Mercedes-Benz vende ônibus para Colômbia

A Mercedes-Benz do Brasil vendeu cinquenta ônibus para empresa que opera no mercado colombiano, modelos LO 916 e OH 1526. Os chassis foram negociados pela Daimler Colômbia e pelo concessionário Motoreste com a Copetran, empresa com sede em Bucaramanga, onde transportarão funcionários da Drummond, empresa de extração e de exportação de carvão.

 

A entrega das novas unidades para a Copetran foi realizada na quarta-feira, 28.

 

O chassi LO 916 foi desenvolvido para aplicações urbanas, intermunicipais, turísticas e escolares com carroçarias de até 9,5 metros de comprimento. Esse chassi, para o mercado colombiano, está equipado com freios a tambor com acionamento 100% pneumático, sistema antibloqueio dos freios, ABS, suspensão parabólica e alavanca de câmbio no painel do veículo.

 

E o chassi OH 1526 foi projetado para o transporte intermunicipal de média distância e transporte turístico. Possui motor traseiro eletrônico de 6 cilindros com 256 cv e 900 Nm de torque.

 

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Grupo PSA projeta voltar a crescer no Brasil em 2018

O Grupo PSA divulgou seu balanço financeiro do ano passado na quinta-feira, 1º, com faturamento de € 65,2 bilhões, ante € 54 bilhões no ano anterior, alta de 12,9%. Considerando apenas a divisão automotiva, e excluindo Opel e Vauxhall que passaram a fazer parte do grupo em agosto, o faturamente foi de € 40,7 bilhões, aumento de 9,9% na comparação com 2016, “graças a um melhor mix de produtos, assim como o mix de volume e de países, compensando o impacto negativo da taxa de câmbio”.

 

O resultado operacional do grupo foi de € 3,9 bilhões em 2017, crescimento de 23,4% com relação ao ano anterior. O lucro operacional da divisão automotiva registrou alta de 33,3% ante o de 2016, com € 2,9 bilhões, e a rentabilidade atingiu nível recorde de 7,3% — “mesmo com a alta no custo das matérias-primas e do impacto negativo das taxas de câmbio”, de acordo com o Grupo PSA.

 

A margem operacional corrente do grupo foi de 7,1%, contra 6% na mesma base comparação. As vendas foram de 3,2 milhões de veículos e, considerando Opel e Vauxhall, o volume chegou a 3,6 milhões, alta de 15,4% nas vendas.

 

América Latina – Na América Latina, considerando Brasil, Argentina, Chile e México, a participação de mercado do Grupo PSA foi de 3,8%, expansão de 0,6% com relação ao ano anterior, com 206 mil unidades vendidas ante 184 mil em 2016. O grupo destacou que das seis regiões em que atua a particpação de mercado aumentou em cinco, caindo apenas na China. Para Gustavo Soloaga, vice-presidente financeiro da América Latina, “os dois resultados registrados na América Latina e o crescimento nas demais regiões em que atuamos mostra a força do grupo”.

 

A alta na América Latina foi impulsionada pela recuperação do mercado brasileiro e argentino, “que voltaram a registrar bons números no ano passado”, e pelo bom desempenho no Chile, mas Soloaga destacou a estratégia do grupo: “Fizemos uma ofensiva de produto com o lançamento de Jumpy, Expert e 3008, reduzimos nossos custos fixos e os de produção, reestruturamos a rede de concessionários, valorizamos nossas marcas e focamos na satisfação total do cliente”.

 

O melhor resultado do Grupo PSA na região foi o do Chile, com 6,9% de participação, e depois no México, com alta de 0,6%. No Brasil sua participação foi de 2,3% e na Argentina de 12,2%, mas nos dois países 2017 foi mais um ano de resultados negativos: “Tivemos prejuízos no Brasil no ano passado, mas foi bem menor do que nos últimos anos e acredito que seja o último resultado negativo, pois a expectativa é a de que em 2018 o grupo volte a registrar números positivos”.

 

Soloaga também disse que as fábricas da região são muito importantes para o grupo, com a planta de El Palomar, na Província de Buenos Aires,  passando por um processo de modernização industrial, com investimento de US$ 320 milhões anunciado no ano passado. Será a primeira na região a receber a nova plataforma modular CMP, o que permitirá atuação em quase todos os segmentos e reduzirá os custos, com a produção do primeiro modelo prevista para o ano que vem.

 

A planta de Porto Real, RJ, que chegará a marca de 2 milhões de motores produzidos este ano, será a próxima a ser modernizada: “Porto Real tem papel importante para as exportações na região, pois produziu aproximadamente 100 mil veículos no ano passado e mais da metade foi embarcada”.

 

Projeções 2018 – O Grupo PSA espera um mercado estável na Europa, alta de 4% na América Latina, de 10% na Rússia e de 2% na China. O crescimento na América Latina será “liderado” pelo Brasil, onde o grupo espera expansão de 10%, respondendo por metade da projeção para região: “A retomada no Brasil será mais lenta, porém mais consistente”.

 

Para o mercado argentino a expectativa é de estabilidade, com crescimento no Chile — mas de menor impacto no crescimento da região –, e de queda no mercado mexicano. 

 

No Brasil a projeção para a empresa é de acompanhar o crescimento do mercado e, para isso, serão lançados o novo C4 Lounge, sedã médio, o SUV 5008, o utilitário Berlingo. O Grupo PSA promete outras novidades, como novas tecnologias de conectividade.

 

No mundo os objetivos são uma margem operacional corrente média superior a 4,5% para a divisão automotiva, com base em 2016, com meta de alcançar margem operacional acima de 6% até 2021. A projeção para o faturamente é de alta de 10%, com base em 2015, e crescendo mais 15% até 2021.

 

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China terá rodovia solar para carregar elétricos

A China está trabalhando em sua primeira rodovia solar, que carregará automaticamente os veículos elétricos que circularem pelos 161 quilômetros. Ligará Hangzhou e Ningbo, na Região Leste. A informação foi divulgada na quinta-feira, 1º, pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela. A rodovia terá três camadas: uma de cimento permeável à luz no topo, outra de painéis de silício amorfo fino na parte do meio e uma camada de proteção à prova d’água isolada na parte inferior.

 

Juntas essas camadas funcionarão como uma “porta de carregamento contínuo”. Além disso, com o objetivo de descongestionar o trânsito de outra rota paralela, a rodovia será equipada com tecnologia para que os veículos de condução autônoma possam transitar por lá, conforme nota no jornal Clarín, de Buenos Aires, Argentina.

 

A estrada chinesa em construção não terá cabines de pedágio, mas funcionará com o formato de pagamento fast pass através de chip que será colocado nos veículos. Desta forma haverá um fluxo livre, sem paradas.

 

A China possui o maior mercado automotivo do mundo e, no futuro, planeja proibir a produção e venda de veículos alimentados por combustíveis fósseis.

 

A rodovia tem uma vida útil projetada de vinte anos. A primeira tentativa de lançar esse tipo de rodovia na China foi realizada em dezembro de 2017, em Jinan. No teste, desenvolvido em trecho de 1 quilômetro, houve atos de vandalismo alguns dias após a inauguração, e o furto de pedaços de painéis solares.

 

Foto: Divulgação.

Indústria de Caxias do Sul retoma crescimento

Após sequência de três anos de queda no faturamento e no quadro de funcionários as indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico de Caxias do Sul, RS, respiraram mais à vontade em 2017. Se no período de 2014 a 2016 o setor acumulou perdas de 53% na receita, que caiu para R$ 11,2 bilhões, e foram fechados em torno de 17 mil postos de trabalho, recuo de 50 mil para 33 mil, o alento voltou em 2017, com a recuperação da receita em quase 9%, R$ 12,2 bilhões.

 

O número de empregos praticamente não se alterou, e houve o registro positivo de 61 novas contratações. Em janeiro o setor empregava, em Caxias do Sul, 33 mil 71 trabalhadores. Com relação a janeiro de 2012 são 20,3 mil vagas a menos.

 

Em 2017 as empresas ligadas ao ramo automotivo consolidaram R$ 8,6 bilhões de receita, crescimento de 8% sobre o ano anterior, que totalizou R$ 8 bilhões. Nos empregos a participação média é de cerca de 40%.

 

De acordo com Reomar Slaviero, presidente do Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, a reação no ano passado ocorreu no último trimestre, com destaque para novembro, “mês de desempenho excepcional”. Mesmo assim o faturamento ficou abaixo do consolidado em 2000, de R$ 12,7 bilhões, o terceiro mais baixo deste início de século, superior apenas aos de 2016 e 2017.

 

Para 2018 o presidente da entidade preferiu a cautela e não projetou indicadores, mas reconheceu que o ano começou com atividade aquecida: “Estamos otimistas, mas não eufóricos. Acreditamos na retomada e esperamos que seja como o voo de pássaros selvagens, alto e longo, e não como o de galinhas”.

