TTB projeta crescer 20% neste ano

Fabricante de conjuntos soldados, estampados, anéis de retenção, fixadores especiais metálicos e outros, a TTB vê com otimismo o ano de 2015. Ao contrário de outras empresas, projeta crescer 20% neste exercício, em especial por conta do setor automotivo, que responde por 85% de seus negócios no País.

Luiz Antônio De Luca, presidente e CEO, afirma que o índice se deverá especialmente a novos negócios. “Cerca de 20% deste crescimento se deve a novos modelos e o restante a fornecimentos conquistados de outras empresas em dificuldades ou que encerraram operações. Possuímos ferramentaria própria, o que é fundamental nestes casos”, revela o executivo, que chegou à empresa no fim do ano passado – antes, era o diretor de operações da DAF no País.

Em 2013 a fabricante contava com 100 clientes em carteira, que passaram a 135 neste ano: aumento, portanto, de 35%. Na lista estão montadoras como Fiat, Ford, Ford Caminhões, General Motors, Honda Motos e Mercedes-Benz, e também sistemistas e outras fabricantes de autopeças como Eaton, TRW, TMD e ZF.

A TTB possui duas unidades no País, em Diadema, no ABCD, e Cabreúva, no Interior paulista, que recentemente teve sua capacidade de produção duplicada. Juntas, as fábricas produziram 1 bilhão de peças no ano passado.

A empresa atualmente investe R$ 10 milhões no biênio 2015-2016, aplicado especialmente na aquisição de maquinário, como prensas, e modernização das linhas e processos em Diadema.

Além do crescimento nos negócios há outra razão para comemorações na TTB neste 2015: a empresa completa 60 anos no País, celebrados com evento no Terraço Itália, em São Paulo, na noite da terça-feira, 12.

A empresa foi fundada em 1955 com o nome Reno. Em 1976 o Grupo SKF adquiriu o controle acionário e o nome passou a Seeger Reno. Em 1995 o Grupo Seeger, incluindo a Seeger Reno, passou a fazer parte do Grupo TransTechnology, sediado em Nova Jersey, nos Estados Unidos. E em 2002 foi a vez do Grupo Interkey, também de origem estadunidense, adquirir as operações – no mesmo ano a TTB iniciou produção de estampados e conjuntos soldados. Em 2012 foi inaugurada a unidade de Cabreúva.

José Carlos Macedo é o novo diretor de vendas da Nissan

A Nissan tem novo diretor de vendas para a sua operação brasileira: José Carlos Macedo, ex-General Motors, assumiu o cargo – que tem base em São Paulo – e responderá a Ronaldo Znidarsis, vice-presidente de marketing e vendas da companhia.

De acordo com informações do seu perfil no Linkedin, Macedo trabalhava desde 1990 na General Motors do Brasil, onde liderou a equipe de vendas da Divisão Norte. Graduou-se em Administração de Negócios na PUC-RS e concluiu MBA em Marketing na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em comunicado a Nissan afirmou que o executivo tem mais de vinte anos de experiência no setor automotivo, amplo conhecimento do mercado nacional e desempenhou funções estratégicas ao longo da carreira.

“Chega à empresa para colaborar com o plano de negócio ousado e dinâmico de ampliar a participação da Nissan no mercado brasileiro nos próximos anos.”

Macedo ocupará o cargo de José Luiz Vendramini, alçado a diretor de suporte estratégico da Nissan do Brasil. Ele agora será responsável por monitorar a qualidade do atendimento ao cliente e a desenvolver a rede de concessionários da marca.

Funcionários da Volvo mantêm greve em Curitiba, PR

Os metalúrgicos da Volvo em Curitiba, PR, mantiveram movimento de greve na segunda-feira, 11. A paralisação foi iniciada na sexta-feira, 8, depois que a empresa informou o encerramento do segundo turno da fábrica de caminhões.

Uma reunião do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba com a Volvo, mediada pelo Ministério Público do Trabalho, MPT, discutiu a paralisação na tarde de segunda-feira. Até o início da noite o resultado do encontro não havia sido divulgado.

