Câmara joga balde de água fria na renovação de frota

A Câmara dos Deputados em Brasília, DF, acionou o freio de mão na proposta de renovação de frota de veículos no País. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na quarta-feira, 26, o PL 2513/11, que instituiria o PNRF, Programa Nacional de Renovação da Frota de Veículos Automotores.

A informação é da Agência Câmara.

Pelo texto, os proprietários de veículos com 15 anos ou mais teriam incentivos na troca por um 0 KM, via linha de crédito especial. Os veículos usados seriam aceitos como parte do pagamento na compra de um novo e encaminhados aos órgãos estaduais de trânsito para leilão como sucata.

O relator, deputado por Sergipe, foi contrário à proposta alegando que “não será obrigando proprietários e concessionárias de veículos a participarem do programa [de renovação de frota] que o problema de circulação de veículos usados será resolvido. O mais correto é manter a legislação vigente, que proíbe a circulação de veículos em péssimo estado de conservação, e aumentar a quantidade de agentes públicos fiscalizando e os recolhendo ao depósito”, acredita o parlamentar, em entrevista à Agência Câmara.

A reprovação, entretanto, não significa o fim da tramitação no PL na casa. O texto ainda será submetido a mais três comissões, as de Viação e Transportes, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado em algumas destas, seguirá para votação em plenário.

Paralelamente, entretanto, segue em análise pelo MDIC proposta de renovação de frota exclusivamente para caminhões, desenhada por conjunto de associações, dentre elas a Anfavea. Alguns executivos do segmento apostam em entrada em vigor do programa ainda este ano, enquanto outros acreditam que a iniciativa ficará para o início de 2015. Alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm iniciativas próprias já em andamento neste tema, porém realizadas de maneira independente e isolada.

Volkswagen inicia importação do Golf a partir do México

A rede de concessionárias Volkswagen começou a receber unidades do Golf produzidas em Puebla, no México. Elas substituem as importações da Alemanha, país responsável pelos embarques do modelo ao Brasil desde seu lançamento aqui, em setembro do ano passado. Segundo a VW, em comunicado, a razão da mudança no abastecimento é grande demanda pelo hatch, tanto no Brasil como outros mercados.

Ao contrário das alemãs as importações de veículos do México são isentas do II, Imposto de Importação, desde que respeitando-se os limites estabelecidos para cada montadora dentro das cotas adotadas no acordo comercial bilateral, há três anos. A VW usa sua parcela no bolo na importação do Jetta e do Fusca, que agora ganham companhia do Golf. As montadoras podem importar veículos extra-cota, mas essa parcela recolhe o imposto integralmente.

O hatch VW, porém, tem outra cota, a de novos projetos do Inovar-Auto, vez que terá produção nacional a partir do segundo semestre do ano que vem – investimento de cerca de R$ 500 milhões na fábrica de São José dos Pinhais, PR. Esta garante isenção de trinta pontos porcentuais de IPI às importações de até metade da futura capacidade produtiva total da fábrica.

O Golf mexicano, portanto, poderá ser importado com isenção de II e do IPI majorado, desde que as cotas assim permitirem. A mesma situação ocorrerá com o Jetta quando a habilitação de seu projeto de produção local na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, for aprovada pelo MDIC. Os dois teriam, assim, até o início da produção local, tributação de II e IPI semelhante à de um produto nacional.

A alteração da origem de importação do Golf não mexerá com seu preço: o catálogo de entrada, Comfortline, segue em R$ 69,5 mil e o GTI, topo de linha, R$ 102,7 mil. Os motores são TSI 1,4 litro Bluemotion, com 140 cv, para as versões Comfortline e Highline, e TSI 2 litros com 220 cv para a GTI.

De janeiro a outubro foram licenciadas 14,3 mil unidades do modelo, de acordo com dados da Fenabrave – volume 47% superior ao desempenho de vendas da geração anterior, nacional, no mesmo período de 2013.

Leilão da Busscar vende apenas lotes de baixo valor

Os supostos interessados na compra de ativos da Busscar Ônibus e da Tecnofibras, fabricante de plásticos de engenharia do Grupo, não apresentaram propostas no leilão realizado na quarta-feira, 26, em Joinville, SC.

Conduzido pela leiloeira Tatiane Duarte, o leilão durou apenas dezessete minutos e resultou tão somente na venda de dois lotes de valor total pouco acima de R$ 6,1 milhões.

