Ministro que coordenava Rota 2030 pede demissão

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, pediu demissão na quarta-feira, 3, em carta entregue ao presidente da República, durante reunião no Palácio do Planalto. O ministro foi o principal articulador do programa Rota 2030, que sucederá o Inovar-Auto, durante os oito meses de reuniões da indústria automotiva com o governo e que não foi aprovado pelo Ministério da Fazenda – agora o programa vai ter que esperar a aprovação da Reforma da Previdência, em fevereiro, para voltar à pauta.

 

Na carta, Pereira explica que deixa o cargo para se dedicar a questões pessoais e partidárias, já que é presidente licenciado do PRB e pode disputar cargo eletivo na próxima eleição. O Palácio do Planalto não comentou o pedido de demissão.

 

Em comunicado publicado em suas redese sociais, o ex-ministro fez um balanço de suas ações durante a gestão do ministério, iniciada em maio de 2016, destacando que: “Assumimos um governo falido, despedaçado, com todos os índices econômicos negativos e sem perspectiva de melhora de vida” e que o governo enfrentou os desafios e o País “encontrou seu curso novamente”.

 

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Automóveis: a arquitetura dos grandes impérios.

Faz anos que as Três Grandes de Detroit – Chrysler, Ford e General Motors – deixaram de ser tão grandes no panorama mundial de veículos. Players inesperados adentraram no jogo e alteraram as grandezas então aceitas. Hoje, como recorda série publicada nos últimos dias de 2017 pelo Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, o Grupo Toyota, do Japão, é o líder mundial de produção e de venda de veículos.

 

Além da própria Toyota o grupo é composto pelas divisão Daihatsu e pela premium Lexus. As outras divisões, Hino e Scion, foram, digamos, desconectadas.

 

O segundo lugar é do Grupo Volkswagen, da Alemanha, guarda-chuva que abriga as marcas Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Seat, Skoda e Volkswagen.

 

Ainda é cedo para saber qual o ranking definitivo de 2017 mas uma de suas surpresas certamente será a posição da Aliança Renault Nissan, da França e do Japão, idealizada por Carlos Ghosn, que integra oito marcas: as próprias Renault e Nissan mais Mitsubishi, Samsung Auto, Alpine, Datsun, Lada e Dacia. Infiniti.

 

Quem sabe virá, a seguir, a outrora toda poderosa General Motors – hoje Company e não mais Corporation – , dos Estados Unidos, que reúne as marcas Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC e, na China, Bajoun e Wuling. Mantém fortes laços com Suzuki, que até agora não se integrou ao grupo.

 

Outra antiga gigante, a Ford, dos Estados Unidos, opera com as divisões Ford, Lincoln e Troller.

 

Nessas cercanias estará o Grupo Hyundai, da Coréia do Sul, que inclui 55% do controle acionário da Kia. Pouco representativo até há cinco, seis anos, o grupo ganhou destaque mundial e criou recentemente sua divisão premium, a Genesis.

 

A Honda, do Japão, que mantém uma divisão de luxo, a Acura, é outra companhia que não pode ser esquecida.

 

Na Alemanha fortalece-se, sempre, o Grupo Daimler Benz, titular de alianças externas bem sucedidas – com a Renault Nissan, por exemplo. Mantém a AMG na área de grande rendimento, sua marca geral Mercedes-Benz e a Smart.

 

Da mesma forma como Carlos Ghosn Sergio Marcchione consolidou aliança – de europeus de nome Fiat com estadunidenses de nome Chrysler na FCA, Fiat Chrysler Automobiles, o Grupo FCA, que mantém as marcas Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Dodge, Fiat, Jeep, Lancia e Maserati.

 

Prestígio e não altos resultados de receita e de produção ainda são segredo do Grupo BMW, da Alemanha, que se esforça muito por manter sua independência. Produz veículos de alta qualidade e de grande conteúdo tecnológico: BMW, Mini e Rolls Royce.

 

E há lugar ao sol para o Grupo PSA, da França, particularmente depois de ter adquirido da General Motors marcas e ativos Opel, da Alemanha, e Vauxhall, da Inglaterra – que se somam a Citroën, a Peugeot e a DS.

 

Nesse pequeno mapa da arquitetura atual da indústria do automóvel há espaço, ainda, para os grandes esforços desenvolvidos principalmente na Índia pela Tata, que reúne as marcas Tata, Land Rover, Rover e Jaguar, que traz consigo a Triumph.

 

Na China o destaque é a Geely, que cresce sem parar e que também administra a Volvo.

 

Ferrari e McLaren Automotive seguem independentes, assim como Aston Martin e Subaru não querem integrar lista que tem Hummer e Saab.

 

A título de curiosidade: há, ainda, a Nevs, da China, e a Tesla, dos Estados Unidos.

