Veículos VW terão versões elétricas. Em 2030.

O Grupo Volkswagen prometeu, durante a realização do Salão de Frankfurt, versões elétricas e híbridas de seus automóveis até 2030. Para alcançar a meta, que envolve veículos Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini e Porsche o grupo investirá US$ 24 bilhões – m o dobro do anunciado anteriormente pela companhia. Em abril o grupo anunciou investimento de US$ 12 bilhões no desenvolvimento de tecnologias verdes como resposta ao escândalo mundial de emissões, o dieselgate.

 

O plano anunciado na segunda-feira, 11, na Alemanha, envolve o lançamento de oitenta veículos até 2025, sendo cinquenta elétricos e os demais movidos a motores híbridos, de acordo com o site Automotive News.

 

O escândalo de emissões provocou mudança estratégica no Grupo Volkswagen, que ao longo do primeiro semestre acompanhou avanços na produção de baterias, luta global contra a poluição e consequente aumento da pressão sobre os fabricantes de automóveis para acelerar o desenvolvimento de alternativas de emissão zero.

 

Como forma de recuperar o tempo no campo dos veículos limpos a VW iniciou processo de seleção de parceiros na China, Europa e América do Norte para fornecimento de células de bateria e tecnologia.

 

Há, também, a possibilidade de serem criadas duas plataformas para o desenvolvimento desses novos veículos. Os projetos, segundo a empresa, teriam como foco o suporte aos novos sistemas de propulsão e baterias. O programa de veículos elétricos se concentrará na nova plataforma modular MEB, que apoiará todos os veículos elétricos de mercado de massa do grupo.

 

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Segundo semestre terá vendas diárias maiores

O desempenho das vendas de automóveis de janeiro a agosto, com média diária de 9 mil unidades, aumentou as expectativas no setor automotivo acerca de maiores volumes até o fim do ano. Junho e agosto, segundo a Anfavea, registraram médias de vendas acima de 9 mil unidades/dia, e o que a entidade anseia para dezembro, mês com histórico de mais negócios com relação ao demais períodos do ano, é que a média fique próxima às 10 mil unidades/dia.

 

Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse que a projeção da média de vendas foi feita com base em critérios técnicos que levaram em consideração a maior presença de feriados do segundo semestre e a instabilidade política: “9 mil é um bom número, e chegamos a ele levando em consideração feriados e certa instabilidade política. Estamos mirando nos 9 mil mas se acertamos para cima ficarei muito feliz. Dezembro é o melhor mês do ano. Podemos até superar isso e chegar próximo às 10 mil”.

 

A projeção de vendas foi revisada pela entidade na quarta-feira, 6. O volume esperado para o ano saltou de 2 milhões 133 unidades para 2,2 milhões, volume que, se alcançado, será 7,3% maior do que o registrado em 2016. O desempenho de junho ficou acima da média, chegando a 9 mil 284 unidades/dia. Em agosto a média evoluiu para  9 mil 415 unidades vendidas diariamente, segundo aferição da Anfavea. Ambas as médias superaram a melhor do ano passado, alcançada em dezembro, 9,2 mil unidades/dia.

 

A entidade justifica a sua expectativa levando em consideração o aumento da média de negócios em todos os estados. De janeiro a agosto a média diária cresceu no País: Até março as médias mais altas foram registradas em três estados: Alagoas, Minas Gerais e Roraima. Em agosto 22 dos 27 estados mostraram elevação da média. Ainda estão abaixo da média nacional as vendas na Bahia, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia.

 

O crescimento nos números de vendas em agosto, melhor mês até aqui, se deu em função dos negócios envolvendo veículos leves: foram 210 mil 142 unidades vendidas, 17,9% a mais do que em agosto de 2016. As vendas de automóveis chegaram a 180 mil 903 unidades, 21,5% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Foram vendidos mais automóveis equipados com motores de cilindrada maior do que 1.0, 116 mil 946, crescimento de 4,9% com relação a agosto de 2016. Na gama do motor 1.0 foram vendidas 60 mil 968 unidades, 11,2% a mais.

