Venda de importados sobe 37,5% no bimestre

As vendas de veículos importados cresceram 37,5% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 5, pelo o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, durante o Seminário AutoData Megatendências no Setor Automotivo – Os Desafios de 2018 Com ou Sem o Rota 2030, realizado na segunda-feira, 5, em São Paulo, Capital.

 

Fevereiro, isoladamente, foi 58,4% melhor do que o mesmo mês do ano passado, adiantou o dirigente. Em relação a janeiro deste ano também houve crescimento, de 6,2%, mesmo com menor número de dias úteis.

 

A atual projeção para 2018 da Abeiva é de 40 mil unidades vendidas de veículos importados. Em 2017 foram cerca de 29 mil.

 

Para Abeifa, Rota 2030 só sai ano que vem

O câmbio é hoje o principal entrave para a importação de veículos no mercado brasileiro, disse o presidente da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, José Luiz Gandini, em apresentação no Seminário AutoData Megatendências no Setor Automotivo – Os Desafios de 2018 Com ou Sem o Rota 2030 na segunda-feira, 5, em São Paulo, Capital.

 

“O dólar é um agravante. Em 2011 o câmbio estava a R$ 1,67 e hoje chegou a R$ 3,25, aumento de 95%. No mesmo período os veículos subiram 21%. É impossível voltar aos números de 2011.”

 

Além do dólar a entrada em vigor do Inovar-Auto em 2012, avaliou, teve grande impacto nos resultados do setor. Naquele ano foram vendidos cerca de 199 mil importados contra 29 mil do ano passado. Assim a participação no mercado interno caiu de 5,82% para 1,37%, o número de concessionárias diminuiu de 850 para 450 unidades e os empregos diretos de 35 mil para 14 mil. E a arrecadação de impostos saiu de US$ 4,1 bilhões para US$ 400 milhões no período.

 

“Tirar a trava da cota de 4,8 mil unidades ao ano por marca do Inovar-Auto nos deixa otimista, mas temos a questão do dólar e o Imposto de Importação, que não nos permitem chegar um preço competitivo”.

 

Sobre o Rota 2030, Gandini assegurou que a Abeifa “apóia definitivamente” o programa: “Participamos de quase cem reuniões em Brasília sobre o assunto, mas é importante que seja dado com um tratamento isonômico para todos os participantes da cadeia”. Na opinião de Gandini, entretanto, a publicação do regime deve ficar para o próximo governo: “Defendemos que seja o mais breve possível, mas acredito que não sairá este ano”.

 

Foto: Allex Chies.

Daimler assume 100% do capital da Car2go Europe

A Daimler, por meio de sua divisão Mobility Services, chegou a um acordo para aquisição de 25% de participação da Car2go Europe, que era da Europcar.

 

A Daimler já era dona de 75% de participação e, agora, assumiu 100% do capital da empresa, que atualmente conta com mais de três milhões de clientes na Europa, América do Norte e China.

 

O chefe de serviços de mobilidade da Daimler, Jörg Lamparter, afirmou que, nos últimos meses, a empresa intensificou seus investimentos em serviços de mobilidade, a fim de criar um sistema de mobilidade “holístico” com um amplo portfólio.

Argentina: vendas batem recorde no bimestre.

As vendas de carros na Argentina no primeiro bimestre foram de 118,9 mil unidades, recorde histórico do país para o período de acordo com material antecipado pelo site Flash de Motor, divulgado antes dos dados oficiais da Adefa, entidade que representa as montadoras.

 

A alta no bimestre resultou em um crescimento de aproximadamente 10% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando apenas o mês de fevereiro foram vendidas 68 mil 406 unidades, outro recorde de vendas.

 

A expectativa da indústria é a de que as vendas totais no ano também alcancem recorde, ultrapassando a marca de um milhão de unidades comercializadas.

Anfavea: investimentos podem ser revistos.

Sem a definição de uma política industrial específica o País corre o risco de perder investimentos da indústria automotiva, mesmo aqueles já anunciados. A avaliação é do presidente da Anfavea, Antonio Megale, que participou na segunda-feira, 5, do Seminário AutoData Megatendências do Setor Automotivo – Os Desafios de 2018 Com ou Sem o Rota 2030, realizado em São Paulo, Capital.

 

Para ele, a aprovação do programa é fundamental para que as fabricantes sigam investindo em tecnologia. “Desde o Inovar-Auto a indústria automotiva tem feito a sua parte para reduzir a emissão de poluentes, com investimentos em tecnologia. Mas se o mercado não estiver aberto para novos avanços isso pode levar as matrizes a repensar seus investimentos aqui”.

 

Em sua apresentação o dirigente da Anfavea citou também o caso das montadoras do segmento premium, que sem regras específicas para produção em baixos volumes igualmente poderiam rever seus planos em relação ao Brasil. 

