Indústria paulista tem o menor fechamento de vagas desde 2011

A indústria no Estado de São Paulo fechou 35 mil vagas em 2017. E isso é uma boa notícia. Este foi o menor número de postos de trabalho encerrados desde 2011, quando apenas 1,5 mil vagas foram descontinuadas de acordo com a pesquisa de nível de emprego, feita pela Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e pelo Ciesp, Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, divulgada na quarta-feira, 17.

 

Mesmo com resultado supostamente negativo, a recuperação do emprego na indústria paulista foi grande na comparação com 2014, 2015 e 2016, quando foram fechadas, em média, 173 mil vagas por ano. As entidades destacam que o bom desempenho foi puxado pela retomada da produção industrial.

 

José Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente e diretor titular do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, falou sobre a expectativa para 2018: “Precisamos ser cautelosos. O País ainda precisa da aprovação das reformas que estão em andamento, mas esperamos uma modesta recuperação do emprego na indústria em 2018, com 20 mil novos postos de trabalho criados”.

 

Considerando o desempenho por setores, a pesquisa apontou que das 22 atividades avaliadas, 17 tiveram resultado negativo com relação ao nível de emprego no ano passado. Quatro setores tiveram desempenho positivo, ou seja, criação de vagas, e um ficou estável – não abriu nem fechou postos de trabalho.

 

A indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias fechou 1 mil 761 postos de trabalho, sendo o sétima que mais reduziu o número de vagas.

 

O setor que mais gerou empregos foi o de produtos de borracha e material plástico, com um saldo positivo de 4 mil 152 vagas, seguido pelo de produtos químicos, que gerou 281 vagas e de metalurgia, com 273 novos postos de trabalho.

 

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Crescem as vendas financiadas após 6 anos

As vendas financiadas de veículos novos e usados somaram 5,1 milhões de unidades em 2017, aumento de 9,7% na comparação com o resultado acumulado em 2016. Desse total, 1,8 milhão representam veículos novos 3,5% a mais do que em 2016. 3,3 milhões foram veículos usados, alta de 13,4% sobre o ano anterior.

 

Esta é a primeira vez em sete anos que o mercado de crédito de veículos registra crescimento anual. Em 2016, os financiamentos somaram 4,6 milhões de unidades, segundo dados da B3, Brasil, Bolsa, Balcão, divulgados na quarta-feira, 17.

 

Analisando por categoria, os financiamentos de veículos leves novos cresceram 7% no ano passado com relação a 2016, para 1 milhão 138 mil de unidades. O volume representa 52% das vendas totais de veículos leves em 2017, abaixo dos 53% registrados no ano anterior.

 

As vendas financiadas de veículos pesados, que somam caminhões e ônibus, também cresceram, a um ritmo de 12,5%, para 63,8 mil unidades. Já as motos, segmento mais dependente do crédito, teve retração de 3,5% nos financiamentos, para 593,7 mil unidades.

 

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Caminhões: disputa deve se acentuar no segmento de pesados em 2018

Se o mercado de caminhões voltou a crescer em 2017 foi devido ao desempenho das vendas que as fabricantes tiveram no segmento de pesados, apontam os números divulgados pela Anfavea em janeiro – teve maior volume de emplacamentos entre as categorias que compõem o setor: 18 mil 747 unidades, um crescimento de 23,4% na comparação com o acumulado de 2016 que se deu em função do agronegócio.

 

Sua importância ano passado, e uma série de fatores particulares dos planos das fabricantes que atuam no segmento, mostram competidores se ajustando para conquistar fatias maiores desse mercado nos próximos anos – que deve crescer com as projeções de PIB maior no horizonte e surgimento de novos investimentos em frota a partir disso.

 

A Volvo fechou o ano como a empresa que mais vendeu veículos da categoria. Foram 5 mil 44 unidades, uma alta de 18,9% sobre o volume vendido em 2016. A empresa conseguiu se manter no topo nos pesados com a força do seu portfólio consolidado em distintas aplicações, como mineração, agricultura e transporte de longa distância.

 

No entanto, em termos de vendas, a distância para as demais fabricantes diminuiu em 2017, o que pode sugerir que algo deverá ser feito em 2018 para que a liderança seja mantida. A Mercedes-Benz passou por mudanças estruturais desde 2014 e conseguiu terminar o ano passado como segunda fabricante que mais vendeu caminhões pesados: 4 mil 914 unidades.

 

Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas da companhia, a M-B percebeu que devia aproximar mais os clientes de seus produtos para o segmento, como a linha Actros, Axor e Atego. O executivo disse que a empresa teve de recorrer a este tipo de abordagem para explorar melhor o segmento de pesados:

 

“Quando o Philipp Schiemer me contratou, minha missão era mudar um pouco a postura da companhia e aplicar práticas de mercado que são específicas para atender a este segmento. A Mercedes-Benz era voltada para o atendimento ao concessionário. Ajudei a apimentar o negócio indo falar também com a ponta”.

