Greve da Chery em Jacareí, SP, chega ao fim

Depois de um mês de paralisação os metalúrgicos da Chery em Jacareí, SP, decidiram retornar ao trabalho em assembleia realizada na manhã de quinta-feira, 7.

Segundo nota do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região os trabalhadores aprovaram por unanimidade a proposta de acordo negociada com a montadora em audiência de conciliação realizada na quarta-feira, 6, no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª. Região, em Campinas.

Logo após a assembleia de votação os trabalhadores voltaram ao trabalho na fábrica. As negociações do sindicato com a Chery foram conturbadas e exigiram três audiências de conciliação no TRT. Procurada, a Chery não se pronunciou sobre o fim da greve até o início da noite da quinta-feira, 7.

Segundo o sindicato os trabalhadores da unidade do Vale do Paraíba terão reajuste do piso salarial de R$ 1.199 para R$ 1.850, retroativo a 1º de abril, convênio médico estendido para os familiares – a empresa pagará 35% do valor –, redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais até 2017, fim da cobrança das refeições e estabilidade de 90 dias para todos os trabalhadores.

Dos 30 dias de paralisação, os trabalhadores terão de compensar apenas quatro. O sindicato afirmou ainda que os pontos em que não houve acordo irão para julgamento no Tribunal, em data a ser definida.

Em nota o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, afirmou que a negociação “foi uma grande vitória, especialmente considerando o atual cenário do setor automotivo, de demissões e férias coletivas”.

A unidade de Jacareí emprega cerca de 450 funcionários e é responsável pela produção do novo Celer. Durantes os dias de paralisação cerca de 600 unidades do modelo deixaram de ser fabricadas, de acordo com o sindicato.

Abril termina com estoque de 50 dias

Os estoques das montadoras e concessionárias instaladas no Brasil fecharam o mês de abril com veículos suficientes para suprir 50 dias de venda. Segundo dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 7, há 367,2 mil veículos estocados, sendo 235,8 mil sob cuidados dos concessionários e os outros 131,4 mil nas fábricas.

O volume representa 6,8 mil unidades e um dia a mais na comparação com o fechamento do mês de março.

Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, “o estoque é alto e requer iniciativas da indústria para ser administrado”. Ele lembrou das medidas como férias coletivas e lay-off como forma de controle da produção na tentativa de desafogar os pátios.

Em abril as vendas de autoveículos somaram 219,3 mil unidades, volume 25,2% inferior ao apurado no mesmo mês de 2014.

Foram licenciados 211,9 mil automóveis e comerciais leves, 5,7 mil caminhões e 1,5 mil ônibus.

No acumulado do ano as vendas contabilizam 893,6 mil unidades, 19,2% abaixo das 1 milhão 106 mil unidades vendidas de janeiro a abril do ano passado.

Apesar da retração, Moan ressaltou que houve uma melhora na média diária de abril. “Houve um aumento de 8,2%, para 11 mil 540 unidades vendidas por dia ante 10 mil 665 em março”. As contas da Anfavea, entretanto, têm como base 19 e não 20 dias úteis: a associação optou por desconsiderar a ponte da segunda-feira, 20, véspera do feriado de Tiradentes, como dia útil, o que não costuma ocorrer.

Moan afirmou que o pior período do ano já passou. “O segundo trimestre ainda está difícil, mas acreditamos que será menos complicado do que os primeiros três meses.”

O presidente da Anfavea espera um aquecimento, mesmo que modesto, do mercado durante os próximos meses em decorrência do Festival do Consorciado Contemplado, programa anunciado há duas semanas que visa oferecer àqueles que já têm em mãos uma carta de consórcio de veículo contemplada vantagens especiais e exclusivas.

Segundo a estimativa das associações que participam do programa – Anfavea, Fenabrave e Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – há 240 mil clientes em potencial.

“Nós acreditamos que essa é uma ferramenta valiosa para alavancar as vendas”, disse Moan, que ainda não tem um balanço das duas primeiras semanas de vigor do programa.

O dirigente afirmou ainda que apenas em abril 82 mil cotas de consórcio foram comercializadas. “Isso reforça a ideia de que a modalidade é uma porta de entrada de novos consumidores.”

O presidente da Anfavea cobrou mais agilidade do Governo Federal no que diz respeito às definições das medidas de ajuste fiscal. “Precisamos saber onde estamos navegando, precisamos de previsibilidade. É assim que o consumidor se sente também.”

