Cidades alemãs já podem proibir veículos a diesel

Um tribunal de Justiça da Alemanha decidiu na terça-feira, 27, que as cidades podem restringir a circulação de veículos a diesel. A medida tem como objetivo melhorar a qualidade do ar, mas terá grande impacto na indústria automotiva. Avalia-se que cerca de 15 milhões de veículos a diesel circulam no país.

 

De acordo com a decisão as cidades podem restringir a circulação desses modelos em dias com níveis de emissões muito altos. Caso a decisão seja mantida em tribunais superiores as fabricantes terão que investir pesado em mudanças nos veículos.

 

Outras cidades da Europa também pretendem banir os veículos a diesel, assim como o Reino Unido, que estipulou o prazo de 2040 para banir os modelos de circulação. A estimativa é a de que veículos a diesel representam perto de 40% da frota da Europa. 

 

Foto: Divulgação.

MAN investe em economia operacional por clientes fieis

A MAN intensificará seus cursos customizados de condução econômica e expandira a iniciativa para outros mercados e, também, para mais clientes. O objetivo é preparar motoristas para atingirem a melhor rentabilidade na operação com seus produtos. Em 2017 foram mais de 1,5 mil profissionais capacitados e a meta é ampliar esse público.

 

Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, disse que “todo caminhão ou ônibus Volkswagen e MAN é desenvolvido para entregar o menor custo operacional, mas o resultado depende substancialmente de como o profissional vai conduzi-lo nas estradas e ruas”.

 

Antes de cada treinamento é feito um levantamento prévio da aplicação, do modelo adotado, rota e carga para tornar mais comum todo o conteúdo e orientar a melhor rentabilidade do cliente.

Bosch desiste de produzir baterias para elétricos

A Bosch surpreendeu o mercado ao informar, por meio de comunicado divulgado na quarta-feira, 28, que considera um investimento de alto risco a produção de baterias para veículos elétricos, declinando de uma eventual fabricação do componente. A decisão é um golpe para governos da Europa e fabricantes de veículos que pediram para que empresas se juntassem para criar um produtor regional de células de bateria para competir com fornecedores asiáticos.

 

A Bosch, no passado, considerou produzir suas próprias baterias. Em 2017, porém, mostrou-se em dúvida: disse que a decisão dependeria da possibilidade de desenvolver “um produto melhor e mais barato do que o dos rivais, como Samsung e Panasonic”. Para Rolf Bulander, presidente da divisão de mobilidade da Bosch, “o importante para a empresa é entender a célula tecnicamente, não fabricá-la”.

 

É um instante em que as fabricantes de veículos européias avançam em projetos de veículos elétricos e híbridos, muito em função dos prazos estipulados por alguns países para a redução ou o fim das emissões de combustíveis fósseis, e a região não conta com um fornecedor local de baterias – os blocos de construção essenciais para as baterias são atualmente fabricados na Ásia.

 

Com a decisão o negócio da Bosch de desenvolvimento de baterias passará por mudanças. A empresa de produção de tecnologia de lítio-íon, Lithium Energy & Power, será encerrada. A subsidiária Seeo, que realiza pesquisas sobre tecnologia de células sólidas, deverá ser vendida, informou a empresa. A Bosch, no entanto, afirmou que continuará a trabalhar com fornecedores de células para projetar baterias de veículos híbridos e elétricos com a finalidade de comprar seus equipamentos

 

Alto risco – A Bosch calculou que seria necessário investimento inicial de € 20 bilhões para a produção de baterias, afora outros bilhões para bancar o custo operacional. A empresa, contudo, parece ter abortado a produção muito mais em função do retorno do investimento do que pela disponibilidade de recursos.

 

Disse em comunidado que, “no que diz respeito à dinâmica [do negócio], é difícil de prever os fatores do mercado externo. Não está claro se, e quando, esse investimento seria pago. Um investimento tão arriscado, portanto, não é aceitável no interesse geral da empresa”.

 

Em outras oportunidades na história, em que veículos passaram por profundas transformações tecnológicas, a Bosch foi responsável pelo desenvolvimento de componentes considerados chave para a consolidação dos novos modelos. Foi assim com as velas de ignição, em 1902, componente vital para a massificação dos veículos. Mais recentemente, em 2003, a empresa criou o sistema flex fuel, por meio do qual motores podem funcionar com dois tipos distintos de combustível.

 

 

Foto: Divulgação.

Volvo Cars lança fundo de investimento para startups de tecnologia

A Volvo Cars lançou um fundo de investimento para aplicar em startups de tecnologia: com o Volvo Cars Tech Fund foca sua atenção em tendências tecnológicas que estão transformando a indústria, como inteligência artificial, eletrificação, condução autônoma e serviços de mobilidade digital. A primeira investida do fundo tecnológico é sobre empresa da Califórnia, Estados Unidos, que desenvolve sensores avançados.

