Crise não é motivo para parar investimentos

Sistemistas e fabricantes de motores diesel mantiveram seus investimentos em novas tecnologias e eficiência produtiva nos últimos anos, a despeito da crise econômica e política que afetaram – e ainda afetam  – o Brasil. Executivos que participaram dos painéis de Motores e Sistemistas concordaram que o potencial de crescimento do mercado brasileiro é certo e retornará logo que a crise política for resolvida.

Luís Pasquotto, presidente da Cummins, disse que as equipes da fabricante de motores passaram os últimos anos debruçadas em projetos que visavam a melhora da efetividade das linhas de produção e do desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Citou como exemplo os aportes em laboratórios de testes, que agora estão mais eficientes.

Novas linhas de motores para atender o segmento fora de estrada e aumento da eficiência da fábrica foram os canais escolhidos pela FPT para direcionar os aportes nos últimos anos. Segundo o presidente Marco Aurélio Rangel, não é o momento de parar de investir: “Precisamos sair mais fortes da crise”.

Na MWM a palavra de ordem é eficiência, segundo José Eduardo Luzzi, presidente. “Não podemos parar de investir senão o motor fica obsoleto. O aumento de produtividade também é importante e os resultados alcançados pela empresa nos últimos anos são mensuráveis”.

Cummins e MWM projetam queda de cerca de 15% na produção, enquanto a FPT, devido à entrada em novos segmentos, tem expectativa de ao menor manter os volumes do ano passado. Todas olham com atenção para o mercado externo: “As exportações são a saída no médio prazo”, afirmou Pasquotto.

Autopeças – As sistemistas mantêm seus investimentos também para atender às demandas das montadoras. Segundo Paulo Santos, presidente da Delphi, a mudança de perfil do consumidor brasileiro gerou a necessidade das montadoras adaptarem seus produtos e torna-los mais alinhados com o que se oferece em mercados maduros.

Besaliel Botelho, presidente da Bosch, lembrou que a companhia trouxe muitas tecnologias ao mercado brasileiro nos últimos anos. “Não ficamos esperando, nós fizemos acontecer. Mas agora precisamos de escala”.

Com a chegada de novos competidores o mercado ficou muito pulverizado, segundo Santos, da Delphi. “Não temos mais aquelas plataformas com enorme volume. E há alguns anos prevíamos um mercado de 5 milhões, que, na verdade, chegará a pouco mais de 2 milhões de unidades em 2016”.

O câmbio apreciado fará com que a indústria acelere a nacionalização de componentes, analisou Nelson Fonseca, presidente da Truck&Bus. Ele, que preside uma companhia que fornece para caminhões, ônibus e máquinas, acostumada a volumes mais baixos, acredita que há condições de trazer novas tecnologias mesmo com volumes reduzidos. “Vejo o futuro para empresários que consigam enxergar um pouco além das dificuldades atuais”.

Sindipeças: à espera do retorno da confiança.

O mercado interno de veículos voltará a crescer quando a confiança do consumidor e do investidor retornar, avaliou Paulo Butori, ex-presidente e conselheiro do Sindipeças, no painel que abriu o Seminário AutoData Compras Automotivas 2016, realizado na segunda-feira, 21, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, SP.

O cenário atual, com incertezas tanto na política quanto na economia, não permite fazer projeções concretas, de acordo com o empresário, que manteve as estimativas de 2,5 milhões de veículos comercializados no mercado doméstico, divulgadas pelo Sindipeças no ano passado, apesar de admitir volumes mais baixos.

“Tudo muda, toda hora. Caminhões e ônibus sofrem mais, mas acho que o tamanho do mercado poderá ser de 2 a 2,5 milhões de unidades. Precisamos de uma injeção de confiança para reverter esse cenário. Confiança é fundamental, ela move montanhas”.

Segundo ele essa confiança só retomará quando a crise política for completamente sanada. Para ele, a crise econômica é alimentada pela crise política, que por sua vez alimenta a econômica, criando um espiral de negatividade.

Enquanto trabalha em um cenário de mercado interno comprimido, Butori sugere que o segmento de autopeças nacional busque outros canais como exportação e reposição. O dólar valorizado contribuiu para a conquista de novos negócios nos mercados externos e o giro da reposição cresce, uma vez que o consumidor brasileiro tem postergado a troca de veiculo.

