Honda altera postos de diretoria na América do Sul

A Honda South America, HSA, anunciou diversas nomeações e alterações em sua diretoria na quinta-feira, 2, de efeito imediato. As mudanças, de acordo com comunicado da fabricante, têm “objetivo de aumentar a competitividade dos negócios e atender, cada vez mais, a demanda do mercado local”.

Na área industrial os brasileiros Júlio Koga e Carlos Eigi Miyakuchi assumiram, respectivamente, a vice-presidência das fábricas de motocicletas, em Manaus, AM, e automóveis, em Sumaré, SP.

Eigi acumulará o posto à função de presidente da Honda Energy, assumido em 2013 – com unidade geradora de energia eólica em Xangri-lá, Rio Grande do Sul.

Otávio Mizikami assumiu a diretoria executiva da fábrica de automóveis, posição ocupada anteriormente por Eigi.

Mudanças também na área comercial. Aqui, Alexandre Cury assumiu a diretoria da operação de motocicletas. Em automóveis, Marcos Martins de Oliveira foi promovido a gerente geral, e será o responsável pelas atividades de vendas e desenvolvimento da rede de concessionárias de veículos de quatro rodas, reportando ao vice-presidente comercial, Roberto Akiyama.

Alterações ainda na área institucional da fabricante. Sérgio Bessa, que ocupava o posto de diretor comercial de automóveis, assume como diretor de Relações Públicas para motocicletas, automóveis, produtos de força e assuntos corporativos na América do Sul. Este departamento faz parte da estrutura de Relações Institucionais, sob a responsabilidade de Paulo Takeuchi como diretor executivo e contempla também a atuação da empresa junto aos órgãos governamentais.

De acordo com a nota, “para compartilhar conhecimento sobre tecnologias e processos globais e seguir contribuindo com o desenvolvimento da gestão local, novos representantes da matriz japonesa também assumiram posições nas áreas administrativas, de produção, vendas e desenvolvimento de produtos na HSA”, mas seus nomes e cargos anteriores não foram divulgados.

A Honda deverá inaugurar sua segunda fábrica de automóveis no País, em Itirapina, SP, até o fim do ano.

 

Presidente da República recebe diretoria da Anfavea em Brasília

Uma semana após reunião com Armando Monteiro, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em São Paulo, a caravana de presidentes e executivos da indústria automotiva seguiu para o Palácio do Planalto, em Brasília, DF.

Na tarde de quarta-feira, 1º., os dirigentes foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros  Joaquim Levy, da Fazenda, Gilberto Kassab, das Cidades, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil.

A pauta apresentada ao governo abrangeu temas como a perda de competitividade da indústria nacional, dificuldades no mercado interno e nas exportações, a efetivação do programa de renovação de frota – ainda que inicialmente para caminhões – e o fim de alterações nas condições de financiamento via BNDES, a exemplo da ocorrida na linha Moderfrota, na última semana.

Em entrevista coletiva concedida ao fim do encontro Mercadante afirmou que “trabalhará junto com a Anfavea para o avanço da indústria de automotores” e que o governo dará respostas às demandas em trinta dias. Porém, já antecipou entender que “o governo foi longe demais nas desonerações fiscais” – o que parece indicar que possíveis benefícios como a volta da redução do IPI estão descartados.

O ministro admitiu, ainda, que o governo precisa “ter mais foco na questão das exportações”.

A criação de um Plano Nacional de Exportações foi destaque. A indústria automotiva discutirá, nos próximos trinta dias, sugestões de projetos estruturantes para esse segmento.

Representantes da indústria ouvidos por AutoData, contudo, deixaram a reunião reticentes. Há quem considere o encontro positivo, ainda que minimamente. Fonte que participou do encontro afirmou à reportagem que “o governo formará grupos de estudo com a Anfavea para verificar maneiras de avançar em competitividade”.

Outros embarcaram frustrados no Aeroporto de Brasília. “Mostramos todo o contexto, o aumento dos custos fixos, a queda no faturamento e a dificuldade de manter postos de trabalho. Mesmo assim não há nada concreto, nenhuma medida que auxilie na retomada do mercado. Foi o mesmo discurso de sempre.”

