Metalúrgicos de Caxias do Sul têm remuneração média superior a R$ 3 mil

A indústria metalúrgica de Caxias do Sul, RS, destinou mais de R$ 2,6 bilhões em remunerações diretas e indiretas para seus trabalhadores no ano passado. O valor agrega salários e contribuições obrigatórias, que somaram R$ 2 bilhões 77 milhões, em programas de participação nos lucros e resultados, na ordem de R$ 106,5 milhões, e em benefícios sociais e outros programas no total de R$ 437 milhões 847 mil.

O valor pago em salários e contribuições aumentou 8% e nos PLRs 9% sobre o ano anterior, fechando na média de R$ 2 mil 563. Já os benefícios sociais assumidos pelas empresas, bem como recursos aplicados em outros programas, alcançaram média de R$ 514, evolução de 9%. A remuneração média direta e indireta de cada trabalhador foi estimada em R$ 3 mil 77, aumento de 8,2% sobre o ano de 2012.

Os dados constam do Balanço Social 2014 do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul, o Simecs, distribuído na noite de sexta-feira, 22, durante a entrega do Mérito Gigia Bandera aos empresários Américo Manzato, Rogério De Antoni e Leandro Mantovani. Esta é a décima-quinta publicação do estudo.

De acordo com Getulio Fonseca, presidente do Simecs, as empresas seguem assumindo responsabilidades que caberiam ao poder público mesmo diante do cenário de incertezas econômicas e dificuldades. “Os números expressam a preocupação da classe empresarial em zelar pelo bem-estar de seus trabalhadores e familiares. A maioria das prefeituras da região tem orçamento inferior ao total que as empresas aplicam em benefícios.”

O maior valor pago em benefício é para assistência médica, hospitalar e odontológica. Superou R$ 105,2 milhões, expansão de 13% e representando 24% do total. Em alimentação foram R$ 94,5 milhões, crescimento de 14%, e participação de 21%. O transporte, que responde por 18% do total, com R$ 79,2 milhões, teve alta de 12%. Juntos representam 63% dos benefícios e dos demais programas.

O mais expressivo incremento, de 34%, se deu na rubrica de treinamento em geral e capacitação, que absorveu quase R$ 17,9 milhões. Também foi significativo o aumento no auxílio de creches, de 33,5%, somando cerca de R$ 2,5 milhões. O setor reduziu em 2% os aportes em seguro de vida, 15% em auxílio escolar, 11% em programas de meio ambiente e 26% em comunicação e integração.

O Balanço Social ainda ressalta o nível de escolaridade dos trabalhadores do setor. Não há analfabetos nos quadros funcionais e a maioria, 39%, tem ensino médio completo. Funcionários com superior incompleto e completo e pós-graduação representam 26% do total.

Ainda de acordo com a publicação as indústrias de Caxias do Sul faturaram R$ 19,5 bilhões no ano passado. A câmara automotiva representou 76% do total e respondeu por 45,4% dos empregos na cidade.

Foton confirma produção de caminhões pesados em Guaíba

Ainda que a fábrica esteja no estágio inicial de construção em Guaíba, RS, Wang Xiangyin, presidente internacional da Foton, confirmou o interesse da montadora em estender o acordo que tem com o governo do Rio Grande do Sul para produzir lá também caminhões pesados. Informou ainda que já existem estudos para saiam das linhas da unidade vans e SUVs. O executivo chinês esteve na terça-feira, 25, em Porto Alegre para audiência com o governador Tarso Genro.

De acordo com Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente da Foton Aumark do Brasil, periodicamente delegações chinesas vêm ao País para acompanhar as obras. Esta em especial, segundo ele, foi para preparar o caminho junto ao governo visando à produção de caminhões de até 80 toneladas. “É um projeto pouco à frente, porque primeiro é necessário terminar a fábrica para os modelos leves”.

No momento está sendo feito o estaqueamento do prédio industrial, o primeiro a ser concluído. A meta é começar a produzir no primeiro trimestre de 2016. A estreia será com um caminhão de 10 toneladas, 72% nacionalizado. A expectativa dos pesados é para dois anos após esta data e as vans e os SUVs mais adiante.

No projeto original da Foton Aumark em Guaíba, os investimentos são de R$ 250 milhões para a fabricação de veículos leves e médios, com capacidade para 3,5, 6,5, 8,5 e dez toneladas. A produção será de 21 mil unidades/ano, voltadas ao mercado brasileiro e à exportação para a América do Sul e África. Outros R$ 70 milhões serão aplicados em logística, distribuição de peças e rede de concessionárias.