Vendas de caminhões acumulam queda de 39% em 2015

Os resultados do mercado de caminhões ainda frustram as mais modestas expectativas de recuperação. O primeiro quadrimestre amarga baixa de 39,3% nos emplacamentos na comparação com o mesmo período do ano passado, com acumulado de 25 mil 90 unidades para 41 mil 345 em 2014.

Os dados foram revelados pela Anfavea na quinta-feira, 7. Rogério Rezende, vice-presidente da associação, afirmou que não há novas razões para a baixa no mercado de caminhões. “São os mesmos problemas e relacionam-se à baixa atividade industrial, inclusive automotiva, forte demandante de transporte, e à baixa confiança de empresários e consumidores de modo geral.”

Para Rezende é preciso que as medidas de ajuste fiscal sejam aprovadas e implementadas pelo governo o quanto antes. “Apenas isso pode melhorar os níveis de confiança e, gradualmente, mudar o humor do mercado.”

A queda nas vendas de caminhões pesados é a mais notável: os licenciamentos acumularam 5 mil 965 unidades no ano, baixa de 60,8% em relação às 15 mil 228 nos quatro primeiros meses de 2014.

Em abril os emplacamentos de caminhões registraram 5 mil 782 unidades, 46,9% abaixo dos 10 mil 889 de abril do ano passado.

“Há empresas, e isso em diversos setores, com 15% a 20% de sua frota parada na garagem. Toda a indústria aposta no ajuste fiscal, e sem isso nada vai melhorar.”

Recursos para financiamento via BNDES, contudo, não faltam. “O crédito está mais seletivo, os clientes mais endividados, mas a demanda está reprimida.”

Nem mesmo os recordes aguardados para o agronegócio devem, na análise do executivo, alavancar as vendas ao campo. “A frota é nova, com média de dois a três anos. A organização de desembarque no Porto de Santos para as exportações também avançou muito, reduzindo a necessidade de mais caminhões.”

O programa de renovação de frota, tão aguardado pelo setor, não está pronto segundo Rezende. “E quando começar será aos poucos, em projeto piloto de 500 unidades, o que não deve representar muito no mercado total.”

Produção e embarques – 30 mil 177 caminhões foram produzidos no País nos primeiros quatro meses do ano, 45,2% a menos que os 55 mil 108 saídos das linhas em período equivalente de 2014.

Em abril foram feitos 6 mil 864 caminhões, 44,3 % a menos que os 12 mil 314 do mesmo mês no ano passado.

As exportações, por sua vez, apresentam uma estabilidade no comparativo anual: as vendas de caminhões ao Exterior somam 6 mil 58 unidades no quadrimestre, leve queda de 1,7% frente aos 6 mil 192 no ano passado.

Em abril as vendas foram de 1 mil 668 unidades, 1,4% a menos que as 1 mil 692 no ano passado.

Exportações de chassis de ônibus têm alta de 7% no quadrimestre

As exportações de chassis de ônibus representam a boa notícia do segmento: os embarques somaram 1 mil 969 unidades no quadrimestre, 7% a mais que os 1 mil 840 no mesmo período do ano passado.

As vendas ao Exterior dão alento à queda interna, já que as entregas de chassis de ônibus aqui estão em baixa de 26,1% no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2014. Segundo dados revelados pela Anfavea na quinta-feira, 7, os emplacamentos somam 6 mil 767 unidades, enquanto em período equivalente no ano passado alcançaram 9 mil 156.

Em abril o comparativo é negativo em 30%: foram vendidos 1 mil 560 ônibus, enquanto no ano passado o volume era de 2 mil 229.

Rogério Rezende, vice-presidente da Anfavea, acredita que as vendas de ônibus urbanos continuarão a ocorrer, já que há regras que controlam a idade média da frota, mas sem altas expressivas. “A sazonalidade das eleições municipais deverá ter efeitos no ano que vem. Por enquanto, não.”

O fato do consumidor endividado deixar o carro na garagem e preferir o transporte público para conter despesas não deve mudar o quadro no segmento de ônibus, segundo a análise de Rezende. “Isso pode aumentar a ocupação por metro quadrado nos veículos, mas não deve ampliar as compras nas frotas.”