 

De acordo com Megale o Rota 2030 não foi anunciado por uma divisão em relação ao tema na esfera governamental. “Iniciamos as nossas discussões com todos os ministérios, mas no fim do ano a Fazenda discordou. Sabemos que é difícil em ano de eleição prestigiar um setor, mas vamos continuar lutando para que o programa seja aprovado ainda neste governo.”

 

O presidente entende que uma das possibilidades na mesa para o Rota 2030 é sua aprovação por partes. Caso isso ocorra, o foco seria nas áreas de eficiência energética, segurança e pesquisa e desenvolvimento.

 

Ele afirmou ainda que durante o Inovar-Auto a indústria investiu bilhões em P&D, que contribuíram para melhorar a eficiência energética dos veículos. “Tivemos uma economia de R$ 7 bilhões por ano com combustível.”

 

Em relação às questões tributárias do programa, particularmente questionadas pela Fazenda, Megale comentou que para um teto de R$ 1,5 bilhão de renúncia fiscal as empresas investiriam três vezes mais. “O setor gera cerca de R$ 40 bilhões por ano em receita e cerca de quatro vezes mais em tributos.”

 

Megale citou uma opção oferecida pela Fazenda, pela qual o incentivo a P&D para a indústria automotiva viria pela Lei do Bem, que abate imposto de renda sobre o lucro. “Mas quando as empresas registrarem resultados negativos não haveria benefício”, questionou.

 

Ele deixou claro em sua apresentação no evento de AutoData que “no ano passado tivemos duas reuniões com o Presidente de República, e nos foi dito que o Rota 2030 seria aprovado. As empresas investiram acreditando nisso. Precisamos ter clareza sobre as regras e previsibilidade”.

 

Foto: Allex Chies.

M-B: trezentas Sprinter UTI Móvel entregues ao SAMU.

A Mercedes-Benz e a De Nigris entregaram na sexta-feira, 2, trezentas ambulâncias Sprinter UTI Móvel Para o SAMU, que foram recebidas pelo Presidente da República e pelo Ministro da Saúde durante evento realizando na concessionária em Sorocaba, SP.

 

Este novo lote soma-se às 225 unidades entregues em outubro do ano passado, de licitação total de 980 furgões Sprinter para transformação em UTI móvel que serão distribuídas a várias cidades brasileiras.

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, acredita que esse atendimento à licitação do SAMU reforça o posicionamento da Linha Sprinter como referência na aplicação ambulância UTI.

 

Foto: Divulgação.

Morre o empresário Raul Randon

O corpo do empresário Raul Anselmo Randon, que faleceu no sábado à noite, 3, será cremado nesta segunda-feira, 5, em Caxias do Sul, RS. Durante este domingo, a cidade recebeu pessoas, de todas as partes do País e do exterior, que foram prestar homenagens a um dos maiores empreendedores brasileiros.

 

O empresário, de 88 anos, estava internado em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, desde dezembro do ano passado, quando passou por cirurgia no fêmur. No sábado sofreu uma parada cardíaca. Ele deixa a mulher Nilva, os filhos David, Alexandre, Roseli, Maurien e Daniel, 10 netos e um bisneto.
Em 1949, após o serviço militar, em parceria com o irmão Hercílio e um amigo, abriu uma pequena fábrica de máquinas tipográficas. O empreendimento foi destruído por um incêndio e, em 1951, os irmãos empreenderam em uma oficina mecânica. Ao longo dos anos seguintes, aproveitando o nascimento efetivo do setor automotivo no país, a empresa cresceu, transformando-se em referência nacional e no exterior.

 

Atualmente, as Empresas Randon formam um conglomerado de nove organizações, com foco na produção de implementos rodoviários e vagões ferroviários, caminhões fora de estrada, retroescavadeiras e componentes automotivos para o segmento de veículos pesados, além de um banco e negócio de consórcios. Tem atuação global, com parques industriais no Brasil (Chapecó, Caxias do Sul e Araraquara), na Argentina, China, nos Estados Unidos e no Peru. No exterior, ainda tem escritórios internacionais, unidades de montagem e CKD e centros de distribuição. Em Caxias do Sul emprega em torno de 8 mil pessoas.

Eaton faz recrutamento às cegas para aumentar número de mulheres na empresa

Para aumentar o número de mulheres no quadro de funcionários da empresa, a Eaton adotou método semelhante ao processo utilizado por orquestras sinfônicas estadunidenses para combater os preconceitos inconscientes dos gestores.

 

A iniciativa foi da diretora de Recursos Humanos da Eaton, Silvia Zwi da Eaton, e teve como objetivo encontrar uma maneira de garantir que a análise de candidatos seria completamente isenta do ponto de vista de características pessoais, especialmente, no segmento automotivo que é tradicionalmente masculino no Brasil.

 

No novo formato de processo seletivo, o RH recebe os currículos com todas as informações e, no primeiro momento, faz a confirmação técnica e comportamental com uma avaliação relacionada apenas ao perfil da função. Em seguida encaminha aos gestores as opções de profissionais excluindo nome, sexo e idade. Os gestores fazem a avaliação das informações técnicas e selecionam os candidatos para a fase final e é apenas na entrevista que eles sabem de fato as características pessoais.

