Saveiro ganha identidade própria

As alterações aplicadas no design da Volkswagen Saveiro deixaram a dianteira do modelo diferente de seu irmão de plataforma. Criada com base no Gol, o modelo mais vendido na história da indústria automotiva brasileira, a picape seguia desde 1982 as mudanças visuais da família de compactos da marca, composta também pelo Voyage.

Com o recente facelift do hatch e do sedã, apresentado pela VW no mês passado, eram esperadas mudanças também na picape. Mas a companhia surpreendeu: deu, pela primeira vez na história, uma identidade visual distinta ao modelo.

As diferenças são facilmente reconhecidas: a grade dianteira da Saveiro é maior, mais parecida com a da Amarok e dos SUVs da marca, e acomoda o emblema da VW. No Gol a grade é menor – e, por isso, o símbolo da marca vaza. As lanternas da Saveiro também são maiores e menos arredondadas, assim como os faróis de milha.

Para-choque e capô também são diferentes – as peças usadas na Saveiro não são as mesmas do Gol e Voyage. “Buscamos desvincular a picape do Gol e aproximar o visual da Amarok”, explicou Guilherme Knop, supervisor de design da marca.

Por dentro, porém, a Saveiro recebeu as alterações do Gol e Voyage e a ampla oferta de itens de infotainment – com exceção, porém, de sua versão de entrada, agora chamada Robust, que manteve o painel antigo. Henrique Sampaio, gerente de marketing de produto da VW, explica a decisão: “Foi uma opção para manter o custo-benefício”.

A Robust, que representa 30% do mix de vendas – e, deste, 90% para frotistas –, de série não oferece rádio, ar-condicionado ou direção hidráulica, apenas como opcionais. Por dentro do capô o motor EA 111 gera até 104 cavalos na única opção de cabine simples, por R$ 43,5 mil.

A Trendline já oferece direção hidráulica e vidros elétricos e o painel modificado da família de compactos VW, além de ser a única versão disponível em cabine simples, estendida ou dupla. De R$ 47,9 mil a R$ 56,8 mil. Responde por 40% do mix.

Topo de linha, responsável por 10% do mix, a Highline tem apenas cabine dupla, mas já oferece como opcionais os sistemas de infotainment da VW. Por R$ 66,1 mil.

Há ainda a Saveiro Cross, que traz o visual aventureiro para a gama. Esta ganhou motor novo, o EA 211 16V que alcança até 120 cv. Por R$ 69,3 mil com a cabine dupla, ou R$ 66,1 mil com a estendida. Sampaio afirmou que a linha Cross representa 20% do mix de vendas da Saveiro, que no ano passado alcançou 54 mil unidades. Para este ano, porém, o executivo preferiu não fazer projeções.

Expectativa mantida – O vice-presidente de vendas e marketing Jorge Portugal, porém, afirmou que ainda mantém a estimativa de mercado de 2,1 milhões de unidades para 2016, embora admita que, ao fim do trimestre, poderá rever esse número.

O que não mudará é a meta de mercado da marca, que espera alavancar as vendas após o lançamento do Gol e Voyage, que começaram a chegar às concessionárias, e da Saveiro. Portugal afirmou que a VW quer terminar o ano com 15% das vendas do País – um pouco acima do desempenho registrado no bimestre, quando fechou com 13,4% de participação.

"Falta só uma faísca."

A frase do título, curta, singela, objetiva, permeia otimismo e não guerra civil. É elaborada por conhecido executivo da indústria de veículos. Como não pode, em função de contemporâneos policies da companhia para a qual trabalha, interferir ou dar palpite nos assuntos internos dos países onde está instalada, prefere recomendáveis raciocínios em off the record:

“É mais do que chegada a hora de políticos de boa vontade estabelecerem um princípio de governo de coalizão em nome dos melhores interesses do País e aplicarem, em conjunto, política de choque de realidade. O que nos falta, apenas, é a volta da confiança.”