Leilão da Busscar ocorre na quarta-feira, 26

A partir das 13h de quarta-feira, 26, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, SC, ocorrerá o leilão para venda de ativos do Grupo Busscar, que teve falência decretada em 30 de setembro passado pelo juiz Luís Felipe Canever, da 5ª Vara Cível. A decisão foi tomada após a assembleia geral de credores rejeitar o plano de recuperação judicial da empresa.

Informações extraoficiais são de que três empresas manifestaram interesse na compra da Busscar Ônibus, que tem ativos avaliados em R$ 369 milhões. Uma delas é o Grupo Masa, que atua no setor de ônibus no México. As outras duas são brasileiras do setor automotivo.

Também houve manifestação de aquisição da Tecnofibras, empresa do grupo que trabalha com plásticos de engenharia, e avaliada em R$ 73,7 milhões. Ainda serão leiloados ativos da Climabuss, estimadas em pouco mais de R$ 5 milhões, e outros não operacionais do grupo avaliados em R$ 39 milhões.

A compra poderá ser feita em bloco, com valor de R$ 489 milhões, ou por lotes. Os interessados apresentaram suas propostas, em envelopes lacrados, até o final da terça-feira, 25. Serão desclassificadas as propostas, em qualquer fase de alienação, que forem 60% abaixo do valor da avaliação.

Visteon negocia venda de sua parte na HVCC

A Visteon confirmou que negocia com um fundo de private equity a venda da sua fatia na joint-venture sul-coreana Halla Visteon Climate Controls, de sistemas de climatização. Segundo informações da agência estadunidense Crain’s Detroit, com base em reportagens da imprensa sul-coreana, a empresa e o fundo Hahn & Company assinaram acordo preliminar que prevê a negociação de 70% da HVCC por R$ 3,6 bilhões.

Porém em comunicado a Visteon afirmou que “não há como garantir que essas discussões resultarão em qualquer transação ou em quais termos qualquer negociação poderá ocorrer”.

O eventual acordo marcará o fim de conturbadas negociações na joint-venture da Visteon com a sul-coreana Halla. Em 2012 a Visteon sinalizou intenção de elevar sua participação na HVCC e chegou a fazer uma oferta pela parte da Halla, porém um grupo de pensão sul-coreano, que tem 8% das ações, recusou a proposta.

Meses depois a Visteon decidiu vender todo seu negócio de climatização para a joint-venture, sinalizando a intenção de se desfazer da sua parte na HVCC. Não houve, porém, avanço nesse sentido.

A HVCC tem como clientes BMW, Chrysler, Ford, General Motors, Honda, Mercedes-Benz, Nissan, Tesla, Volkswagen e Volvo. Opera 35 fábricas nas américas do Norte, Sul, Europa e Ásia. No Brasil a unidade de Atibaia, SP, foi inaugurada em agosto.

Vendas de caminhões aceleram em novembro

As vendas de caminhões aceleraram nos primeiros dias de novembro. Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData foram emplacadas 8 mil 824 unidades até a sexta-feira, 21, o que representa média diária de 588 unidades, avanço de 11% em relação à média de 529 caminhões em todo outubro.

Mantido o ritmo novembro deverá fechar em volume próximo a 11 mil 760 veículos – sem superar os 12 mil 172 licenciamentos realizados no mês passado.

A leve queda da ordem de 3% se deve ao fato de novembro ter menos dias úteis – vinte, sem descontar o feriado de 20 de novembro, adotado em algumas cidades do País, ante os 23 dias úteis de outubro.

Com relação a novembro do ano passado, contudo, o comparativo é de estabilidade com viés de alta: 1% ante as 11 mil 641 vendas realizadas em 2013.

O início da retomada é insuficiente para reverter o saldo negativo acumulado no ano, que em novembro deverá fechar em baixa de 12%, considerando-se o ritmo atual.

A líder de mercado em novembro, bem como no acumulado do ano, é a MAN Latin America, com 2 mil 365 e 31 mil 890 emplacamentos, respectivamente. Em segundo lugar vem a Mercedes-Benz, com 2 mil 263 unidades no período e 30 mil 822 no acumulado.

Mercedes-Benz amplia lay off por cinco meses no ABCD

Cerca de 1 mil trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo, SP, da Mercedes-Benz deveriam retornar ao trabalho em 1º de dezembro, após cinco meses de regime de lay off. Porém diante da não retomada do mercado de caminhões a montadora decidiu ampliar o afastamento do grupo por mais cinco meses, até 30 de abril.