A Climabuss, voltada à fabricação de ar-condicionado para ônibus e inativa há algum tempo, foi adquirida por R$ 3 milhões, ante avaliação de R$ 5 milhões 88 mil. Já a participação acionária da massa falida na operação da Busscar Ônibus na Colômbia rendeu R$ 3,1 milhões, bem acima da avaliação, de pouco mais de R$ 1 milhão.

Os nomes dos arrematantes dos dois lotes não foram divulgados.

A Justiça de Joinville definirá nova data para a realização do leilão dos ativos remanescentes e não arrematados, que estão avaliados em cerca de R$ 480 milhões. A dívida da companhia supera R$ 1,6 bilhão.

Fundição Voges retoma produção

A unidade de fundidos do Grupo Voges voltou às atividades na quarta-feira, 26, após dois dias de paralisação. Trabalhadores deste setor, juntamente com os da unidade de motores, se juntaram à manifestação de 250 funcionários demitidos em 13 de novembro e que não haviam recebido valores das rescisões trabalhistas.

O Grupo Voges está em recuperação judicial desde junho do ano passado.

O retorno ao trabalho se deu após realização de assembleia na manhã de quarta-feira, em que foi aprovada proposta construída na terça-feira, 25, na Justiça do Trabalho de Caxias do Sul. A empresa se comprometeu em pagar R$ 2 mil a cada dispensado, em três parcelas em dezembro, começando no dia 4, e uma quarta em janeiro, até o dia 22. O valor restante das rescisões será pago após a venda da unidade de motores, que deve ocorrer até março de 2015.

A alienação foi aprovada em setembro pela assembleia geral de credores como forma de resolver a maior parte das pendências financeiras da empresa, que somam perto de R$ 360 milhões com fornecedores, ex-trabalhadores e instituições financeiras, dentre outros. Ainda há outros R$ 560 milhões em débitos fiscais com União e Estado do Rio Grande do Sul, que a empresa pretende negociar.

Paulo Freitas, advogado do Sindicato dos Metalúrgicos, destacou que os 250 desligados em novembro se somam a outros 400 afastados desde junho de 2013. “Desde a primeira etapa demissionária a Voges se comprometia a não mais demitir. Mas, além de descumprir com as garantias dadas à Justiça, ainda ignorou o pagamento de direitos trabalhistas”, criticou.

As dificuldades começaram em 2008, quando o quadro somava mais de 1,7 mil funcionários e a empresa representava o terceiro maior grupo empresarial da cidade. O agravamento se deu a partir de 2012, resultando no pedido de recuperação judicial no ano seguinte. Atualmente há pouco mais de novecentos trabalhadores.

A unidade de fundição tem o mercado automotivo como seu maior consumidor.

Continental aposta em tecnologia para driblar mercado em queda

Face a mercado de caminhões que acumula quedas próximas a 13% nas vendas e 25% na produção até outubro, a Continental aposta no desenvolvimento de novas tecnologias para impulsionar seus resultados no País.

Em visita ao Brasil seu vice-presidente executivo de veículos comerciais, Michael Ruf, afirmou que esperar por reação de mercado não é uma das premissas da companhia. “Nosso foco é inovação e é justamente ela que voltará a impulsionar o mercado.”

O executivo admitiu que a retração no segmento fez com que a empresa necessitasse de ajustes no Brasil, mas assegurou que a área de desenvolvimento de novas tecnologias não foi afetada. “Infelizmente precisamos adotar medidas como redução do quadro de funcionários e corte de custos, mas a área de inovação permaneceu intacta.”

Segundo Ruf cerca de 10% do faturamento da companhia na área de comerciais leves é investido em desenvolvimento de novos produtos. “Sabemos que não podemos deixar de inovar, afinal vivemos de ciclos e precisamos estar preparados para quando o crescimento voltar.”

O executivo afirmou que a demanda por tecnologias mais sustentáveis é cada vez maior, com as montadoras a priorizar produtos que reduzam consumo e emissões – nicho no qual a empresa está concentrando seus esforços.

Um dos novos produtos da Continental substitui os retrovisores externos dos caminhões por pequenas câmeras, o que pode gerar economia de até 2% de combustível dado o menor arrasto aerodinâmico.

As câmeras formam amplo sistema de visão para o motorista, o que lhe fornece maior segurança pela eliminação de pontos cegos.

Segundo Ruf testes realizados na Europa, onde o produto deve começar a ser comercializado em 2016, relatam uma economia de aproximadamente € 1,4 mil por ano em combustível e de 2,8 toneladas de CO2 por caminhão. “No Brasil essa tecnologia depende de mudanças na legislação, mas vamos iniciar os procedimentos em breve.”

O atraso para a chegada de novas tecnologias ao mercado brasileiro está cada vez menor, na avaliação do executivo. “Já não há mais demora de cinco ou seis anos para a chegada dos novos produtos ao País, e queremos que este prazo diminua cada vez mais.”

Outra tecnologia que deve desembarcar por aqui em breve, esta utilizada na Europa desde 2012, é o eHorizon, sistema que reforça o conceito de direção autônoma. Uma das funções do software da Continental mapeia a topografia por onde o motorista passa e controla seu desempenho, o que evita acelerações desnecessárias antes de curvas ou subidas inclinadas, reduzindo assim o consumo de combustível em até 6%.

“Queremos que veículos parcialmente autônomos sejam realidade ainda nesta década. Em 2025 veículos com condução totalmente automatizada serão possíveis em determinadas rotas”, estima Ruf.

Honda inaugura parque eólico de R$ 100 milhões no RS

A Honda escolheu a pequena cidade gaúcha de Xangri-lá, de 10 mil habitantes, para iniciar sua nova atividade: a produção de energia. A empresa inaugurou seu primeiro parque eólico do mundo na quarta-feira, 26, depois de dez meses de obras e um investimento de R$ 100 milhões.

O parque eólico possui nove aerogeradores e produzirá o suficiente para atender toda a demanda de energia elétrica da fábrica da Honda Automóveis em Sumaré, SP, que tem capacidade para produzir 120 mil carros/ano.

O terreno que abriga as enormes turbinas – de quase 100 m de altura e 440 toneladas cada uma – divide o espaço com uma plantação de arroz em área de 3,2 milhões de m2, alugada de uma família da região – contrato de vinte anos, que pode ser prolongado por mais dez.

Por ano devem ser gerados cerca de 95 mil MW, o equivalente ao consumo de energia de uma cidade com aproximadamente 35 mil pessoas. Para abastecer a unidade de Sumaré a Honda necessita de 75 mil MW/ano. Portanto a empresa ainda lucrará com a comercialização da energia extra no mercado livre.

Issao Mizoguchi, presidente da Honda na América do Sul, afirma que o lucro não foi o agente decisivo para a construção do parque. Segundo ele “esse é um símbolo do comprometimento da Honda com a sustentabilidade”.

Afinal com o pleno funcionamento do parque a empresa deixará de emitir 2,2 mil toneladas do CO2 por ano, o que representa cerca de 30% do total gerado pela fábrica de automóveis no interior paulista. Na outra ponta a montadora terá custos 40% a 45% menores na fábrica.

Dos R$ 100 milhões investidos para o parque, que emprega dez funcionários, 75% foram destinados para a aquisição dos equipamentos. As torres vieram da China, as pás dos Estados Unidos e os demais equipamentos da Dinamarca.

Segundo Mizoguchi os aportes da Honda Energy, subsidiária criada para administrar a nova atividade da montadora, aumentarão nos próximos anos: “Queremos que nossas outras fábricas também tenham geração própria de energia”.

O presidente refere-se à futura unidade de Itirapina, SP, que começará a produzir no fim de 2015. A fábrica terá capacidade de produção de 120 mil veículos/ano e necessitaria de um parque eólico como o de Xangri-lá para suprir sua demanda:

“Infelizmente não podemos ampliar esse parque porque a instalação de mais aerogeradores prejudicaria a captação de vento, por questão de espaço. Já temos a capacidade máxima nesse parque”. A montadora tem planos, portanto, de construir outros parques eólicos. “Ainda não definimos quando, nem onde. Mas já estamos estudando”.

Para atender à demanda da fábrica de motocicletas de Manaus, AM, seriam necessários cerca de vinte aerogeradores – mais do que o dobro dos equipamentos do parque de Xangri-lá: “Mas aquela região ainda não é integrada ao sistema nacional de distribuição de energia. Dependemos de infraestrutura federal para dar andamento ao projeto”.