Em comunicado a Volvo afirmou que terá de encerrar o segundo turno da produção de caminhões, provocando um contingente excedente de 600 funcionários. A nota afirma que “em esforço para evitar demissões, a empresa está propondo algumas ações: reduzir para R$ 15 mil o valor do Programa de Participação nos Lucros e Resultados, PLR, e fazer reajuste salarial considerando reposição da inflação no período”.

Desde o ano passado a montadora lançou mão de férias coletivas e banco de horas para reduzir os volumes de produção. O complexo da Volvo no Paraná emprega 4,2 mil funcionários em cinco unidades: caminhões, ônibus, caixas de câmbio, cabines e motores.

Em nota o presidente do sindicato, Sérgio Butka, afirmou que “é inaceitável o posicionamento da empresa em não querer negociar para tentar impor ao trabalhador uma proposta de flexibilização que já foi rejeitada por todos”.

Férias coletivas – Enquanto isso Fiat e Ford anunciaram novo período de férias coletivas a partir de segunda-feira, 11. A montadora instalada em Betim, MG, informou por meio de nota que dois mil trabalhadores ficarão afastados por vinte dias. “O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado”, afirmou a companhia.

Já a Ford realizará uma parada na produção da unidade de São Bernardo do Campo, SP, até dia 22 de maio. Além disso, a montadora afirmou em nota que lançará mão de “suspensão temporária do contrato de trabalho, lay-off, para empregados da fábrica de São Bernardo do Campo”.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o grupo compreende cerca de 200 metalúrgicos, que ficarão afastados por cinco meses.

Na unidade são produzidos o New Fiesta hatch e os caminhões Ford.

Um mesmo cenário, várias interpretações

Quando, no inicio deste junho, a Anfavea refez para baixo, pela segunda vez no ano, sua projeção de vendas e de produção de veículos para 2015, a entidade, na prática, formalizou algo que até as paredes mais distraídas das salas de trabalho dos executivos deste setor já vinham ouvindo com alguma frequência.

Ou seja: originalmente esperado para o segundo trimestre, o início do processo de retomada das vendas do setor atrasará. Ficará muito provavelmente para o terceiro trimestre. Talvez até para último quarto do ano.

Como intervalo de tempo, a mudança nem chega a ser tão significativa – algo de três a seis meses. Todavia, como a projeção da entidade segue o calendário gregoriano, que termina em dezembro, esta redução no numero de meses ainda disponíveis em 2015 para a recuperação das vendas até agora perdidas potencializou sobremaneira o impacto negativo de maio no resultado final do ano.

Daí, aliás, a provável explicação para o fato da repercussão da nova projeção da Anfavea ter sido bem acima do que seria razoável pela dimensão real do fato. É um cenário que permite, de fato, várias interpretações.

De forma geral, as empresas entraram neste ano projetando vendas fracas no primeiro trimestre em função do esperado ajuste fiscal federal. O início de recuperação se daria a partir do começo do segundo trimestre.

Neste quadro, as vendas no segundo semestre compensariam a queda a ser registrada no primeiro e, na conta final do ano, o resultado seria igual a zero, pouco a mais, pouco a menos. Quando foi ficando evidente que as complicações na esfera política alongariam o prazo do ajuste fiscal, o que adiaria o início do processo de retomada do setor mais para o final do segundo trimestre, a Anfavea refez pela primeira vez sua projeção para este ano. Para menos 10%.

Não sem razão. Afinal, se antes se projetava um trimestre de queda, um de relativo equilíbrio e dois com algum crescimento, o novo cenário passava a indicar até cinco meses de queda, os mesmos três de relativo equilíbrio e apenas quatro com algum crescimento.

Nas contas apresentadas pela Anfavea no início de junho, na prática passa-se a admitir como possível que, neste ano, de seis até nove meses poderão ser de queda em relação ao período anterior. Restariam, então, para compensar a queda, apenas três meses com relativo equilíbrio ou, na melhor das hipóteses, algum crescimento. Muito pouco.

Resultado: nova projeção para 2015, agora com queda de 17,8% na produção e de 20,6% na produção de veículos.

Há, no entanto, pelo menos um ponto que merece análise mais acurada neste cenário: ao contrário do que pode ter sido equivocadamente interpretado pela ampla repercussão da nova mudança nas projeções da Anfavea, não houve, em maio, qualquer degradação mais acentuada dos números em relação ao primeiro quadrimestre do ano.