Dentre os presentes estavam Antonio Megale, Arturo Piñeiro, Cledorvino Belini, Fernanda Villas-Bôas, Koji Kondo, Marcos Munhoz, Marcus Vinicius de Aguiar, Paulo Takeuchi, Philip Schiemer, Roberto Cortes, Rogério Rezende, Steven Armstrong, Valentino Rizzioli e Vilmar Fistarol.

AUTOPEÇAS – Ainda na agitada quarta-feira, 1º., a Camex anunciou inclusão de cinco itens na lista de autopeças sem produção nacional. De acordo com o órgão “a medida está alinhada à política industrial do setor automotivo, com o objetivo de aumentar a competitividade”. Os itens receberam reduções tarifárias de 14% e 16% para 2%.

São eles sensor indutivo de movimento, definido pela Camex como “componente para o monitoramento das rodas direcionais e de tração durante o processo de frenagem, que melhora a segurança e a eficiência dos veículos montados no Brasil”, módulos hidráulicos, ou “sistemas que permitem que cada roda trabalhe independentemente, de forma que elas não travem ou acelerem demasiadamente, dando maior segurança e estabilidade ao veículo”, unidades de controle eletrônico, “componentes que recebem sinais de entrada do interruptor mecânico de impacto instalado no veículo e controlam o acionamento das bolsas de ar e o pré-tensionador do cinto de segurança com base em sinais elétricos recebidos dos sensores de impacto e de deslocamento, módulos eletrônicos VMCU, “que funcionam como uma unidade central de comando, melhorando a tecnologia do caminhão, o que facilita o comando e melhora a efetividade de sistemas integrados” e módulos eletrônicos BBM, “que possuem a função de aumentar a confiabilidade dos sistemas relacionados à carroceria do veículo por meio da realização de verificações constantes dos parâmetros da rede, sendo responsáveis por monitorar os pedais de aceleração e freio, e efetuar os respectivos comandos nos sistemas de gerenciamento do motor, alimentação, frenagem e bloqueio”.

Ainda de acordo com a Camex a revisão da lista foi realizada “a partir de propostas apresentadas por entidades representativas do setor privado”.

Consumidores M-B estão mais jovens

A idade média dos compradores de automóveis Mercedes-Benz está diminuindo. A nova geração de modelos compactos da marca, formada pelo hatch Classe A, o monovolume Classe B, o utilitário esportivo GLA e o cupê CLA, tem consumidores até dez anos mais jovens do que os titulares dos demais modelos do portfólio.

Os dados foram levantados em pesquisas realizadas com consumidores brasileiros desde 2012, quando foi lançado o Classe B, primeiro da nova geração a ingressar no País. Na Europa a idade média diminuiu doze anos sob as mesma condições, de acordo com Dirlei Dias, gerente de vendas e marketing da Mercedes-Benz do Brasil.

Por aqui os modelos compactos têm compradores com média de idade de 38 a 40 anos, enquanto os outros modelos do portfólio são adquiridos por consumidores na faixa dos 47 a 49 anos. “Fazendo uma média ponderada, conseguimos reduzir a idade média do portfólio para 45 a 46 anos. Estamos melhorando.”

Rejuvenescer os consumidores dos automóveis Mercedes-Benz foi um dos desafios traçados pela Daimler há cinco anos. O design mais moderno da nova geração compacta, que deu lugar aos desenhos clássicos e elegantes dos modelos das gerações anteriores – e ainda aplicados nos automóveis dos degraus superiores do portfólio –, contribuiu para atrair esses clientes mais jovens na opinião do executivo.

Outro desafio traçado há cinco anos foi o de assumir a liderança global em vendas dentre as marcas premium até 2020. Nesse ponto a M-B também melhorou: após encerrar 2014 na terceira posição, assumiu a segunda colocação no fechamento do primeiro trimestre – superou a Audi.

