MWM quer economizar R$ 920 mil com embalagens

A MWM divulgou na terça-feira, 24, que a parceria com a Reciclapac, empresa focada no desenvolvimento de embalagens sustentáveis e reuso, deve gerar economia de R$ 920 mil ao ano a partir de 2018.

 

Com uso da tecnologia upcycling, o projeto visa aumentar o ciclo de vida das embalagens, dando a elas múltiplos usos. “Com a adoção total da proposta feita pela Reciclapac, que deve acontecer no próximo ano, a MWM vai evitar a derrubada de 22 mil árvores/ano”, diz Paulo Rolin, diretor de compras e logística da empresa.

 

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Transportes movimentam indústria do alumínio

O consumo de produtos transformados de alumínio no mercado doméstico cresceu 2,1% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2016, segundo os dados da Associação Brasileira de Alumínio, ABAL.

 

O uso do produto saltou de 588,4 mil toneladas para 600,9 mil toneladas nos primeiros seis meses do ano. Segundo a associação, o crescimento foi puxado, principalmente, pelo segmento de transportes, com aumento de 12,6%. Outro segmento que se destacou foi o de energia, por causa do mercado de energia solar fotovoltaica, considerado promissor pela ABAL.

 

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Vedação pode dar âEURoeOscarâEUR à Cooper Standard

A Cooper Standard é finalista da 24ª edição do Premier Automotive Suppliers Contribution to Execellence, A premiação, considerada uma das mais importantes da área de tecnologia, acontecerá nos Estados Unidos, em abril. A empresa foi indicada ao prêmio por causa do Fortrex, material de vedação que, segundo a Cooper Standard proporciona economia de peso de até 30% e evita problemas de compressão.

Mitsubishi: proposta rejeitada por funcionários

Funcionários da fábrica da Mitsubishi de Catalão, GO, em greve desde o dia 16, recusaram a proposta feita pela empresa em assembleia realizada na segunda-feira, 23. A fabricante ofereceu valores de participação dos lucros e reajuste salarial abaixo dos pleiteados pelos trabalhadores, informou o Sindicato de Catalão. Eles mantêm a greve até a terça-feira, 24, quando será realizada nova assembleia entre as partes.

 

A Mitsubishi ofereceu R$ 5,4 mil de PLR, enquanto que os funcionários pedem R$ 7 mil. De acordo com Thiago Cândido Ferreira, secretário geral do sindicato, 90% dos funcionários aderiram à paralisação. Em Catalão são produzidos os modelos da linha L200, Lancer, ASX, Pajero e também o Suzuki Jimny. A fábrica tem capacidade instalada para 110 mil unidades por ano. Atualmente, por dia, são fabricados por volta de 140 veículos, informou o sindicato.

 

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Produção de aço mantém crescimento

De janeiro a setembro saíram dos fornos das usinas brasileiras 25 milhões 468 mil toneladas de aço bruto, produção que supera em 9,1% o volume beneficiado no mesmo período no ano passado e indicador de que a atividade industrial manteve crescente o consumo do material já registrado em agosto, quando a produção atingiu o nível de 2015, superando as 20 milhões de toneladas, informou a Worldsteel na segunda-feira, 20. A produção de laminados, um dos principais insumos da indústria automotiva, foi de 16,6 milhões de toneladas no mesmo período, incremento de 4,7% frente ao acumulado nos nove primeiros meses de 2016.

 

A produção, em setembro, foi de 2 milhões 959 mil toneladas, alta de 7,6% na comparação com o volume de agosto. O consumo aparente foi de 1,8 milhão de toneladas em setembro, 9,1% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2016. As vendas internas cresceram 5,4% na mesma base de comparação, totalizando 1,5 milhão de toneladas. O setor automotivo ajudou a puxar o consumo de aço no mês passado: foram produzidos 236,9 mil veículos.