É claro que ele entende a crise política que contamina as atividades econômicas do ponto de vista do setor automotivo, que é, mais do que antigo raio X, a soma dos efeitos de tomografia e ressonância magnética de última geração.

“A minha convicção é a de que, assim que essa equação política estiver bem encaminhada, a recuperação das margens do setor será algo que acontecerá muito rapidamente. E é disso que precisamos, com urgência. Pois a incerteza política amplifica as encrencas econômicas.”

A reação a isto é, obviamente, pela falta de confiança inerente, o não investimento por parte de agentes econômicos, a não compra por parte dos consumidores. E a apresentação de resultados pífios por parte da indústria, do comércio, do setor de serviços inclusive no que diz respeito à mão de obra empregada e à sua possibilidade de retorno a índices mais positivos.

E é, também, a causa de olhar enviesado do mercado diante do futuro, que no ritmo atual guarda a tendência de ser ainda mais negativo.

Gráficos que o executivo mostra são demonstração claríssima do tamanho da encrenca. Em 2011 os resultados de vendas, produção e faturamento do setor automobilístico foram 3,6 milhões de unidades, 3,4 milhões de unidades e R$ 156,7 bilhões – que quatro anos depois tornaram-se 2,6 milhões de unidades, 2,4 milhões de unidades e R$ 111,7 bilhões, uma estimativa.

Nesses mesmos anos, 2011 e 2015, as remessas para as matrizes foram R$ 5,6 bilhões e R$ 271 milhões. E os empréstimos intercompanies, na mesma relação, foram US$ 1,1 bilhão e US$ 5,5 bilhões.

Note-se que a evolução das remessas, nos três últimos anos, é sintoma de decadência: R$ 2,2 bilhões em 2013, R$ 814 milhões em 2014 e R$ 271 milhões no ano passado.
Ele ressalta os empréstimos intercompanies: US$ 1,7 bilhão em 2013, US$ 3 bilhões em 2014, US$ 5,5 bilhões no ano passado, dinheiro requisitado para reforço de caixa das empresas – e isto significa que o faturamento não tem pago as contas.

Junte-se a isso o valor de equities – investimentos a título de aumento de capital – remetidos para cá pelas matrizes durante o ano passado, US$ 4,5 bilhões. Síntese: em 2015 mais de US$ 10 bilhões foram injetados nas operações automobilísticas brasileiras pelas matrizes apenas para mantê-las.

No caso de caminhões a queda foi, em vendas, de 172,9 mil unidades para 71,6 mil, e na produção de 223,6 mil unidades para 74,1 mil unidades – e os repasses do BNDES caíram de R$ 23,4 bilhões para R$ 8,9 bilhões.

O executivo lembra que o Brasil não está sozinho na convivência com encrencas econômicas. Lembra a queda no preço de commodities, das quais muitos países são intrinsecamente dependentes, lembra que ajustes fiscais não necessariamente trazem popularidades para os governos, lembra que o sistema financeiro brasileiro, ressabiado, recuou os alfos do crédito, lembra que a União Européia está muito preocupada com as perdas de seu sistema financeiro – e lembra que um dos candidatos a presidente dos Estados Unidos propõe-se a jogar acordos internacionais no lixo.

E lembra o executivo que em instantes como esse sempre surgem vozes sugerindo a recessão global, o pior dos mundos, como se fosse profecia autorrealizável – que alimenta a desaceleração das atividades e os vieses de baixa.
“Ou seja: em condições normais o Brasil já está sob forte pressão interna e imagine-se quando se leva em conta o panorama mundial. É claro que o sistema financeiro senta no dinheiro e trava as suas políticas de crédito, pois todos querem estar líquidos.”

Destaca o executivo as atuais dificuldades que têm as empresas para planejar suas atividades futuras, aqueles planos de negócios que envolvem pelo menos cinco anos à frente: se os planejadores não têm ideia de como serão as vendas não imaginam, também, quanto custará a operação…

Mais: as curvas de desempenho mostram que também as vendas diretas a frotistas passaram a ser declinantes no ano passado, não gerando mais algum tipo de compensação diante da queda daquelas ao mercado interno. Conclusão: as forças do varejo também sucumbem ao ambiente econômico, e promoções, redução de preços, feirões não dão mais o mesmo resultado.
“Enfim: as margens não pagam mais os custos fixos.”