 

Além da associação com a Volvo Cars as startups têm a possibilidade de validar suas tecnologias e de acelerar o ritmo de adequação de seus produtos ao mercado.

 

Zaki Fasihuddin, atual vice-presidente de parcerias estratégicas no centro de tecnologia Volvo Cars Silicon Valley, foi nomeado CEO do Volvo Cars Tech Fund: “Buscamos investir em empresas que possam nos fornecer acesso estratégico a novas tecnologias, capacidades e talentos”. 

 

 

Alice no País das Maravilhas inspira calendário Pirelli

A Pirelli acaba de lançar seu lendário calendário, versão 2018, com fotos do fotógrafo Tim Walker. A inspiração para essa edição foi a obra Alice no País das Maravilhas, um dos principais clássicos da literatura britânica, obra de Charles Lutwidge Dodgson sob o pseudônimo de Lewis Carroll. Sua primeira publicação foi em 1865.

Dezoito celebridades deram vida à interpretação de Tim Walker para o universo de Alice, como Whoopi Goldberg e Naomi Campbell. 

 

Foto: Divulgação 

Rede Scania vendeu 1,2 mil usados em 2017

A rede de concessionários Scania, no Brasil, vendeu, no ano passado, um total de 1,2 mil caminhões usados — dentro de um universo de 344 mil 560 unidades usadas comercializadas naquele período. Esse volume implicou crescimento de 3,74% na comparação com o resultado de 2016. O desempenho Scania nesse mercado tem evoluído e deve crescer em períodos de renovação de frota, como é o atual, segundo seu diretor geral, Roberto Barral:

 

“O que também nos ajuda é o fato de os nossos principais veículos, como o R440, terem preço de revenda competitivo para quem os negocia”.

 

Ele lembrou, na segunda-feira, 26, que em 2017 a rede de concessionários Scania evoluiu na venda de usados: “Quem conduz este tipo de negócio são as concessionárias, pois não é nosso foco centralizar esta operação”.

 

Em 2017, apontam dados da Fenabrave, a venda de usados da Scania representou a quarta fatia do mercado, 8,50%, contra 8,11% em 2016.

Grupo PSA já produz Novo Citroën C4 Lounge na Argentina

O Grupo PSA informou, a partir da Argentina e por meio de comunicado, na terça-feira, 27, o início da produção do Novo Citroën C4 Lounge no centro de produção do grupo, em Palomar. Patrice Lucas, presidente para a América Latina, disse que “durante todo o projeto trabalhamos intensamente a qualidade do produto, alcançando um dos nossos objetivos principais propostos com a transformação industrial: ser referência mundial com o centro de produção de Palomar”.

 

“O Novo Citroën C4 Lounge permite à nossa fábrica produzir um veículo inovador, com alta tecnologia embarcada, para vendas para o mercado local e também para exportação. Com este veículo, que já teve mais de 30 mil unidades vendidas desde o lançamento da sua primeira geração, o Grupo PSA demonstra seu compromisso com a Argentina e com a sua indústria.”

 

De acordo com o comunicado “o lançamento representa um marco na história de Palomar pois, para a sua produção, foram adotados novos processos industriais e adaptações de outros já existentes”.

 

Pierre Alain Dufour, diretor do polo industrial de Palomar, reforçou outros pontos de importância no projeto: “Este lançamento é sinônimo do nosso compromisso com o futuro e com o desenvolvimento sustentável. Desde a sua criação este novo veículo buscou fortalecer a integração com os fornecedores locais”.

Geely é a maior acionista individual da Daimler. Berlim está alerta.

A Daimler anunciou, na sexta-feira, 23, por meio de comunicado, que o investidor Li Shufu, dono do Grupo Geely, adquiriu 9,69% de participação no capital da empresa e, com isso, tornou-se o seu maior acionista individual. A Daimler controla a Mercedes-Benz.

 

Com o negócio o bilionário chinês supera um fundo público do Kuwait, que agora detém a segunda maior fatia da Daimler, 6,8%, e também os 3,1% da Renault Nissan. A transação foi avaliada em € 7,2 bilhões, segundo comunicado da Bolsa de Frankfurt.

 

Em 2010 o investidor de 54 anos e dono da avaliada décima maior fortuna da China, segundo a revista Forbes, comprou a Volvo Cars, que estava sob o controle da Ford. O Grupo Geely, fundado em 1997, também controla uma holding que fabrica veículos usados no sistema de táxis de Londres.

 

No caso da Daimler os planos iniciais são de “cooperar com o desenvolvimento de veículos elétricos”. Em declaração emitida pela Geely Li Shufu disse que queria “acompanhar a Daimler no caminho para se tornar o principal fornecedor mundial de eletro-mobilidade” e que estava procurando um compromisso de longo prazo.

