Com 6 mil associados, dos quais mais de 1 mil têm atuação voluntária nos programas da entidade, a SAE Brasil completa 25 anos de atividades no País este ano. Com presença em sete estados por meio de dez seções regionais a associação promove mais de cinquenta eventos por ano, incluindo simpósios, fóruns, colóquios, palestras e congresso, que contam com cerca de 18 mil participantes.
A semente que levou à criação da SAE aqui foi plantada em 1981, quando Philip Maziotti, diretor da Dana e então presidente da SAE International, veio ao Brasil e convidou engenheiros locais do setor automotivo para discutir o assunto.
A partir daí foram dez anos de troca de experiências dos especialistas sobre temas relacionados ao desenvolvimento de produto e manufatura até a criação, em 1991, da SAE Brasil, a primeira afiliada da organização fora dos Estados Unidos.
Era época da abertura do mercado brasileiro para a importação de automóveis e, para sacramentar o projeto, vieram ao Brasil o diretor da Ford para o programa Cargo e ex-presidente da SAE International, Ed Mabley, e o responsável pela expansão da entidade, John Casker.
Apoiada por expoentes da engenharia brasileira, como Carlos Buechler, da General Motors, Luc de Ferran, da Ford, Berndt Wiedeman, da Volkswagen, Ferdinand Panik, da Mercedes-Benz, Ozires Silva e Horácio Forjaz, ambos da Embraer, Fernando Almeida, da Volkswagen Caminhões/Chrysler, Flamínio Leme, da Eaton, Edmir Bertolaccini e Vivaldo Russo, da Clark, e Fábio Braga e Marcus Bonito, da TRW, foi formado então o primeiro quadro associativo da entidade.
Com a participação voluntária de seus integrantes, marca de gestão da entidade, a SAE Brasil estendeu o programa de eventos técnicos e promoveu a expansão da entidade a fim de acompanhar o mapa da produção automotiva no País.
Dias atuais – “Desde a vinda de Ed Mabley a trajetória da SAE Brasil se funde aos avanços da indústria da mobilidade”, conta o engenheiro Frank Sowade, presidente da entidade para o período 2015-2016. Exemplos que fundamentam esse ponto de vista, segundo ele, não faltam. Dentre eles a tecnologia dos motores bicombustíveis, pela primeira vez relatada em um trabalho técnico apresentado no Congresso SAE Brasil nos anos 1990 e apresentado na Mostras de Engenharia do Congresso como tecnologia pronta para o mercado.
“Desde a sua fundação a SAE Brasil participa do desenvolvimento da engenharia brasileira não apenas por meio de programas, como o de educação continuada com cursos de atualização e complementação profissional, mas também no fomento da tecnologia com a promoção de debates em seus eventos, como o Congresso e Mostra Internacionais de Tecnologia da Mobilidade, o maior encontro da mobilidade no Hemisfério Sul.”
Além disso, destaca Sowade, a entidade investe na formação acadêmica e incentiva jovens a seguirem carreira na engenharia da mobilidade por meio de seus programas estudantis.
O engenheiro relembra ainda que os 25 anos da SAE no Brasil foram marcados pelo crescimento e pela consolidação da engenharia da mobilidade nos setores automobilístico, aeroespacial e ferroviário e pela busca contínua da excelência no desenvolvimento tecnológico, fundamental para a competitividade de mercados emergentes como o nosso.
“Construímos uma base sólida no passado, e por isso vejo um futuro cheio de desafios, mas com muitas oportunidades.”
A entidade mantém seções regionais em São Paulo [Capital, Campinas, São Carlos/Piracicaba e São José dos Campos], Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul [Caxias do Sul e Porto Alegre], Paraná/Santa Catarina e Bahia.
Ao longo de sua história no País promoveu mais de quinhentos cursos e palestras com cerca de 8 mil horas de conteúdo ministrado a 7,5 mil pessoas. Nos 24 congressos anuais realizados, eventos-âncora da programação da entidade que conta com a participação de renomados especialistas do Brasil e do Exterior, recebeu cerca de 120 mil visitantes e apresentou 3,4 mil trabalhos técnicos relacionados à engenharia da mobilidade com tecnologias no estado da arte. Também realizou dezenas de simpósios técnicos em várias regiões do País.
Mais de 33 mil estudantes de engenharia de instituições de ensino, de Norte a Sul do País, desenvolveram projetos, construíram protótipos e os levaram para as competições dos programas estudantis da SAE Brasil Aerodesign, Fórmula, Baja e Demoiselle, conquistando títulos nacionais e internacionais nas competições promovidas pela SAE International realizadas nos Estados Unidos. Globalmente a instituição está presente em cem países e soma 138 mil sócios.
Fundada na década de 1990 a SAE Brasil acompanhou e discutiu as principais mudanças da engenharia brasileira nos últimos anos. Ao longo de sua história a SAE promoveu cerca de quinhentos cursos e palestras com cerca de 8 mil horas de conteúdo ministrado a 7,5 mil pessoas. Nos 24 congressos anuais realizados recebeu cerca de 120 mil visitantes e apresentou 3,4 mil trabalhos técnicos. Em seu aniversário de 25 anos o presidente da entidade, Frank Sowade, falou com exclusividade a AutoData sobre os planos da SAE para os próximos anos. Em pauta: os carros autônomos.