Para este ano o executivo estima que a capacidade ociosa total do setor seja de coisa de 49%, contra estimados 43% do ano passado.

Primeira quinzena mantém média diária em 7,5 mil unidades

O mercado brasileiro de autoveículos está apresentando um comportamento impressionantemente estável em 2016. Em janeiro, fevereiro e na primeira quinzena de março a média diária se manteve inalterada – o que a princípio poderia representar boa notícia, vez que indicaria a interrupção da tendência de queda dos índices de comercialização.

O problema é que esta estabilidade se apresenta em um patamar muito baixo, de 7,5 mil unidades/dia – na primeira quinzena de março, considerando-se até a terça-feira, 15, onze dias úteis, o volume de emplacamentos foi de 83 mil unidades, de acordo com fonte do varejo consultada pela Agência AutoData.

Em 2015 a média diária foi bem próxima de 10 mil unidades. Em 2014, beirou 14 mil.

Caso este volume se mantenha pela segunda quinzena, março deverá encerrar próximo de 165 mil unidades, o que representaria queda de aproximadamente 29% ante mesmo mês do ano passado, 234,6 mil, e alta próxima de 12% ante as 146,8 mil de fevereiro. Já o trimestre fecharia perto de 470 mil unidades, redução de 30% no comparativo anual.

Por modelos o Hyundai HB20 lidera as vendas na quinzena, conforme antecipara a Agência AutoData, com 5,5 mil unidades segundo dados da Fenabrave. O Chevrolet Onix é o vice com 5,2 mil, seguido por Ford Ka, 3,3 mil.

 

Roberto Barral assumirá diretoria-geral de operações comerciais da Scania

A Scania anunciou na quarta-feira, 16, que Roberto Barral assumirá o posto de diretor-geral de suas operações comerciais no Brasil a partir de 1.° de junho. Ele sucederá a Mathias Carlbaum, nomeado para a vice-presidência das operações comerciais do grupo no mundo, se reportando ao CEO, Henrik Henriksson, na mesma data. 

Barral atualmente é diretor-geral do Consórcio Scania, posto que assumiu há pouco mais de três meses. Ele iniciou carreira na montadora em 1995 e acumula experiência nas áreas comerciais e industriais. Em 2006 assumiu a gerência financeira da Codema, uma das principais concessionárias da marca no Brasil e quatro anos depois foi nomeado CFO da Scania Ibérica, no qual permaneceu por cinco anos.

Em comunicado, ele considerou que “estar à frente das operações comerciais da Scania no Brasil, um dos principais mercados da marca em todo mundo, é para mim um privilégio e um enorme desafio. Minha missão é reforçar aquilo que a Scania vem oferecendo de melhor, ou seja, estar próxima do cliente e entender as necessidades de seu negócio, resultando em rentabilidade, fator essencial nos dias de hoje, em que as operações logísticas exigem cada vez mais eficiência. Quero firmar a Scania como a principal parceira de nossos clientes.” 

Formado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo, Barral tem pós-graduação em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas e especialização em controladoria pela mesma instituição. Ele tem 44 anos.

Suzana Soncin, atual diretora das áreas financeira e administrativa do Consórcio Scania, ficará à frente das operações da divisão no Brasil, como diretora-geral. Suzana trabalha para a marca há 25 anos, com experiência na área industrial e, nos últimos cinco anos, nas operações comerciais do consórcio.

Ela é formada em administração de empresas pela FEI, com especializações em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e cursos na University of California, Duke University e Stockholm School of Economics.

Nissan Kicks terá elevado índice de nacionalização desde o princípio

Quando começar a sair da linha de produção da fábrica da Nissan em Resende, no Rio de Janeiro, o SUV compacto Kicks carregará elevado índice de nacionalização, já na faixa de 75% a 80%. Isso porque o modelo compartilha plataforma com o March e o Versa, que já são ali produzidos – o que facilitará, em muito, a comunização de peças e consequentemente a utilização de partes fabricadas localmente.