A nova geração de veículos compactos também foi fundamental nesse ponto. Segundo Dias metade das vendas da M-B no Brasil será de modelos desse segmento. Em especial o SUV GLA, que será produzido em Iracemápolis, SP, a partir do segundo semestre do ano que vem e que ganhou três novas versões no mercado nacional, ainda importadas.

Juntaram-se ao catálogo do utilitário esportivo as versões 250 Vision e 250 Sport, com motor 2 litros turbo de 211 cv, por R$ 172 mil e R$ 190 mil, respectivamente. Também foi lançado um novo acabamento de entrada, o 200 Style, com motor  1,6 litro – e com ele agora o GLA parte de R$ 129 mil.

Dias projetou comercializar 6 mil GLA este ano. “Só não venderemos mais porque não temos como aumentar os pedidos à fábrica da Hungria. Desde o lançamento foram mais de 2 mil unidades licenciadas e a lista de espera aponta potencial de vendas 30% superior. Faltou carro em março, faltará em abril e só deveremos normalizar a demanda a partir de maio.”

Os modelos são importados com desconto no IPI majorado, graças às cotas do Inovar-Auto concedidas pelo MDIC após a aprovação do investimento na futura fábrica de Iracemápolis. O projeto segue de acordo com o cronograma e os primeiros modelos, do Classe C, deverão sair das linhas de produção em fevereiro de 2016.

Primeiro trimestre fecha em baixa de 17%

Os últimos dias de março foram um pouco mais animados do que o esperado pelos varejistas em termos de venda e com isso o mês encerrou com 234 mil 681 unidades comercializadas segundo números da Fenabrave revelados no início da noite da quarta-feira, 1º. A previsão da rede era algo em torno de 215 mil a 220 mil.

O total representa baixa de 2,5% ante mesmo mês de 2014, 241 mil – resultado afetado pelo carnaval – e alta de 26,2% na comparação com as 186 mil de fevereiro, igualmente prejudicado pelo feriado carnavalesco.

Com isso o trimestre encerrou com 674,4 mil emplacamentos, queda de 17% ante as 812,7 mil unidades acumuladas nos primeiros três meses de 2014. Ainda que a baixa seja representativa, o índice representa alívio perante o resultado do primeiro bimestre, que apresentou retração de 23%.

A média de cada um dos 22 dias úteis de março foi de quase 10,7 mil unidades, pouco abaixo daquela registrada em fevereiro, 10,9 mil para 17 dias úteis, descontados a segunda e a terça de carnaval e a quarta de cinzas.

Automóveis e comerciais leves encerraram março com 225 mil 982 licenciamentos, queda de 1,2% no comparativo com mesmo mês de 2014 e alta de 26,4% ante fevereiro. No trimestre foram 648,7 mil, queda de 16,2%.

Os caminhões também tiveram um fim de março pouco melhor que o imaginado e fecharam o mês em 6,5 mil licenciados, o que representa baixa de 29,6% ante mesmo mês do ano passado e crescimento de 25,7% na relação com fevereiro. No acumulado do ano foram 19,3 mil, retração de 36,1% – ao término do primeiro bimestre o resultado fora negativo em 39,4%.

Por sua vez os ônibus terminaram março com 2,2 mil unidades emplacadas, queda de 23,2% no comparativo anual e crescimento de 11,6% no mensal. No trimestre 6,4 mil, baixa de 20,6%.

As motocicletas ganharam números positivos nos dois comparativos de março: com 124,5 mil unidades licenciadas, avançaram 10,9% na comparação com igual mês de 2014 e 32,7% ante fevereiro. Na soma dos primeiros três meses do ano são 327 mil, queda de 10,5%.

GM VICE – No mês de março a disputa pelo segundo lugar do ranking de vendas por montadora na soma de automóveis e comerciais leves continuou acirrada. A GM foi a vice, com 16,4% de mercado, deixando a VW em terceiro com 15,4%. A Fiat liderou com 18% e a Ford ficou em quarto com 10,5%. Batalha também pelo quinto posto, vencida pela Hyundai, 7,9%, à frente da Renault, 7,8%.

