Produção de máquinas agrícolas mantém crescimento

O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias segue na retomada do crescimento graças ao sutil aumento das vendas no mercado interno no acumulado do ano e às exportações, que seguem crescendo e fazem com que a produção também aumente.

 

A produção de janeiro a agosto cresceu 25,8% na comparação com o mesmo período do ano passado: foram produzidas 39 mil 478 unidades contra 31 mil 388 em 2016, segundo os números divulgados pela Anfavea na quarta-feira, 6.

 

Na comparação mês a mês, contudo, há uma queda nos números: em agosto foram produzidas 5 mil 60 unidades, enquanto em julho foram entregues 5 mil 623 máquinas, queda de 10%. Com relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 14,7%.

 

“O mercado de máquinas agrícolas e rodoviárias está se reestabelecendo”, disse Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea. “Mas precisará de mais tempo para retomar os volumes da média história de 39, 3 mil unidades vendidas nos primeiros oito meses do ano.”

 

As exportações cresceram 39,3% no acumulado do ano, pois os embarques somaram 8 mil 557 unidades contra 6 mil 142 no mesmo período do ano passado. Comparando agosto deste ano com o de 2016 o crescimento é de 35,6%, com 1 mil 249 unidades contra 921. Com relação ao mês passado houve pequena queda de 2,3%.

 

“Temos muito fôlego para aumentar as exportações. Somos o principal produtor da América Latina, nossa expectativa é de seguir crescendo. Porém, precisamos de melhores condições de financiamento e de garantias dos financiamentos oferecidos, pois isso é muito importante para gerar um ciclo estável e duradouro.”

 

Vendas Internas – A comercialização de máquinas agrícolas e rodoviárias no acumulado do ano foi de 29 mil 284 unidades, crescendo 12,1% com relação ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 26 mil 122. Se olharmos apenas para agosto, foram vendidas 4 mil 046 unidades, contra 3 mil 929 em julho, aumento de 3%.

 

A queda de vendas aparece na comparação com agosto do ano passado, quando foram vendidas 4 mil 568 máquinas, mas, essa queda é justificada:

 

“Agosto do ano passado marcou a volta da liberação de alguns financiamentos, aumentando consideravelmente o volume de vendas, o que não aconteceu no mesmo período deste ano, por isso houve queda. Mas acredito que não seja uma tendência do setor”.

 

Metas revisadas – A Anfavea revisou os números esperados para o fim de 2017. O crescimento esperado para as vendas era de 13,2% e passou para 6,9%. No caso das exportações a expectativa era de 6% e saltou para 34,6%.

 

A estimativa para produção foi mantida em 10,4% de crescimento, pois o aumento nas exportações balanceará a queda de vendas interna.

Nova projeção de vendas para o ano

O desempenho das vendas de veículos no País foi positivo de janeiro a agosto, apresentando crescimento de 5,3% na comparação com as vendas feitas no mesmo período em 2016. Foram emplacados 1 milhão 420 mil 784 unidades, segundo dados da Anfavea divulgados na quarta-feira, 6. O resultado fez a entidade revisar as projeções para licenciamentos pela segunda vez no ano: a nova expectativa é a de que sejam emplacados 2,2 milhões de veículos este ano, 7,3% a mais do que no ano passado.

 

Uma maior confiança do consumidor, queda da taxa de juros e estratégias comerciais descentralizadas dos grandes centros ajudaram o setor a vender mais em agosto, um mês que, historicamente, costuma apresentar bons números com relação aos demais. A soma desses fatores culminou em 216 mil 534 veículos vendidos no mês passado, o melhor resultado desde dezembro de 2015, como antecipou AutoData. A quantidade de emplacamentos foi 17,8% maior do que em agosto de 2016.

 

Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, as empresas têm se esforçado para ampliar o espectro das vendas internas e a estratégia refletiu diretamente no número de estados que tiveram um aumento no volume de emplacamentos: “Gradualmente a média de emplacamentos nos estados está avançando. De janeiro a março três estados aumentaram os emplacamentos. De janeiro a agosto foram 22 estados que registraram aumento no volume de emplacamentos, dos 27 da Federação. O cenário é um indicador de que o consumidor está mais confiante e isso é visto de forma homogênea no País”.