A produção de energia eólica da Honda é dependente da infraestrutura federal porque toda a sua produção é escoada pelo Sistema Interligado Nacional, o SIN, e usada como forma de crédito. Funciona assim: a energia gerada no parque gaúcho é enviada para uma rede de energia, que fica a 1,2 quilômetro do local, e direcionada ao sistema nacional – depois disso a Honda pode utilizar o equivalente ao que gerou para suprir a demanda em Sumaré.

A escolha da energia eólica como matriz energética se baseia na menor emissão de CO2. Segundo Mizoguchi a produção de energia termoelétrica gera 180 kg de CO2 por MW, enquanto a hidrelétrica gera 24 kg, a solar 36 kg e a eólica 7kg: “Pesquisamos todas as matrizes e optamos pela mais sustentável”.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Melo, o Brasil é o terceiro país do mundo em volume de investimento em energia eólica, perdendo para China e Alemanha. Em termos de capacidade instalada o País ocupa a décima-terceira posição global: “Em breve a energia eólica será nossa segunda matriz energética e o pioneirismo da Honda revela uma tendência da indústria”.

Polaris avança em todos os terrenos

Se a Polaris produz, como ela mesma costuma dizer, big toys, ou brinquedões em livre tradução, pode-se dizer que o Brasil tem sido um verdadeiro parque de diversões para a empresa em seus primeiros dois anos aqui. Suas vendas de quadriciclos e UTVs, modelos com de dois ou mais lugares, cresceram 390% de 2012 para cá: de 204 para 1 mil unidades.

Aos olhos das grandes montadoras podem parecer números tímidos, mas é bom lembrar que são veículos dedicados, ainda, sobretudo ao lazer – nos Estados Unidos a linha para o trabalho tem peso bem mais significativo nas vendas –, não emplacáveis e com preços de carros médios nacionais.

O mais recente lançamento, o misto de UTV com quadriciclo ACE 570, custa a partir de R$ 40 mil, mas há modelos cujas versões de entrada partem de R$ 50 mil. Não para menos: são veículos que contam com motores a gasolina ou diesel, câmbio CVT, tração 4×4 inteligente, sistema eletrônico para controle de descidas e até direção elétrica.

Rodrigo Lourenço, diretor geral da Polaris na América do Sul, entende que esse ótimo momento da marca estadunidense no Brasil não se deve apenas à chegada dos primeiros produtos e à natural abertura de pontos de vendas – a empresa encerrará o ano com 24 concessionárias no País. O mercado brasileiro de UTVs, assinala, tem se expandido de forma excepcional: se somou 7,8 mil unidades em 2013, fechará 2014 com cerca de 10 mil veículos negociados, 28% a mais em um período de economia patinante.

Não será muito diferente em 2015, imagina Lourenço e novo recorde deve ser batido pelo mercado e pela Polaris. O executivo justifica seu otimismo com a visão da matriz estadunidense de que o Brasil tem potencial para ser o maior mercado internacional da empresa nascida há seis décadas como fabricante de snowmobile, as famosas motos para gelo, e que faturou U$ 3,8 bilhões em 2013.

Mas para chegar lá o caminho é longo e, necessariamente, passará por eventual produção local, algo em estudo ainda embrionário, segundo o executivo. É decisão que depende de projeções de mercado absolutamente convincentes. E não apenas do brasileiro, mas também de países circunvizinhos. E a Argentina segue como uma incógnita no entender da Polaris.

O atual modelo produtivo global da empresa dá mostras de que uma eventual fábrica brasileira está sujeita, de fato, a muitas planilhas e assinaturas. A Polaris vende quadriciclos e UTVs hoje em 130 países, todos produzidos apenas nos Estados Unidos e México, países de origem dos produtos vendidos aqui, e mais recentemente na Polônia.

Indian – Se os quadriciclos e UTVs nacionais estão ainda distantes, as lendárias motocicletas custom da marca Indian, adquirida pela Polaris em 2011, devem ganhar passaporte brasileiro em breve. A subsidiária estuda sua produção na Zona Franca de Manaus.

Lourenço assegura que em mais dois meses deve ter uma decisão sobre se produzirá ou não aqui e de que forma: se com estrutura industrial própria ou em parceria com alguma empresa já presente no Polo Industrial de Manaus. Bennett Morgan, presidente mundial da Polaris, porém, afirmou, no primeiro semestre, em visita à operação local, que a empresa negociava com três potenciais parceiros.