No acumulado do primeiro trimestre a sequência é exatamente a mesma: a Fiat tem 19,4%, a GM 17,2%, a VW 16,2%, a Ford 10,4%, a Hyundai 7,5% e a Renault 6,8%. Toyota, 6,3%, Honda, 5%, Nissan, 2,3%, e Mitsubishi, 1,8%, completam os dez primeiros do acumulado de 2015.

STRADA – No ranking por modelos a picape leve Fiat Strada confirmou o favoritismo e fechou o mês na liderança do geral, com 9,9 mil unidades emplacadas, ou quatrocentas à frente do Chevrolet Onix. O Fiat Palio, com 9,2 mil, completou o pódio.

Na quarta posição dos mais vendidos em março ficou o Hyundai HB20, com 9,1 mil, seguido de Fiat Uno, 8,7 mil, VW Gol, 8,3 mil, Ford Ka, 8,1 mil, Renault Sandero, 8 mil, e VW Saveiro, 6,3 mil. O Chevrolet Prisma fechou os dez primeiros com 6,2 mil.

Pirelli: alterações no controle acionário não terão impacto nas unidades fabris.

Executivos da Pirelli se reuniram na terça-feira, 31, com representantes da Prefeitura de Santo André, no ABCD, para elucidar questões relativas à negociação de 26% das ações da fabricante de pneus pela ChemChina, em operação global anunciada na semana passada.

Participaram do encontro o diretor de assuntos corporativos da Pirelli, Mario Batista, o chefe de relações de imprensa da Pirelli na América Latina, Marco Cortinoviz, a vice-prefeita e secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia de Santo André, Oswana Fameli, e o secretário municipal de desenvolvimento urbano e habitação, Paulo Piagentini.

Em nota a Prefeitura afirmou que em sua apresentação Batista informou que o presidente da Pirelli, o italiano Marco Tronchetti Provera, permanecerá à frente da empresa por cinco anos e indicará o seu sucessor. A vice-prefeita acrescentou: “Isso é uma notícia para acalmar os ânimos e para que entendamos que as alterações no controle acionário não terão impacto nas unidades fabris. Em Santo André, inclusive, existe um plano para investimento de recursos na ordem de R$ 250 milhões”.

A unidade da Pirelli está instalada na cidade há 85 anos e atualmente emprega 2,5 mil funcionários. Ali são produzidos pneus para caminhões e máquinas agrícolas e está instalado o segundo maior laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa no mundo.

Fameli também considerou que “a pesquisa e inovação produzidas em Santo André constituem um ativo fundamental para a empresa em nível mundial. Trata-se de uma dimensão empresarial que só tende a ser fortalecida e talvez estas mudanças possam gerar novas oportunidades de ampliação desta posição estratégica de nossa unidade em Santo André”.

Ainda de acordo com a vice-prefeita, no comunicado, “o próprio presidente da ChemChina, ao anunciar o início da negociação, garantiu que a intenção é fortalecer a Pirelli no mundo e ampliar a presença da empresa no mercado asiático”. A transação deve ser concluída no segundo semestre.

Strada perto de liderar vendas em março, como há um ano

Assim como em março de 2014, quando a Fiat Strada liderou, de forma inédita, as vendas por modelo de automóveis e comerciais leves, a picape está próxima de ficar no topo do ranking neste mês. Restando apenas os números da terça-feira, 31, para o fechamento definitivo, o modelo tem cerca de 350 emplacamentos de vantagem sobre o Chevrolet Onix, vice-líder provisório do mercado: 9 mil 333 ante 8 mil 979 unidades comercializadas.

Há um ano a picape sobressaiu-se aos demais devido ao seu desempenho nas vendas diretas, aquelas fechadas muitas vezes em grandes lotes a frotistas, com descontos generosos – três quartos das vendas da Strada em março do ano passado ocorreram por meio desta modalidade. Em fevereiro deste ano mais de 60% dos licenciamentos do modelo foram para pessoas jurídicas, algo natural uma vez que seu uso é predominantemente para fins comerciais.