 

Megale disse, também, que as vendas feitas de maneira direta refletiram no volume de emplacamentos de agosto, e que a modalidade de negócio tende a crescer no mercado nacional. Foi, inclusive, responsável pelo aumento da média de vendas diárias registradas no mês passado, coisa de 9 mil unidades/dia, segundo o executivo: “Minas Gerais é um Estado que registrou um número expressivo de vendas diretas. Hoje há muitas empresas que estão terceirizando suas frotas, o uso de locação está crescendo no País e também houve aumento das vendas para pessoa física”.

 

O crescimento nos números de vendas se deu em função dos negócios envolvendo veículos leves: foram 210 mil 142 unidades vendidas em agosto, 17,9% mais do que em agosto de 2016. Dentro do segmento as vendas de automóveis chegaram a 180 mil 903 unidades, 21,5% a mais que no mesmo mês do ano passado. Foram vendidos mais automóveis equipados com motores de cilindrada maior do que 1.0, 116 mil 946, um crescimento de 4,9% com relação a agosto de 2016. Na gama do motor 1.0 foram vendidas 60 mil 968 unidades, 11,2% a mais.

 

Por combustível os flex fuel representaram 88,74% das vendas totais de automóveis, 186 mil 474 unidades. Os movidos a gasolina responderam por fatia de 3,2% das vendas, 6 mil 746 unidades.

 

Ainda sem produção nacional os veículos híbridos vêm apresentando crescimento paulatino, embora tímido, no volume de vendas aqui: representaram fatia de 0,3% do mercado em agosto – nos sete meses anteriores eram 0,1%. Até agosto foram vendidas 2 mil 79 unidades. Em agosto foram emplacadas 627 unidades com motorização híbrida, evolução de 42,7% com relação aos licenciamentos de julho.

 

A General Motors segue como líder do mercado nacional: vendeu até agosto 219 mil 414 unidades, 13% a mais que no mesmo período do ano passado. O grupo FCA, que engloba Fiat e Jeep, vendeu 170 mil 238 unidades, 4,45% a mais. A Volkswagen fecha o grupo das três maiores: vendeu 138 mil 888 veículos de janeiro a agosto, 4 % mais. Na sequência vêm Hyundai, Ford, Toyota, Renault e Honda.

 

O segmento de comerciais leves apresentou crescimento de 1,3% no volume de vendas de janeiro a agosto na comparação com o desempenho do ano passado. Foram emplacados até o fim de agosto 201 mil 862 veículos contra 199 mil 212 de 2016.

 

Foto: Divulgação

Exportações batem recorde histórico

Nunca a indústria automobilística exportou tanto quanto nos primeiros oito meses de 2017: de janeiro a agosto as empresas brasileiras mandaram para fora do País 506 mil unidades de veículos, maior volume desde o pico de 481 mil, alcançado no mesmo período de 2005. Com os números de agosto, quando foram exportados 66 mil 582 veículos – alta de 61,7% sobre o mesmo mês do ano passado –, a Anfavea reviu sua projeção de exportações para o ano de 705 mil para 745 mil, o que também será recorde.

 

Segundo o presidente Antônio Megale, da Anfavea, o desempenho deve-se ao aperfeiçoamento dos acordos bilaterais com países latino-americanos. A Argentina segue sendo, com folga, o principal destino da produção brasileira: do pouco mais de meio milhão de unidades exportadas no ano, 356 mil foram para lá, o equivalente a 70%:

 

“Enquanto o nosso mercado encolheu o mercado argentino cresceu e as empresas locais não conseguem atender à demanda”.

 

A principal fonte para abastecer as concessionárias argentinas é a indústria brasileira. De cada cem veículos vendidos lá, em 2017, 55 foram feitos aqui. Megale acredita que com a retomada das vendas no mercado brasileiro a Argentina deve também aumentar as exportações para cá, “principalmente de picapes”, e equilibrar a balança. O dirigente não acredita que esta melhora no mercado brasileiro afete as exportações: “Nossa indústria estava com uma capacidade ociosa que superava muito os 50%. Hoje ela caiu, mas ainda está em cerca de 45%. O que for preciso produzir nós produziremos. Tanto para o mercado interno quanto para exportação”.