O empresário afirmou que a indústria já fez o ajuste que precisava fazer – o resultado foram 80 mil demissões de 2011 até esse ano. “Pode haver o corte de mais 5 mil postos de trabalho, mas não vejo espaço para algo muito maior”.

Butori aproveitou para criticar o Inovar Auto que, em sua opinião, beneficiou apenas as montadoras. “As fabricantes de autopeças precisaram gastar o que não tinham para algo que não precisavam. A onda de nacionalização gerada nos últimos anos foi muito mais por causa do câmbio do que do Inovar-Auto, que nem se sabe se terá uma segunda fase”.

Para o empresário falta vontade de montadoras e sistemistas para ampliar a nacionalização de peças e componentes. “Ninguém vai investir em nacionalização se não houver pedidos, ainda mais neste cenário de falta de confiança”.

Homenagem –Após 22 anos na presidência do Sindipeças, Butori deixou o cargo na sexta-feira, 18 – em seu lugar assumiu Dan Ioschpe, eleito em chapa única.

O empresário, que permanece no conselho da associação durante a nova gestão, foi homenageado por AutoData após o seu painel com uma placa, representando o seu período de representação do setor, entregue pelos diretores Márcio Stéfani, S Stéfani e Vicente Alessi Filho.

Arteb fecha a fábrica de Gravataí, RS

Após entrar em recuperação judicial e demitir cerca de trezentos trabalhadores em São Bernardo do Campo, SP, a Arteb, tradicional fornecedora de sistemas de iluminação para a indústria automotiva, fechou as portas de sua fábrica de Gravataí, RS, segundo informações do sindicato dos metalúrgicos local.

Os trabalhadores foram notificados na quarta-feira, 16. A Arteb alega que a General Motors, para quem fornecia 70% da produção da fábrica gaúcha, rompeu o contrato de forma unilateral, fazendo com que a autopeça perdesse sua principal fonte de receita.

Segundo Valcir Ascari, presidente do SINMGRA, todos os 170 funcionários da fábrica foram demitidos – outros 35 já tinham seu contrato rescindido no começo do mês, para ajustar o quadro de trabalho à atual demanda. Ele prevê dificuldades na negociação por causa do processo de recuperação judicial pelo qual passa a empresa, mas prometeu negociar a reintegração dos demitidos.

“Queremos debater com a montadora e tentar fazê-la voltar atrás. São 170 pais e mães de família que estão perdendo o seu emprego”.

FBI alerta para vulnerabilidade de carros a ataques de hackers

Parece coisa de filme de ação ao melhor estilo James Bond, o 007, mas é a pura realidade dos tempos atuais: o FBI, órgão estadunidense de segurança, soltou um alerta chamando a atenção para a vulnerabilidade dos veículos atuais a invasão de hackers. Para o FBI é de fato possível que veículos sejam invadidos e controlados por computador de forma remota, aproveitando-se de redes sem fio ou wireless.

Para ver o alerta do FBI na íntegra, clique aqui: http://www.ic3.gov/media/2016/160317.aspx.

De acordo com o texto, já há provas concretas da possibilidade de invasão eletrônica. O FBI citou um estudo no qual foi possível controlar remotamente um veículo e acessar diversas funções. Em baixa velocidade, foi possível desligar o motor, desativar os freios e mover a direção. Em qualquer velocidade, conseguiu-se acesso às travas das portas, sinal de seta, velocímetro, rádio, ar-condicionado e GPS.

O FBI alertou as montadoras, os fabricantes de autopeças e de acessórios automotivos para o aftermarket, em especial aqueles que oferecem sistemas que se conectam com smartphones, para que “se mantenham atentos para potenciais casos de falha em cybersegurança relacionadas a tecnologias de conexão veicular”.

Em meados do ano passado a FCA Fiat Chrysler Automobiles convocou o primeiro recall da história relacionado à cybersegurança: 1,4 milhão de unidades foram chamadas para atualização de software depois que uma revista especializada em tecnologia conseguiu, com auxílio de especialistas, acessar comandos de um Jeep Cherokee 2014 remotamente, com o uso de um computador e uma conexão à internet.

