Código de Trânsito Brasileiro completa 20 anos

O Código de Trânsito Brasileiro, CTB, completou na segunda-feira, 22, duas décadas em vigor com o desafio de tirar o Brasil da quarta posição no número de mortes no mundo, depois da China, Índia e Nigéria. No mundo, todos os anos morrem cerca de 1,25 milhão de pessoas vítimas de acidente de trânsito.

 

No Brasil, conforme informação do Ministério da Saúde, em 2015, últimos dados disponíveis, 38 mil 651 pessoas foram vítimas de acidente de trânsito, redução de 11% na comparação com 2014.

 

O estudo mostra que o Estado de São Paulo foi o que mais conseguiu reduzir o número de vítimas fatais ao passar de 7 mil 303, em 2014, para 6.134, em 2015.

 

Francisco Garonce, coordenador de Educação do Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, em entrevista à Agência Brasil, considerou significativo o resultado obtido no combate à violência no trânsito, mas vê como “uma meta ambiciosa” a tentativa de reduzir à metade, como orientação da ONU, os casos de acidente com morte nos próximos três anos.

 

Benefícios – O Código foi criado para garantir a mobilidade segura, já que antes não havia critérios específicos para a fiscalização do trânsito. Entre os benefícios do CTB especialistas destacam o de dar aos municípios competências administrativas voltadas à gestão do trânsito.

 

Para Julyver Modesto de Araujo, mestre em Direito do Estado e comentarista do CTB Digital, “um dos maiores destaques foi a ‘municipalização do trânsito’. O Poder Executivo local com o controle da gestão do trânsito fez com que a administração pública ficasse mais próxima dos cidadãos. Outro destaque é a exigência de ações de educação no trânsito, não só pelos componentes do Sistema Nacional de Trânsito, mas também pelos órgãos educacionais do País”.

 

Conscientização – Para especialistas, apesar de ainda estar longe do ideal, a redução no número de mortes no trânsito mostra que a entrada em vigor do CTB aumentou a conscientização em relação a um trânsito seguro. 

 

Há 20 anos, era comum, por exemplo, reclamações quanto ao uso do cinto de segurança. Hoje já é automático o motorista entrar no carro e colocar o equipamento.

 

Até 2017, 32 leis de alteração do CTB e 712 resoluções do Conselho Nacional de Trânsito complementaram o Código. Se um lado, temos um código completo, que abrange diversas situações, por outro, isto pode passar uma certa insegurança jurídica.

 

“É claro que qualquer lei está sujeita a falhas. O que se precisa, entretanto, é uma solidez maior nas normas viárias, de modo que o cidadão saiba exatamente o que deve e o que não deve ser feito na via pública. Hoje, é praticamente impossível conhecer a legislação de trânsito na sua plenitude. Em minha opinião, o que precisa ser melhorado é justamente isso: termos uma legislação mais enxuta e mais estável, porque não se cumpre aquilo que não se conhece”.

 

Em 1997, mexer no celular, por exemplo, não era algo comum. No entanto, isso mudou ao longo dos anos e agora deixou de ser uma infração média e passou a ser gravíssima.

 

“A tecnologia veio com tudo e trouxe insegurança ao trânsito. Por isto, foi necessário criar uma punição mais rigorosa ao condutor. A alcoolemia é outro exemplo. Há 20 anos, era uma infração gravíssima, que podia ser multiplicada por cinco. Desde 2012, continuou a ser gravíssima, mas com a possibilidade de se multiplicar por dez. E, se houver reincidência, pode ser multiplicada por vinte”.

 

Foto: Agência Brasil.

 

 

Tecnologia Nissan é testada em ônibus elétricos no Japão

A tecnologia desenvolvida pela Nissan para seu modelo elétrico Leaf 100% será usada em um projeto com ônibus elétrico que iniciará testes piloto no mês que vem no Japão, com o objetivo de tornar o transporte público zero emissões, mais difundido e acessível. Os testes-piloto estão programados para começar em fevereiro na cidade de Kumamoto, no oeste do Japão.

 

Um grande obstáculo na criação de grandes veículos elétricos tem sido o alto custo de desenvolvimento, bem como peças, incluindo baterias e motores elétricos, conforme informações divulgadas pelo Guia Motor. Ao usar tecnologia já concebida e aperfeiçoada pela Nissan, o custo de fabricação de ônibus elétricos pode ser significativamente reduzido.

