O sedan médio líder de vendas no Brasil está mais jovial. E a razão, segundo a Toyota, é que o Corolla precisa buscar novos consumidores. Novos, no sentido de gente jovem, abaixo dos 40 anos de idade, um público que atualmente cobiça outro japonês, o rival Honda Civic, recém-lançado no Brasil em sua décima geração.
As armas da Toyota para, ao mesmo tempo, manter a liderança de um segmento importante, o dos sedans médios, e ainda ampliar sua participação no mercado, estão por dentro e por fora do novo Corolla, apresentado nesta quinta-feira, 16, em São Paulo.
A principal novidade, que segundo a Toyota não é destinada ao seu público cativo, consumidores com idade entre 43 e 50 anos, é a versão XRS. Não se engane, essa opção não é propriamente uma versão esportiva. Mas o jovem cliente pode gostar do aerofólio traseiro, das saias esportivas, da ponteira de escapamento cromada e do interior na cor preta, componentes que dão mais agressividade ao produto, segundo a fabricante japonesa.
“Não é um carro esportivo. Queremos aumentar a base de clientes porque sentimos que existe um movimento no mercado que demanda carros com esse perfil”, disse Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota do Brasil.
As mudanças estéticas no Corolla se concentram principalmente na dianteira, com conjunto de faróis e grade reestilizados e mais delgados. Além disso, o novo Corolla 2018 passa a contar com controle de estabilidade, controle de tração, assistente de subida e sete airbags para toda a linha. Lembrando que o sedan já havia recebido cinco estrelas nos testes de colisão do Latin NCap antes deste lançamento.
A nova linha do Corolla possui seis versões e preços que variam de R$ 69 mil 990 a R$ 114 mil 990. Estão disponíveis opções com motor 1.8 e transmissão manual ou automática, além de um 2.0 litros, com transmissão automática e trocas manuais por borboletas instaladas atrás do volante.
O novo sedan da Toyota tem um índice de nacionalização de 62% e até o final do ano pode chegar a 70%. Segundo Claudio Ishikawa, chefe do departamento de engenharia, componentes eletrônicos e peças do acabamento são importados, além do motor e da transmissão, que vêm do Japão e ainda não possuem data para serem nacionalizados.
Mesmo com um novo produto no mercado, a Toyota não espera superar o desempenho do Corolla no ano passado, quando foram emplacadas 64 mil unidades. Culpa da queda do mercado como um todo, que já havia registrado uma retração de 4,7% na comparação de 2015 com 2016. A expectativa é que sejam negociadas 60 mil Corollas este ano.
Rafael Chang atribui esse volume menor de vendas ao momento de recuperação nos últimos anos: “Se levarmos em consideração a queda no mercado, as 60 mil unidades de Corolla projetadas para este ano não constituem um volume baixo. A retomada das vendas totais será tímida em 2017”.
Como forma de estimular as vendas internas em um cenário de crédito restrito, a empresa planeja aumentar de 11% para 30% as vendas feitas pelo Ciclo Toyota, modalidade de financiamento que reduz o valor de entrada e das parcelas em troca de condições que favoreçam a revenda do modelo para a Toyota. A fórmula é simples: entrada de 30% em planos de 12 a 36 meses. Ao final, o valor residual desse financiamento será convertido na compra do modelo usado pela Toyota. Assim, a fabricante mantém a fidelidade do cliente, que será estimulado a adquirir um veículo novo.