 

 

Renault lança Oroch na Argentina

A Renault do Brasil abriu um novo mercado de exportação: a Oroch, picape derivada do SUV Duster produzida em São José dos Pinhais, no Paraná, começou a ser comercializada na Argentina.

A montadora iniciou um sistema de pré-venda para o utilitário, que abriu na sexta-feira, 18, e prosseguirá até 20 de abril. Os preços vão de 299 mil pesos para a versão Dynamique 1.6 a 340 mil pesos a Outsider Plus 2.0.

A oferta da Oroch na Argentina é um pouco diferente daquela no Brasil. Aqui são duas versões, Expression, de entrada, e Dynamique, mais completa. Na Argentina são cinco, sendo que a de entrada é a Dynamique 1.6, seguida pela Outsider 1.6, Dynamique 2.0, Privilege 2.0 e a topo de linha Outsider Plus 2.0.

A oferta dos dois motores é a mesma do Brasil, mas na Argentina são movidos apenas a gasolina enquanto que no país de origem ambos são flex.

No país vizinho há para a picape ainda dois pacotes de opcionais para instalação nas concessionárias: além do Outsider há também a Work, que inclui extensor de caçamba, grade de proteção para as lanternas traseiras, rede para carga, caixa multiuso, cinta para amarração de carga e gancho de reboque.

Outro modelo produzido no Brasil que está em sistema de pré-venda na Argentina é o Jeep Renegade. Naquele país está sendo ofertado, por enquanto, apenas na versão Sport com motor 1.8 gasolina, por 399 mil pesos.

Volvo exporta 70% da produção de ônibus no trimestre

Com a retração que persiste no mercado interno a participação das exportações nas vendas da Volvo Bus do Brasil chegarão a 70% neste primeiro trimestre, situação inversa da vivida pela empresa no mesmo período do ano passado. A informação é do presidente da Volvo Bus América Latina, Luiz Carlos Pimenta, que prevê até pequeno crescimento nas vendas totais deste ano em função do crescimento dos embarques para países da região.

“Nossas vendas totais ficaram em 2 mil unidades no ano passado e poderemos até crescer um pouco este ano graças às exportações”, comentou Pimenta, sem arriscar palpite quanto ao índice de alta. Segundo ele em 2015 as vendas externas ficaram próximas de 1 mil unidades e este ano devem ficar um pouco acima desse patamar, favorecendo o resultado final da empresa.

Pimenta participou na quinta-feira, 17, em Curitiba, PR, do lançamento do modelo de chassis de ônibus rodoviário B310R, com configuração 4×2 e 310 cv de potência, destinado a aplicações que vão desde fretamento até viagens interestaduais de média distância. Sua configuração, segundo Idam Stival, coordenador de engenharia de vendas Volvo Bus América Latina, permite carrocerias com até quatorze metros de comprimento.

O evento contou com a participação do presidente do presidente mundial da Volvo Bus, Hakan Agnevall, que comentou rapidamente sobre a crise no mercado brasileiro, ressalvando que “vamos superar isso e focar no atendimento ao cliente”. Destacou, ainda, a importância da América Latina nos negócios da companhia, informando que a região responde por 17% das vendas da Volvo no mundo.

Também o presidente da Volvo Bus Americas, Ralph Acs, fez questão de falar que a empresa continua acreditando no Brasil: “Pensamos não só no hoje e por isso continuamos investindo, tanto é que estamos aqui apresentando o B310R. Sabemos que no longo prazo o mercado brasileiro e os demais da América Latina são promissores.”

Com relação às exportações, Pimenta revelou que as vendas crescerão este ano para países da América Central e também para o Chile, Argentina e Peru, que têm ampliado compras principalmente no segmento rodoviário. Ele reconheceu que a situação do mercado interno é difícil, lembrando que as vendas locais caíram de 2,3 mil unidades em 2014 para poucos mais de 1 mil em 2015.

Mas acredita que a regulamentação no segmento de rodoviários sairá em breve e o mercado interno ainda terá tempo de reagir. A empresa tem 24% desse segmento, no qual conquistou a vice-liderança no ano passado. “Nossa meta é ser líder.”