Como o mercado está devagar e com aproximadamente 30% a 35% dos volumes licenciados no mês por meio de vendas diretas, segundo informou a reportagem uma fonte ligada ao varejo, pode-se dizer que era esperado que os volumes da Strada tivessem destaque sobre os demais no período, considerando-se também uma renovação da frota do modelo junto aos grandes consumidores após um ano.

Há inclusive outro comercial leve no ranking das dez mais: a Volkswagen Saveiro, na nona posição com 6 mil licenciamentos. Em janeiro o modelo ficou em 13º no ranking e em fevereiro na 11ª posição.

Líder do mercado em janeiro e fevereiro – e ainda na primeira posição no acumulado do trimestre – o Fiat Palio está em terceiro em março, com 8 mil 652 licenciamentos. Muito próximo, em quarto, aparece o Hyundai HB20, com 8 mil 541 unidades comercializadas, seguido pelo Fiat Uno, com 7 mil 901 licenciamentos.

O Volkswagen Gol, que por 27 anos liderou o mercado nacional, ciclo interrompido em 2014, ocupa em março a sexta posição, com 7,8 mil licenciamentos. Ford Ka e Renault Sandero tornam mais eclético o top 10 do mercado nacional – modelos de cinco marcas diferentes, também as cinco mais vendidas no mercado, compõem o ranking.

O Chevrolet Prisma, décimo colocado, completa a lista.

Os números finais de março e sua divisão por vendas ao varejo e vendas diretas deverão ser divulgados pela Fenabrave na quarta-feira, 1º de abril.

Ford dispensa 137 trabalhadores em Taubaté

 A Ford dispensou 137 funcionários da fábrica de Taubaté, SP, na terça-feira, 31. O grupo estava em lay-off desde agosto de 2014 e o período de afastamento já havia sido renovado em janeiro deste ano – a montadora estava arcando integralmente com os custos trabalhistas, uma vez que o Fundo de Amparo ao Trabalhador, FAT, do Governo Federal, colabora com afastamentos de até cinco meses.

Os metalúrgicos retornariam ao trabalho quando foram notificados sobre a dispensa. Em nota a Ford afirmou que “devido à redução do volume de produção encerrou o contrato de trabalho de 137 trabalhadores da fábrica de Taubaté, que estavam em lay-off de agosto de 2014 a 31 de março de 2015. Nesse período, a empresa discutiu, em conjunto com o sindicato, várias possibilidades para tentar solucionar esse excedente, inclusive com a extensão do lay-off por três meses além do período original, mas essas alternativas foram insuficientes para manter os contratos de trabalho”.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté os funcionários foram orientados a aderir um programa de demissão voluntária, PDV, para que tivessem as verbas rescisórias ampliadas.

Segundo porta-voz do sindicato as demissões já eram esperadas, mas a entidade tentou reverter a decisão da montadora solicitando apoio ao prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz Júnior, e ao governador Geraldo Alckmin, em reunião realizada na última semana. Na ocasião as autoridades comprometeram-se em interceder pelos trabalhadores.

A unidade do interior paulista emprega 1,5 mil funcionários e é responsável pela produção de motores e transmissões.

Renault espera manter inalterado volume de vendas do Duster

O novo Duster é peça fundamental na estratégia da Renault rumo à conquista de participação de mercado de 8% até 2016. O SUV compacto apresentado na segunda-feira, 30, em Campinas, tem a missão de se manter na faixa de 45 mil unidades/ano, mesmo em período de vendas fracas – a estimativa da fabricante para o ano é de queda de 16% – e efervescência de lançamentos em seu segmento.

Um dos trunfos da novidade é o preço: parte de R$ 63 mil e vai a R$ 78,5 mil na versão topo de gama. Seus concorrentes vão de R$ 66,2 mil a R$ 87,1 mil, caso do Ford Ecosport, de R$ 70 mil a R$ 89 mil, preço do Honda HR-V, e de R$ 70 mil a R$ 117 mil, a tabela do Jeep Renegade.

Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil, evita números absolutos. Mas revela que a meta para 2015 é superar a fatia de 7% de participação alcançada no ano passado: “A picape apresentada no salão de São Paulo em 2014 chegará este ano, mas não terá tanto impacto no volume total de vendas. Isso só será perceptível no ano cheio, não em alguns meses. Desenho não era nosso forte, por isso renovamos Logan, Sandero e agora Duster e ampliamos nossa presença. E teremos mais novidades”.

A nova picape, apresentada no Salão como conceito denominado Oroch, deve debutar com outro nome no mercado nacional – a questão está em estudo. Mas esta não será a única novidade da Renault nos próximos doze meses: nem mesmo vendas ou produção nacional dos apimentados Sandero e Megane RS estão descartadas. “Quem sabe? O Sandero RS faz sucesso lá fora”, desconversa o executivo.

Ele acrescenta que “o mercado brasileiro é extremamente atraente, o consumidor tem gostos específicos e nosso objetivo é trazer o que temos de melhor, usando nosso supermercado em todo o globo: temos Dacia, Nissan e Samsung. O importante é oferecermos ao cliente daqui o que ele deseja. A picape, por exemplo, não é vendida em nenhum outro mercado”.

O presidente estima baixa de 16% no mercado brasileiro em 2015, mas mesmo assim se diz confiante: “É difícil fazer uma previsão assertiva. Não vejo essa queda diminuir; creio que será um ano difícil, mas que não nos assusta. Não se trata de crise e, mesmo com a queda, são volumes consideráveis”.

Com relação aos volumes de produção, Murguet também estimar queda: “O custo de produção no Brasil é alto. Com o dólar volátil é difícil exportar, pois não se fecham vendas a um mercado externo de um dia para outro”.

Renault terá novo presidente no Brasil

A partir de quarta-feira, 1º de abril, o Brasil será, pela primeira vez, a sede da direção da Renault na Região Américas.

Olivier Murguet, atual presidente da unidade brasileira da montadora, passará na data a vice-presidente sênior e presidente do Conselho da Região Américas.

Ele sucede nestas funções a Denis Barbier, que, no cargo, despachava a partir da matriz, na França.

Murguet, de qualquer forma, já antecipa: “Gosto muito do Brasil e não vou sair daqui”, assegura.

O executivo antecipou que um novo presidente para a Renault do Brasil está a caminho. Contudo, não deu pistas sobre quem será nomeado seu sucessor à frente da unidade local da fabricante, a quinta maior montadora em vendas no Brasil.

“Devo acumular a função de presidente para o Brasil por três ou quatro meses, até que seja definido um sucessor.”

Toyota planeja investir US$ 1 bilhão em fábrica no México

A Toyota investirá US$ 1 bilhão em uma fábrica no México, segundo informações do Flash de Motor, publicação parceira da Agência AutoData. A unidade deverá ser construída no estado de Guanajuato, em uma área de 500 hectares.

A hipótese da construção da fábrica é ventilada há alguns meses e segundo a publicação agora o empreendimento já é realidade dentro da Toyota, apesar de ainda depender da aprovação formal do conselho de administração da montadora.

O anúncio oficial deve acontecer em abril e o cronograma prevê que a unidade produza o Corolla para abastecer o mercado estadunidense a partir de 2019.

A nova fábrica será instalada em uma região onde a Honda já possui uma unidade. Além disso, no entorno há um parque de fornecedores com 14 empresas, a maioria de origem japonesa.

A fábrica mexicana simboliza o fim de um congelamento de três anos nos planos de expansão imposto pelo presidente da Toyota, Akio Toyoda, desde que a montadora passou por uma série de recalls.

VOLVO CARS – Já a Volvo Cars anunciou que construirá sua primeira fábrica nos Estados Unidos. O local ainda não foi definido, mas segundo comunicado da companhia o investimento deve ser de cerca de US$ 500 milhões.

Apesar da presença nos Estados Unidos desde 1955, a Volvo tem uma participação de mercado pequena naquele país. No ano passado as vendas caíram 8%, para 58 mil veículos, e representaram 0,4% do mercado estadunidense.

A Volvo Cars, que pertence à chinesa Geely desde 2010, comercializou 466 mil veículos no mundo em 2014.