Além disso o modelo será muito provavelmente responsável por inaugurar o segundo turno de produção da fábrica, que desde a abertura das portas, há dois anos, funciona em turno único – e para tal está prevista contratação de seiscentos funcionários. O investimento é de R$ 750 milhões.

Mais do que estes dois pontos, entretanto, o Kicks será um marco inesquecível para a Nissan brasileira por representar o primeiro produto global desenvolvido a partir do Brasil. Esse não era o plano original: em 2014, quando foi mostrado pela primeira vez ainda como um conceito no Salão do Automóvel de São Paulo, tratava-se, apenas, de um produto local. Mas diante da boa repercussão e do interesse de outros mercados por modelos deste tipo – vide Ford EcoSport e Jeep Renegade como ótimos exemplos – a Nissan decidiu torná-lo modelo global, com a primazia de produção para o Brasil.

Este desenvolvimento local Nissan, com direito a um dos quatro centros de design da montadora no mundo instalado no Rio de Janeiro, já se mostrou, mesmo que de forma extremamente tímida, na terça-feira, 15, quando a montadora mostrou em São Paulo a série especial Rio 2016, alusiva às Olimpíadas, para o March, limitada a 1 mil unidades – numeradas.

Todos os aspectos adicionais do design do modelo, como saias laterais, spoilers, grade dianteira, um interessante para-choque traseiro e esquema especial de cores, sempre com buscas ao apelo à esportividade, foram desenvolvidos localmente. E, como explica Arnaud Charpentier, diretor de marketing, esta série especial poderá ser repicada por qualquer outra unidade da montadora no mundo. “Só não poderá utilizar a referência aos jogos olímpicos, pois o patrocínio é exclusivo para o Brasil, mas o apelo esportivo que o modelo ganhou permanece e pode muito bem ser aproveitado em outros mercados.”

Baseado na versão topo de linha, a SL, o March Rio 2016 custa a partir de R$ 54 mil, aproximadamente R$ 2 mil além.

O Kicks deverá ser ao menos exibido em sua forma final no próximo trimestre, para aproveitar o impacto de visibilidade das Olimpíadas, em agosto, e possivelmente dará as caras em algum momento do tradicional processo de revezamento da tocha. Mas o próximo lançamento da lista Nissan não é o SUV compacto mas sim os March e Versa equipados com câmbio CVT.

Com os lançamentos Charpentier espera que a participação da Nissan no mercado nacional em 2016 cresça cerca de meio ponto porcentual, para algo em torno dos 3%.

MWM fecha acordo de exportação com a Doosan Infracore

A MWM Motores Diesel fechou uma parceria com a empresa sul-coreana Doosan Infracore, fabricante global de motores com linhas a diesel e a gás para ônibus, caminhões, geradores e embarcações. A companhia asiática passará a oferecer em sua rede de distribuição motores Acteon 4,8L, voltados ao setor de geração de energia, produzidos pela MWM no Brasil.

O acordo de cinco anos prevê o fornecimento de cerca de 2,5 mil motores por ano a partir do segundo semestre de 2016. A fabricação ficará a cargo da MWM, enquanto a distribuição e a revenda serão de responsabilidade da Doosan. Os motores serão aplicados em uma nova linha de grupo geradores, de diversas faixas de potência.

Segundo Thomas Püschel, diretor de vendas e marketing para motores e peças da MWM, o contrato é uma grande conquista e contribuirá para aumentar as exportações da empresa. “Esse acordo, resultado de intenso trabalho das equipes brasileiras e sul-coreanas, reforça a importância do alto nível de personalização e flexibilidade que a MWM apresenta aos clientes ao redor do mundo”.