Na sexta-feira, 18, a Volvo inaugurou uma fase de testes de ônibus híbrido articulado, o Hibriplus, que terá duração de seis meses. O ônibus é equipado com wi-fi e ar condicionado, uma novidade no transporte urbano da cidade. Os testes com os híbridos articulados fazem parte de um memorando de entendimento da Suécia com a Capital paranaense para promoção do desenvolvimento sustentável.

Saída do Salão do Automóvel do Anhembi será oficializada dia 30

Finalmente a Reed Exhbitions Alcantara Machado tornará oficial a informação que os assinantes da Agência AutoData já sabem há nada menos do que seis meses: a mudança de endereço do Salão do Automóvel de São Paulo, que já em sua edição 2016, agendada para abrir as portas em 10 de novembro, uma quinta-feira, prosseguindo até o outro domingo, 20.

A empresa convocou coletiva de imprensa para a quarta-feira, 30, em São Paulo, onde revelará que o evento sai do Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, onde está desde 1970, e vai para o São Paulo Expo, antigo Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul da cidade, próximo ao início da Rodovia dos Imigrantes.

Para reler a revelação da Agência AutoData a respeito, publicada com primazia global em setembro do ano passado, clique aqui: noticias/21459/adeus-anhembi-salao-do-automovel-2016-sera-no-sao-paulo-expo.

São esperados na coletiva as presenças do presidente da Anfavea, Luiz Moan, e do recém-empossado presidente da Abeifa, José Luiz Gandini. As duas associações são apoiadoras do evento.

Na ocasião a Reed afirmará que a mudança será benéfica ao público, pois o novo endereço, atualmente em reformas para expansão da área de exposição e do estacionamento, carrega promessas de ar-condicionado, wi-fi e condições melhores para os visitantes em geral.

O anúncio não será surpresa para as montadoras expositoras, pois a Reed já se reuniu com todas para tratar da mudança do Salão para o São Paulo Expo. E nem todas estão satisfeitas – algumas já reclamam da disposição geográfica do novo local, que tem em sua planta um formato mais retangular do que do Anhembi, que é mais quadrado. Algumas montadoras entendem que no São Paulo Expo há áreas que são menos privilegiadas no quesito circulação de público do que outras, fazendo com que os estandes ali instalados sejam menos notados – e portanto menos visitados – do que outros.

Moto Honda inaugura concessionária com museu

Os clientes que frequentarem a recém-inaugurada concessionária Honda Dream Moto Remaza, na Avenida Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, encontrarão uma agradável novidade: ao lado das motocicletas zero quilômetro e usadas à venda foi instalado um museu, que terá exposição permanente de modelos que fazem parte da história da marca.

O prédio da concessionária, oficialmente inaugurada na quarta-feira, 16, possui 1,9 mil m² e dispõe de showroom de vendas, oficina para atendimento pós-venda, uma boutique de roupa e acessórios e um lounge decorado, que será usado como sala de espera e espaço para treinamentos, reuniões e apresentações de produtos.

Além, é claro, do Collection Hall, nome que a Moto Remaza deu ao seu museu. Todos os meses serão expostos de 20 a 25 modelos clássicos da Honda, de um acervo que pertence à concessionária e foi restaurado com critérios de máxima qualidade e originalidade. Em nota a empresa confirmou a exposição de clássicos como a CB 750 K0 de 1969, Monkey de 1969, CG 1976, CG 125 comemorativa de 35 anos, Turuna 125 de 1979, CB 50, CB 125, CB 350, ML 125, XL 250R de 1982 e modelos que competiram na Fórmula 400 e Fórmula Honda.

A ideia é tornar o espaço um local para ponto de vendas e encontro de apaixonados pelo mundo Honda, segundo informa a Moto Remaza em comunicado.

O showroom também foi dividido em três áreas: um para o Conceito Dream, composto pelas motocicletas de alta cilindrada, um para os modelos menores da linha e uma área dedicada aos produtos fora de estrada.

Resende será base exportadora da Nissan na região

A exportação de um pequeno lote do compacto March para o Paraguai neste mês é base de um projeto mais amplo da Nissan do Brasil de abastecer os principais mercados da América do Sul a partir da fábrica de Resende, RJ.