Tanto em termos produção quanto de vendas, o setor se manteve, no mês, exatamente dentro do mesmo patamar registrado de janeiro a abril, da ordem de 210 mil a 220 mil unidades, conforme mostram os quadros publicados na parte final desta edição, parte integrante de Indicadores.

Ou seja: embora tenha se mantido desconfortável, a situação não piorou em maio. Apenas não melhorou, tal como se esperava, o que é completamente diferente.

O que mudou: ao adiar por mais algum tempo a projeção do inicio da fase de recuperação das vendas, o resultado deste quinto mês acabou tendo reflexos consideráveis na projeção da Anfavea para o ano como um todo. Somou, na prática, os efeitos de um mês a mais de queda ao de um mês a menos de recuperação. Num ciclo gregoriano, de doze meses, isto fez grande diferença.

Há que se atentar, todavia, para o fato de que, embora tenha sido deslocada adiante no tempo, a aposta na retomada das vendas permanece firme no radar. Isto significa que a entidade continua acreditando que o setor automotivo no Brasil não desceu um degrau e nem voltou a se fixar definitivamente no mesmo patamar de há dez anos.

Permanece firme o entendimento de que o movimento agora enfrentando pelo setor não é o da letra “L”, de escada abaixo, em direção a um patamar inferior. Mas, sim, o da letra “V”, aquele no qual uma vez alcançado o fundo do poço, a bola bate e sobe novamente.

Neste contexto, a nova projeção da Anfavea pode e deve ser entendida apenas como um indicativo de que, computados os resultados de maio, o mais provável é que este movimento em “V” pode até ter passado a ter um ângulo de abertura um pouco maior do que o inicialmente projetado. Mas permanece sendo um movimento em “V”, o que faz toda a diferença em relação ao futuro.

Trocando em miúdos: ainda que o início do processo de retomada só aconteça, de fato, em algum momento do último trimestre deste ano, empresa que tiver ano fiscal em abril muito provavelmente já vai apresentar para a matriz números anualizados bem mais confortáveis.

Um mesmo cenário, várias interpretações

Quando, no inicio deste junho, a Anfavea refez para baixo, pela segunda vez no ano, sua projeção de vendas e de produção de veículos para 2015, a entidade, na prática, formalizou algo que até as paredes mais distraídas das salas de trabalho dos executivos deste setor já vinham ouvindo com alguma frequência.

Ou seja: originalmente esperado para o segundo trimestre, o início do processo de retomada das vendas do setor atrasará. Ficará muito provavelmente para o terceiro trimestre. Talvez até para último quarto do ano.

Como intervalo de tempo, a mudança nem chega a ser tão significativa – algo de três a seis meses. Todavia, como a projeção da entidade segue o calendário gregoriano, que termina em dezembro, esta redução no numero de meses ainda disponíveis em 2015 para a recuperação das vendas até agora perdidas potencializou sobremaneira o impacto negativo de maio no resultado final do ano.

Daí, aliás, a provável explicação para o fato da repercussão da nova projeção da Anfavea ter sido bem acima do que seria razoável pela dimensão real do fato. É um cenário que permite, de fato, várias interpretações.

De forma geral, as empresas entraram neste ano projetando vendas fracas no primeiro trimestre em função do esperado ajuste fiscal federal. O início de recuperação se daria a partir do começo do segundo trimestre.

Neste quadro, as vendas no segundo semestre compensariam a queda a ser registrada no primeiro e, na conta final do ano, o resultado seria igual a zero, pouco a mais, pouco a menos. Quando foi ficando evidente que as complicações na esfera política alongariam o prazo do ajuste fiscal, o que adiaria o início do processo de retomada do setor mais para o final do segundo trimestre, a Anfavea refez pela primeira vez sua projeção para este ano. Para menos 10%.

Não sem razão. Afinal, se antes se projetava um trimestre de queda, um de relativo equilíbrio e dois com algum crescimento, o novo cenário passava a indicar até cinco meses de queda, os mesmos três de relativo equilíbrio e apenas quatro com algum crescimento.

Nas contas apresentadas pela Anfavea no início de junho, na prática passa-se a admitir como possível que, neste ano, de seis até nove meses poderão ser de queda em relação ao período anterior. Restariam, então, para compensar a queda, apenas três meses com relativo equilíbrio ou, na melhor das hipóteses, algum crescimento. Muito pouco.