 

O ônibus, chamado “Yoka ECO Bus”, terá três baterias, três motores elétricos e um inversor da Nissan Leaf. A Nissan também está desenvolvendo uma caixa de câmbio especial para o ônibus, além de fornecer suporte técnico. 

 

A empresa automotiva espera que sua tecnologia ajude o projeto a alcançar seu objetivo de criar ônibus verdes para sistemas de transporte público no Japão.

 

Foto: Divulgação.

 

Bosch, Vodafone e Huawei fazem parceria

A Bosch, Vodofone e Huawei anunciaram na quinta-feira, 25, em Stuttgart, Alemanha, uma parceria que vai facilitar a comunicação entre carros inteligentes. Por meio da telefonia móvel inteligente é possível melhorar alguns problemas como a necessidade de freadas bruscas pelo motorista e ajudar a prevenir situações potencialmente perigosas e que podem se tornar ainda mais críticas.

 

Conhecida como Cellular-V2X, veículo para tudo, a tecnologia permite que carros se comuniquem por meio da telefonia móvel. Desde fevereiro de 2017, a Bosch, Vodafone e Huawei têm testado novas tecnologias de alta performance na rodovia A9, na Bavária, onde os primeiros testes com módulos 5G estão sendo realizados. Pela primeira vez, as empresas estão demonstrando que sistemas de assistência ao condutor, como o Piloto Automático Adaptativo, o ACC, também se beneficiam da troca direta e instantânea de informações entre os veículos.

 

Até agora, o Cellular-V2X tem sido usado como um sistema de alerta em tempo real para mudanças de faixa ou freadas bruscas. O ACC não apenas avisa o motorista, mas também acelera ou freia o carro automaticamente abrindo caminho para a direção autônoma.

 

Além do alcance dos sensores – O Piloto Automático Adaptativo mantém a aceleração especificada pelo motorista e – graças ao sensor de radar – uma distância pré-definida do veículo à frente. O ACC também detecta e avisa o motorista sobre o outro veículo que entra em sua frente abruptamente, assim que o mesmo se encontra no alcance de detecção do sensor. Quando carros se comunicam diretamente e em tempo real usando o Cellular-V2X é possível detectar este tipo de situação de forma ainda mais rápida.

 

Por meio da telefonia móvel, carros conectados podem transmitir informações diretamente – como sua posição e velocidade – para todos os veículos num raio de mais de 300 metros. Como resultado, o veículo saberá como os condutores ao seu redor se comportam. Se, por exemplo, um carro corta à frente de outro subitamente, o ACC sabe o que está prestes a acontecer mesmo antes do motorista ou do sensor de radar. Dessa forma, o carro ajusta automaticamente sua velocidade para que o veículo à frente entre na faixa sem riscos de colisão. Assim que a distância entre os veículos é reestabelecida, o ACC automaticamente acelera o carro até atingir a velocidade pré-definida pelo sistema.

 

Foto: Divulgação.

Fras-le apresenta lonas comerciais em evento nos Estados Unidos

A Fras-le apresentou, durante a Heavy Duty Aftermarket Week, em Las Vegas, Estados Unidos, a sua linha de lonas comerciais, distribuída no mercado estadunidense por meio da Meritor, com quem mantém uma parceria que recentemente completou 20 anos. O produto brasileiro foi homologado para montadoras de caminhões e ônibus, em 1999, fator decisivo para a instalação de  uma fábrica no Alabama e escritório de vendas e engenharia em Detroit, Michigan.

 

O CEO Sérgio de Carvalho comentou que há duas décadas a empresa decidiu fazer esta aliança com a Meritor. A parceria “nos colocou no cenário internacional com presença em todos os continentes e levou-nos a um parceiro comprometido e reconhecido internacionalmente, que agregou valor à nossa marca e produtos”. 

 

Na HDAW 2018, que se constitui num ambiente propício a reuniões de negócios entre distribuidores e fornecedores independentes de peças e serviços, a Fras-le também apresentou produtos de alta tecnologia e performance, tais como pastilhas comerciais para freios a ar e hidráulicos e lonas pesadas para freios a tambor. Sua presença no evento também visa a prospecção de novos negócios para ampliar sua participação no mercado norte-americano. 