Inadimplência tem novo recuo

O índice de inadimplência no pagamento de veículos por pessoas físicas continua em queda. De setembro para outubro o porcentual de atrasos caiu 0,2 ponto porcentual, para 4,2%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil na quarta-feira, 26.

Foi a terceira vez consecutiva que o recuo de um mês para o outro chegou a 0,2 ponto porcentual: de julho para agosto e de agosto para setembro a queda teve o mesmo nível. São cinco meses seguidos de retração na inadimplência do setor de veículos, que apresenta tendência de baixa desde setembro do ano passado, com estabilidade em alguns meses e leve aumento de abril para maio. De maio em diante, apenas reduções.

Com relação há um ano o índice de atrasos nos pagamentos do setor diminuiu 1,2 ponto porcentual. Em outubro de 2013 estava em 5,4%. De dezembro do ano passado a outubro a queda chegou a 1 ponto porcentual, saindo de 5,2% para 4,2%.

O índice de outubro também é o menor desde 2011.

A inadimplência geral também apresentou redução de 0,2 ponto porcentual, após três meses de estabilidade: fechou outubro em 6,4%. Este índice não apresentava queda desde a passagem de maio para junho.

Resultado – Segundo a Anef, associação que representa os bancos de montadoras, a liberação de recursos para financiamento de veículos para pessoas físicas cresceu 14,4% em setembro, comparado com o mês anterior, para R$ 10,6 bilhões. O volume superou também o resultado do mesmo mês de 2013 em 10,8%.

Porém o saldo da carteira de financiamentos em setembro chegou a R$ 203,8 bilhões, redução de 0,3% com relação a agosto e de 5,3% comparado com o mesmo mês do ano passado.

Mercedes-Benz recruta publicitários exclusivos

A Mercedes-Benz terá equipes para desenvolver suas ações de publicidade, em uma espécie de agência interna exclusiva. A iniciativa é parte da restruturação das atividades globais de comunicação e marketing para a divisão de automóveis da empresa.

De acordo com informações da montadora, em comunicado, a nova estratégia visa assegurar que as futuras campanhas de marketing, incluindo as de mídias digitais, possam ser utilizadas em diversos países.

O comunicado destaca, ainda, que o objetivo é contar, em futuro próximo, com três centros de desenvolvimento publicitário: na Europa, Estados Unidos e China.

Jens Thiemer, diretor de comunicação e marketing da divisão de automóveis da Mercedes-Benz, afirmou em nota que a empresa “conseguiu recrutar duas das mentes mais criativas na indústria internacional de publicidade e eles vão ajudar a criar uma agência adaptada especificamente para Mercedes-Benz”.

O executivo cita André Kemper e Tonio Kröger, que trabalharão à frente da equipe europeia em Berlim, na Alemanha. Na China, a agência BBDO ficará responsável por recrutar profissionais dedicados exclusivamente à Mercedes-Benz. Nos Estados Unidos a tarefa ficará a cargo da agência Merkley & Partner. A gestão global dessas equipes será realizada pela BBDO.

Novo rompimento de airbag da Takata pode resultar em mais um recall

Mais um airbag produzido pela Takata foi rompido em testes realizados no Japão, desta vez de um modelo que ainda não passou por campanhas de recall. Segundo a Agência Bloomberg o ministro dos Transportes do Japão, Masahato Sahashi, sugeriu que as montadoras deverão estender suas campanhas de substituição do componente, ligados a ao menos cinco acidentes fatais.

O ministro não revelou qual modelo e nem de qual montadora era o airbag rompido, fato ocorrido em testes realizados em 6 de novembro na Província de Gifu. Sabe-se que o automóvel é ano 2003 e a razão do mau funcionamento ainda não foi detectada – apenas, e se, isso ocorrer, um novo recall poderá ser convocado.

Os órgãos reguladores do Japão estão pressionando a Takata por causa de seus airbags, associados a ao menos quatro mortes nos Estados Unidos e a um acidente fatal na Malásia. Após as colisões os componentes se rompem com muita força e soltam estilhaços metálicos nos passageiros.

O airbag da Takata foi o sétimo a se romper durante testes no Japão, onde 700 mil unidades foram avaliadas de 2012 a 2013. Os outros seis equipavam carros já incluídos em recalls.