Joon-ho Yoo, vice-presidente executivo da Doosan Infracore, afirmou que a oferta do Acteon 4,8L permite expandir a linha da companhia e ampliar a variedade de motores para geradores aos clientes. “A Doosan espera o crescimento dos negócios e sinergia com a MWM não só no mercado sul-americano, mas também no mercado global”.

Saldo da carteira de financiamentos cai 13,9% em janeiro

O saldo da carteira de financiamento de veículos voltou a apresentar retração em janeiro, tanto com relação ao mês anterior quanto ao resultado de um ano atrás. De acordo com dados da Anef, associação que representa os bancos de montadoras, a soma dos saldos de CDC e leasing chegou a R$ 181,5 bilhões, recuo de 1% na comparação mensal e de 13,9% na anual.

A liberação de recursos apresentou queda ainda maior: os R$ 6,2 bilhões de janeiro representam baixa de 28,4% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando os bancos liberaram R$ 8,8 bilhões em novos financiamentos.

“O cenário conturbado da economia segue afetando fortemente a concessão de crédito para o setor automotivo”, afirmou a Anef, em comunicado. “Na visão da entidade não é possível projetar retomada da economia nacional até que o desemprego estabilize e o mercado volte a ter poder de compra”.

Os atrasos nos pagamentos superiores a noventa dias na carteira de CDC subiu 0,7 ponto porcentual, para 4,2% em pessoas físicas, enquanto para pessoa jurídica chegou a 5%, também avanço de 0,7 ponto porcentual – ambos em doze meses. “A associação reconhece que a inadimplência decorre diretamente da perda de renda familiar e redução de volume de negócios para as empresas, ambos agravados nos últimos meses”.

O prazo médio dos financiamentos permaneceu 42 meses, mesmo índice registrado de 2013 a 2015. Os planos máximos também não sofreram alteração e seguem sendo de 60 meses.

Já as taxas praticadas pelos bancos de montadoras continuam mais atraentes: em janeiro a média foi de 1,8% ao mês, ou 23,8% ao ano, enquanto os bancos independentes ficaram em 2% ao mês e 27,5% ao ano para pessoas físicas.

Fiat, Ford e Hyundai-Caoa ajustam a produção de suas fábricas

Fiat, Ford e Hyundai-Caoa, cada uma à sua maneira, lançaram novos mecanismos para ajustar a produção de suas fábricas à atual realidade de mercado. São as velhas ferramentas conhecidas da indústria, mas ainda indispensáveis para atravessar esse período de demanda mais baixa: adesão ao PPE, lay offs e licenças remuneradas.

Em Betim, MG, a unidade da Fiat terá uma parada técnica de cinco dias – 18, 21, 22, 23 e 24 de março – em três das quatro linhas de produção, onde os trabalhadores ganharão licença. “No período apenas uma linha de produção manterá a operação”, afirmou a companhia em nota. “O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado”.

A Ford suspendeu o contrato de trabalho de cerca de novecentos trabalhadores da fábrica de Camaçari, BA. O lay off começou na segunda-feira, 14, e durará cinco meses, com possibilidade de extensão por igual período. Segundo a companhia, a decisão foi tomada após o fim do prazo de adesão a um PDV – que, nas contas do sindicato dos metalúrgicos local, contou com 440 adesões.

“A Ford está utilizando todas as ferramentas possíveis para tratar do excedente da força de trabalho decorrente do fechamento do turno da noite da unidade de Camaçari”, explicou a empresa em nota.

Na fábrica da Hyundai-Caoa, em Anápolis, GO, os trabalhadores aprovaram em assembleia na segunda-feira, 14, um pacote de medidas que inclui, dentre outras coisas, a adesão ao PPE, Programa de Proteção ao Emprego. De acordo com o sindicato a medida será tomada para cessar as demissões.

“A montadora vai aderir ao PPE por seis meses”, afirmou o sindicato em sua página no Facebook. “Os dias trabalhados serão segunda, terça e quarta-feira. O PPE poderá ser prorrogado por mais seis meses ou ser adiado, conforme a situação de mercado”.