 

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Implementos em recuperação: quer crescer 5% este ano.

O segmento de caminhões está reduzindo suas perdas ao longo de 2017: no começo do ano a queda nos licenciamentos era de 33,3%, índice que caiu para -11,1% no fim de agosto. Esta recuperação está sendo refletida no desempenho de vendas de implementos rodoviários, que começou o ano com queda de 30,4% no primeiro bimestre e, após seis meses de produção, registrou queda de 14,37%, com boas expectativas para o fim do ano:

 

“O presidente da Anfir, Alcides Braga, disse que “estamos reduzindo as perdas em 2017 e a tendência é a de que o segmento continue mostrando sinais de recuperação. A expectativa para os últimos quatro meses tem dois cenários: -16% de queda ou 5% de crescimento, no cenário mais otimista”. 

 

A confiança do consumidor no mercado e a expectativa positiva para o PIB de 2017 e 2018, ele acredita, ajudarão a aquecer o segundo semestre, que é historicamente melhor e, também, os primeiros dois meses do ano que vem:

 

“Nesse setor o segundo semestre quase sempre é melhor do que o primeiro, e o crescimento da confiança do consumidor no mercado e os indicadores positivos para o PIB deste ano e de 2018 trazem confiança para os empresários, que podem retomar seus investimentos, indicando um começo de 2018 melhor do que o deste ano”.

 

De janeiro a agosto deste ano foram vendidas 36 mil 505 unidades, contra 42 mil 629 no mesmo período do ano passado [-14,37%]. Seis segmentos de mercado do setor de reboques e semirreboques aumentaram o número de emplacamentos neste período: baú carga geral [47,60%], carrega tudo [1,68%], baú frigorífico [14,89%], baú lonado [22,09%], tanque carbono [2,61%] e tanque alumínio [11,11%]. Outros dois segmentos registraram queda menor do que 1%: basculante [-0,71%] e dolly [-0,70%].

 

Com isso a Anfir acredita que em breve o número de segmentos crescentes será de oito, pois essa pequena queda deve ser revertida nos próximos meses.

Desempenho

A área, ou subsegmento, de reboques e semirreboques teve retração de 8,14% de janeiro a agosto, na comparação com período igual em 2016: foram emplacadas 15 mil 290 unidades em 2017, contra 16 mil 645 nos oito primeiros meses do ano passado.

E em carrocerias sobre chassis a queda, no acumulado do ano, foi de 18,35% comparado ao mesmo período do ano passado: foram vendidos 36 mil 505 implementos em 2017 contra 42 mil 629 nos oito primeiros meses de 2016. 

Fenatran

Maior feira de transporte de carga da América Latina a Fenatran “traz mais fôlego ao setor, que espera um estreitamento no relacionamento das empresas e seus principais clientes, podendo até resultar em negócios”, disse, em comunicado, o diretor executivo da Anfir, Mário Rinaldi.

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Peugeot lança 208 com caixa automática de seis marchas

A Peugeot anunciou o lançamento de uma série limitada do modelo 208 chamada Urbantech. Assim como os demais veículos da gama de 2018 – 208, 2008 e 3008 – o veículo é equipado com caixa automática de seis velocidades. O preço sugerido pela fabricante é de R$ 74 mil 490.

 

O modelo é baseado na versão Griffe 1.6 EAT6. Mais esportivo, segundo a empresa, tem rodas de 17 polegadas, conjunto ótico em LED, bancos em couro, tecido e tapetes personalizados e o sistema de direção i-Cockpit.

 

O modelo, assim como as demais versões da gama, tem instalada central multimídia compatível com Apple CarPaly e Android Auto. A versão Urbantech está disponível nas cores Dark Carmin e Branco Nacré.

 

Foto: Divulgação

Neobus tem mais trinta ônibus em Nova Friburgo

A Neobus, de Caxias do Sul, RS, vendeu trinta ônibus do modelo Mega Plus para a operadora Friburgo Auto Ônibus, de Nova Friburgo, RJ. O negócio faz parte do programa de renovação da frota da empresa.

