A HMB, Hyundai Motor Brasil, com fábrica em Piracicaba, no Interior paulista, aposta que a retomada do mercado brasileiro, quando ocorrer, acontecerá de forma rápida. E mais: esse novo ciclo de crescimento tende a quebrar recordes de mercado. A opinião é do próprio presidente da fabricante, William Lee, em entrevista exclusiva à Agência AutoData.
O executivo, antes de chegar ao Brasil, em janeiro de 2013, sucedendo o primeiro presidente da fabricante no País, Chang Kyun Han, ficava baseado nos Estados Unidos. E ele vê algumas semelhanças dos dois mercados: “Em 2009, durante o auge da crise financeira internacional, o preço do petróleo aumentou muito e, com isso, as vendas de modelos grandes nos Estados Unidos, como os SUVs e as picapes, caíram muito, pois os compradores passaram a preferir sedãs menores, mais econômicos. Me lembro bem que muitos diziam à época que os SUVs tinham acabado ali. Hoje o que se vê é um provável novo recorde de vendas anuais, com 18 milhões de unidades, puxado justamente por forte demanda por SUVs e picapes”.
Para ele, assim, um movimento semelhante tende a acontecer no Brasil, ainda que o executivo não arrisque nenhum palpite de quando as vendas poderão começar a reagir. “Mas quando acontecer o retorno será rápido, com a economia passando a girar de novo, as riquezas voltando a circular novamente, tudo acontecerá de forma rápida. As pessoas tendem a esquecer o que passaram durante períodos de recessão, como neste caso dos SUVs nos Estados Unidos. É da natureza humana.”
E da mesma forma que acontece hoje nos Estados Unidos, acredita Lee, “a retomada virá com novos recordes de mercado” no Brasil.
A HMB deverá ser a única montadora no País a operar em três turnos em 2016. A unidade de Piracicaba, responsável pela produção da gama HB20, tem capacidade nominal para 180 mil unidades ao ano.
CAOA – O executivo ainda demonstrou muita tranquilidade com relação ao possível envolvimento do sócio-proprietário de seu representante oficial no Brasil, o Grupo Caoa, na Operação Zelotes – Carlos Alberto Oliveira Andrade foi indiciado em investigação pela Polícia Federal, e o caso agora está nas mãos do MPF, o Ministério Público Federal, em Brasília, DF.
De acordo com Lee, que elogiou muito o trabalho do Grupo, em especial em desenvolvimento de mercado e de rede de concessionários, todas as notícias que a Hyundai recebeu a respeito do caso foram as publicadas em órgãos de imprensa. Ele entende que como não há qualquer julgamento ou prova efetiva do envolvimento do empresário no esquema de compra de MPs investigado pela Polícia Federal, não há nenhuma necessidade de qualquer atitude com relação ao parceiro brasileiro neste momento.
O executivo, entretanto, salientou que “qualquer parceiro, em qualquer país do mundo, deve trabalhar dentro do mesmo código de conduta adotado pela Hyundai”.



















A General Motors confirmou que a brasileira Isela Constantini deixará o cargo de presidente e diretora executiva das subsidiárias da Argentina, Uruguai e Paraguai a partir de 1º de janeiro, quando assumirá a presidência da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, atendendo a um convite do novo presidente argentino, Maurício Macri.