O presidente da associação que representa os trabalhadores, Carlos Albino, comemorou a aprovação do PPE e das outras medidas: reajuste salarial com reposição da inflação – em torno de 12% – a partir de 1º de maio, ou 6% para aqueles com salário superior a R$ 4 mil, um abono salarial de R$ 1 mil para pagamento em dezembro e PLR de R$ 4,5 mil, que será paga em março.

Déficit da balança de autopeças cai 42% no bimestre

O déficit comercial da balança de autopeças voltou a registrar forte redução no primeiro bimestre de 2016. Segundo dados do Sindipeças a diferença das importações para as exportações do segmento no período foi de US$ 716,5 milhões, ante US$ 1,2 bilhão registrados na soma de janeiro e fevereiro de 2015, queda de 41,7%.

No período as importações chegaram a US$ 1,6 bilhão, menos 30,1% ante os US$ 2,3 bilhões do primeiro bimestre de 2015, enquanto que as exportações foram de US$ 905 milhões, 17,1% aquém ante um ano, US$ 1,1 bilhão.

O Brasil recebeu autopeças de 120 países, enquanto que remeteu embarques a 142 mercados.

Em fevereiro, isoladamente, a redução no déficit comercial foi ainda maior, de 53%: as importações chegaram a US$ 766 milhões, baixa de 28,5%, enquanto as exportações foram de US$ 539 milhões, queda de 8,4%.

Faturamento – O Sindipeças revelou ainda os números de faturamento da indústria de autopeças no País, mas estes relativos apenas a janeiro.

O resultado foi 14,5% inferior ao verificado em igual mês de 2015. As vendas líquidas nominais – com inflação e sem impostos – para montadoras caíram 27,2%, as intrassetoriais 25,9% e para a reposição, 3,6%. As exportações cresceram 26% em reais mas se o valor for convertido em dólares, segundo o Sindipeças, registra-se queda de 18,1%.

O resultado vêm de pesquisa mensal feita com 64 empresas, que representam 32,2% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil.

Araguaia, de Campinas, é StarClass Diamante

No ano em que completará 50 anos de atividades como concessionário Mercedes-Benz o Grupo Pirasa pode ostentar em sua concessionária Araguaia, em Campinas, SP, o troféu Diamante do Programa de Certificação StarClass, concedido pela companhia à sua revenda que maior destaque obteve no ano.

Com base em avaliações feitas pela companhia durante todo o ano, o StarClass reconhece há dez anos as concessionárias que melhor atenderam os quesitos exigidos pelo programa, apoiado em três pilares – padronização de processos, estrutura e identidade visual, profissionalização e equipe de alto desempenho. Assim, as empresas são qualificadas com os selos Bronze, Prata e Ouro, de acordo com sua pontuação.

A campinense Araguaia recebeu certificação Ouro em todos os segmentos, maior atuação no ranking de indicadores de venda e de pós-vendas e inscreveu projetos no Prêmio de Responsabilidade Ambiental e Cliente Satisfeito, iniciativas da M-B.

“A brilhante conquista da Araguaia merece total reconhecimento”, afirmou, em nota, o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, Philipp Schiemer. “Aliás, o Grupo Pirasa sempre demonstrou comprometimento com o programa, reconhecendo seu valor na busca da melhoria contínua”.

Fernanda Guidotti, diretora comercial do Grupo – que possui concessionárias também em Piracicaba e Limeira – afirmou que a conquista é consequência do entendimento da empresa de que o programa abrange pontos de qualidade e valores em que o Pirasa acredita. Ela, porém, não veio de uma hora para outra.

 “Desde o começo do ano buscamos entender todos os pontos que a Mercedes-Benz havia estabelecido para 2015 como importantes para a rede ser vencedora num momento tão difícil do mercado. Nesse sentido, contamos com o apoio da fábrica nos momentos de dúvidas sobre as regras da certificação. O programa é muito focado no cliente e isso é o que realmente interessa. Toda nossa equipe estava bem comprometida e a união foi fundamental”.

Confira todos os premiados com o selo Ouro: