A exportação de um pequeno lote do compacto March para o Paraguai neste mês é base de um projeto mais amplo da Nissan do Brasil de abastecer os principais mercados da América do Sul a partir da fábrica de Resende, RJ.
“É um projeto-piloto”, informou o chairman da Nissan para a América Latina, José Luis Valls, em entrevista à AutoData, que será publicada na íntegra na próxima edição da revista, em abril.
“Testamos todo o processo logístico da operação, assim como as homologações e regulamentações envolvidas na exportação.”
O objetivo, segundo o executivo, é chegar em 2018 com a metade da produção de Resende destinada ao mercado externo. Além do Paraguai o March seguirá ao longo deste ano para Uruguai, Peru e Chile. As vendas para a Argentina começam no fim deste ano ou início do próximo.
A Nissan não exportava a partir do Braisl desde 2008, época em que mandava a picape Frontier, produzida em São José dos Pinhais, PR, para o México, utilizando a estrutura da Renault . “O teste-piloto para o Paraguai, que envolve dezenove unidades, foi a primeira exportação de fato da Nissan brasileira.”
A substituição dos produtos mexicanos que atualmente abastecem a América do Sul pelos veículos brasileiros se dará de forma gradual. “Esse é caminho para fortalecer Resende”, comentou Valls, lembrando que a fábrica fluminense tem capacidade para 200 mil veículos/ano e produziu pouco mais de 47 mil no passado.
A Nissan tem participação de 18% nas vendas do mercado paraguaio, de 10% no Peru e 9% no Chile. No Brasil respondeu por modestos 2,3% dos automóveis e comerciais leves negociados no mercado interno no ano passado, com 60 mil unidades comercializadas, 15 mil delas importadas.
A Nissan inaugurou no ano passado escritórios próprios no Chile e na Argentina, onde produzirá nova picape de grande porte a partir de 2018.
De acordo com Valls, a meta é crescer 10% em vendas no País este ano e elevar o market share para 2,6%. O executivo projeta novo salto em 2017, quando quer atingir participação de 3% e disporá do Kicks, SUV compacto que será lançado até o fim deste ano.
A produção do novo modelo em Resende demanda investimento de R$ 750 milhões e a criação de seiscentos postos de trabalho. “Acreditamos que o Kicks responderá por 30% dos nossos emplacamentos, grande parte representado vendas adicionais , já que não temos nada nesse segmento, o que mais cresce no Brasil e no mundo.”
Notícias Relacionadas
Últimas notícias