Segundo a M-B o número de trabalhadores que seguirá em lay off ainda não está definido porque a montadora abriu um programa de demissão voluntária, PDV, e aguarda o número de adesões para definir os pormenores do lay off. O PDV foi aberto dia 14 de novembro e segue até 5 de dezembro.

Para manter o afastamento dos trabalhadores a M-B terá de arcar com o pagamento integral de seus salários, vez que o subsídio do governo só tem duração de cinco meses. No período anterior o Fundo de Amparo ao Trabalhador, FAT, do Ministério do Trabalho e Emprego arcou com parte do salário dos trabalhadores.

A M-B afirmou que pagará integralmente os salários dos afastados até abril, incluindo benefícios como PLR, e que os trabalhadores continuarão realizando cursos de reciclagem no período.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o salário médio dos trabalhadores em lay off é de R$ 2,8 mil e as negociações para a ampliação do afastamento começou em meados de outubro quando a montadora anunciou investimento de R$ 500 milhões para modernização das linhas de produção de caminhões e mudanças na infraestrutura da fábrica.

Toyota brasileira inicia exportações de veículos flex

A Toyota iniciou as exportações do Etios com motor flex para o Paraguai neste mês. É o primeiro modelo bicombustível da montadora enviado ao Exterior e as vendas no país vizinho e parceiro de Mercosul começam em dezembro.

Segundo comunicado da companhia o objetivo é expandir a presença dos produtos fabricados no Brasil para outros mercados da América Latina. Por isso a Toyota escolheu Paraguai e Uruguai como novos destinos, além da Argentina, que já recebe o modelo. A diferença é que nestes dois últimos a versão exportada é movida exclusivamente a gasolina.

Já o Paraguai receberá o modelo bicombustível, assim como a versão comercializada no Brasil.

Há seis anos o governo paraguaio estimula a tecnologia flex com alíquota zero para a importação destes modelos, a fim de intensificar a produção do etanol. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a Unica, atualmente o país vizinho produz cerca de 170 milhões litros do combustível renovável por ano – 25% desse total é misturado à gasolina e o restante comercializado como combustível para veículos flex.

Em comunicado a Toyota afirma que a configuração de equipamentos do Etios foi adaptada para atender preferências dos consumidores locais e que a tecnologia flex já é bem difundida no mercado paraguaio. Com relação ao volume a ser exportado, a Toyota diz apenas que atenderá Paraguai e Uruguai “de acordo com a demanda dos respectivos mercados”.

Segundo Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologias da Unica, há cerca de 36 milhões de veículos bicombustíveis no mundo. Para ele, “cerca de 60% desta frota está no Brasil e a América Latina é um mercado que pode se tornar promissor”.

O consultor considerou relevante a iniciativa da Toyota e acredita que novos países da região devam se interessar pela tecnologia bicombustível nos próximos anos. “O Uruguai já nos consultou e mostrou-se interessado no etanol. Eles ainda não têm capacidade local de produção, mas parecem estar empenhados quanto ao tema.”

Szwarc também citou a Colômbia, onde a mistura do etanol na gasolina é de 10%, como potencial novo mercado para carros flex nacionais. “O Brasil despontou nessa tecnologia e sua estratégia bem sucedida deve motivar novos interessados no etanol, abrindo espaço para as exportações brasileiras.”

Effa passa por readaptação no mercado brasileiro

Pioneiro na comercialização de modelos chineses no mercado brasileiro, o Grupo Effa passa por fase de readaptação. Após perder a Lifan, que agora controla sua própria marca por aqui, o Grupo mantém operação ainda pequena, com representação das marcas JBC e JMC, que atuam no segmento de comerciais leves.

Neste ano, segundo a Fenabrave, foram vendidos em torno de 200 modelos das marcas do Grupo. Volume baixo mas adequado ao tamanho da rede atual, de acordo com o COO e CFO da empresa, Bruno Ferreira: “Mudamos o conceito de concessionárias. Temos menos pontos de vendas, mas todos sustentáveis, com resultados positivos”, afirmou em entrevista por e-mail à Agência AutoData.

De acordo com o executivo o quadro atual é de apenas oito revendas e “outras serão agregadas conforme a necessidade”.