Nem mesmo o fato de os ônibus rodarem na madrugada na Capital de São Paulo, cuja frota é estimada em 15 mil carros, ajuda a virar o jogo. “Há ônibus nas garagens, além dos que rodam durante o dia.”

A produção de chassis de ônibus neste ano totaliza 9 mil 747 unidades, 26,6% abaixo das 13 mil 276 no primeiro quadrimestre de 2014.

Apenas em abril, contudo, o comparativo negativo se acentuou em 39,3%: saíram das linhas 2 mil 61 unidades, menos que as 3 mil 395 no ano passado.

Exportações: em busca de novos mercados.

Enquanto ajusta a produção ao novo tamanho do mercado brasileiro, a Anfavea trabalha para buscar oportunidades para alavancar as exportações. A solução, de acordo com o presidente Luiz Moan, é procurar novos mercados e reduzir a dependência da Argentina – cuja economia está estagnada – no negócio.

“Renovamos o acordo comercial com o México e, com isso, nossos embarques cresceram 130% para esse país. Para o Peru houve alta de 30%, crescimento de 8% para a Colômbia e por aí vai. Estou com a malinha pronta para sair em busca de novos mercados.”

Além da América Latina, óbvio destino devido a proximidade com o Brasil, países africanos estão na mira. Segundo Moan os produtos brasileiros já seguem destino a Gana, Moçambique, Quênia, Senegal e Zimbábue.

Em abril as exportações renderam aos cofres das montadoras brasileiras US$ 921,2 milhões, queda de 26,8% com relação ao mesmo mês do ano passado. Em volume houve redução de 18,4%, para 28,8 mil unidades.

No acumulado do ano as exportações alcançaram US$ 3,3 bilhões em receita, 18,9% abaixo do resultado de janeiro a abril do ano passado. Foram embarcados 108,5 mil veículos, queda de 1,2% no volume.

A distorção nas quedas de volume e receita é explicada pela mudança no mix de produtos exportados, segundo Moan. “Houve forte redução de embarques de máquinas agrícolas.”

Nos últimos doze meses a indústria faturou US$ 10,7 bilhões. A Anfavea acredita que as coisas melhorarão para o setor até o fim do ano e projeta receita de US$ 11,8 bilhões, o que representaria 2,5% de crescimento sobre os US$ 11,5 bilhões faturados em 2014.

Produção cai 21,7% em abril

As fábricas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus produziram 217,1 mil unidades em abril, volume 21,7% inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 277,1 mil unidades. Comparado com março o ritmo das linhas de montagem recuou 14,5% – foram produzidos 254 mil veículos.

A explicação de Luiz Moan, presidente da Anfavea, para a queda na produção é a mesma dos meses anteriores: adequação das fábricas ao novo tamanho do mercado. Com as vendas se retraindo em no ritmo dos dois dígitos e as exportações prejudicadas pela forte dependência de um mercado argentino que não reage, não há alternativa que não a redução da produção.

Segundo o executivo o cenário não deverá sofrer alterações no curto prazo. Na entrevista coletiva à imprensa para divulgar o balanço do quadrimestre concedida na quinta-feira, 7, em São Paulo, Moan disse que maio e junho também deverão ser difíceis para o mercado doméstico.

Com estoques altos e seguidos anúncios de férias coletivas, licenças remuneradas, lay offs e programas de demissão voluntária, não há como imaginar cenário diferente do atual nos próximos meses.

De janeiro a abril foram produzidos 881,8 mil veículos, queda de 17,5% com relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Moan foi o pior quadrimestre desde 2008.

No índice anualizado a produção caiu para abaixo das 3 milhões de unidades, algo que não ocorria desde outubro de 2009. De maio do ano passado até abril saíram das linhas de montagem 2 milhões 960 mil veículos.

Força de trabalho – A indústria reduziu em 9,5% o seu quadro de funcionários desde abril do ano passado. Segundo a Anfavea as montadoras de veículos e máquinas agrícolas e rodoviárias empregavam139,6 mil pessoas ao fim de abril. Foram cerca de 15 mil demissões em um ano.

Moan afirmou que a indústria tenta segurar ao máximo o trabalhador. “Trata-se de um funcionário altamente qualificado. Queremos preservar o investimento nessa qualificação, mas é claro que existe um limite”.