Resultado: nova projeção para 2015, agora com queda de 17,8% na produção e de 20,6% na produção de veículos.

Há, no entanto, pelo menos um ponto que merece análise mais acurada neste cenário: ao contrário do que pode ter sido equivocadamente interpretado pela ampla repercussão da nova mudança nas projeções da Anfavea, não houve, em maio, qualquer degradação mais acentuada dos números em relação ao primeiro quadrimestre do ano.

Tanto em termos produção quanto de vendas, o setor se manteve, no mês, exatamente dentro do mesmo patamar registrado de janeiro a abril, da ordem de 210 mil a 220 mil unidades, conforme mostram os quadros publicados na parte final desta edição, parte integrante de Indicadores.

Ou seja: embora tenha se mantido desconfortável, a situação não piorou em maio. Apenas não melhorou, tal como se esperava, o que é completamente diferente.

O que mudou: ao adiar por mais algum tempo a projeção do inicio da fase de recuperação das vendas, o resultado deste quinto mês acabou tendo reflexos consideráveis na projeção da Anfavea para o ano como um todo. Somou, na prática, os efeitos de um mês a mais de queda ao de um mês a menos de recuperação. Num ciclo gregoriano, de doze meses, isto fez grande diferença.

Há que se atentar, todavia, para o fato de que, embora tenha sido deslocada adiante no tempo, a aposta na retomada das vendas permanece firme no radar. Isto significa que a entidade continua acreditando que o setor automotivo no Brasil não desceu um degrau e nem voltou a se fixar definitivamente no mesmo patamar de há dez anos.

Permanece firme o entendimento de que o movimento agora enfrentando pelo setor não é o da letra “L”, de escada abaixo, em direção a um patamar inferior. Mas, sim, o da letra “V”, aquele no qual uma vez alcançado o fundo do poço, a bola bate e sobe novamente.

Neste contexto, a nova projeção da Anfavea pode e deve ser entendida apenas como um indicativo de que, computados os resultados de maio, o mais provável é que este movimento em “V” pode até ter passado a ter um ângulo de abertura um pouco maior do que o inicialmente projetado. Mas permanece sendo um movimento em “V”, o que faz toda a diferença em relação ao futuro.

Trocando em miúdos: ainda que o início do processo de retomada só aconteça, de fato, em algum momento do último trimestre deste ano, empresa que tiver ano fiscal em abril muito provavelmente já vai apresentar para a matriz números anualizados bem mais confortáveis.

Bosch capacitará 25 fornecedores até 2016

Com objetivo de proteger e estimular sua cadeia de fornecedores a Bosch brasileira colocou em prática programa de capacitação que visa ajudar 25 empresas a evoluírem em gestão, produtividade e competitividade.

A ação é realizada em parceria com o programa de Desenvolvimento de Fornecedores Automotivos, criado pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC.

O programa demandará investimento de R$ 3,5 milhões, sendo esta conta dividida em 41% para a Bosch, 34% para o MDIC e 25% para os próprios fornecedores – neste caso, para cada deles, o aporte pode ser diluído em vinte vezes.

Segundo Besaliel Botelho, presidente da Bosch América Latina, o programa é uma ferramenta importante e pouco onerosa. “É um investimento baixo diante das melhorias que o programa pode trazer.”

Durante 24 meses representantes da Bosch e consultores nomeados pelo MDIC acompanharão o dia-a-dia dos 25 fornecedores da sistemista, oferecendo sugestões de melhorias em três pilares de gestão: lean management, liderança e gestão de custos e finanças.

Em fevereiro deste ano cinco fornecedores da Bosch, tiers 2 e 3, abriram as portas de suas fábricas. Em abril, outras cinco empresas passaram a contar com a consultoria e até 2016 todo o grupo terá trabalhos em andamento. O principal objetivo é ampliar a produtividade e a eficiência dessas companhias.

A Bosch não revela a lista de fornecedores por questão de confidencialidade ligada ao programa.

Ainda de acordo com Botelho, a cadeia automotiva brasileira de fornecedores está enfrentando situação difícil devido ao alto nível de endividamento, baixa rentabilidade e grande pressão por redução de custos, além da concorrência vinda do Exterior.