Embora possua cota para importar até 4,8 mil veículos por ano isentos de IPI majorado em trinta pontos porcentuais, graças à habilitação ao Inovar-Auto, a Effa abastece sua rede majoritariamente com produtos vindos de sua fábrica na Zona Franca de Manaus, cuja produção começou para valer em 2013. Com capacidade para até 30 mil unidades em dois turnos, a fábrica opera com pouco mais de 1% de sua força total.

“Estamos iniciando produção de novos modelos, em fase de lançamento. Neste ano devemos produzir quinhentas unidades em Manaus.”

Durante a maior parte do ano foram produzidas na unidade as picapes Effa Start Simples e Effa Start Dupla, com as respectivas cabines e sempre equipadas com motor 1 litro. Elas serão atualizadas e receberão a companhia de duas outras picapes com motor 1,3 litro, também em versões de cabine simples e dupla.

A fábrica passa por obras de modernização e atualização. Ocupa terreno de 350 mil metros quadrados na Zona Franca, com 30 mil m2 construídos. Opera em uma espécie de sistema CKD, porém com produção de parte das peças dentro das próprias instalações, segundo o executivo.

“Seguimos o PPB [Processo Produtivo Básico, legislação da Zona Franca de Manaus] e agregamos mais etapas locais, pois nossa intenção é obter o maior porcentual possível de produção aqui no Brasil.”

O portfólio Effa é composto ainda pelos importados M100, uma minivan compacta, a Van Effa e o caminhão pequeno JMC.

Com a adoção de política realista, a Effa não traça metas para ocupar toda a capacidade de produção de sua fábrica brasileira. Ferreira afirmou que a empresa busca, em primeiro lugar, rentabilidade. “O negócio tem que ser rentável para ser interessante e se perpetuar. Quantidade não significa volume.”

Ronaldo Znidarsis deixa VW e vai para a Nissan no Brasil

Durou pouco tempo a passagem de Ronaldo Znidarsis na Volkswagen do Brasil – exatamente quatro meses. Na segunda-feira, 24, a Nissan local anunciou o executivo como seu novo vice-presidente de vendas e marketing.

O executivo estava na Volkswagen desde 2012, porém atuando na matriz, na Alemanha. Em julho chegou ao País como diretor de desenvolvimento de rede e veículos comerciais leves, na equipe de Ralf Berckhan. Anteriormente estivera no Brasil como diretor de vendas e marketing da General Motors, montadora na qual acumulou passagens ainda por unidades na Venezuela, Coréia do Sul, Singapura, Europa e China.

Ele ocupa na Nissan o posto deixado por Sérgio Ferreira, que ficou na função por apenas seis meses, de setembro de 2013 a abril de 2014, para retornar à condição de diretor geral do Grupo Chrysler no Brasil.

Em comunicado a Nissan afirmou que Znidarsis irá se reportar diretamente ao Chairman para a América Latina, José Luis Valls, e “será peça-chave de liderança da Nissan do Brasil, presidida por François Dossa”.

O executivo coordenará equipe que conta com José Luiz Vendramini, diretor de Vendas e de Desenvolvimento de Rede, Arnaud Charpentier, diretor de Marketing, e Tai Kawasaki, diretor de Pós-Vendas. Ele é formado em economia pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e possui mestrado em Gestão pela Universidade de Boston.

Pirelli terá novo CEO para América Latina

A Pirelli terá nova direção na América Latina a partir de 1º. de janeiro de 2015. Na segunda-feira, 24, a fabricante de pneus anunciou que Paolo Ferrari sucederá a Gianfranco Sgro no cargo de CEO Latam.

Ferrari está na empresa desde o início de 2012, ocupando cargo de Chairman e CEO da região Nafta, baseado nos Estados Unidos. Antes passou por empresas de telecomunicações e mídia, como a Telecom Italia. O executivo se reportará diretamente ao presidente executivo para América Latina, Paolo Dal Pino.

Por sua vez Gianfranco Sgro, que ocupava a posição desde outubro de 2012, deixa a empresa. Seu destino é a K+N, Kuehne+Nagel, empresa global de logística sediada na Suíça. A partir de 1º. de fevereiro ele assume cadeira no board, segundo comunicado internacional da empresa, e será o responsável global pela unidade de negócios de Contract Logistics.

Sgro, desta forma, retorna para sua área de origem, vez que o executivo acumulava, antes da Pirelli, passagens pela TNT Logistics na Itália, de 2003 a 2006, e Ceva Logistics, onde ocupou a presidência para Sul da Europa, Oriente Médio e África, de 2006 a 2012.