 

Slaviero observou que o empresariado tem emitido sinais de que pretendem voltar a investir e a contratar, mas de forma cautelosa:

 

“A crise de 2014 a 2016 deixou muitas feridas, ainda não plenamente curadas, no empresariado. As receitas de 2010 a 2013 foram fictícias, mas os empresários contrataram e investiram. O tombo foi grande e dolorido, o que levou várias organizações a buscar amparo na recuperação judicial. Creio que mais algumas ainda terão de fazer uso do expediente”.

 

O presidente do Simecs não acredita que, no curto prazo, a atividade metalúrgica venha a operar com receitas como as do período de 2010 a 2013, que foram, na média, de R$ 24 bilhões. Para ele é mais provável que o valor oscile de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões, registrados nos anos anteriores à crise de 2009.

 

O mesmo cenário vale para os empregos: “Não recuperaremos os postos perdidos desde 2011. Até porque as indústrias estão buscando alternativas para aumentar a competitividade, o que exige investimentos em automação. Os empregos fechados na indústria metalúrgica terão de ser abertos em outros segmentos”.

 

Migração – As indústrias ligadas à câmara metalmecânica foram as que mais influenciaram no resultado positivo do setor, com alta de 13,45% e respondendo por 21% do total. O índice de participação representa incremento de 9 pontos na comparação com o de 2011, de 12%. Na avaliação de Rogério Gava, assessor de planejamento do Simecs, houve uma migração de empresas de outras câmaras, especialmente da automotiva, para a metalmecânica em função da crise que atingiu, de forma especial, o segmento de veículos pesados.

 

A câmara automotiva respondeu, em 2017, por 71% do faturamento do setor, queda de 7 pontos nos últimos sete anos. Para o presidente Slaviero a situação não deve se alterar muito mais nos próximos anos até porque o setor automotivo pesado já iniciou o processo de reação: “Essa atividade continua sendo o motor da economia de Caxias do Sul”.

 

Já a câmara setorial eletroeletrônica mantém participação de um dígito, 8%, 1 ponto abaixo do consolidado em 2011.

 

Foto: Divulgação.

PIB cresceu 1% em 2017, indica IBGE

Após dois anos de queda a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação: de acordo com dados do IBGE divulgados na quinta feira, 1º, o PIB cresceu 1% no ano passado, após duas quedas consecutivas, ambas de 3,5%, em 2015 e 2016. E totalizou R$ 6,6 trilhões — o PIB per capita cresceu 0,2%, para R$ 31 mil 587.

 

A taxa de investimento no período foi de 15,6% do PIB, abaixo do contabilizado no ano anterior, 16,1%. Já a taxa de poupança apresentou crescimento, saindo de 13,9% em 2016 para 14,8% em 2017.

 

A agropecuária, mais uma vez, puxou a alta do indicador, com expansão de 13% no período e o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1996. O setor de serviços teve ligeiro crescimento de 0,3% e o da indústria ficou estável no período.

 

Foto: Agência Brasil.

Venda de veículos cresceu 19,55% no primeiro bimestre

As vendas de veículos no primeiro bimestre deste ano confirmam a recuperação do setor automotivo. Nos primeiros dois meses do ano, foram comercializados 338 mil 160 unidades alta de 16,3% contra igual período de 2017, quando foram vendidas 282 mil 849 unidades, segundo dados da Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, divulgados na quinta-feira, 1º.

 

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o resultado confirma a expectativa da entidade para 2018: “O desempenho desses dois primeiros meses do ano está alinhado com as expectativas de retomada das vendas de veículos no País. Em fevereiro, a média de vendas diárias se mostrou 4,5% acima do registro de janeiro, não fosse o feriado, as vendas teriam sido ainda maiores”.

 

De acordo com o levantamento, os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram, neste primeiro bimestre, alta de 18,59% sobre iguais meses do ano passado, totalizando 327 mil 237 unidades.

 

O segmento de caminhões, por sua vez, totalizou 8 mil 699 unidades licenciadas no bimestre, 56,71% acima do volume do mesmo intervalo de 2016. 

 

As vendas de ônibus  somaram no acumulado dos dois primeiros meses 2 mil 224 emplacamentos, alta de 64,25% contra o mesmo bimestre de 2016.