 

Antes de ocupar o cargo na M-B, Leoncini teve passagem de longa-data na Scania Brasil onde ocupou diversas posições na área de vendas. Coincidência ou não, foi a partir da sua chegada à Mercedes-Benz que a empresa passou a se aproximar das primeiras posições no segmento de pesados. Desde 2014, por exemplo, mantém o segundo posto à frente da Scania.

 

O executivo creditou o desempenho do ano passado aos negócios fechados ano passado com grandes frotistas, como foi o caso da venda de 524 caminhões para operação fora de estrada da Raízen: “Foi um negócio que nos garantiu volume em um segmento extremamente concorrido, no qual buscamos a liderança nas vendas de offroad e também rodoviários”. Em 2017, os veículos rodoviários representaram a maior fatia do mix de vendas da fabricante. Das 4 mil 914 unidades vendidas, 2 mil 839 foram de veículos do modelo.

 

A Scania, terceira empresa que mais vendeu veículos pesados, teve como destaque ano passado os emplacamentos do seu modelo mais vendido, o R440.  A empresa vendeu ano passado 4 mil 901 unidades, sendo que 3 mil 33 unidades foram do modelo.

 

Para Roberto Barral, diretor-geral da Scania Brasil, 2017 foi um ano em que a empresa mostrou bom desempenho comercial: “Em termos de mercado, tivemos um ano bom. Crescemos em vendas mês a mês, enquanto os concorrentes e os segmentos caíram na comparação com 2016. Para 2018, a perspectiva é de crescer, nesse mesmo mercado, de 10% a 15% em comparação a 2017”.

 

A MAN foi quarta empresa em volume de vendas no ano passado, com 1 mil 987 emplacamentos registrados, 17,5% mais que o volume de 2016.  A fabricante enxerga no segmento de pesados o nicho onde ainda há espaço para sua operação crescer no País, já que nos demais, julga a empresa, seus produtos estão mais consolidados.

 

Carlos Eduardo Rocca, gerente de vendas especiais da companhia, disse que a empresa concentrará seus esforços no segmento de pesados em 2018. A empresa teve de adaptar seu portfólio para atender aplicações específicas e amadurecer a linha pesada TGX, disponível no mercado desde 2012, entre os clientes do País.

 

O executivo contou que em 2017 as vendas de modelos pesados representaram um terço do total vendido pela companhia: “Em 2018 é onde nós estamos concentrando todos os nossos esforços, tanto em composição de equipe e processos para atender demandas complexas, como a de transporte de cana”.

 

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ArcelorMittal começa o ano com novo VP de finanças

A ArcelorMittal começou o ano com mudanças no seu quadro de executivos, com Alexandre Barcelos no cargo de vice-presidente de finanças corporativas, em sucessão de Adilson Martinelli, que se aposentou. O executivo começou sua carreira na KPGM, no cargo de auditor no qual ficou durante 13 anos. Em 2005 ingressou no grupo e liderou as áreas de contabilidade, tributária e tesouraria.

 

Barcelos é bacharel em ciências contábeis pela PUC-MG, pós-graduado em gerenciamento estratégico pela UFMG, MBA pela Fundação Dom Cabral e especializações gerenciais pela Duke Corporate Education e Kellogg School Of Management.

 

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Ford Ecosport chega aos Estados Unidos

O Ecosport, SUV da Ford desenvolvido no Brasil, começou a ser vendido nos Estados Unidos, segundo maior mercado global, onde o seu segmento também está em crescimento, com alta de 14% nas vendas de SUV no ano passado com relação a 2016 e 560 mil unidades comercializadas.

 

Visualmente, a única diferença entra as versões que são vendidas no Brasil e que serão vendidas nos Estados Unidos é a ausência do estepe na tampa traseira do porta-malas, que será oferecido como opcional para os americanos.

 

A produção do Ecosport que abastecerá os Estados Unidos será na Índia, com as seguintes versões S, SE, Titanium e SES, com duas opções de motor: 1.0 Ecoboost de três cilindros e 2.0 de quatro cilindros, ambos com câmbio automático de seis marchas, start-stop e tração 4WD na versão topo de linha.

 

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Toyota Corolla é o carro mais vendido de 2017

Na disputa pela primeira posição do ranking dos veículos mais vendidos no mundo de 2017, o Toyota Corolla repetiu o feito do ano anterior e ficou com a primeira posição, 1 milhão 224 mil 990 unidades vendidas, volume 6,6% menor do que em 2016, segundo os dados divulgados pelo site Focus2Move. Vale ressaltar que a Toyota também foi a marca mais vendida no mundo no ano passado. O segundo lugar ficou com a Ford F-Series, 1 milhão 76 mil 551 unidades comercializadas e aumento de 8,7% na comparação com o ano anterior.