 

Segundo Eurico Quintela, gerente de vendas da Neobus, a companhia tem dedicado especial atenção às oportunidades no segmento urbano ampliando a presença em grandes centros: “As empresas estão voltando a renovar suas frotas e estamos preparados para atender a essa demanda”.

 

Os ônibus possuem 12 m 40 de comprimento total com capacidade para transportar 45 passageiros sentados. Eles foram equipados com chassi Mercedes-Benz OF 1721L. O veículo possui sistema de ar-condicionado, entradas USB, elevador e iluminação interna em LED.

 

Foto: André Kloss

Jaguar Land Rover terá veículos elétricos em 2020

A Jaguar Land Rover anunciou que todos os seus veículos modelo 2020 serão eletrificados, com tecnologia híbrida ou somente elétrica. O anúncio ocorreu durante a Tech Fest, primeira edição do evento que debate o futuro da mobilidade, realizada na Universidade de Londres e promovida pela fabricante.

 

“Todos os novos veículos da Jaguar Land Rover lançados a partir de 2020 serão eletrificados. Isso dará aos nossos clientes ainda mais opções de escolha. Introduziremos em nossa linha de veículos um novo portfólio de modelos elétricos que incluirá modelos 100% elétricos e híbridos. Esse movimento da Jaguar Land Rover rumo à completa eletrificação começará com o lançamento do novo SUV Jaguar I-PACE totalmente elétrico, que estará à venda no ano que vem”, disse Ralph Speth, CEO da Jaguar Land Rover.

 

O I-Pace, primeiro SUV totalmente elétrico da marca, será concorrente direto de modelos da Tesla e chegará ao mercado equipado com dois motores elétricos, que serão abastecidos por uma bateria de 90 kWh, gerando 400 cv de potência e torque de aproximadamente 71,3 kgfm. Com esse motor, o I-Pace será capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4 segundos, segundo a fabricante.

 

A autonomia da bateria é de 500 quilômetros com uma carga e se for ligada em um carregador rápido de 50 kWh será possível carregar 80% da bateria em 90 minutos ou 100% em duas horas.

 

Foto: divulgação

Produção na Argentina avança 18,6%

Depois de três anos complicados para o setor automotivo, na Argentina, os sinais de recuperação começam a surgir após o quarto mês de crescimento consecutivo. A produção de veículos registrou aumento de 18,6% com relação a julho, com 45 mil 262 unidades, e na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento de 3,9% – no acumulado do ano foram produzidos 302 mil 835 veículos, queda de 0,8% na comparação com o resultado do mesmo período do ano passado.

 

Mesmo com a queda de produção no acumulado do ano as vendas para as concessionárias somaram 564 mil 256 veículos, aumento de 21,9% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado [462 mil 834]. Em agosto foram vendidas 76,7 mil unidades, 19,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. Na comparação com julho o crescimento foi de 5,5%

 

De acordo com Joachim Maier, presidente da Adefa, a Anfavea argentina, “agosto foi o quarto mês consecutivo de crescimento, uma tendência de melhorias em áreas importantes como produção, exportação e vendas. Se tudo continuar assim, teremos um ano positivo”.

 

O volume de carros exportados chegou a 17 mil 583 unidades, sendo 21,1% maior do que o de julho e 6,7% maior se comparado com agosto de 2016. Nos primeiros oito meses do ano foram exportados 130 mil 526 veículos, volume 10,6% maior do que em 2016 [118 mil 58 unidades].

No mês de agosto, no mercado interno, foram comercializados 76,7 mil veículos, volume 19,9% maior do que o do mesmo mês do ano passado.

Hyundai e Kia têm produção afetada por tempestade

A Hyundai e a Kia interromperam a produção no Sul dos Estados Unidos, na segunda-feira, 11, para evitar possíveis danos causados pela Irma, tempestade tropical que passará pela região, segundo o site Automotive News.