 

No mês – Em fevereiro, foram vendidas 156 mil 906 unidades. Na comparação com as vendas de janeiro, houve queda de 13,43%. Em relação a fevereiro do ano passado, houve alta de 15,67%.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

 

 

Governo adia mais uma vez o Rota. O que dizem os presidentes?

Como disse importante executivo do setor automotivo na edição 341 da Revista AutoData “quando o governo central é fraco, sem programa de governabilidade, ficamos à mercê de decisões políticas que não necessariamente são positivas para o País”. Mais uma vez o Governo Federal provou que está correta a observação deste interlocutor privilegiado sobre as negociações do Rota 2030.

 

Nesta quarta-feira, 28, o Governo deixou de protocolar o Rota 2030, conforme disse que aconteceria o ministro do MDIC, Marcos Jorge de Lima. Ele confirmou na semana passada que o documento estava na mesa do presidente para ser assinado ainda em fevereiro.

 

Essa não é a primeira vez que o Governo Federal não cumpre o que promete. Esperado para o início do quarto trimestre de 2017, depois para dezembro, o Rota 2030 não é prioridade para a atual gestão Federal, nem mesmo depois de manifestações de presidentes das montadoras apontando a necessidade da previsibilidade das regras para garantir futuros investimentos no setor.

 

Pablo Di Si, presidente da Volkswagen do Brasil, considerou estratégico para o País a aprovação do Rota 2030 não pelos supostos ganhos, mas para mostrar às matrizes que há ambiente seguro para elaborar novos projetos aqui: “Não estou falando que ganharei R$ 1 a mais ou a menos com isso: é questão de ser algo fundamental, não pelo valor, mas pela mensagem que passamos para nossas matrizes’.

 

Steffan Ketter, chefe das operações na América Latina da FCA, avalia que o Rota 2030 é uma revolução na política automotiva que outros países não fizeram: “O trabalho que foi feito é de tirar o chapéu”.  No entanto, o cenário que se apresenta no dia de hoje pode trazer um ambiente de incertezas no cenário automotivo, o que refletiria nos investimentos em toda a cadeia. “Seria uma grande pena. Mataria a plantinha que tem tudo para crescer. Mas ainda sou otimista com o Rota 2030”.

 

Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, disse que o Inova-Auto trouxe tecnologia, crescimento e investimentos para o setor automotivo e a continuidade com o Rota 2030 apresentará o futuro com clareza para a estratégia das empresas. “Esse é um setor que trabalha a longo prazo e precisa de normas claras. Quando você não mostra clareza e muda de ideia no meio do caminho, isso é um problema. Tira a nossa credibilidade global”.

 

A entrevista completa com Carlos Zarlega está na próxima edição da Revista AutoData.

 

Foto: Marcos Corrêa

Toyota Yaris já está em testes na Índia

A Toyota já testa o modelo Yaris na Índia. O novo veículo, cujo lançamento é previsto para maio, foi flagrado em testes de rua e estrada por repórter fotográfico de site especializado, o Indian Auto Blog. Por aqui o modelo chegará no segundo semestre e será produzido na unidade de Sorocaba, SP, a mesma que produz o Etios. 

 

Em janeiro a Toyota abriu 145 vagas de trabalho nessa unidade e informou, por comunicado, que as contratações faziam parte do plano de expansão que promovia visando à produção do Yaris ali, o que demandará investimento de R$ 1 bilhão. 

 

Foto: Divulgação.

Aço brasileiro sofre pressão nos Estados Unidos

Alerta amarelo: os Estados Unidos devem adotar mecanismo de proteção com relação às suas importações de aço brasileiro, o que motivou reunião do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na terça-feira, 27, com o secretário de Comércio daquele país. As principais usinas que beneficiam aço aqui enfrentam forte concorrência do material importado, situação que provocou a diminuição das suas vendas internas e o redirecionamento da produção para o Exterior. O cenário fez com que as empresas produtoras do insumo buscassem proteção aumentando o preço internamente, o que deixou o mercado consumidor, sobretudo o setor automotivo, apreensivo diante do que, certamente, refletirá em aumento do seu custo de produção.

 

Acontece que o mesmo mecanismo de proteção deve ser adotado nos Estados Unidos, um dos principais destino das exportações do aço brasileiro, e o cenário novamente exerce pressão sobre as usinas brasileiras e sobre toda a cadeia produtiva.