 

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JAC: vendas crescem 40,2% em 2017

A JAC Motors aproveitou a recuperação do mercado no ano passado e registrou aumento de 40,2% nas vendas na comparação com 2016, emplacando 3 mil 823 unidades. No mês de dezembro as vendas da empresa cresceram 27,4% com relação ao mesmo mês do ano anterior, com 641 unidades emplacadas.

 

Apostando no crescimento do setor em 2018 e beneficiada pelo fim do Inovar-Auto, que limitava as cotas de importação para empresas que não produzem no Brasil, a JAC prepara quatro ou cinco lançamentos para o ano, incluindo novo SUVs, uma picape e uma van: “Estimamos dobrar nossas vendas em 2018 com relação ao que comercializamos em 2017”, disse Sergio Habib, presidente da empresa.

 

Para Habib, a grande responsável pela recuperação do mercado foi a taxa Selic: “A queda sucessiva na taxa de juros em 2017 ampliou sensivelmente o volume de negócios. Prestação mais baixa aumenta venda. É simples”. O executivo utilizou a sua rede de concessionárias para exemplificar a recuperação: “Em março de 2017, um cliente disposto a adquirir um T5, com valor aproximado de R$ 70 mil, dando 30% de entrada e financiando o saldo em 48 vezes, arcava com um prestação mensal de R$ 1.477. Em dezembro, no entanto, o mesmo modelo de negócio já rendia um pagamento mensal de R$ 117 a menos”.

 

A expectativa do executivo para o ano é de 15% de crescimento da indústria: “Teremos uma Selic de 7% não somente no finalzinho do ano, como foi em 2017, mas a tendência é que prevaleça essa taxa durante 2018 inteiro. E há muito represamento de consumo. Há milhares de brasileiros que compraram carros em 2012, 2013 e 2014 que queriam trocar por um zero km em 2017, mas ficavam receosos com o custo do crédito. Eles vão comprar agora”.

 

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JCB do Brasil anuncia diretor de pós-vendas Brasil e América Latina

A JCB do Brasil anuncia esta quarta-feira, 20, a contratação de Cleber Carvalho como diretor de pós-vendas Brasil e América Latina.

Responsável pela gestão nacional e latino-americana, Carvalho tem como principal missão fortalecer o dia a dia na rede de Distribuidores JCB, garantindo o atendimento de primeira linha e excelentes índices de suporte e tempo de resposta aos clientes. Com grande vivência no setor de automóveis e bens de capital, principalmente em máquinas de construção, o executivo é formado pela Unesp em engenharia mecânica e mestre em estratégia de negócios pela Universidade Positivo.

Para José Luis Gonçalves, presidente da JCB Latam, “a chegada de Cleber ao time JCB vem de encontro à estratégia de oferecermos o melhor atendimento e garantirmos a satisfação completa de nossos clientes. Com sua visão e conhecimento trabalharemos para identificar oportunidades de entregar uma experiência ainda melhor aos nossos clientes, em total alinhamento com nossos distribuidores”.

Câmara aprova marco regulatório para transporte de cargas

A Comissão Especial do Transporte Rodoviário de Cargas aprovou um novo marco regulatório do setor na terça-feira, 19, na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 4 860/16 estabelece regras para o transporte de cargas por terceiros e mediante remuneração e endurece penas impostas a empresas e caminhoneiros envolvidos em roubos de cargas.

 

A nova lei estabelece que a atividade poderá ser exercida por pessoa física ou jurídica, uma vez que haja registro específico na ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres . Para pequenos agricultores, o cadastro será simplificado.

 

O marco também prevê a obrigatoriedade de renovação da frota em todo o País e a contratação de seguro contra perdas e danos às cargas em todas as operações de transporte, além de disciplinar o transporte de cargas perigosas e o tempo de carga e descarga.

 

Outra medida assegurada na proposta prevê um endurecimento das penas dos crimes de roubo contra os prestadores de serviços de transporte de cargas e garante a suspensão, por dez dez anos, dos motoristas que comprovadamente tiverem participação no delito.

Empresas seguiram investindo no País em 2017

O ano de 2017 também ficou marcado por investimentos importantes anunciados por fabricantes no País, apesar do cenário de incertezas tanto no aspecto econômico quanto no político. A maioria dos aportes que chegam faz parte de estratégias de adequação da operação ao mercado brasileiro e, em outros casos, na chegada da produção de novos veículos. Destaque para a compra da operação brasileira da Chery feita pela CAOA, a notícia mais importante do setor nos últimos quatro anos porque marcou a tentativa definitiva de uma montadora em decolar no País. Foi o caso também da JAC Motors, que desde os princípios do Inovar-Auto buscava um canto para chamar de seu e passar a produzir aqui seus veículos. Ambos os fatos foram veiculados em primeira mão pela reportagem de AutoData. General Motors e Volkswagen trouxeram ao Brasil a produção de novos veículos com vistas à conquista de uma fatia maior no mercado nacional. O mesmo ocorreu na Iveco, no segmento de pesados, mostrando que até o combalido setor de caminhões ainda enxerga oportunidades de crescimento aqui.

