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07/04/2017

Webasto confia no mercado brasileiro para crescer

Por Aline Feltrin

- 07/04/2017

A Webasto, fornecedora O&M de tetos solares para a indústria automotiva, está animada com o mercado brasileiro. Mesmo com a recessão econômica que se instalou no País nos últimos dois anos a expectativa da empresa é que cresça o volume de encomendas das fabricantes de veículos a partir deste ano. Stephan Müller von Kralik, vice-presidente da companhia, disse que com o término da crise a tendência é que o consumidor deseje carros mais caros. E muito deles podem vir equipados com teto solar.

No Brasil desde 2009, com fornecimento direto para as montadoras instaladas aqui, a Webasto viu seus negócios crescerem de lá para cá. Naquele ano seus produtos equiparam 50 mil veículos de treze modelos diferentes. No ano passado as encomendas da empresa chegaram a pouco mais de 114 mil unidades.

De acordo com Carlos Santos, gerente de vendas para o Brasil, a companhia ainda não fechou os volumes de 2016: “O objetivo era alcançar 136 mil encomendas, mas creio que alcançamos pouco mais de 114 mil”.

No mundo a empresa possui três braços de negócios: tetos solares e componentes, tetos conversíveis e sistemas internos de aquecimento. O de tetos solares foi responsável por 75% do faturamento de € 3,2 bilhões da companhia no ano passado. Rússia, Índia e Brasil representaram 6% da receita com as vendas de teto solares. A China é o maior mercado, com participação de 31% no faturamento. Europa, sem contar a Alemanha, responde por 25%, e Estados Unidos e Alemanha tiveram 19% de fatia.

Nacionalização – Carlos Santos disse que a Webasto estuda a montagem de seus equipamentos no Brasil. Mas, para isso acontecer, a empresa terá de conquistar um contrato que justifique os investimentos e conseguir incentivos fiscais para levantar a fábrica. Um plano não tão fácil de acontecer, pois, atualmente, não há no País fabricantes de tetos solares e com isso as montadoras importam os equipamentos com descontos no II, Imposto de Importação. As alíquotas são de 2%, enquanto que em outros produtos com similar nacional incidem taxas de 16% a 18% no II.

Ainda de acordo com Santos o estabelecimento de fábrica no País também dependeria de pelo menos dois projetos com, no mínimo, 100 mil unidades/ano.

“Atualmente as encomendas são pulverizadas e isto não justificaria investimentos.”

O executivo disse que a empresa tem negociado com a Hyundai para o fornecimento para o HB20. Outra frente é com o governo do Estado de São Paulo, para buscar incentivos para o futuro empreendimento na região: “São Paulo é um local estratégico para atendimento às montadoras”.


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