O presidente da Anfavea lembrou que somente nessa semana a Volkswagen colocou oito mil funcionários de São Bernardo do Campo, SP, em férias coletivas e a General Motors concedeu licença remunerada a 467 trabalhadores de São Caetano do Sul, SP, e suspendeu o contrato de trabalho de 325 funcionários de São José dos Campos, SP.

Vendas de máquinas recuam 29% em abril

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias voltaram a apresentar retração em abril. Foram comercializadas 4,3 mil unidades no último mês ante 6,1 mil um ano antes, uma queda de 29,4% de acordo com dados apresentados pela Anfavea na quinta-feira, 7.

Na comparação mensal a baixa foi menor e ficou em 11,5%, uma vez que foram comercializadas 4,8 mil unidades em março.

No acumulado do ano as entregas de máquinas agrícolas e rodoviárias somam 16,2 mil unidades, em retração de 22,9% na comparação com o mesmo período de 2014.

Os cultivadores motorizados foram responsáveis pela maior queda em abril, na comparação anual. O segmento comercializou 39 unidades, em baixa de 65,5%.

Os tratores de esteira aparecem na sequência com vendas 46,9% menores e 29 unidades, seguido pelas retroescavadeiras com baixa de 42% e 204 unidades e colheitadeiras com queda de 40,2% e 204 unidades.

Os tratores de rodas, segmento responsável pelo maior volume de vendas, registrou a menor queda, de 26,9%, ao comercializar 3 mil 809 unidades em abril.

Segundo Ana Helena de Andrade, vide-presidente da Anfavea, o segmento de máquinas vive uma “crise de confiança”. Ela ponderou que apesar das perspectivas para a agricultura serem positivas neste ano, os compradores estão receosos com a economia do País.

“A próxima safra deve ser 3,6% maior, não há nenhuma previsão climática negativa e o Plano Safra deve ser aprovado ainda em maio. Mesmo assim há inseguranças no setor.”

Segundo a dirigente nem mesmo as alterações recentemente feitas no Moderfrota justificam a retração nas vendas. “A mudança foi muito clara e trouxe previsibilidade. Apesar do aumento da taxa de juros para novos pedidos ainda há condições atrativas.”

A produção de máquinas apresentou recuo de 19,8% no mês: em abril deixaram as linhas de montagem 5 mil 661 unidades ante 7 mil 57 um ano antes. No acumulado do ano a retração chega a 21,9%, com 21 mil 44 unidades fabricadas de janeiro a abril.

As exportações seguem os índices negativos: em abril as remessas somaram 932 unidades, queda de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2014. Em valores houve recuo de 50,3%, para US$ 148,1 milhões no mês passado.

Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, uma das saídas para aumentar as exportações passa pela diversificação de destinos. Ele ressaltou que desde o início do ano já foram exportadas 500 unidades para o continente africano: “Além disso uma associada já tem remessa de máquinas programada para Cuba”.

Abeifa: vendas no quadrimestre em redução de 20%.

As vendas das empresas associadas à Abeifa, em sua maioria importadoras, encerraram o primeiro quadrimestre em retração de 20,1%. Segundo dados divulgados na quinta-feira, 7, o volume de emplacamentos foi de 26,9 mil unidades no período, enquanto que há um ano este foi de 33,7 mil.

Em abril, isoladamente, foram 7,9 mil licenciamentos, queda de 14,5% ante mesmo mês de 2014. Na comparação com março o resultado representa retração de 2,3%.

Em comunicado o presidente da Abeifa, Marcel Visconde, considerou que “ainda estamos trabalhando com números muito baixos e, se não tivermos uma clara mensagem de que os ajustes fiscais necessários serão aprovados pelo Congresso, os resultados dos próximos meses seguirão essa mesma tendência”. Para o dirigente, “mesmo impopulares, essas medidas são necessárias para a retomada da credibilidade e precisam ser tomadas com urgência, para que o país recupere gradativamente a confiança e o crescimento”.

Mesmo que sem apontar números, Visconde, também na nota, afirmou que “as empresas da Abeifa enfrentam as mesmas dificuldades que os demais agentes do setor, que já anunciaram a readequação de suas estruturas e equipes. Ajustes dessa natureza são inevitáveis quando o mercado encolhe e as vendas caem nessa proporção”.