 

Volvo venderá caminhão elétrico na Europa em 2019

A partir do ano que vem a Volvo Trucks passará a vender caminhões elétricos na Europa e na sequência seguirá para América do Norte. O anúncio foi feito pela empresa na quinta-feira, 25, conforme informações divulgadas pela mídia internacional.

 

Apesar de o anúncio do All-Electric Volvo Trucks vir alguns meses depois que o Tesla Semi foi revelado, os Volvos irão às ruas muito mais cedo.

 

De acordo com o presidente da Volvo Trucks, Claes Nilsson, os caminhões elétricos também têm a vantagem de ser muito mais silencioso do que as alternativas tradicionais de diesel:

 

“Ao usar caminhões elétricos e mais silenciosos para o transporte de mercadorias em áreas urbanas, nós enfrentamos vários desafios simultaneamente. Sem perturbar o ruído e os gases de escape, será possível operar em centros urbanos mais sensíveis”.

 

Estudo feito em Estocolmo, Suécia, e pelo Instituto Real de Tecnologia KTH, constatou que os caminhões elétricos podem realizar tarefas em um terço do tempo normal, pois não precisavam operar no tráfego de horas de pico.

 

“Acreditamos na eletrificação completa para a distribuição urbana como um primeiro passo. No entanto, estamos trabalhando com eletrificação para outras aplicações de transporte. Este é apenas o começo “.

 

Foto: Divulgação.

Transportadora CargoX aceita pagamento em bitcoins

A CargoX, empresa brasileira que oferece serviços de transporte de carga baseados em tecnologia e big data, anunciou na quarta-feira, 24, que passará a aceitar o pagametno dos seus serviços com bitcoins.

 

As criptomoedas surgiram há nove anos, mas ganharam destaque especial nos últimos meses. Em 2017, a cotação das bitcoins valorizou cerca de 1.400% chamando a atenção da mídia e do grande público e levando mais pessoas a investirem nesse tipo de moeda. Com essa popularização, houve um aumento do número de produtos e serviços que podem ser pagos com a moeda virtual.

 

De acordo com a empresa, a CargoX está se estruturando para receber o pagamento dos seus serviços de transporte em bitcoins a partir de abril, conforme explica Federico Vega, CEO da CargoX: “Observamos o movimento do mercado em torno das criptomoedas e decidimos nos preparar para aceitar pagamentos nesse tipo de moeda”.

 

Volkswagen entrega 25 ônibus ao Grupo Piedade

O Grupo Piedade, empresa de transporte urbano de passageiros presente em mais de dez cidades de Santa Catarina e Paraná, acaba de renovar sua frota com 25 Volksbus.

 

O novo lote é composto pelos Volksbus 9.160 OD, 15.190 OD, 17.230 OD V-Tronic 17.230 ODS V-Tronic. Parte deles são  equipados com transmissão automatizada e também com  suspensão pneumática. 

 

Rodrigo Corleto, empresário do Grupo Piedade, lembra que a parceria com a MAN Latin America já dura cerca de 20 anos: “A MAN Latin America saiu na frente em diversos momentos desde que começamos nossa parceria, com destaque na oferta dos motores Euro 5 com tecnologia EGR, que dispensa o Arla 32. Continuo apostando nas novidades, agora com a suspensão pneumática”.

Jorge Carrer, gerente executivo de Vendas da MAN Latin America, disse que a fabricante “está atenta às solicitações do mercado, para entregar aos transportadores e passageiros inovações que ampliem o conforto a bordo e potencializem a produtividade das frotas”.

 

Foto: Divulgação.

Produção nacional de aço cresce 9,9% em 2017

A produção de aço das usinas brasileiras cresceram 9,9% em 2017, atingindo um volume de 34,4 milhões de toneladas ante 31,3 milhões de toneladas produzidas em 2016, mostrou balanço da Worldsteel divulgado na quarta-feira, 24. A entrada em operação da usina de Pecém, no Ceará, e a crescente demanda de aço para exportações foram os vetores que permitiram o aumento da produção do insumo. Com a marca, o País mantém o posto de nono maior produtor global em lista liderada pela China.

 

Ainda que produção tenha aumentado, a expectativa é de que o seu consumo no mercado interno ainda seja pequeno. Segundo posicionamento do Instituto Aço Brasil, que representa as usinas nacionais, a expectativa é de que 2017 tenha registrado alta de 1,2% nas vendas internas, pouco para reverter as perdas acumuladas de 2013 a 2016. As empresas acreditam que o produto nacional tenha perdido competitividade internamente frente ao aço importado de Rússia, tema de forte debate que acontece entre o governo e o setor.