 

No comunicado divulgado pela Hyundai, a fábrica do estado do Alabama ficará parada até quarta-feira, 13, enquanto a unidade da Kia, no estado da Geórgia, até a terça-feira, 12. A paralisação resultará na perda de produção de aproximadamente 3 mil veículos para cada marca.

 

Foto: Divulgação

Confiança revisada

A confiança parece que voltou com força ao setor automotivo. E a razão está nos números que sustentam a recuperação do mercado interno, a retomada de um ritmo de produção que traz de volta trabalhadores para as linhas de montagem e os recordes verificados nas exportações. Mas o presidente da Anfavea, Antônio Megale, vai além:

 

“A continuidade de investimentos das empresas tornam evidente a confiança de que o Brasil pode ser um dos cinco maiores produtores do mundo”.

 

Ele se referiu aos recentes aportes anunciados por General Motors e Volkswagen no País e deu sequência à lista de boas notícias com o resultado de produção de agosto: “Foi o melhor mês desde novembro de 2014. Há 33 meses não tínhamos um volume de produção como este, que é um sinal muito importante para 2017”.

 

No mês passado saíram das linhas de montagem 260 mil 349 unidades, crescimento de 45,7% com relação a igual período de 2016 e de 15,4% na comparação com junho, que até então havia sido o melhor desempenho da indústria nesse ano.

 

O atual ritmo de produção está trazendo de volta os trabalhadores afastados pelos regimes de proteção de emprego PSE [antigo PPE] e Lay off, segundo a Anfavea. Em junho eram 12 mil 198 funcionários em casa sob esses regimes. Em agosto o número de trabalhadores das linhas de montagem que ainda estão parados caiu para 3 mil 432.

 

Além disso as contratações tiveram ligeiro crescimento de 0,9%, ou 1 mil 107 novas vagas abertas em agosto: “Algumas empresas estão não só contratando mas aumentando a jornada de trabalho”.

 

Mais um sinal de que o setor automotivo começa a recuperar o ritmo dos bons tempos é o nível de estoque. São pouco mais de 220 mil unidades, com um pormenor importante: 148 mil desses veículos estão na rede e os outros 72 mil nas fábricas: “Um pouco menos no pátio das empresas e um pouco mais nos revendedores mostra o otimismo da rede”.

 

E a cereja do bolo das boas notícias que a Anfavea deu na quarta-feira, 6, no balanço do mês foi a revisão da projeção para todos os indicadores. Como a produção que, segundo a entidade, passará no fim do ano de 2 milhões 619 mil unidades para 2,7 milhões [25,2% de crescimento sobre 2016].

 

“Esse crescimento refletirá no crescimento da indústria como um todo”, observou Megale. “E isso é relevante para o País.”

 

Foto: Simão Salomão

Agrale apoia Marcopolo na produção de componentes

A Agrale usará sua unidade de montagem de peças plásticas e em fibra para produzir componentes para a Marcopolo. As tratativas foram iniciadas ainda na segunda-feira, 4, a partir de iniciativa da diretoria da Agrale e tiveram andamento no dia seguinte, quando técnicos das duas empresas avaliaram quais componentes podem ser feitos na unidade localizada em Ana Rech, bem próximo ao complexo da Marcopolo, em Caxias do Sul, RS. No domingo, 3, incêndio destruiu a unidade de produção de plásticos e fibras da Marcopolo.

 

De acordo com o diretor executivo da Agrale, Rogério Vacari, definida esta etapa a seguinte será tratar das questões legais e fiscais. Ele também considerou prematuro determinar uma data para o início do fornecimento, mas assegurou que ele será feito: “Nossa parceria com a Marcopolo tem quase vinte anos. Faremos tudo o que for possível para suprir a demanda pelo tempo necessário”.

 

Ele destacou que a unidade tem capacidade de produção para absorver esta demanda, pois o momento é de baixo uso em função do mercado retraído de caminhões.

 

Em torno de 4,5 mil funcionários da Marcopolo estão dispensados de suas atividades até a sexta-feira, 8 , pois a produção vem sendo feita de forma parcial.

 

Foto: Divulgação