforme a demanda do mercado. O Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara não confirmou a informação até o instante de nosso fechamento. 

 

Com duas fábricas no Sul do País, em Caxias do Sul e Chapecó, SC, a empresa optou pela região de Araraquara por causa da localização estratégica, que tornará mais ágeis os atendimentos por causa de estrutura rodoferroviária, o que reduzirá os seus custos com logística.

 

*Com a colaboração de Roberto Hunoff.

 

Foto: Divulgação.

 

Montadoras triplicam envio de lucro às matrizes

As fabricantes de veículos instaladas no País triplicaram o envio de lucros e dividendos para as suas matrizes, segundo dados divulgados na sexta-feira, 26, pelo Banco Central. Foram R$ 232 milhões enviados em 2017, quase três vezes mais do que os R$ 86 milhões de 2016. É a primeira vez em quatro anos que cresce esse tipo de recurso.

 

Esse valor ainda está aquém dos R$ 3 bilhões 290 milhões enviados em 2013, resultado obtido por meio das vendas em alta e instalação de novas fábricas no País, como as de Nissan, Hyundai e Chery.

 

O crescimento verificado em 2017 mostra um mercado interno em recuperação aliado a um processo de exportações executado com sucesso pelas empresas no ano passado, com registro de cifras recorde para o setorial.

 

Com a chegada de novos modelos e a manutenção de alguns indicadores econômicos – como juros e desemprego em queda – a tendência é a de que em 2018 as empresas continuem mandando mais dinheiro para as matrizes. O cenário é favorável, de acordo com a Anfavea: deverá haver, este ano, alta de 11,8% nas vendas internas, de 13,2% na produção e de 5% para as exportações.

 

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Confiança da indústria mostra estabilidade

O ICI, Índice de Confiança da Indústria, registrou estabilidade em janeiro, segundo levantamento da FGV, Fundação Getúlio Vargas. O indicador divulgado mensalmente marcou 99,4 pontos, sem alteração com relação ao mês anterior, quando registrara o maior nível desde janeiro de 2014. Mesmo com a estabilidade da confiança industrial doze dos dezenove segmentos avaliados apresentaram avanço. O ISA, Índice da Situação Atual, subiu 2,4 pontos, para 100,9 pontos, o maior desde setembro de 2013, quando tinha 102,4 pontos.

 

O IE, Índice de Expectativas, registrou queda, de 2,4 pontos, chegando a 98 pontos, retornando ao mesmo nível de novembro. A melhora na percepção sobre os estoques foi o principal fator a contribuir para a evolução do ISA em janeiro. A parcela de empresas que avalia o nível de estoques como insuficiente saiu de 5,6% para 5,4% do total, mas a parcela das que o consideram excessivo caiu em maior proporção, de 9,1% para 8% do total.

 

A principal contribuição para a queda do IE no mês foi das expectativas com relação à evolução do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. Houve queda da proporção de empresas que projetaram aumento no volume de funcionários, de 19% para 17,8% do total, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 12,5% para 12,3% do total.

 

Assim como ocorreu com o ICI o Nuci, Nível de Utilização da Capacidade Instalada, ficou estável de dezembro para janeiro, em 74,7%, o maior desde dezembro de 2015.

 

De acordo com Tabi Thuler Santos, coordenadora do estudo, a estabilidade do ICI em janeiro resulta de movimentos de melhora das avaliações do setor sobre a situação atual, piora das expectativas e estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada:

 

“Essa combinação mostra que, apesar da evolução favorável dos meses anteriores, o ainda elevado grau de incerteza econômica torna o setor inseguro quanto à velocidade de recuperação da economia nos próximos meses”.

 

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Alibaba e Foxconn investem US$ 350 milhões na Xiaopeng

A gigante do comércio eletrônico Alibaba e a produtora de componentes eletrônicos Foxconn anunciaram investimento conjunto de US$ 350 milhões na fabricante de automóveis elétricos Xiaopeng Motors, que atua na China e é conhecida no mercado como “a Tesla chinesa”.

 

O aporte marca o, aparentemente, último movimento da Alibaba na indústria automotiva, pois a empresa tem em seus planos para os próximos anos apostar na diversificação de receitas. Recentemente desenvolveu seu próprio sistema operacional para funcionar em veículos.

 

A Xiaopeng, uma startup que conta com outros investidores além da Foxconn e da Alibaba, é uma empresa que se esforça para promover as novas tecnologias de motorização no setor de automóveis. A empresa espera iniciar as vendas do seu primeiro modelo ainda este ano.

 

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Argentina aperta cerco às importações brasileiras acima do limite

O governo argentino decidirá a partir da segunda-feira, 29, como será o cálculo que definirá quanto cada montadora que extrapolou as cotas de importação de veículos entre junho de 2016 e 2017 deve pagar ao estado.

 

Desde junho do ano passado está em vigência no país vizinho resolução que determina o pagamento de caução para garantir o cumprimento da exigência.

 

“Não é uma multa, mas um seguro que deve ser contratado pelas fabricantes de forma preventiva. E só se aplicará às empresas que ultrapassaram a flex de 1,5 nas importações do Brasil”, teria dito uma fonte do governo às agências internacionais.

 

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto.

 

Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

 

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país alcançaram 883 mil 802 unidades em 2016, entre veículos nacionais e importados.

 

Segundo dados do MDIC, o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, as exportações de veículos brasileiros à Argentina cresceu 43% ano passado na comparação com 2016.

 

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