“Ao realizar o processo dessa maneira tivemos seleções diferentes das que teríamos”, explica Silvia. 

Dinamarquesa compra Dupont Cipatex

Após três meses de negociação, a Fibertex Nonwovens, empresa fabricante de nãotecidos e pertencente ao grupo industrial dinamarquês Schouw & Co., comprou a empresa brasileira de nãotecidos DuPont Cipatex, que desde o início de fevereiro passou a se chamar Fibertex Nãotecidos.

 

O valor do negócio não foi revelado, mas o objetivo é ampliar a representatividade da empresa no setor automotivo, especialmente no mercado sul-americano, considerado uma importante oportunidade de negócios para a companhia. Um veículo médio consome, cerca de 30m² de nãotecidos, que são aplicados em faróis, assentos, prateleiras e em aplicações externas, como em carcaças de roda, isolamento de motor, entre outros. O objetivo da companhia é ampliar sua fatia neste mercado.

 

Jorge Ferlov Ribeiro, responsável pelos negócios na Espanha e em Portugal, comentou a meta da empresa: “Hoje o setor automotivo representa 40% do faturamento mundial da empresa e no Brasil tem 25% deste mercado. A meta é ter o mesmo porcentual mundial também nos negócios do Brasil”.

 

De acordo com Carlos Eduardo Benatto, responsável pelos negócios no Brasil, serão realizados investimentos em tecnologia para a expansão da capacidade e também para novos produtos: “Nossa unidade no Brasil está localizada em Cerquilho, SP, e vamos criar uma plataforma maior e mais sólida, aumentando entre 15% e 20% a capacidade total”.

 

Com receita anual perto de R$ 750 milhões, a Fibertex Nonwovens conta com plantas em operação na África do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, França, República Checa e Turquia.

 

Fundada em 2001, com a união da Dupont e Cipatex, a Duci teve receita anual, em 2017, de R$ 64 milhões.

 

Foto: Divulgação.

Roubo de carga faz transportadoras investirem em veículos blindados

O roubo de cargas em todo o Brasil se tornou um problema sério para as transportadoras e para os motoristas autônomos, considerando apenas o Estado de São Paulo, foram 10 mil 584 casos registrados no ano passado, com prejuízo de R$ 913,3 milhões. No Rio de Janeiro, o prejuízo chegou a R$ 861,7 milhões, alta de 39,1% na comparação com o ano anterior, de acordo com o levantamento da MC2R Inteligência Estratégica.

 

A NTC, Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, projeta um aumento de 6% a 7% no roubo de cargas no Brasil em 2017, ante R$ 1 bilhão 360 milhões subtraídos no ano anterior, mas o balanço ainda não foi divulgado.

 

Com o aumento deste tipo de crime as empresas estão revendo e aumentando seus investimentos, como no caso das transportadoras de cargas e valores. A Transvip Brasil, empresa de transporte de valores, conta com treze veículos de transporte de valores, com algumas carretas e caminhões blindados. Marcos Guilherme Dias da Cunha, diretor geral da Transvip Brasil, disse que aguarda a entrega de 10 caminhões blindados, com a perspectiva de aumentar ainda mais esse número: “Investimos aproximadamente R$ 5 milhões neste projeto para 2018, com a compra de novas carretas e outras tecnologias de segurança”.

 

Segundo o diretor, a empresa também investirá ao longo do ano em rastreamento por GPS e via satélite, desde a coleta dos produtos até a entrega, com sistema de vídeo de monitoramento, botão de pânico, fechadura e sensores de portas. A empresa divulgará tudo sobre os novos investimentos durante a Intermodal South America, que acontece de 13 a 15 de março no São Paulo Expo.

 

A Prosegur, outra empresa do segmento de transporte de valores e carga, investiu R$ 4,3 milhões no ano passado em novos caminhões Rodotrem e Truck e o diretor comercial e de estratégia da Prosegur Cash, Sergio França, afirma que “o caminhão Rodotrem MB 2644 AXOR é o maior de transporte de mercadorias de alto valor agregado da América Latina, indicado para o deslocamento de medicamentos, celulares, eletroeletrônicos e cigarros. O veículo é composto por um cavalo mecânico blindado e equipado com tecnologia de segurança de ponta embarcada”.

 

A Prosegur pretende ainda em 2018 aumentar o atendimento das operações de cargas fracionadas, coletas e entregas de volumes menores, utilizando a estrutura de carros-fortes, que a empresa acredita ser ideal para transportar este tipo de carga. “Para a divisão de cargas especiais, vamos adquirir novos equipamentos, ferramentas e sistemas de gestão de transporte”, afirmou França.

 

Segundo a NTC, as cargas mais visadas são: produtos alimentícios, cigarros, combustíveis, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, bebidas, têxteis e confecções, autopeças e produtos químicos.

 

Foto: Divulgação.