 

Em valores as exportações brasileiras também caminham para um ano sem precedentes. De janeiro a agosto as vendas para o mercado externo somaram US$ 10 bilhões 270 milhões, valor 53,2% superior ao atingido no mesmo período do ano passado.

 

 

Jaguar Land Rover terá reciclagem de alumínio mais moderna

A Jaguar Land Rover aumentará o uso de alumínio reciclado na carroceria de seus veículos novos, com intuito de reduzir as emissões de carbono e o desperdício de material.

 

O projeto será chamado de Reality, receberá investimento 2 milhões de libras, quase R$ 8 milhões, e será responsável por fechar o ciclo de reciclagem de alumínio: o carro descartado voltará à fábrica, o alumínio dele será reciclado e usado em carros novos.

 

Esse novo sistema de reciclagem usa até 95% menos energia do que a produção de alumínio. A marca destaca que o atual processo de reciclagem de alumínio descartado no processo de manufatura continuará existindo.

Produção de caminhões cresce no ano

O empenho das fabricantes de caminhões em reduzir a queda nas vendas internas tem mostrado efeito transcorridos oito meses do ano, e seu reflexo direto está nos números de produção do período. Saíram das linhas, de janeiro a agosto, 50 mil 880 veículos, volume 22,5% maior do que o registrado em igual período do ano passado, apontaram dados divulgados pela Anfavea na quarta-feira, 6.

 

De acordo com Marco Saltini, diretor de assuntos institucionais da MAN Latin America, a produção de caminhões ainda está voltada para as exportações, mas já é possível enxergar aumento da participação da demanda interna na absorção da produção: “O setor trabalha para reduzir as quedas no mercado interno. Já é possível perceber que até agosto as vendas apresentaram ritmo de redução das perdas na comparação com 2016”.

 

Em janeiro os licenciamentos foram 33,3% menores do que os registrados no mesmo mês do ano passado. A partir de fevereiro, no entanto, o desempenho negativo foi diminuindo, chegando a 32,8%. Em agosto o volume de emplacamentos chegou a 11,1% negativo, denotando que as fabricantes venderam mais caminhões internamente. Nas exportações o volume de veículos de janeiro a agosto foi de 18 mil 876 unidades, 48% a mais que em igual período de 2016.

 

O cenário ainda está aquém do ideal, segundo Saltini, e porque o segundo semestre tem histórico de vendas menores de veículos pesados na comparação com os primeiros seis meses, a Anfavea reduziu a projeção de vendas para o ano – de 65,6 mil veículos para 64 mil.

 

A produção de caminhões pesados até agosto totalizou 19 mil 363 unidades, volume que representou alta de 33,6% na comparação com o mesmo período de 2016, a de semipesados cresceu para 15 mil 678 unidades, 33,9% mais, e a de caminhões médios, que somou 4 mil 414 unidades, cresceu 70%. Nos leves, 9 mil 728, queda de 11,5%, e nos semileves, 1 mil 697 unidades, queda de 3%.

 

A produção de ônibus até agosto foi de 14 mil 468 unidades, alta de 17,3% na comparação com o desempenho de 2016. A produção de veículos para aplicação urbana cresceu 22,9%, ao passo que a de veículos para uso rodoviário cresceu 2,3%.

 

Foto: Divulgação

Vendas mundiais da Mercedes-Benz sobem 12,8%

A Mercedes-Benz divulgou seu balanço de vendas mundial no acumulado do ano, com 1 milhão 496 mil 406 unidades comercializadas de janeiro a agosto de 2017, crescimento de 12,8% com relação a igual período do ano passado.

 

Apenas em agosto foram vendidas 170 mil 341 unidades em todo o mundo, aumento de 9% com relação ao mesmo período do ano passado, batendo recorde de vendas para o mês.

 

No Brasil, a Mercedes-Benz encerrou agosto como líder do mercado premium, com 1 mil 330 unidades emplacadas, assim como no acumulado do ano, com 7 mil 897 carros vendidos, crescendo 12% com relação aos oito primeiros meses de 2016.

 

Houve um aumento de 13,8% na demanda por SUVs e de 20,1% pelos esportivos de luxo, segundo a marca.