 

O negócio, contudo, deixou o governo alemão em estado de alerta. Foi emitido um comunicado que adverte que o acordo não pode ser usado como um “portal” para os interesses da política industrial chinesa.

 

O governo alemão disse, também, que não bloquearia o investimento, mas a ministra da Economia, Brigitte Zypries, contou que deverá “manter um olhar especialmente atento”. A ministra disse que a Alemanha é “uma economia aberta que acolhe investimentos desde que aconteçam de acordo com o mercado”.

 

No Brasil a Geely é representada pela Gandini Participações, do empresária José Luiz Gandini, desde junho de 2011. Em 2013 o empresa anunciou a constituição da Geely Motors do Brasil, cujo início de operações se deu em janeiro de 2014. O primeiro automóvel comercializado no País foi o sedã médio EC7, chegando depois o hatch GC2. Ambos os modelos vêm da nova linha de montagem instalada em Montevidéu, Uruguai.

 

Rival – No fim de semana que se seguiu ao anúncio de venda de participação à Geely, a Daimler informou ao mercado que investirá US$ 1,9 bilhão em uma parceria costurada com a rival da Geely na China, a BAIC, visando à modernização de unidade BAIC para a produção de carros Mercedes-Benz, incluindo veículos elétricos.

 

Daimler e BAIC formam uma joint venture desde 2013.

 

Foto: Divulgação.

PSA e Naza terão produção conjunta na Malásia

O Grupo PSA e o Grupo Naza anunciaram na terça-feira, 27, por meio de comunicado, a assinatura de um contrato de transferência de ativos e um acordo de joint venture que formaliza a operação conjunta da fábrica de automóveis Nasa em Gurun, Malásia. O Grupo PSA terá participação majoritária nas operações e o Naza será responsável pela gestão da distribuição exclusiva de veículos da Peugeot, Citroën e DS na Malásia.

 

Os dois grupos também tratarão de explorar as possibilidades de distribuição em outros mercados asiáticos para tirar proveito de um potencial de 680 milhões de clientes.

 

A fábrica da Naza, construída em 2004, emprega 450 funcionários e tem capacidade instalada de 50 mil unidades/ano.

 

Em comunicado Carlos Tavares, presidente do conselho de administração do Grupo PSA, afirmou que “a criação deste centro de produção em Gurun para a área da Ásia é um passo significativo, que permitirá que o nosso grupo desenvolva atividades benéficas na região, de acordo com nosso plano estratégico”.

 

Foto: Divulgação.

Basf tem lucro de 6,1 bilhões de euro

A Basf divulgou seu balanço financeiro de 2017 na terça-feira, 27, com destaque para o crescimento do fluxo de caixa operacional, que chegou a € 8,8 bilhões no ano passado, alta de € 1,1 bilhão na comparação com o do ano anterior. O lucro líquido da empresa aumentou 50%, chegando a € 6,1 bilhões, na mesma base de comparação.

 

Kurt Bock, presidente da junta diretiva da Basf SE, disse em comunicado que “no ano passado atingimos um crescimento significativo, sendo capazes de aumentar ainda mais a nossa rentabilidade. Além disso estabelecemos bases vitais para o desenvolvimento futuro de nossa empresa, tanto no que se refere à pessoas quanto à estratégia”.

 

“Com relação ao desempenho por região ficamos muito satisfeitos com o grande crescimento conquistado na Ásia, fruto de investimentos em anos anteriores, tornando a região a mais lucrativa para a Basf, com € 2,2 bilhões no ano passado.”

 

Na América do Sul, África e Oriente Médio o Ebit, lucro antes dos juros e tributos, caiu de € 432 milhões para € 335 milhões.

 

Na Europa a empresa destacou o crescimento do Ebit, que aumentou 31%, chegando a € 4,7 bilhões, resultado dos maiores ganhos de químicos, óleo e gás. Na América do Norte o Ebit foi de € 1,2 bilhão no ano passado, contra € 1,1 bilhão em 2016.

 

Perspectivas 2018 – A Basf projetou crescimento da economia global de até 3,1% e da produção de químicos de até 3,5% para 2018, seguindo o ritmo de 2017. Para mercados como Brasil e Rússia a empresa diz acreditar na continuação da recuperação: “Neste cenário queremos continuar crescendo de forma lucrativa e alcançar um ligeiro aumento nas vendas do Grupo Basf e no Ebit em 2018”.

 

O aumento esperado das vendas virá, principalmente, acredita a Basf, do crescimento dos volumes e o aumento do lucro será puxado por contribuições significativas dos segmentos de produtos de desempenho, materiais e soluções funcionais e óleo e gás.

 

Foto: Divulgação.