“Nossa expectativa é que esse programa melhore o nível de competitividade de nossos fornecedores.”

FOCEM-AUTO – Outro programa de capacitação de fornecedores, o Focem-Auto, começa a demonstrar resultados práticos.

O Focem é o Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul, e o programa tem o apoio da ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. O orçamento é de US$ 4 milhões, cerca de US$ 3 milhões do Focem e US$ 1 milhão da ABDI, e no Brasil atende em especial empresas pequenas e médias fabricantes de autopeças da região do ABCD, muitas delas do segmento de ferramentaria.

A primeira fase do projeto, iniciado em 2013, trouxe números positivos.

De acordo com a instituição desde então foi registrado um aumento de 31% na produtividade média geral das empresas atendidas pelo programa. Esta veio especialmente por crescimento de 50% no tempo disponível para uso das máquinas, em razão de ampliação da eficiência da utilização dos equipamentos, além de expansão de 83% do uso de 5S, conhecida metodologia de melhorias contínuas no ambiente de trabalho.

Vendas de motocicletas recuam 10,7% no quadrimestre

Os emplacamentos de motocicletas recuaram 10,7% no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. Segundo números divulgados na segunda-feira, 11, pela Abraciclo, o mercado interno absorveu 435 mil 127 unidades este ano, volume, portanto, inferior às 487 mil 50 em 2014.

Em abril as vendas somaram 108 mil 167 motocicletas, baixa de 11,2% ante abril passado, quando foram emplacadas 121 mil 744 unidades, e de 13,1% em relação a março, mês com volume de 124 mil 507 unidades.

A média diária de vendas alcançou 5 mil 408 unidades, 11,1% menos que abril do ano passado e 4,4% abaixo da média de março.

Também os indicadores de produção estão em declínio: saíram das linhas 462 mil 43 motocicletas neste ano, 17,4% menos que as 559 mil 75 no primeiro quadrimestre de 2014.

No mês passado a queda foi mais acentuada, alcançando os 30,7%: foram produzidas 101 mil 856 motocicletas, enquanto no mesmo mês de 2014 o total foi de 146 mil 902.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, afirmou em nota que os indicadores refletem as incertezas do cenário macroeconômico. “O consumidor se mostra apreensivo diante do baixo crescimento da economia brasileira, aceleração da inflação e riscos à empregabilidade. Após as férias coletivas de meio de ano, esperamos uma melhora nos negócios em função de fatores que poderão estimular o mercado, como o Salão Duas Rodas, em outubro.”

Como diversas empresas do setor automotivo, também as fabricantes de motocicletas começam a aplicar esforços no mercado externo. As associadas da Abraciclo valem-se também dessa estratégia e já aferem dados positivos: os embarques em abril totalizaram 2 mil 761, alta de 63,8% em comparação aos 1 mil 686 realizados em março.

Porém o comparativo em relação às 6 mil 958 motocicletas exportadas em abril passado ainda é fortemente negativo, em 60,3% – resultado da baixa de negócios com a Argentina.

No quadrimestre as motocicletas exportadas alcançam 9 mil 112 unidades, queda de 72,9% ante o mesmo período de 2014, com 33 mil 577 unidades.

Vendas na Argentina caem 12,5% no acumulado do ano

As vendas de veículos na Argentina apresentaram queda de 12,5% no quadrimestre. De janeiro a abril foram emplacadas 177,3 mil unidades, ante 202,6 mil um ano antes.

Os dados são da Adefa, entidade equivalente à Anfavea daquele país.

Apenas em abril o mercado argentino comercializou 46,3 mil unidades, uma retração de 9,7% na comparação anual. Em relação a março a baixa foi ainda maior, de 12,2%.

Ainda segundo a Adefa a produção voltou a registrar números inferiores. No quadrimestre saíram das linhas de montagem instaladas na Argentina 170,1 mil unidades, queda de 17,6% na comparação com os primeiros quatro meses de 2014.

Em abril, isoladamente, foram fabricados 46,6 mil veículos, retração de 21,2% na comparação anual. Em relação a março, quando foram produzidas 52,3 mil unidades, a queda foi de 10,9%.