Angela Merkel dobra valor de investimento para combater emissões de poluentes

Angela Merkel, chanceler alemã, divulgou que irá dobrar o valor de investimento destinado ao combate de poluição do ar em 30 grandes cidades alemãs, nesta quarta-feira, 6. O valor inicial era de 500 milhões de euros e passará para 1 bilhão de euros.

 

Segundo o jornal New York Times, Angela estava sendo acusada de pegar muito leve com as montadoras e, logo após surgirem esses comentários, a chanceler se reuniu com mais de 30 prefeitos e divulgou o investimento.

 

A chanceler divulgou esse investimento com a intenção de não proibir os veículos movidos a diesel, mas conseguir reduzir os índices de poluentes nas principais cidades alemãs.

Mahindra tem US$ 70 milhões para investir

Menos de um ano após assumir a operação brasileira da Mahindra, fabricante indiana de tratores, Jak Torretta acelera, agora, plano de expansão que inclui negócios em países da América Latina. O diretor geral de operações da Mahindra Brasil falou sobre suas estratégias e táticas durante a realização da Expointer, em Esteio, RS.

 

O avanço da empresa se dará em diferentes frentes. Com capacidade de montagem de 1 mil tratores por ano em Dois Irmãos, RS, a companhia projeta dobrar seu volume de produção até 2022. Para isso analisa a compra de uma fabricante de implementos, ou de tratores, e mesmo a construção de fábrica própria.

 

A empresa tem reservados US$ 70 milhões para investimento nos próximos cinco anos, valor para a expansão e que também poderá ser aplicado na nacionalização de tratores fabricados em outros países pela marca originária da Índia.

 

“Estamos em negociações com algumas administrações municipais para a instalação de uma fábrica, mas nossa preferência é ficar na Grande Porto Alegre. Se não montarmos mais em Dois Irmãos deverá ficar na cidade um centro de distribuição de peças.”

 

Agricultura familiar – São 5 milhões de propriedades no País com esse perfil – a empresa tem no pequeno e no médio produtor rural clientes prioritários. Com a finalidade de ampliar a atuação no Brasil mantém em andamento plano para reforçar a rede de concessionárias: atualmente são quinze pontos de venda e a projeção é chegar a vinte até o fim do ano, basicamente nas regiões Sul e Sudeste.

 

Torretta disse que a Mahindra pretende aumentar a presença no campo não somente com a venda de produtos mas, também, auxiliando o pequeno e o médio produtor no gerenciamento da propriedade:

 

“É um projeto para 2018. Vamos levar noções de gestão para produtores”.

 

Durante a feira foi anunciada a parceria da Mahindra Finance com o banco DLL. O banco de fábrica vai operar com crédito para o financiamento de máquinas agrícolas Mahindra, incluindo Moderfrota e outras linhas do BNDES. Também financiará equipamentos importados por meio de crédito direto ao consumidor.

 

Novos modelos – Depois de consolidada a linha de tratores com potência de 26 cv a 95 cv a Mahindra começará a vender modelos de 110 cv e de 130 cv. Montados na Coreia do Sul serão lançados nos Estados Unidos em outubro. No ano que vem chegarão ao Brasil, inicialmente importados, e em doze meses devem estar nacionalizados. Com portfólio de até 130 cv de potência a Mahindra terá produtos para 75% do mercado brasileiro de tratores.

 

Ao lado desses projetos a empresa trata de gerenciar a expansão da marca na América do Sul, podendo chegar até o México, onde há uma unidade que faz a montagem final de tratores. Os países com potencial de mercado são Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Pelo fato de a matriz da Mahindra ter 35% da fabricante de colheitadeiras Sampo Rosenlew, da Finlândia, Jak Torretta confirmou estudos para a fabricação de modelos dessas máquinas no Brasil.

 

Na Expointer 2017 a Mahindra lançou tratores da série 6000-6060, família com potência de 55 cv a 75 cv. Também foi exposto o trator Max 26, importado do Japão, para áreas de produção de hortigranjeiros e de uva. O modelo 4530, fabricado na Índia, tem potência de 42 cv. A série 8000 S ganhou nova ergonomia, trazendo mais conforto para o operador. E o 9500 S, uma evolução da linha 9200, passa a ter mais potência, 95 cv, e um novo sistema hidráulico.