 

O terceiro automóvel mais vendido foi o Volkswagen Golf, 952 mil 826 emplacamentos, volume 3,5% menor do que em 2016. O quarto lugar ficou com o Honda Civic, que comercializou 819 mil 5 unidades, com alta de 21,7% na mesma base de comparação. O SUV da Toyota, RAV4, aparece na quinta colocação, com 807 mil 401 unidades comercializadas e alta de 11% nas vendas.

 

Outro SUV ficou com a sexta colocação, o Honda CR-V vendeu 748 mil 48 unidades, queda de 0,4% com relação a 2016. Em sétimo lugar mais um SUV, o Volkswagen Tiguan vendeu 703 mil 143 unidades, alta de 34,5% na mesma base comparação, sendo a maior no ranking. O Ford Focus ficou com a oitava colocação, 671 mil 923 emplacamentos, queda de 6,3%.

 

A Chevrolet Silverado ficou com a nona colocação, comercializando 660 mil 530 unidades, alta de 3,5% nas vendas. O Volkswagen Polo fecha o ranking na décima colocação, 656 mil 179 unidades emplacadas, queda de 6,6%. 

 

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VW Caminhões e Ônibus inaugura revenda na Argentina

A Volkswagen Caminhões e Ônibus inaugurou a revenda Vesten em Mendoza, Argentina, com 15 mil m², com 20 empregos diretos gerados inicialmente. A concessionária apoiará o crescimento de vendas dos produtos VW no país, principal mercado de exportação da montadora, de acordo com o comunicado divulgado pela empresa na sexta-feira, 12.

 

Focada em novos negócios na região, a empresa também quer crescer em pós-vendas, uma das prioridades da estratégia da empresa e, para isso, a concessionária contará com oficina para até 12 caminhões ao mesmo tempo, com capacidade para atender mais de 180 veículos por mês.

 

No showroom, um dos veículos oferecidos aos argentinos será o Constellation 17.280, que foi o modelo mais vendido na Argentina em 2017.    

FCA anuncia investimento de US$ 1 bilhão nos EUA

A FCA anunciou na sexta-feira, 12, que investirá US$ 1 bilhão na fábrica de Warren, no Michigan, nos Estados Unidos, onde produzirá a próxima geração do modelo Ram Heavy Duty. O veículo, que atualmente é feito no México, será produzido nos Estados Unidos a partir de 2020.

 

O anúncio do investimento em Michigan chega cerca de um ano depois da FCA anunciar um montante similar para a mesma fábrica e para a unidade de Ohio para a produção de três novos modelos da Jeep. Desde junho de 2009, a FCA investiu mais de US$ 10 bilhões nos Estados Unidos.

Iveco anuncia vendas para exércitos na Europa

A divisão de veículos de defesa da Iveco, marca da CNH Industrial, anunciou o fechamento de dois contratos em dezembro de 2017. O primeiro, a venda de 280 caminhões Eurocargo 4×4 multiuso militar, feito pela BwFuhrpark Service, para o exército alemão. O outro, 173 veículos logísticos para o Ministério da Defesa da Romênia. Ambos pedidos devem ser entregues este ano.

 

De acordo com a Iveco, os modelos serão compatíveis com as normas de emissão Euro 6, incluindo o recurso completo de operação com combustível único. O contrato com o exército alemão é resultado de dois anos de avaliação intensiva de mercado e ensaios práticos abrangentes com um veículo de demonstração. O contrato com o ministério romeno, por sua vez, foi viabilizado após experiência obtida com fornecimento de veículos militares em 2015.

 

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Volkswagen cria área de e-mobilidade e nomeia diretor

A Volkswagen anunciou a criação da diretoria de gerenciamento de e-mobilidade, departamento que se dedicará ao desenvolvimento de novas tecnologias para a plataforma MEB. A empresa nomeou Thomas Ulbrich para o cargo de diretor da área, que assumirá a posição a partir de 1º de fevereiro.

 

O executivo é formado em engenharia automotiva e trabalha para o Grupo Volkswagen desde 1989. Passou por diversos cargos, como chefe de logística na FAW-Volkswagen, na China, vice-presidente da Shanghai-Volkswagen, também no mesmo país, e diretor de administração de produção e logística, na Alemanha.

 

A expectativa da VW é de que, no futuro, a divisão de mobilidade eletrônica seja responsável por todos os veículos elétricos da Volkswagen e pelo desenvolvimento desses modelos.

 

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