“É um projeto-piloto”, informou o chairman da Nissan para a América Latina, José Luis Valls, em entrevista à AutoData, que será publicada na íntegra na próxima edição da revista, em abril.

“Testamos todo o processo logístico da operação, assim como as homologações e regulamentações envolvidas na exportação.”

O objetivo, segundo o executivo, é chegar em 2018 com a metade da produção de Resende destinada ao mercado externo. Além do Paraguai o March seguirá ao longo deste ano para Uruguai, Peru e Chile. As vendas para a Argentina começam no fim deste ano ou início do próximo.

A Nissan não exportava a partir do Braisl desde 2008, época em que mandava a picape Frontier, produzida em São José dos Pinhais, PR, para o México, utilizando a estrutura da Renault . “O teste-piloto para o Paraguai, que envolve dezenove unidades, foi a primeira exportação de fato da Nissan brasileira.”

A substituição dos produtos mexicanos que atualmente abastecem a América do Sul pelos veículos brasileiros se dará de forma gradual. “Esse é caminho para fortalecer Resende”, comentou Valls, lembrando que a fábrica fluminense tem capacidade para 200 mil veículos/ano e produziu pouco mais de 47 mil no passado.

A Nissan tem participação de 18% nas vendas do mercado paraguaio, de 10% no Peru e 9% no Chile. No Brasil respondeu por modestos 2,3% dos automóveis e comerciais leves negociados no mercado interno no ano passado, com 60 mil unidades comercializadas, 15 mil delas importadas.

A Nissan inaugurou no ano passado escritórios próprios no Chile e na Argentina, onde produzirá nova picape de grande porte a partir de 2018.

De acordo com Valls, a meta é crescer 10% em vendas no País este ano e elevar o market share para 2,6%. O executivo projeta novo salto em 2017, quando quer atingir participação de 3% e disporá do Kicks, SUV compacto que será lançado até o fim deste ano.

A produção do novo modelo em Resende demanda investimento de R$ 750 milhões e a criação de seiscentos postos de trabalho. “Acreditamos que o Kicks responderá por 30% dos nossos emplacamentos, grande parte representado vendas adicionais , já que não temos nada nesse segmento, o que mais cresce no Brasil e no mundo.”

Volkswagen investiu R$ 200 milhões para produzir a nova Saveiro

Com visual diferente do Gol e Voyage pela primeira vez desde que começou a ser produzida no Brasil, em julho de 1982, a nova Saveiro consumiu R$ 200 milhões em investimentos da Volkswagen, boa parte na fábrica de São Bernardo de Campo, SP, onde está instalada a linha de produção da picape.

As áreas de Estamparia, Armação, Pintura e Montagem Final passaram por alterações e ganharam novos itens tecnológicos. A companhia não revelou quanto foi aplicado na unidade – o investimento de R$ 200 milhões agregou também o desenvolvimento do produto, que agora tem capô e lanternas dianteiras exclusivos, dentre outros itens.

A Estamparia ganhou novos equipamentos de medição e uma esteira para a inspeção de peças da superfície. Na área de Armação, um dispositivo inédito foi instalado para a junção das peças da tampa dianteira da Saveiro.

O modelo é oferecido em oito cores: as sólidas branco, preto e vermelho, as metálicas azul, cinza e prata e as especiais laranja e azul ravenna, exclusivas para a versão aventureira Cross. Para pintar a picape a área de Pintura da fábrica da Anchieta ganhou dispositivos para colocação dos apliques do veiculo e teve seus robôs reprogramados.

Mas foi a Montagem Final que recebeu mais novidades: além dos dispositivos para encaixar o painel, uma das grandes novidades do modelo – e que pode receber os sistemas de infotainment da marca –, a área ganhou um manipulador, que facilita o processo de montagem do conjunto frontal, e equipamentos para a montagem do novo porta-luvas e do logo na tampa da traseira da picape.

A Volkswagen não revelou metas de vendas para a nova Saveiro, que no ano passado teve 54 mil unidades comercializadas. Desde 1982 foram mais de 1,1 milhão de picapes produzidas, das quais cerca de 200 mil exportadas para mais de 60 países, em especial os da América do Sul.