 

Também foi mostrado o veículo de transporte de carga mPact, utilizado para deslocamentos dentro de propriedades rurais. Com tração 4×4 e motores a diesel ou gasolina, suporta todo o tipo de terreno, segundo a montadora.

Foto: Divulgação Mahindra – Jak Torretta, no centro, faz o anúncio na companhia de Ingomar Goltz, gerente de manufatura, e de Jalison Cruz, gerente comercial e marketing

Indústria acumula quarto resultado positivo

A produção industrial brasileira cresceu 0,8% na passagem de junho para julho, marcando a quarta alta mensal consecutiva em 2017 do indicador, segundo dados da Pesquisa Mensal Industrial divulgada pelo IBGE na terça-feira, 5. Na comparação com o desempenho apresentado pela indústria em julho do ano passado o crescimento foi de 2,5%.

 

O desempenho do setor de bens de consumo foi particularmente impulsionado, em julho, pelo crescimento da fabricação de automóveis: 9% na comparação com julho de 2016. Na comparação com o desempenho do mês anterior, junho, a categoria que engloba veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou crescimento de 6,8%.

 

De janeiro a julho a produção do setor industrial foi maior 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias foi um dos destaques em termos de crescimento no período, 11,6%. O crescimento do setor só não foi maior que o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que cresceu 19,7%.

 

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, a indústria vive um quadro de maior ritmo produtivo: “Ainda que o comportamento positivo não recupere as perdas dos últimos dois anos, conseguimos enxergar uma trajetória ascendente”.

 

Macedo também destacou o aspecto disseminado do crescimento, já que as quatro categorias econômicas da indústria – bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e bens de consumo semi e não-duráveis – apresentaram taxas positivas.  O pesquisador alertou, contudo, para a base de comparação, que ainda é baixa, tendo em vista a queda de 8,4% no período janeiro-julho de 2016: “Apesar da melhora recente a indústria ainda é um campo a ser recuperado”.

 

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Cummins já tem motor elétrico para veículos comerciais

A tradicional fabricante de motores Cummins deu o primeiro sinal de que pretende estender sua gama de motores para o espectro da eletrificação. A empresa, que atualmente produz motores movidos a diesel e a gás, apresentou em agosto o caminhão Aeos, veículo conceito equipado com o primeiro powertrain elétrico de sua história quase centenária.

 

O veículo, um cavalo mecânico 4×2 rodoviário com capacidade de carga de 20 toneladas, foi apresentado em agosto em Columbus, Indiana, e tem autonomia para percorrer 160 quilômetros utilizando o motor elétrico, que tem 350 Kw, o equivalente a 476 cv. Para efetuar uma recarga completa da bateria é necessária 1 hora na tomada, mas a fabricante trabalha para diminuir esse tempo em 80% até 2020, quando os primeiros caminhões com o powertrain elétrico começarão a ser vendidos, segundo a Cummins.

 

As aplicações para as quais se destina o protótipo movido a eletricidade são atividades em centros urbanos com restrições de emissões e transporte para cidades próximas. Também é possível aumentar a autonomia para 480 quilômetros, com um pacote adicional de baterias que compromete parte do espaço para carga.

 

Há opção de equipar o veículo com motor diesel B6.7, usado para alimentar as baterias do caminhão. Nesta configuração a autonomia se torna maior e pode chegar a 1 mil quilômetros. Ele também usa tecnologias de recuperação de energia nas frenagens e vem equipado com painéis no teto para captar energia solar.

 

Diesel – Ainda que os seus movimentos indiquem para o uso da eletricidade nos motores a Cummins segue desenvolvendo equipamentos diesel que tenham volume reduzido de emissões. Exemplo disso é o X12, motor lançado recentemente, sendo o menor 12 litros do mercado, de acordo com a Cummins.

 

Outro avanço tecnológico é a nova geração do X15, que é o maior motor da Cummins, que ainda está no regime de testes e que chegará ao mercado em 2022. A empresa aposta também nos motores movidos a gás natural comprimido, que emitem 90% menos NOx.

 

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