Por marcas a Kia Motors manteve a liderança do ranking da Abeifa no quadrimestre, com 5,9 mil emplacamentos, queda de 26%, seguida pela BMW, 4,6 mil, menos 3%, e Land Rover, 2,7 mil, baixa de 7,5% – em abril, isoladamente, os dois primeiros se repetem mas é a Jeep que fecha o pódio.

Por modelos, no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o mais vendido das afiliadas Abeifa é o Kia Sportage, com 2,5 mil unidades. É seguido por BMW Série 3, 2,1 mil, Land Rover Range Rover Evoque, 1,6 mil, Lifan X60, 1,1 mil, e Kia Bongo, 1 mil. Em abril o ranking foi bem distinto: Liderou o Jeep Renegade, 575 emplacamentos, com Série 3, 572, Kia Sportage, 458, Evoque, 418, e Kia Sorento, 262, completando os cinco primeiros.

Greve na Chery pode terminar na quinta-feira, 7

Assembleia a ser realizada na manhã da quinta-feira, 7, pode marcar o fim da greve na unidade da Chery em Jacareí, SP, que já dura 30 dias. Os trabalhadores votarão proposta feita pela montadora durante audiência de conciliação com o Sindicato dos Trabalhadores de São José dos Campos no TRT da 15ª região, em Campinas, SP, na quarta-feira, 6.

Segundo nota da Chery, “empenhada em resolver a questão, a empresa ofereceu reajuste de 54,3% no salário-base, que passa a ser de R$ 1 mil 850. Os demais pontos acordados foram o pagamento retroativo dos dias parados, compensação de apenas quatro dias de greve no decorrer do ano, estabilidade de 90 dias e redução gradativa da jornada de trabalho, de 44 para 42 horas, até 2017”.

A montadora afirmou que “com base no histórico de negociações e nas assembleias anteriores está otimista e conta com a retomada da produção ainda esta semana”.

Em nota o sindicato afirmou que após um mês de greve a montadora concordou em acatar cerca de 50 cláusulas já praticadas por outras montadoras da base do sindicato. Segundo comunicado da entidade que representa os metalúrgicos, duas delas são estabilidade no emprego para os trabalhadores portadores de doenças ocupacionais e fim da cobrança das refeições na fábrica.

O sindicato ressalta que os pontos em que não houve acordo irão para julgamento no TRT, em data ainda não definida. A empresa não concordou, por exemplo, em estender o reajuste do piso para todas as faixas salariais, inclusive para o setor administrativo – a empresa propõe 15% de reajuste neste caso. Do quadro total de funcionários da Chery, 70% recebem o piso.

“Ainda há conquistas a serem alcançadas, portanto vamos nos manter mobilizados”, afirmou o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, na nota.

FPT Industrial nacionaliza componentes da família F1

A FPT Industrial localizou componentes da sua família de motores F1 e ampliou, assim, o índice de nacionalização do F1A e F1C, usados em veículos comerciais leves da Fiat, Iveco e PSA Peugeot Citroën. Em comunicado a companhia afirmou que o projeto, iniciado em novembro de 2012, tinha como objetivo contribuir para o acesso dos clientes ao Finame e melhorar processos internos.

Desde dezembro o F1A, que equipa o Fiat Ducato, Citroën Jumper e Peugeot Boxer, e o F1C, do caminhão leve Iveco Daily e do microônibus Iveco Cityclass, já saem com a nova configuração. O índice de nacionalização do primeiro saltou de 40% para 75% e o segundo de 39% para 68%.

Fornecedores de Curitiba, PR, São Paulo e outras capitais brasileiras agora são parceiros da FPT Industrial na produção dos motores. Segundo Amauri Parizoto, diretor de vendas e marketing da empresa, o trabalho foi intenso.

“Não temos dúvidas da importância da localização de componentes, tanto para a FPT como para nossos clientes, que poderão atingir o índice de nacionalização de seus produtos e vendê-los por meio do Finame. Também contribuímos para o desenvolvimento das empresas nacionais, que passam a fazer parte do quadro de fornecedores da FPT no Brasil.”

Segundo a FPT Industrial os motores estão disponíveis também para clientes do mercado aberto, ou seja, de fora do Grupo CNH Industrial, do qual a empresa faz parte.

A fábrica de Sete Lagoas, MG, de onde saem os motores, tem capacidade de produzir 60 mil unidades dos F1A e F1C por ano, mais 18,5 mil motores NEF e S8000.