 

Confira abaixo, em ordem cronológica, as principais notícias que AutoData publicou sobre o tema em 2017:

 

CAOA assume controle da Chery

JAC confirma fábrica e R$ 200 milhões em GO

GM anuncia R$ 4,5 bilhões para três fábricas no Brasil

R$ 2,6 bi em uma nova VW

Renault anuncia mais R$ 750 milhões para o Brasil

FCA investe R$ 18 milhões em simulador que reduzirá custos

Iveco: US$ 120 milhões em novos veículos

VW investe R$ 30 milhões em ferramentaria

Valeo anuncia duas novas fábricas no Brasil

O setor de caminhões e a luz no fim do túnel

O setor de veículos pesados tratou de reduzir as perdas registradas nas vendas durante o ano, uma missão que, ao final do último trimestre obteve resultados que, se ainda não levou as fabricantes a alcançarem os números dos anos de ouro, pelo menos mostrou que há um horizonte positivo em 2018. Para voltar a crescer de fato é necessário que o País volte a ter um PIB alto, discurso adotado pelas fabricantes em uníssono. Enquanto o produto interno não cresce, as empresas recorreram às exportações para movimentar as fábricas instaladas aqui. O mercado de reposição também ajudou a incrementar as receitas em função da frota envelhecida que demandou manutenção este ano, segundo cálculo das companhias. Investir em serviços também foi outra fonte bastante explorada, com avanços interessantes, ainda que incipientes, nos campos da conectividade e manutenção programada. A Fenatran, principal evento do setor que ocorreu este ano resultou em vendas para a maioria das companhias, que esperam contabilizar os negócios durante a feira já no primeiro trimestre do ano que vem.

 

Confira abaixo, em ordem cronológica, as principais notícias que AutoData publicou sobre o tema em 2017:

 

Setor de caminhões sai do atoleiro

Vendas de caminhões retomam nível de 2015

Segmento de caminhões mantém trajetória de recuperação

Venda de caminhões poderá crescer 28%

Scania vende 173 caminhões para mineração

Ambev renova sua frota com caminhões VW

Fôlego para o segmento de caminhões

MAN fornecerá 100 ônibus ao governo da Bahia

MAN volta a operar cinco dias por semana

Scania busca 5 mil unidades em 2017

Scania quer conectar 6 mil veículos até o final de 2017

Mercedes-Benz: trimestre em alta nas vendas no Brasil

Mercedes-Benz faz megarevenda para a Raízen

Iveco aposta no crescimento de uso do câmbio automatizado

O que um câmbio automatizado pode fazer pelos Iveco Tector

De olho na Scania, Cummins nacionaliza turbo

MAN e MWM celebram produção de 100 mil motores

Volvo investe em novo motor

MAN mostra dezenove novidades

BNDES libera R$ 17,6 bilhões para o Finame

O BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, aumentou os desembolsos para a linha BNDES Finame, voltada para o financiamento da produção, modernização e compra de máquinas e equipamentos. Esse é um importante termômetro da recuperação da atividade econômica.

 

De acordo com informações divulgadas na terça-feira, 19, pelo BNDES, as aprovações da linha, que são a última etapa antes da contratação e do desembolso, alcançaram R$ 19,7 bilhões, de janeiro a novembro, expansão de 22% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

Já os desembolsos da Finame somaram R$ 17,6 bilhões, de janeiro a novembro, número 11% maior que no mesmo período do ano passado.

 

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Meritor é premiada pela distribuidora JS

A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais, recebeu da JS, um dos maiores distribuidores de peças e insumos de motorização diesel do País, o prêmio Os Melhores da Indústria de Autopeças em 2017, nas categorias destaque de marketing de incentivo e lançamentos de produtos.

 

A empresa foi reconhecida por causa de uma campanha de incentivo Meritor na JS intitulada Muito Trem de Força – Meritor. De acordo com Luis Marques, gerente de aftermarket da Meritor, a iniciativa fez ultrapassar a meta de vendas de produtos da marca na rede JS, entre os meses de maio e julho: “Isto representa crescimento de 33% com relação ao volume registrado no primeiro trimestre deste ano e de 29% na comparação com o mesmo período de 2016”. Antes de iniciar este trabalho, foi realizado um esforço em conjunto entre as empresas para a formação de estoque otimizado de acordo com cada uma das filiais. 

 

Já em lançamentos de produtos destacou-se pelos novos rolamentos para diferencial e linha de lubrificantes, além da expansão de portfólio das linhas atuais de componentes. 

 

Criada pela JS Peças este ano, a premiação,  cujo objetivo é reconhecer as melhores práticas das indústrias do setor, também certificou outros fornecedores nos quesitos: nível de serviço e apoio técnico.

 

Os vencedores em cada categoria foram anunciados no início de dezembro durante o Encontro de Gestores, convenção anual da JS Peças que reuniu 38 profissionais das filiais da distribuidora, além de parceiros de dez marcas diferentes.