As exportações complementam a série de números negativos: de janeiro a abril as remessas chegaram a 81,6 mil veículos, montante 23,6% menor quando comparado ao mesmo intervalo de 2014.

No mês passado as exportações somaram 21,2 mil unidades, representando recuo de 34,6% na comparação anual. Já em relação a março, quando a remessa chegou a 28,5 mil veículos, a baixa foi de 25,7%.

Acordo automotivo – Na última sexta-feira, 8, aconteceu reunião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MDIC, Armando Monteiro, com representantes da Argentina no Itamaraty.

Segundo nota do MDIC o encontro contou com a presença Ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, e o chanceler argentino, Hector Timerman, e teve como objetivo debater, de forma ampla, todas as questões que envolvem a pauta comercial dos dois países.

Segundo porta-voz da Anfavea, durante a reunião houve “avanços significativos” quanto à renovação do acordo comercial automotivo de Brasil e Argentina, mas ainda não houve uma definição sobre o assunto. Ainda não há data agendada para um novo encontro que dará andamento ao acordo – o tratado atual vale apenas até 30 de junho.

Anfir: queda de 38,6% no quadrimestre.

A indústria de implementos rodoviários fechou o quadrimestre com queda de 38,6% nos licenciamentos. Segundo dados divulgados pela Anfir, a associação que representa as empresas do setor, foram comercializados 30,5 mil reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis de janeiro a abril, ante as 49,7 mil unidades de um ano atrás.

A retração foi maior no segmento pesado, de reboques e semirreboques: 50,7%, passando das 19 mil unidades do primeiro quadrimestre do ano passado para 9,3 mil unidades nos primeiros quatro meses de 2015. Na linha leve o recuo chegou a 31,2%, de 30,7 mil produtos para 21,2 mil implementos rodoviários.

Em comunicado o presidente reeleito da Anfir, Alcides Braga, pede socorro ao governo. “O ano se aproxima de sua metade e qualquer ação para ajudar a indústria precisa ser tomada com rapidez, para que seus eventuais efeitos consigam reduzir as perdas ainda em 2015”.

A Anfir encaminhou em março ao Mdic um pedido para acelerar o estabelecimento do programa de renovação de frota e alterações no PSI Finame, ampliando a participação do BNDES para até 80% do valor financiado do bem – atualmente está em 70% para pequenas e médias e 50% para grandes empresas. Segundo a associação ambos os pedidos estão em estudo pelo ministério.

Nova diretoria – Em 23 de abril a Anfir realizou sua Assembleia Geral Ordinária, onde por aclamação a chapa única foi eleita para compor a diretoria, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal, no mandato de 2015 a 2018.

Alcides Braga, da Truckvan, permanece como diretor presidente da associação por mais um mandato, assim como Mário Rinaldi seguirá como diretor executivo.

Laureados os líderes do ranking AutoData de Qualidade e Parceria

Os maiores líderes do Ranking AutoData de Qualidade e Parceria foram laureados em evento que reuniu aproximadamente cem convidados no Milenium Centro de Convenções, na Zona Sul de São Paulo, na tarde da quarta-feira, 10.

Os homenageados receberam certificados, cunhados em placas de metal, alusivos à sua colocação no Ranking, que em 2015 chegou à sua segunda edição.

O ranking reflete a presença regular e constante das empresas elencadas no triênio 2013-2015 nos principais prêmios do setor automotivo brasileiro, como das montadoras Agrale, Fiat, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, PSA Peugeot Citroën, Renault, Toyota e Volkswagen, além daqueles concedidos pelo Sindirepa e pela AutoData Editora.

Nesta segunda edição a NGK sagrou-se bicampeã ao repetir a primeira colocação do Ranking de 2014. A seguir ficaram Magneti Marelli, Bosch e Schaeffler – as quatro, assim, automaticamente passam a concorrer na categoria Qualidade e Parceria do Prêmio AutoData 2015 – considerado o Oscar do setor automotivo brasileiro.

O Ranking AutoData de Qualidade e Parceria e sua relação de 50 empresas representa o crème de la crème do setor automotivo brasileiro no triênio 2013/2015, e foi tabulado a partir de lista total de quase trezentas empresas mencionadas nos diversos prêmios do setor no período.