 

No ano passado, a produção global de aço foi de 1 bilhão 691 milhões 200 toneladas, volume 5,3% maior que o registrado no mundo todo em 2016. A China segue como o maior produtor mundial do material, tendo sido responsável, em 2017, por 49,2% da produção global. As usinas chinesas produziram 831,7 milhões de toneladas, volume 5,7% maior do que o verificado em 2016.

 

O segundo maior produtor foi o Japão, com 104,7 milhões de toneladas, leve queda de 0,1% ante o resultado apresentado em 2016. Índia, em terceiro lugar, produziu 101,4 milhões de toneladas, alta de 6,2%. Na sequência, os Estados Unidos fecharam o período com uma produção de 81,6 milhões de toneladas, 4% mais que em 2016. A Rússia fecha o grupo dos cinco maiores produtores com uma produção de 71,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% frente 2016.

 

Foto: Divulgação.

FCA pode lançar versão menor do Jeep Renegade

De olho nos mercados onde os veículos pequenos vendem bem, a Jeep avalia lançar um veículo menor do que o cronômetro de subcompacto Renegade, disse o chefe da marca, Mike Manley, conforme informações divulgadas pelas agências internacionais.

 

O novo jipe seria direcionado para clientes na Europa e em outros mercados globais, mas não os Estados Unidos.

 

Este novo modelo poderia ser produzido na fábrica de automóveis Fiat Chrysler em Pomigliano, na Itália, de acordo conforme relatório do La Stampa, jornal parcialmente detido pela Exor, acionista majoritário da FCA. A FCA atualmente constrói o minicarato Fiat Panda em Pomigliano.

 

Fontes afirmam que, se construído, o pequeno Jeep seria baseado na plataforma Mini da FCA, que sustenta o Fiat Panda e 500 minicars, bem como o Lancia Ypsilon. Os 500 e Ypsilon são produzidos na planta de Tychy na Polônia. A próxima geração da Fiat Panda, prevista para 2020, será transferida para a Polônia da Itália.

 

A necessidade de um modelo para substituir o Panda em Pomigliano é um dos impulsionadores do caso de negócios para um Jeep menor que o Renegade, juntamente com o crescente apetite dos europeus por SUV urbanos pequenos.

 

Fonte: Divulgação.

Pesquisa da CNI confirma a retomada da economia

A atividade econômica está em processo de recuperação. É o que mostra pesquisa divulgada na quarta-feira, 24, pela Confederação Nacional da Indústria, CNI. 

 

O indicador de evolução da produção ficou em 42,4 pontos e o de número de empregados foi de 47,6 pontos em dezembro. Embora tenham fechado o ano abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o aumento da queda da produção e do emprego, os dois índices ficaram acima do registrado nos últimos anos, informa a Sondagem Industrial.

 

 

A utilização média da capacidade instalada caiu para 64% em dezembro e ficou quatro pontos porcentuais abaixo da registrada em novembro.

 

De acordo com a CNI, “é comum que a utilização da capacidade instalada recue na passagem de novembro para dezembro, tendo em vista o fim das encomendas para as festas de fim de ano”. Mesmo com essa retração, a utilização da capacidade instalada de 2017 é a maior para o mês dos últimos três anos. O nível de estoques em relação ao planejado fechou o mês em 49,5 pontos, próximo da linha divisória dos 50 pontos. Isso indica que as indústrias fecharam o ano com os estoques dentro do planejado.

 

Expectativas positivas – O cenário mais favorável melhorou as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses. Todos os indicadores de expectativas ficaram acima dos 50 pontos em janeiro. Isso mostra que os industriais esperam o aumento da demanda, das compras de matérias-primas e das exportações.

 

Com isso, os empresários também estão mais dispostos a fazer investimentos. O índice de intenção de investimentos aumentou 0,8 ponto e ficou em 53 pontos em janeiro, o maior desde maio de 2014. O indicador de intenção de investimentos varia de zero a cem pontos. Quanto maior o índice, maior é a disposição dos empresários para investir.

 

Foto: Fotos Públicas – David Alves/Palácio Piratini.