 

Fato é que os bens de consumo estão mantendo a ocupação das usinas brasileiras acima dos 70% este ano: em setembro, por exemplo, a utilização da capacidade das usinas esteve em 73,5%. Afora o desempenho positivo de alguns setores da economia outro fator significativo para o bom resultado da indústria do aço foi a reativação da produção da CSP, Companhia Siderúrgica do Pecém, no segundo semestre de 2016

 

Por isso a inexistência de dados da CSP no primeiro semestre de 2016 mantém a base de comparação baixa ao mirar o mesmo período de 2017, criando distorções que desaparecerão a partir de janeiro, segundo informações do Instituto Aço Brasil. Ao retirar a CSP da base de comparação do acumulado janeiro-setembro frente ao mesmo período do ano anterior a produção de aço bruto cresce apenas 3,5%, e não 9,1%.

 

No contexto global a China segue como o maior produtor mundial de aço: de janeiro a agosto produziu 638 milhões 731 mil toneladas, 6,3% a mais do que o volume produzido no mesmo período do ano passado. O Japão vem na sequência, com 78 milhões 265 mil toneladas, queda de 0,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Crescimento também foi verificado também na Índia, terceiro maior produtor global, 75 milhões 293 mil toneladas, mais 5,1%. Fecham o grupo dos cinco maiores produtores Estados Unidos, com 61 milhões 453 mil toneladas, e Coreia do Sul, com 52 milhões 819 mil.

 

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Grupo PSA recebe certificado de programa da Receita Federal

O Grupo PSA recebeu a segunda certificação do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado, OEA, da Receita Federal, na modalidade OEA Conformidade, em outubro. A categoria se baseia em critérios de cumprimento das obrigações tributárias e aduaneiras.

 

Com o certificado, o Grupo PSA se tornou um Operador Econômico Autorizado Pleno, dentro do programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado, que tem como objetivo o aprimoramento da segurança da cadeia logística, através da certificação de empresas que tem um gerenciamento de riscos eficaz em suas operações, processos uniformes e conformidade em suas práticas aduaneiras.

 

Considerada como uma importante notificação, o grupo já havia recebido a primeira em agosto de 2016, na modalidade OEA SegurançaProg, baseada em critérios de segurança aplicados à cadeia logística no fluxo das operações de comércio exterior.

Mercado financeiro: inflação e nova queda da Selic.

O mercado financeiro aumentou a projeção de inflação pela terceira vez seguida e a estimativa para o IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, dessa vez, passou de 3% para 3,06% este ano. A estimativa é do Boletim Focus, publicação divulgada toda segunda-feira pelo site do Banco Central com projeções para os principais indicadores econômicos.

 

Para 2018 a estimativa para o IPCA permanece em 4,02%. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta, de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem, ainda, um intervalo de tolerância de 3% a 6%. Para alcançar a meta o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano.

 

Até a quarta-feira, 25, o Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, reúne-se para definir nova taxa básica de juros Selic. A expectativa do mercado é a de que caia para 7,5% ao ano nessa reunião. Para o fim de 2017 a expectativa permanece em 7% ao ano. Essa também é a projeção para o fim de 2018.

 

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A projeção para o crescimento do PIB foi levemente ajustada de 0,72% para 0,73%, este ano. Para 2018, a estimativa de expansão segue em 2,50%.

 

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Confiança da indústria mantém-se estável

O índice de confiança da indústria, medido pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, se manteve estável em outubro na comparação com setembro, alcançando 56 pontos, incremento de 0,3 ponto na comparação com o mês anterior. De acordo com os critérios aplicados na pesquisa um indicador igual ou maior do que 50 pontos denota uma indústria confiante. O resultado, divulgado na segunda-feira, 23, mostrou que o índice permanece acima de sua média histórica, 54 pontos, pelo segundo mês consecutivo.

 

Os componentes que formam o indicador da CNI pouco variaram no mês. O índice de Condições Atuais ficou acima da linha divisória de 50 pontos, o que mostra que os empresários não percebem piora nas condições correntes de negócios. O índice de Expectativas aumentou 0,4 ponto, chegando a 58,8 pontos, mostrando que o otimismo do empresário para os próximos seis meses está mais elevado do que o observado em outubro de 2016. Nessa comparação o índice aumentou 2 pontos.

