A queda na venda de veículos novos tem motivado o consumidor a buscar alternativas para continuar a utilizar seu carro. Como a frota nacional tem, em média, 6 anos a reparação ganhou força desde 2014. Para manter o veículo em boas condições os donos de carros procuram na internet informações sobre o que fazer e como fazer. Isso fez aquecer o mercado não só de compras de peças e acessórios online mas, também, de buscas de informações sobre mecânica automotiva.
É o que mostra a segunda edição do Estudo do Setor de Autopeças realizado pelo Google Brasil, ao qual a AutoData teve acesso com exclusividade. Desde 2014, segundo o estudo, a procura na categoria autopeças tem crescido impressionantes 40% ao ano.De acordo com Rodrigo Rodrigues, head de soluções de marketing do Google, “este mapeamento do mercado cruza dados do setor com informações sobre o comportamento dos brasileiros nas buscas feitas pela internet. Mensalmente identificamos 20 milhões de buscas no Youtube somente sobre essa categoria”.
Este desempenho é relevante quando comparado com buscas de todas as outras categorias do varejo online. Segundo o Google consultas sobre todos os produtos disponíveis no varejo crescem 25% ao ano: “Sabemos, por resultados de outras pesquisas sobre o comportamento dos consumidores, que 82% daqueles que querem comprar peças e acessórios estão online. E 39% deles já são consumidores online, e-shoppers, frequentes”.
Um olhar mais apurado para as buscas dentro da categoria automotiva revela que, neste momento, o consumidor está atrás de itens essenciais para o bom funcionamento e segurança do veículo. Destaca-se a procura por pneus, obviamente porque é um item que sofre diretamente o desgaste pelo uso do veículo e também por sua importância na segurança dos ocupantes – pneus desgastados aumentam as possibilidades de acidentes, sobretudo em períodos chuvosos.
Rodrigues diz que “o pneu é um dos itens mais buscados no Google e desperta três vezes mais interesse do que a subcategoria baterias, por exemplo. Aro e marca são atributos importantes na busca. Aro 14 e 15 correspondem a mais de 50% das consultas”.
Oportunidades – A DPaschoal, que desde 2015 atua no e-commerce e é pioneira na venda online de pneus do Brasil, percebeu a necessidade de aumentar sua presença na rede e para isso utilizou as ferramentas do Google.
“Usamos principalmente o Google Meu Negócio, o YouTube e o Google AdWords”, lembrou Hugo Santos, analista de marketing digital da DPaschoal. “E atingimos resultados expressivos, tanto para entregar o conteúdo buscado pelo usuário quanto para aumentar a presença da marca no meio digital, inclusive no mobile, que hoje representa mais de 55% dos acessos ao site.”
O estudo realizado pelo Google também identificou oportunidades para as pequenas e médias empresas que atuam no comércio eletrônico, oferecendo produtos automotivos na rede. Quase todas as categorias analisadas apresentaram aumento expressivo no buscador mais popular da internet. Alguns destacados pelo executivo do Google: capacetes, baterias, farol e volantes.
No entanto, segundo o Google, ainda há uma lacuna no segmento online que tem espaço para avançar. São os disseminadores de informações, uma categoria que contribui muito para que o cliente fique seguro na hora de promover a manutenção do seu veículo. A ferramenta mais popular para esse tipo de informação é o YouTube, observou Rafael Campion, cientista de dados do Google que trabalhou nas análises do estudo: “Quando você oferece um conteúdo explicativo o consumidor se sente mais seguro para comprar”.
Mais: “Temos empresas nos mais diversos segmentos automotivos e até o consumidor comum gerando conhecimento no YouTube, que contribui para o consumo mais consciente do cliente”.
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Para esses empreendedores o Google oferece soluções que contribuem para potencializar tanto a disseminação de informação quanto para aumentar as vendas online.
“Fornecemos ferramentas de inteligência de gestão, como por exemplo, para administrar estoques”, disse Rodrigo Rodrigues. “E também as tendências nas categorias, como as marcas mais buscadas na região. É possível mensurar o volume de contatos, de vendas e qual o incremento das lojas. Toda nossa plataforma é voltada para reduzir pontos de tensão do consumidor.”
Com crise ou não, essa modalidade de negócios é uma tendência que chegou para ficar. #ficaadica.