 

A pauta central do encontro foi a possibilidade, estudada pelo governo, de sobretaxar as importações de aço estadunidense. O ministro considerou importante a complementaridade do comércio bilateral e disse que o aço brasileiro não ameaça os Estados Unidos. O Brasil foi o segundo maior fornecedor de produtos siderúrgicos para os Estados Unidos em 2016, atrás apenas do Canadá, e importa de lá carvão e outros insumos. O Brasil fornece cerca de 50% de semiacabados de ferro e aço utilizados como insumos pela indústria de transformação do país.

 

A medida, se confirmada, afetará produtores brasileiros que já lidam com a queda da demanda interna e buscam no Exterior oportunidades de negócios. Muitos deles tentam reverter prejuízos acumulados nos últimos anos em função da situação do setor no mercado interno, mas o caminho pode se tornar mais desafiador caso o aço nacional se depare com entraves no Exterior.

 

A Gerdau, uma das principais fabricantes de aço, sofreu descompasso da produção com a comercialização durante o quarto trimestre do ano passado por causa da queda dos volumes vendidos no Brasil e na América do Sul, conforme balanço divulgado na quarta-feira, 28. De outubro e dezembro foram fabricadas 3 milhões 950 mil toneladas de aço bruto por todo o grupo, 18,7% acima do mesmo período de 2016. Já as vendas caíram 0,7% na mesma comparação, para 3 milhões 770 mil toneladas.

 

No último trimestre do ano a operação local vendeu 4,8% a menos, ou 1 milhão e 460 mil toneladas, por causa da redução das exportações em 15,8%. No mercado interno as vendas cresceram 3,5%, para 908 mil toneladas. Pela unidade América do Sul a Gerdau vendeu 383 mil toneladas de aço, 28,4% de queda na comparação anual. Em 2017 a produção subiu 2,8%, para 16 milhões 120 mil toneladas, e as vendas recuaram 4%, para 14 milhões 940 mil toneladas.

 

Na América do Norte a companhia elevou as vendas em 9,7%, para 1 milhão 570 mil toneladas. Mesmo assim a alta foi bem menos intensa do que a da produção, aumentada em 29%, para 1 milhão 640 mil toneladas.

 

A Usiminas é outro fornecedor de aço que pretende reverter prejuízos. Reportou no quarto trimestre do ano passado um prejuízo líquido de R$ 45 milhões, 76% menor do que no mesmo período de 2016. No entanto, se comparado ao terceiro trimestre, a Usiminas saiu de lucro de R$ 76 milhões e voltou para o vermelho. No ano a siderúrgica mineira reverteu prejuízo de R$ 577 milhões em 2016 para um lucro líquido de R$ 315 milhões em 2017.

 

A produção de aço bruto na usina de Ipatinga, no quarto trimestre do ano passado, atingiu 747 mil toneladas, ligeiramente inferior àquela registrada no mesmo trimestre de 2016. Já a produção de laminados, aços usados na construção de veículos, totalizou 1,1 milhão de toneladas no quarto trimestre, a maior dos últimos oito trimestres, e de 4 milhões de toneladas no consolidado do ano, crescimento de 11,8% com relação a 2016, de 3,6 milhões de toneladas.

 

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São 12,7 milhões os desempregados do trimestre

A taxa de desemprego no trimestre móvel de novembro a janeiro foi de 12,2%, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE. Na comparação com o trimestre anterior a taxa se manteve estável e com relação ao mesmo período de 2016 houve redução de 0,4 ponto porcentual. O estudo mostrou que no trimestre que se encerrou em janeiro os desempregados somaram 12,7 milhões de pessoas, o que representa estabilidade na comparação com o trimestre anterior e com relação ao mesmo trimestre de 2016, com 200 mil pessoas a menos sem emprego.

 

Mesmo com a estabilidade na comparação com o trimestre anterior e a queda no número de desempregados com relação ao período igual de 2016 o número de trabalhadores com carteira foi de 33,3 milhões de novembro a janeiro, que se manteve estável ante o trimestre anterior. Mas na comparação com trimestre igual de 2016 houve queda de 1,7%, menos 562 mil pessoas com carteira assinada.

 

Essa queda mostra que mesmo com a redução do número de desempregados as vagas que estão surgindo são informais, sem registro em carteira, como comprova o número de trabalhadores sem carteira assinada, 11 milhões de pessoas, alta de 5,6%, mais 581 mil pessoas, na comparação com o mesmo trimestre de 2016.

 

O número de trabalhadores por conta própria também está aumentando e chegou a 23,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro e, na comparação com período igual de 2016, houve alta de 4,4%, mais 986 mil pessoas.

 

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