 

Formado pelas avaliações dos empresários com relação às condições atuais e futuras das empresas e da economia, o Icei, segundo a CNI, antecipa tendências de investimento na indústria. Para a CNI o crescimento do otimismo indica que os empresários estão mais dispostos a investir, criando empregos e contribuindo para a retomada da expansão econômica. Realizada de 2 a 17 de outubro a pesquisa ouviu 3 mil 97 empresários industriais em todo o País. Desse total 1 mil 208 são empresas pequenas, 1 mil 175 médias e 714 de grande porte.

 

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Eleição no Brasil preocupa Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz divulgou, durante o Congresso AutoData Persopectivas 2018, sua expectativa de crescimento, de até 20%, para o mercado de caminhões no ano que vem. Mas, para isso, alguns acontecimentos precisam se concretizar, acredita o presidente Philipp Schiemer, e a eleição do ano que vem é um dos principais deles: “As eleições serão um fator importante para o ano que vem. Espero que o processo seja calmo e o candidato eleito para a Presidência da República mantenha a economia na rota atual”.

 

Schiemer destacou alguns pontos que geram preocupação com relação ao processo eleitoral e ao período de transição que se seguirá: “Não podemos cair, novamente, nem no intervencionismo nem no populismo, pois isso seria desastroso para o mercado. Acredito que o ano que vem será um período de transição, com o crescimento sendo mantido”.

 

Se o processo eleitoral for tranquilo, se forem mantidas as quedas das taxas de juros e a da Selic, e se o dólar se mantiver estável a expectativa de crescimento para 2019 é grande: “Se a economia seguir na rota atual e as eleições não forem turbulentas esperamos que 2019 seja muito bom, fortalecendo ainda mais a economia nacional”.

 

Avaliando o crescimento de até 20% para o ano que vem ele destacou o impacto que a maior geração de empregos causará no setor: “A venda de caminhão é diretamente ligada à economia do País. Então esperamos que o desemprego seja reduzido, aumentando os negócios do varejo, que refletirá em mais transporte, movimentando nosso setor”.

 

Atualmente a Mercedes-Benz é líder do mercado de caminhões, com 10 mil 238 unidades vendidas de janeiro a setembro, enquanto o setor todo vendeu 35 mil 364: “Somos líderes mas essa não é uma ambição a qualquer custo. Nossa intenção é ser a primeira marca que surge na cabeça dos transportadores quando eles pensam em caminhões. Se ele fecha ou não a compra dos veículos com a Mercedes-Benz já é outra questão”.

 

Schiemer também falou sobre o impacto que negócios fechados na Fenatran têm para o setor: “Acho que para este ano é tarde demais, pois os estoques estão limitados, sendo necessário esperar pela produção de de dois a três meses, mas podemos ter um aumento de quinhentas a 1 mil unidades vendidas e começar 2018 bem diferente do que foi este ano”.

PSA reduzirá em até 50% os custos de operação da Opel

O grupo PSA estuda a redução de custos das operações da Opel. Segundo Carlos Tavares, presidente do consórcio automotivo do grupo, estes custos estão quase 50% maiores que os da PSA. Tavares disse que a empresa alemã trabalha com alto consumo de energia e processos ineficientes: “A indústria automobiílisca ainda é um lugar onde há muito desperdício”.

 

Para o executivo, a Opel precisa ser mais eficiente em todas as áreas de atuação. Uma das estratégias do grupo PSA será o uso de suas plataformas modulares para produzir futuros lançamentos da Opel, reduzindo os custos de produção. O uso de tecnologias para reduzir emissões também faz parte dos planos, pois a empresa alemã corre o risco de não cumprir o limite de emissões que entrará em vigor em 2020.

 

Para melhora da competitividade, existe ainda a possibilidade da redução de 400 postos de trabalho na fábrica da Opel em Ellesmere Port, Reino Unido.

 

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